No início, eu te olhava de longe. Ficava pensando como você devia ser. Te via sorrindo, conversando, fazendo piada, e fazendo uns comentários bem inteligentes – que particularmente, foi o que me chamou a atenção em você.

Depois eu descobri que você era fã das mesmas séries e sagas que eu, e fiquei mais caída por você.

A maioria das garotas também eram assim, caidinhas por você, e eu pensei que era concorrência demais para um garoto só. Deixei de te olhar, de prestar atenção em você, e seus comentários foram diminuindo de ocorrência, foi fácil te esquecer.

E veio aquele dia – ‘O’ dia. Ia ser uma coisa normal, simples, nada de extraordinário. E lá estava você. Quieto. Conversador. Nunca tinha falado tanto com você antes.

Algumas trocas de olhares, algumas cantadas e pronto – já estava pensando em você antes de dormir, de novo.

E começamos a conversar, e passávamos a tarde inteira, a noite, e boa parte da madrugada nisso. E eu não ligava, gostava muito de ter um amigo.

Isso, um amigo. Até tinha pensado em te ter como algo a mais antes, mas depois que te conheci mais a fundo, desejei ser uma pessoa presente para você; não importasse quando, ou a situação, eu queria sempre estar do seu lado.

Foi quando seus amigos começaram a fazer comentários – não muito inteligentes – durante as aulas. E depois você me disse que eles estavam certos, você estava gostando de mim.

Eu me surpreendi, porque alguns meses antes, você era muito concorrido, e agora eu era praticamente a primeira da fila...? Fiquei confusa. E percebi: eu só pensava em você, toda hora, o dia todo, todo dia. Me decidi: não quero ser só a primeira da fila, quero ser a única para quem você tem olhos.

E depois disso vieram muitas outras coisas, entre elas, quando você se decidiu que o meu tempo com você tinha acabado.

Isso me faz pensar se não era muito mais produtivo que eu continuasse somente sua amiga, ao invés de decidir acabar com a fila. Pelo menos eu estaria com você até hoje, talvez; pelo menos, eu ainda estaria do seu lado.