This Electric Feeling ( HIATUS )
6 Capítulo Seis
Notas iniciais
POV AMY
Fazia quase um mês que Karma não olhava mais na minha cara.
Desde aquela noite, ela nunca mais retornou as minhas ligações, me ignorava na escola e na sala de aula. E eu a entendia por estar fazendo isso. Eu tinha sido uma completa idiota e não tinha sido honesta com ela sobre os meus sentimentos, mas ela também podia tentar me entender e me deixar explicar as coisas. A verdade era que eu sentia muita falta dela, porque no final das contas Karma era a minha melhor amiga e eu não conseguia nem passar um dia sem ter que falar com ela, imagina um mês? Isso estava começando a me afetar também.
Por isso, eu tinha tomado uma decisão: eu iria encurralar Karma no estacionamento da escola e faria conversar comigo.
Afinal, não valia a pena perder uma amizade tão especial como a nossa, porque não demos certo como um casal.
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POV KARMA
A cada dia ficava mais insuportável ignorar Amy.
Eu sentia muita falta dela, mas eu não poderia voltar atrás se não eu seria uma grande idiota se fizesse isso. Ela tinha me magoado, partido o meu coração em pedacinhos tão pequenos, queria seria difícil de colá-los depois.
Amy tinha me magoado e eu não a perdoaria tão cedo.
Assim que o sinal toca, ando apressada para o estacionamento.
Eu preciso ir embora desse lugar, antes que eu topasse com Amy. Não queria falar com ela, mesmo que todo o meu ser implore para que eu faça ao contrário.
Quando chego ao meu carro, Amy está parada do lado da porta do motorista e assim que eu chego perto, ela abre um sorriso. Meu coração bate mais rápido e eu sinto que sou uma boba e então eu fico com raiva por ela ter ainda um grande efeito sobre mim.
– O que você quer Amy? – pergunto.
– Eu quero falar com você. – ela responde.
– Pode se afastar do meu carro? – pergunto.
Ela desencosta e eu abro a porta do motorista e jogo a minha bolsa lá dentro.
– Acho que a gente não tem nada para conversar. – digo fria.
Olho para ela e fecho a porta do carro.
Ela tenta se aproximar de mim, mas eu me afasto.
– Eu sinto a sua falta. – Amy fala e minhas pernas tremem.
– Mas não do jeito que eu queria que você sentisse falta. – digo.
– Karma, você é a minha melhor amiga. – ela diz.
– Você também era. – eu falo.
Amy fecha a cara e eu abro a porta do carro para eu poder entrar, mas ela fecha a porta com força.
– Isso não é justo! – ela fala furiosa.
– O que não é justo Amy? – grito – É justo você ter me enganado? Ter me dado esperanças? – grito mais alto.
– Me desculpe! – ela grita – Eu estava confusa! Você não pode me culpar por isso, você é lésbica faz cinco minutos e não sabe como é! – ela grita.
– Tchau Amy. – digo triste.
Abro a porta do carro e entro.
Amy bate no vidro e eu não os abaixo.
– Me desculpe. – ela fala do outro lado.
Seguro as lágrimas e ligo o carro.
– Adeus. – digo para ela e saio dali.
Eu precisava esquecê-la
Ama-la era a coisa mais dolorosa e eu não queria mais sentir dor.
E era isso que eu iria fazer.
Eu iria superar Amy.
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POV AMY
Tudo o que eu queria fazer era acertas as coisas, mas parece que eu só as piorei.
Droga!
Assim que Karma deixa o estacionamento, começo a chorar e a dor começa a percorrer o meu corpo e eu sinto que eu não vou conseguir ficar em pé.
– O que aconteceu? – pergunta uma voz familiar.
Olho para o lado e vejo que era Lyssa que estava ali.
Tento parar de chorar, mas não consigo.
Lyssa me abraça e eu fico ali chorando em seus braços durante um bom tempo, até que eu me sinto calma novamente e consigo respirar direito.
– Obrigada. – agradeço a ela.
– Sempre estarei aqui para você Amy. – ela diz.
– Está pronta para a aula particular? – pergunto.
– Eu acho melhor a gente adiar essa aula, para o seu bem estar mental. – ela fala.
