Notas iniciais
Segunda crônica do dia, pela crônica que não postei ontem.

Ela sempre sonhara em encontrar um homem como os dos livros. Por quê? Simples: eles são perfeitos.

Corajosos, belos, interessantes, cavalheiros, gostam de ler, protegem os que amam; são príncipes, anjos, semideuses, magos, bruxos, caçadores, padeiros, ou até mesmo homens normais. Mas mesmo assim encantam com seus olhos, as palavras proferidas.

Mas mesmo ao andar olhando somente para o seu mundo literário, ainda buscava um ser real perfeito, e por isso mesmo sofria decepções reais, e logo voltava para seus livros.

Alheia ao mundo real, perdeu maravilhosas chances de encontrar o amor, inclusive um amor simples e puro, vindo de um exemplar moço, que lhe via passar por aquela mesma rua todos os dias; a cada semana, uma nova história, mas sempre aquele mesmo olhar esperançoso nos olhos cravados em seu novo livro.

Mal sabia ela, que ele era tudo o que queria; aquele belo protagonista, vindo de algum romance de época, que amava as mesmas coisas que ela: admirava os clássicos, sonhava com os contemporâneos; ele, que procurava a tão clamada felicidade nos olhos dela, que lutaria quantas batalhas fossem precisas, e sustentaria o céu; um homem que admirava as estrelas e o poder da leitura.

Ele já havia percebido, ao contrário dela, que a vida é mais do que um livro, ou uma série deles; mas aceitaria de bom grado o dever de ensiná-la que, escrita com amor, cuidado e bons coautores, aquilo tudo valia a pena.

Notas finais
Essa foi curtinha, pequena, poucas palavras... Mas foi. Até a próxima crônica.