This Is It

12 This Is My Mom


– Você não está me colocando em um asilo para loucos. – Elena gritou, puxando o cobertor fino de hospital até o queixo, protegendo-se, do olhar de sua mãe.

– Não é um asilo de loucos, é um centro de recuperação, para jovens mulheres... com problemas. — Isobel respondeu pacientemente, lutando para manter um sorriso estampado em seu rosto. — Eu acho, e a Dra. Fell concorda, que seria uma boa ideia para você.

Elena olhou para a mãe, horrorizada. Isso era um pesadelo. Praticamente, tudo o que aconteceu depois que seu pai lhe disse que estava se separando, tinha sido um pesadelo. Ficar bêbada em Tijuana, e tomar analgésicos, como se aquilo tivesse algum poder, que pudesse acabar com a dor que estava sentindo depois da notícia de seu pai... Uma overdose que a quase a matou no México. Elena não sabia como as coisas tinham chegado tão fora do controle. Como ela tinha ficado tão fora do controle. Ela nunca teria tentado cometer suicídio – Pelo menos não intencionalmente. Ela era apenas... triste. E beber fazia os sentimentos difusos e abstratos desaparecerem, como se tivesse assistindo um filme de si mesma, um drama encharcado, que você usa uma caixa inteira de lenços de papel chorando, e você consegue se desligar disso. Álcool a deixava desligar da sua vida por um tempo. Mas ela não queria se deligar permanentemente. O que aconteceu no México foi um acidente, mas ninguém parecia acreditar nela. Ninguém, isto é, exceto por Damon.

Ele chegou ao hospital no inicio da tarde, segurando um girassol amarelo ridículo que tinha sido a única coisa que restava na loja de presentes. Ele sorriu quando ele deu a ela, e surgiu um sorriso em seu rosto, embora ela estivesse lutando contra as lagrimas. Elena estava tão arrasada, que ela o fez chorar. E isso era tudo que ela não queria. Ele já devia explicações aos seus tios sobre a viagem a Tijuana, não queria lhe causar mais problemas.

– Me desculpa. — Ela disse, girando o girassol sobre o seu nariz. A flor lançava um brilho em seu rosto, fazendo parecer que ela estava fazendo algo saudável, ao ar livre, como correr no campo, ou andar de bicicleta, ao invés de estar em uma ala psiquiátrica fechada. — Sinto muito. — Ela repetiu. — Sou tão burra. Como eu fui fazer isso...”

– Hey, não fala assim. — Disse Damon. Ele roçou levemente os dedos em sua bochecha, aliviado e satisfeito em encontra-los quente e vibrante, e nada como palidez, e gelada que ela teve quando ele a encontrou naquele beco. Ele deixou sua mão descansar, acariciando seu rosto, tentando descobrir uma maneira de dizer a ela o que estava pensando.

– Eu não quero me matar... — Elena disse em voz baixa. — Eu não fiz isso. Eu só queria... Escapar.

– Eu sei. Eu entendo, Elena.

Elena deu-lhe um sorriso hesitante, pegando a mão dele. Estava visivelmente relaxando pela primeira vez desde que ela acordou internada naquela manhã. — Minha mãe está me tratando como se eu fosse alguma louca. É tão irritante. Eu só quero sair daqui. Quero que tudo volte a ser normal.

– Normal seria bom – Damon disse e abriu um sorriso de lado. Nada tinha sido normal para ele, desde que voltou para Mystic Falls, a alguma semana atrás. Sua vida estava melhor, claro, mas normal? Sem chance.

Ele ergueu os olhos azuis para Elena, copiando a expressão que Stefan sempre usava falando alguma coisa ironicamente, e Elena soltou uma gargalhada.

– Normal seria bom. — Ela concordou ainda rindo, mas antes que Damon pudesse responder, eles ouviram uma voz vinda do corredor. Voz de Isobel.

– Enfermeira, quando você estiver livre, traga o almoço para minha filha.

Damon, olhou freneticamente ao redor da sala para uma válvula de escape. A última coisa no mundo que ele precisava era de Isobel Gilbert, para pegá-lo ali.

