This Is My Gang!

181 Capítulo 181


Capítulo 181 — Troll Identificado

- Sim — repetiu o tal Sérgio, ainda terminando de rir — Eu sou o Troll. Muito bem, vocês descobriram.

Ele começou a bater palmas, enquanto nós o olhávamos pasmos. Era um garoto como na foto: magro, caucasiano, não muito alto, sem óculos e cabelos curtos lisos. Parecia um típico garoto de apartamento, mas com um jeito excêntrico. Nenhum de nós sabia muito bem o que falar. Mas Wilson foi o primeiro a quebrar o silêncio, como era de se esperar.

- Heh! Só podia ser você mesmo — disse ele — Todas as pistas levavam a você...e agora, você foi desmascarado, Sr. Troll!

- Troll...sabe que até gostei desse apelido? — disse Sérgio, cinicamente, enquanto coçava a cabeça — Foi divertido.

- Então foi você quem hackeou as câmeras do colégio? — perguntou Wilson.

- Sim — respondeu Sérgio.

- Foi você quem preparou todas aquelas mensagens ocultas? — disse Demi.

- Exatamente — concordou ele.

- E foi você que mexeu com o cardápio da escola naquele dia? — falou Jorjão, surpreendentemente furioso.

- Aham — disse ele, com um sorriso bastante cínico — Na verdade, foi tudo bem tranquilo. Permitam que eu explique como fiz tudo.

Ele não parecia nem um pouco abalado com o fato de ter sido descoberto. Por outro lado, Wilson também estava bastante curioso em entender como Sérgio aprontou tudo aquilo.

- Quanto às câmeras, Wilson, você deve saber muito bem que possuem um sistema bem fácil de hackear...assim como o site da escola — falou Sérgio — Mudar as notas, invadir o site...Isso é brincadeira de criança pra qualquer um que saiba o mínimo sobre sistemas de rede.

- Mas como conseguiu fazer tudo aquilo sem ser pego? Você teve que entrar na escola para colocar catchup no corrimão ou esconder as mensagens.

- Sim. Bastou hackear as câmeras para que eu agisse livremente.

- Mesmo assim, como conseguiu invadir o colégio sem que o guarda noturno percebesse?

- Ora, a segurança daqui é ridícula — continuou ele — Eu analisei friamente todo o processo de segurança e encontrei a brecha perfeita para agir. Tudo que eu precisei fazer foi não ficar no mesmo lugar que o guarda passava. Simples.

- Mas entrar na escola à noite não é tão simples assim — retruquei.

- Bem observado — disse o Troll — Mas eu nunca precisei invadir o colégio. Simplesmente fiquei escondido aqui o tempo todo.

- Como? — estranhou Wilson.

- Ao final da tarde, antes da escola encerrar as atividades, eu ficava no banheiro, escondido, hackeando as câmeras através de meu laptop — disse ele — Feito isso, bastava agir à noite quando as câmeras não me pegavam e voltar para o banheiro.

- E como você saía? — perguntou Demi.

- Eu não saía — falou ele — Passava a noite toda no banheiro do colégio. Ninguém me via entrando ou saindo.

- Você passava a noite no banheiro do colégio? Que nojo! — resmungou Demi.

- Diga o que quiser, dona líder de torcida. Mas que funcionou, funcionou — disse ele — Só precisava dizer para a minha família que estava fazendo trabalho na casa de um colega e pronto. Aliás, deixei um número de telefone que dava direto para um software programado para se passar pela suposta mãe do meu colega.

Ou seja, o cara era tão genial em tecnologia quanto Wilson ou Cássio.

- Isso explica as atividades noturnas — disse Wilson — Mas você não atacou só durante à noite. Você também fez das suas em plena luz do dia, não?

- Ah, fala do presente para a Patrícia, a mensagem para a Demi, fechar o registro de água ou o gravador? Fiz tudo isso discretamente. Durante o dia tem tanta gente que ninguém repararia em mim.

- Mas...e o caso do video-game portátil daquele garoto? — perguntou Demi — Aquilo foi muito estranho e..

- Nada de estranho. Apenas troquei o jogo que foi levado para a diretoria por uma cópia falsificada. Isso também é bem fácil de fazer quando a professora deixa a sacola à mostra.

- E como você tinha um PSP falso exatamente naquela hora?

- Ah, essa escola é cheia de crianças que ficam jogando durante a aula, em especial, investiguei que aquele moleque jogava direto. Era só questão de tempo até o jogo ser confiscado por algum professor algum dia e esse dia chegou. Bem conveniente, não? Foi um crime perfeito! A bobona da professora nem percebeu nada! Huahauhaha!

Ele realmente tinha orgulho do que fazia.

- E o caso da caneta também foi parecido? — indagou Wilson.

- Sim — respondeu o Troll — Consegui trocar a caneta do garoto por uma outra, sem que ele ao menos percebesse. Simples assim.

- Mas isso é roubo! — retrucou Demi.

- Claro que não. Foi uma troca — disse Sérgio — E eu ainda deixei uma caneta bem melhor na carteira dele. O moleque deveria me agradecer. De qualquer forma, consegui agir sem que ele percebesse e isso que importa. Minhas habilidades são indiscutíveis.

Ele também não parecia ser do tipo modesto.

- E você também foi o responsável pelas pegadinhas em outros colégios, estou certa? — perguntou Karina — O Megatec não foi o primeiro colégio que você atacou.

- Está perfeitamente correta — disse ele — Já passei por muitos colégios e deixei minha marca em todos. Nunca ninguém descobriu nada.

- Até agora, não é? — falou Wilson, confiante — Nós conseguimos descobrir quem você é.

- Sim, é verdade — concordou Sérgio.

- Mas eu só queria entender mais uma coisa — falou Demi — Você tem algo contra a gente, não tem? Muitas de suas mensagens eram dedicadas exatamente a nós, a NERD, que estávamos te investigando.

- Sim. No fundo, eu queria um desafio — disse ele — E achei que vocês fossem as pessoas certas para me proporcionar a diversão que eu queria.

- Quem é você, afinal? — perguntou Demi — O que exatamente é o Troll?

- Bom, já que conseguiram enxergar todas as minhas pistas, acho que vocês tem o direito de saber — falou Sérgio, com uma expressão ainda mais cínica — Eu vou contar...vou contar tudo.

Estávamos todos tensos, mas atentos a cada palavra que ele pensava em dizer.

- Vou contar...as razões de eu ter me tornado o Troll!

Notas finais
No próximo capítulo, veremos o que afinal Sérgio tem a ver com a NERD...e, por fim, veremos como essa investigação (e essa temporada) terminam.

Até lá!