This Is It

15 This Is a Family Lunch


Fazia algumas semanas que Elena estava morando com seu pai. Não era, como morar na antiga mansão ao lado da casa dos Salvatores, mas ainda sim, era o melhor lugar que ela poderia estar. Era um apartamento simples, mais afastado da cidade. John estava recomeçando sua vida agora, não acreditava que seu casamento já havia acabado. Ainda mantinha esperança, sobre algo, que Isobel havia deixado muito claro. Elena por outro lado, já não via Isobel a muito tempo.

– Você precisa ver a sua mãe, sabe disso. — Caroline disse, enquanto fazia cafuné no cabelo de Elena.

Ela sabia disso, mas ela não conseguia. Isobel já tinha feito tantas coisas ruins. Ela não merecia uma filha. Tudo que ela dava valor, era ao dinheiro. E pra Elena, esse havia sido o por que, da separação. Ela queria saber o por que de tudo aquilo vir tão de repente. As brigas, as contas, e do nada, tudo havia despedaçado.

– Eu sei disso. Mas eu tenho meu pai. E mais, eu to bem demais pra ir visitar a dona Isobel. Depois de tudo que ela disse, seria hipocrisia da minha parte. — Ela respondeu a amiga, se levantando de seu colo. — Tudo o que eu preciso agora, é ter um pouco de distancia dela... Eu não entendo por que nós somo tão diferentes...

Caroline percebeu o desanimo da amiga, não podia vê-la daquele jeito, mudou de assunto rapidamente.

– E quanto ao Matt? Sabe que vai ter que lidar com isso, mais cedo ou mais tarde.

Matt nunca mais havia aparecido, depois da sua surpreendente visita no hospital, antes da fuga de Elena. Mas ela sabia, que uma hora ou outra, eles iriam se esbarrar na escola, ou na rua, era inevitável, já que Mistic Falls era uma cidade pequena.

– Eu e o Matt... Nunca funcionamos direito. E o que aconteceu... foi como uma desculpa, pra fazer uma coisa, que eu já devia ter feito. — Então ela desviou o assunto – Já o Damon... É o contrario de Matt. Ele me faz me sentir livre. Ele chegou a Mistic Falls, e desde então, não consegui mais afasta-lo de mim.

– Não sei se você pode, Lena... Não quando se está apaixonada por esse alguém.

… … … … …

Finalmente, um final de semana normal da casa dos Salvatore's, sem dramas familiares, e tudo o que tinha direito. Apenas um almoço familiar, sem a empregada da casa dos Salvatore, que infelizmente, Jenna resolveu dispensa-la, e quem sabe, acabando com o apetite dos meninos.

– Jenna, sai de perto da comida. — Ric disse, beijando a bochecha da esposa, a tirando de perto do frango congelado.

– É, mãe. Todos querem almoçar.

Jenna nunca cozinhou muito bem. Ou melhor, ela nunca cozinhou. Cresceu sem a mãe, apenas com empregadas, que faziam tudo, e quando se casou, também, sempre deixou nas mãos da empregada. Mas hoje ela havia resolvido fazer o almoço de domingo em família, e isso aplicava ela ter que cozinhar.

Sabendo dos desastres de Jenna na cozinha, os meninos fizeram um pacto. Seria o único jeito de não acabar com o almoço deles. Eles não deixariam Jenna tocar na comida.

– Bom, então vou fazer a maionese. — Ela disse, indo pegar uma faca. — Isso eu posso fazer, não é mesmo?

– Não mãe, a senhora sabe como eu amo descascar batatas. É uma terapia pra mim. — Stefan correu, pegando a faca de sua mão.

–OK. Então, vou ficar com as cerejas.

– Sabe, eu posso cuidar disso. — Foi a vez de Damon. Ele era um excelente cozinheiro, já que morar com sua mãe, foi como se fosse um período de aprendizado. Se ele não cozinhasse, morreria de fome.

– O que eu vou fazer então? — Jenna já havia percebido o complo que haviam montado contra ela.

– Querida, pode cuidar das bebidas. Você é boa nisso, não é mesmo, Stefan?

– Ninguém sabe escolher uma boa bebida como você mãe.

Jenna foi convencida, Ela realmente sabia escolher bebidas. Não que ela levasse algum mérito por isso. Ela saiu da cozinha, e foi direto a adega.

Os meninos continuaram o trabalho. Faziam uma boa equipe quando se juntavam, ainda mais para cozinhar, já que provavelmente os dotes culinários, foi herdado da família Salvatore.