– O armário. — Elena sussurrou — Rápido.

Damon correu para dentro do armário, fechando a porta atras de si em tempo. Isobel entrou no quarto dizendo a filha que a enviaria para San Diego, para um hospital psiquiátrico.

– Se você quer se livrar de mim, não vai ser tão fácil assim – Elena gritou. — Por que você não me deixa ficar com meu pai?

– Não acho uma boa ideia, acho que isso é uma das coisas...

– Umas das coisas? — Elena perguntou brava, — Admita mãe, tudo isso, é sobre Damon.

– Tudo bem. — Isobel respondeu. Fazendo a filha ficar mais brava. — Desde que você conheceu esse garoto, vou mudou.

– Eu não tenho... — Elena começou, mas Isobel levantou suas voz, em protestos.

– Você tentou se matar!

– Isso não foi culpa dele. — Elena disse ansiosa para fazer sua mãe entender que Damon era basicamente a única coisa que a impediu de se matar. Ele olhou para a porta do armário, incapaz de suportar a ideia de Damon estar ouvindo as coisas que Isobel estava dizendo.

– Querida, você fica dizendo isso... — Isobel disse, com a voz doce. Ela colocou a mão no braço de Elena. — Mas antes dele chegar aqui, você era feliz.

Dentro do armário, Damon sentiu as palavras de Isobel tão nitidamente como se ela lhe desse um tapa na cara. Ele passou a vida inteira tentando fazer ás pessoas felizes. Sua mãe, seu irmão, e até mesmo, Elena. Por que sempre parece que as coisas dão erradas no final? Damon não conseguia entender o que ele fez. Que coisas específicas que ele fez, para Isobel achar que ele estava arruinando a vida de sua filha. E ainda, de acordo com ela, ele era, o que faria dele mesmo... Horrível.

Damon não tinha certeza do que ele fez para incorrer sua irá, mas ele estava disposto a enfrenta-la, se isso significasse que ele poderia estar perto de Elena. Não importa o quando Isobel o odiava, ela não iria conseguir afasta-lo. Ele só esperava que Elena concordasse.

– Olhe – Isobel disse, colocando de volta o sorriso que ela achou tão difícil manter por perto da filha recentemente. — Dra. Fell vai estar aqui depois do almoço. Por favor, fale com ela, querida. Deixe-a ajudá-la, ok?

Elena balançou a cabeça, e piscou os olhos algumas vezes, parecendo sonolenta, disposta a qualquer coisa, para conseguir tirar sua mãe do quarto. Ela aconchegou-se no cobertor, olhando sonolentamente para Isobel. — Vou descansar um pouco. — Ela murmurou.

Isobel inclinou-se, e seu um beijo na testa da filha. — Descanse filha. Volto mais tarde, para verificar como você está.

No segundo em que Isobel saiu, Elena levantou da cama, e abriu o armário, se desculpando. — Eu sinto muito, sobre o que ela disse.

– Tudo bem – Damon respondeu, olhando para o chão. — Eu tenho que ir de qualquer maneira.

– Damon... — Elena colocou sua mão em seu braço aproximou-se dele, tão perto que ela podia sentir o calor irradiando entre eles, enviando pequenos choques de eletricidade entre seus corpos. Ela estava, de repente com apenas um fino vestido de algodão — de hospital — , sobre a pele e nada mais. Mas ela não largou do braço de Damon, chegando ainda mais perto dele, tão perto que ela poderia ficar, sem realmente toca-lo.

Damon deixou seus olhos encontrarem o dele por um longo momento e depois olhou para baixo deliberadamente, levando-os para o corpo semi-vestido em sua frente. — Bela roupa. — Ele disse com um olhar malicioso brincando.

Elena riu de novo, o empurrando para longe. — Damon! Dê o fora daqui.

– Ok, mas eu vou voltar. Assim que eu puder.

–Eu não sei... — Ele virou, séria novamente, deitando-se na cama. — Minha mãe...

– Eu não tenho medo da sua mãe.

– Bom, mas eu tenho. — Ela disse. Ela queria dizer isso como uma piada, mas era a coisa menos engraçada que ela nunca disse.