Lyssa estava certa, eu não estava com vontade de ensinar química para ela hoje. Tudo o que eu queria era ficar no meu quarto, assistindo algum filme dramático e comendo algo que engordasse.
– Por que nós duas não saímos? – ela pergunta.
Fico nervosa por um instante.
Isso seria um encontro? Porque eu não estava preparada para isso agora. Não enquanto eu estava brigada com Karma e quando eu não sabia o que queria.
– Amy, eu posso perceber pela sua expressão facial sobre o que você está pensando. – ela diz e eu fico com vergonha.
– Está tão óbvio assim? – eu pergunto.
– Eu sei que isso tudo o que está com acontecendo com Karma é um droga, mas você tem que seguir a sua vida. – ela responde e se aproxima de mim – E eu acho que sei como você pode começar a seguir a sua vida... – ela se aproxima do meu rosto, mas depois se afasta.
Fico sem ter o que responder e ela sorri para mim.
– Eu te busco ás 7 horas. – Lyssa fala e vai embora.
Fico ali parada olhando ela ir e eu me sinto idiota por perder a fala quando eu estou com Lyssa. Será que seria uma boa sair com ela logo hoje? Eu acho que eu teria que arriscar.
E eu precisava saber o que eu queria da minha vida, com que eu queria ficar. Sair com Lyssa iria me ajudar a começar a me resolver.
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POV KARMA
– Você tem certeza de que isso é uma boa ideia? – pergunta Shane quando eu estou terminando de me arrumar.
Eu tinha tomado à decisão de seguir em frente, de achar alguém que realmente me amasse. E por isso, eu tinha pedido ajuda ao Shane. Ele me levaria para um dos bares que ele frequentava e eu iria me enturmar com as mulheres de lá.
– Eu tenho certeza do que eu quero. – respondo firme.
– Então vamos lá garota! – ele diz empolgado.
Hoje seria a noite de esquecer Amy de vez.
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Quando Shane e eu chegamos ao bar, começo a suar de nervoso.
Será que isso teria sido uma boa ideia?
– Agora não é hora de amarelar. – Shane diz percebendo como eu estava.
– Eu vou conseguir. – digo tentando ser positiva.
Shane e eu sentamos no balcão e ele pede duas doses de tequila.
Chego no ouvido dele e sussurro:
– A gente é menor de idade.
– Eles me conhecem aqui, relaxa. – ele responde calmamente.
– Duas tequilas. – diz o barman.
Shane bebe tudo de uma vez e eu tomo um gole pequeno para saber o sabor.
– Você tem que beber tudo de uma vez. – ele diz.
– Mas isso é ruim! – digo.
– Isso vai te dar coragem para conquistar uma gatinha. – ele fala.
Olho para o meu copo e bebo logo tudo de uma vez.
Sinto meu corpo se aquecer e olho para ele sorrindo.
– Acho que preciso de mais uma dose então. – digo.
Ele sorri e pede mais duas doses.
– Mais duas doses para vocês. – diz o barman.
Bebemos tudo de uma vez e sinto que a tequila está começando a fazer efeito.
– Agora, como eu faço para chamar atenção de uma garota? – pergunto para ele.
– Vamos esperar começar a tocar uma música e ai vamos para a pista e esperamos a mágica acontecer. – ele responde.
O barman chega e me entrega uma bebida e eu recuso.
– Eu não pedi isso. – digo.
– Eu sei. – ele diz – Foi aquela senhorita que mandou isso para você. – diz ele apontando para uma mulher do outro lado do balcão.
Ela parecia ter a minha idade, tinha olhos azuis e cabelo cor de bronze e era linda.
Shane assovia e eu sorrio para ela.
– Ela é gata. – Shane fala.
– O que eu faço? – pergunto nervosa.
– Vai falar com ela! – diz ele.
– Tá legal! – digo.
Eu sabia que era a tequila falando, porque eu normalmente não teria coragem de ir falar com um estranho.
Saio de perto de Shane e vou em direção da garota misteriosa.
– Oi. – digo me sentando ao lado dela.
– Oi. – ela diz timidamente.
– Obrigada pela bebida. – agradeço.
– Não tem de quê... – ela fala – Pensei que você não iria aceitar. – ela diz e posso perceber que ela tem sotaque.
– Por quê? – pergunto.