– E então, como está indo com a Elena? — Ric perguntou para Damon, já sabendo de toda a história, entre o sobrinho, e a filha de Isobel.

– Não tem nada acontecendo entre mim e Elena. — Não queria falar sobre isso. Não sabia exatamente o que estava rolando entre eles.

– Não foi isso que eu vi, enquanto tomávamos café ontem, no Mystic Grill, heim? Seja cavalheiro, e assuma Damon.

– Se bem, que eu soube que o cavalheirismo morreu.

– Não tem nada acontecendo entre mim e Elena. — Ele repetiu.

– Sério? — Ric retrucou, parando o que estava fazendo.

– Damon? — Foi a vez de Stefan.

Ele se manteve em silencio, e os encarou. Damon não sabia exatamente o que Elena sentia. Depois de tudo que Elena passou, a ultima coisa que ele queria era forçar alguma coisa. Aconteceu tudo muito rápido, desde que ele voltou para Mistic Falls, ele não imaginava que voltar, causaria toda essa mudança. Ele queria uma vida nova, e é isso que Elena precisava também.

– Bom... — Ele desviou o olhar dos rapazes. — nós estamos indo devagar.

– É! — Comemoraram os rapazes. — Indo devagar! — Stefan irônisou.

– Que bom que ela não é mais nossa vizinha.

– Pois é, seria difícil ir devagar com ela tão perto.

Jenna chegou ali, fazendo os rapazes ficarem em silencio. Isso sempre acontecia quando estavam falando de garotas.

– Parece que John ia passar o Domingo sozinho. Então eu o convidei, para vir almoçar com a gente. E parece que Elena e Caroline veem junto.

– HMM – Stefan olhou para Damon, que terminou com as cerejas. — Quero ver você ir devagar agora.

… … … … …

– O que você vai vestir, Lena?

Elena não sabia o que dizer, já que suas roupas bonitas haviam ficado na casa de sua mãe. Mas também não se importava. Ela não precisava impressionar ninguém. Todos naquela casa sabiam quem era ela, iria enganar a quem? O tempo todo, ela quis fugir daquela monotonia que era Mystic Falls, aquela vida perfeita, que todos pensavam que ela levava. Mas agora que sua família esta praticamente desfeita, vai fingir aparências para quê, para quem?

– Elena, vamos – John gritou – Estamos atrasados.

Elena optou por uma roupa simples – uma blusa vermelha, calça jeans, e uma jaqueta de couro por cima – se sentia confortável assim. E melhor, agora ela poderia ser ela mesma.

– Caroline, você está ótima. — ela ainda não havia terminado, continuava na frente do espelho, se maquiando. Caroline sempre foi linda ao natural. Uma barbie loira perfeita. Mas sempre insegura. Estava sempre imaginando em como as pessoas a enxergariam, e sempre as julgando pelo seu lado exterior. Mas essa era Caroline, e Elena já havia se acostumado com a amiga assim. — Espera... Isso é por causa do Stefan Salvatore? — Ela frisou bastante o nome do rapaz.

Caroline não havia contado nada do que havia acontecido entre ela e Stefan. O beijo na festa de Giusepp, quando eles dividiram a cama, em algum motel de Tijuana, ou até mesmo o clima que estava rolando constantemente entre os dois. Nada daquilo foi conversado. Mas Elena já imaginava que Caroline não estava contando alguma coisa.

– Stefan Salvatore? — Ela respondeu com desdenho, virando-se pra olhar Elena. — Eu não posso estar gostando de Stefan Salvatore. É Stefan. Ta louca, Lena?

– Eu nem disse que você sentia alguma coisa por ele, não sei, eu que sou louca? — Ela disse, chegando perto da amiga. — Mas é uma pena Car, por que ele gosta de você.

Caroline a encarou no espelho pensando no que a amiga acabara de falar. Ela precisava saber, se realmente sentia alguma coisa, pelo nerd estranho, que não deixava mais em paz. Não podia negar que o beijo havia significado alguma coisa, ela só precisava descobrir, o que.

– Vamos garotas. — John as chamou novamente. — Então, estou bem? — Elas apenas olharam uma para cara da outra. Ele estava com uma camisa social azul clara, que não parecia bem a sua cara. Mas não falaram nada.

– Sr. Gilbert, obrigado por me deixar passar o final de semana com vocês. — Ela começou a mudar de assunto. — Minha mãe esta sempre trabalhando, sabe como é.

– Não tem problema, você sabe que é sempre bem-vinda por aqui.... — Ele ficou em silencio por alguns segundo. — Vamos?