Notas iniciais
Ah, eu resolvi escrever outro capitulo, eu sei que eu demorei, eu sempre demoro... u_u'' entao eu naum vou prometer que vou atualizar cedo =D, pq basicamente essa fic eh apenas pra mim /acho

- Kazumi-kun, quanto tempo! – Dizia o mordomo enquanto analizava e olhava fixamente para a pequena companhia de kazumi. Eu estava a olhar tudo a minha volta, era um novo mundo para mim. Estava com um sorriso inexplicavelmente idiota no rosto, nem percebi o olhar do mordomo que penetrava minha carne, como se eu fosse apenas um objeto que kazumi carregava consigo.


-Norio-sempai, muito tempo! – Kazumi kun estava com um olhar perturbadoramente saudoso, nunca o havia visto dessa maneira. – Esta surpreso?


-De maneira alguma, nós já o aguardávamos! – Norio ainda me analisava esperando com que eu pronunciasse algo, ou com que Kazumi me apresentasse. Quando pensei em algo potencialmente inteligente para dizer, kazumi foi mais veloz.


- Esta é a razão da minha ausência, Midore-chan! – Olhou para mim com um olhar que eu julguei na época como orgulho, mas hoje pensando mais profundamente diria ser de repreensão, ou talvez intimidação perante Norio.


- A sim, claro. A famosa ladra de corações – Fitou-me com cara de maus amigos. Enquanto Kazumi ria desesperado, e apressou-se em dizer que era uma brincadeira de Norio.– Entrem, seu pai o aguarda.


-Apenas ele? Pra onde fora mamãe e os meninos?


- Ainda se atreve em perguntar? E você acha que sua mãe iria tolerar esse absurdo? – O olhar de felicidade ao rever Norio simplesmente se desfez do rosto do meu Kazumi .


Ao entrarmos na casa dos pais de Kazumi,que eu descreveria como um palacete, escuro, com ar de antigo, muito antigo , eu diria que ele teria uns...


- 600 anos – Fui interrompida por Norio.


-O que? – Desesperei-me, será que eu havia falado alto , ou então...


-Faz 600 anos que essa casa pertence a minha família – Falou Kazumi, com um olhar desesperado, como o de alguém q tenta concertar um erro .

-Ah sim, eu estava justamente pensando sobre isso, é lindo.

– Aproximei-me de Kazumi, dando um abraço bem forte, por medo, talvez, me sentia frágil naquele ambiente.


Observando mais atentamente, aquele ambiente escuro, com muitos quadros e estatuetas, estava impressionada com o número de cômodos e pessoas que pareciam trabalhar ali, passavam olhavam para Kazumi e cochichavam algo, que dava impressão de susto.

Depois de algum tempo andando chegamos a uma sala com uma iluminação também pouco favorecida, onde havia um homem sentado em um sofá enorme.


-Kazumi, meu filho – O homem se apressou em levantar-se e abraçar fortemente o Kazumi, que me deixou de canto por alguns minutos, até lembrar-se de mim, e apresentar-me.


-Pai, esta é a mulher de que tanto lhe falei. – Virou-se para mim subitamente.


Por algum tempo ele me analizou, calado, apenas me encarou e ao ouvir o que pareceu um tossido, que era obviamente uma tentativa de Kazumi de fazê-lo dizer algo.


- A sim, estou impressionado, quando você disse que havia achado seu amor para a eternidade, não havia mencionado o tamanho de sua beleza. – Olhou para Kazumi com orgulho.


- Você acha que mamãe iria...


- Não, nem pense nisso, fiz com que ela saísse com seus irmãos, ela não pode vê-lo, com toda certeza, daria um ataque e – virou-se para mim, com um olhar meio superior.


Kazumi tossiu novamente, o que fez seu pai calar-se. Quando virou-se para tentar me explicar algo seu pai o cortou, com uma cara de reprovação, disse algo sobre a família, e que a sua ausência teria afetado a todos.