– Porque eu nunca tinha feito isso antes, é a primeira vez que eu faço isso. – ela responde.
Ela era tímida igual a mim.
– Qual é o seu nome? – pergunto.
– Lívia. – ela responde.
– Eu me chamo Karma. – digo.
– É um prazer Karma. – ela diz.
– Você é daqui? — eu pergunto.
– Eu sou brasileira. – ela diz.
– Você é linda! – eu digo.
– Obrigada. – ela fala.
– Você quer dançar comigo e me mostrar como se faz lá no Brasil? – pergunto e me sinto idiota por estar falando desse jeito.
Ela sorri.
– Claro. – ela responde e toma de uma vez a sua bebida.
Faço o mesmo com a bebida que ela me deu e vamos juntas para a pista.
A noite estava apenas começando...
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POV AMY
Lyssa tinha preparado uma noite muito especial para nós duas e eu ficava mais feliz ao decorrer da noite.
Ela não tinha tocado no assunto Karma e me fazia me sentir especial à noite toda. Perguntava tudo sobre mim, não cansava de me ouvir e sempre que eu perguntava algo sobre ela, respondia tudo e ainda me contava mais.
E no final da noite eu já sentia que conhecia Lyssa desde sempre.
Agora estávamos indo para um bar em que ela cantava nas horas vagas e eu mal podia esperar para chegar lá.
– Você canta, dança, faz arte... O que mais você faz? – pergunto boba.
– Eu sou também a Mulher Maravilha quando dá tempo. – ela fala e eu sorrio.
– Aposto que sim. – digo.
Lyssa segura minha mão e não solta e eu gosto disso. Andamos juntas até o bar e quando entramos lá, vamos direto para o balcão para pedir bebidas.
– Duas vodcas. – ela pede para o barman.
– Eu acho que não vão deixar a gente beber. – digo.
– Eles me conhecem aqui, podemos beber a vontade. – ela fala.
– Duas vodcas. – diz o barbman.
Pegamos nossa bebida e brindamos.
– Seguir em frente. – Lyssa diz.
– Seguir em frente. – eu repito.
Bebemos tudo de uma vez e Lyssa me puxa para pista de dança.
– Eu não sei dançar! – digo nervosa.
– Eu te ensino! – ela me guia.
Começamos a dançar e Lyssa dança sensualmente em minha frente.
Ela vira de costas se aproxima de mim e dança contra o meu corpo. Acompanho os movimentos dela e passo as minha mãos pelo seu corpo e ela reage a cada toque meu. Lyssa se vira para mim, dança mais junto a mim e suas mãos percorrem o meu corpo como as minhas mãos percorrem o dela.
Ela aproxima o rosto perto do meu e quando eu penso que vai me beijar, ela se afasta.
Aproximo o meu rosto do dela, mas ela se esquiva.
– Eu quero te beijar. – digo com vontade.
Ela continua dançando e me provocando e eu sinto mais vontade de beijá-la.
– Me beije. – eu peço.
Lyssa olha nos meus olhos e aproxima a sua boca da minha.
– Por favor. – peço.
E então ela me beija.
Seguro-a pelos cabelos e a beijo com força.
Ela me puxa para mais perto de si e eu mordo os seus lábios e ela geme.
Lyssa explora minha boca com a língua e eu a deixo fazer isso de bom grado enquanto eu deixo a minha mão em sua bunda e a aperto com força.
Continuamos a nos beijar intensamente, mas paramos para poder respirar.
– Você é boa nisso. – ela diz quase sem ar.
Sorrio para ela.
– Você também. – digo.
– Vamos dar o fora daqui. – ela diz.
Eu concordo e ela me puxa.
Assim que passamos pela multidão, posso ver que Karma estava ali me olhando.
Será que ela tinha me visto com Lyssa?
Sua expressão era de julgamento.
Ela tinha me visto.
Continuo andando com Lyssa e observando Karma.
Ela me odiaria mais ainda depois dessa.
– Vamos? – pergunta Lyssa.
Viro para ela e faço que sim com a cabeça.
Olho para trás e Karma está com uma garota.
As duas estão rindo e eu sinto uma coisa estranha dentro de mim.
Logo depois Karma e a garota estão se beijando e uma fúria percorre o meu corpo.
Isso não ficaria assim...
Continua....
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