-Mas pai, já disse que não quero mais participar. Não vejo sentido em viver para sempre fazendo a mesma coisa – Nem havia me dado conta desse ‘para sempre’, continuava sem entender nada, apenas escutando.


Norio voltou para o recinto, com umar preucupado


- Ela esta aqui. Rápido meu senhor, por aqui – E apontou rapidamente a saída lateral da casa.


- Pai, entrarei em contato em breve e discutirei aquela sua proposta.


Aquela sua proposta, era nisso que pensava enquanto encarava o monitor do computador de minha sala, que parecia completamente vazia sem aquela gargalhada que vinha do canto, quanto você estava comigo Kazumi. Eu pensava nisso todos os dias, cada vez mais, será que você me deixar não teria nada a ver com aquela...


- Ahhh Toru, sai do meu pé – Entrou Hime gritando em minha sala, seguida por, o que posso analizar apenas como, nosso seguidor.


- Midooooriiii, eu trouxe seu café,eu, euzinho fui sozinho e lembrei de tudo que você gosta , forte, com pouco açúcar, e creme. – Empurrava Hime com determinação de chegar a minha mesa primeiro.


-Toru, já disse que você é um idiota e – Hime havia me olhado, percebera minha cara de tristeza, tentei disfarçar.


-Onde estão os projetos para o livro final da JJ desse mês, precisam da minha aprovação para a publicação, não?


-Sim Srta – aquele Srta foi como uma facada , era para ser senhora, era para Kazumi ser meu marido.


Olhei fixamente para onde um dia houve uma aliança de noivado, tentei me lembrar do porque... não lembrei, talvez porque simplesmente naum existira.

Hime voltava com uma pilha imensa do que parecia ser a nova edição de nossa revista de moda mensal.


-Aqui estão todos os projetos, cada artigo tem 5 fotos, e é para , como sempre, a Srta escolher apenas uma para ser a principal, e descartar 3.


-Você esta tentando me ensinar meu trabalho, o qual já faço a 7 anos? – Disse apenas para assustar a pobre menina, que arregalou seus olhos azuis e pediu desculpas desparadamente. – Calma, era apenas uma brincadeira, obrigada pelo livro, agora leve Toru — olhei para ele, e como sempre ele estava com um bloco de anotações, tentando anotar tudo que falávamos- para a reunião da diretoria com os estagiários.


Toru olhou-me emocionado, pois essa reunião era uma chance de promoção, apenas 20% dos estagiários poderiam participar dela, e eu havia resolvido que era a sua chance de crescer.

Assim que saíram do meu escritório, e comecei a encarar a pilha de papeis e fotos a minha frente, peguei a primeira, e sem querer a derrubei, ao abaixar para pegar dei de frente com a ultima gaveta de minha escrivaninha, entreaberta.

A abri, e lá estava. O álbum que com tanto empenho havia feito, com fotos minhas e de Kazumi, ao pega-lo tentei resistir para não o abrir, guardei de volta na terceira gaveta do lado direito da mesa, quanto...cai em mim.

Eu havia presenteado Kazumi com aquele álbum, semanas antes dele...Como ele havia aparecido em meu escritório? Me joguei diante da gaveta, sentei-me ao chão, abri desesperadamente o álbum em busca de algo, achei.

Haviam fotos ali, que não eram de minha autoria, fotos de Kazumi, fotos que ele havia tirado de mim, que pareciam dos últimos meses, os quais ele não estava mais perto de mim.... ou será que estava?? E no final do álbum , com a grafia dele estava escrito:


- Como havia lhe prometido, sempre estarei ao seu lado, meu amor é eterno. – Li alto para mim mesma, tentei reler mais desabei em lágrimas, por que você havia me deixado?


Ao me perguntar novamente a mesma pergunta, peguei o álbum, minha bolsa, passei reto por todos, entrei no elevador, ignorei Hime correndo atrás de mim, fui direto para casa, já não me importava mais, eu estava determinada.

No momento, apenas a voltar para o conforto de minha parede branca.... mas as coisas pareciam estar tomando um rumo...

Notas finais
é isso, se vc teve paciencia de ler ateh aqui...valewz o