Thinkers Club

4 Capítulo 4: Primeira Reunião


Notas iniciais
Bom, acho que não tenho nada pra falar mesmo. Boa leitura :D

Me viro calmamente, lá está: um grupo de adolescentes, talvez da minha idade ou um pouco mais novos que eu.

– Você é... – Diz uma menina que lembra muito a mim mesma, quando meu cabelo era comprido.

– M-meu nome é Louise, Louise Waters.

– Oi Louise Waters. Meu nome é Justine. – Ela diz. – Sou a fundadora do clube dos pensadores.

– Ah, legal.

– Sente-se.

Todos nos sentamos nas cadeiras que têm bem no meio do porão, ficam em formato de círculo.

– Bom, como temos uma membra nova no clube, deveríamos todos nos apresentar.

Uma menina com um cabelo todo trançado se levanta. Ela usa calça jeans clara e uma camisa xadrez lilás bem clara, junto de all star branco.

– Eu sou Bonnie.

O garoto que está ao meu lado não se levanta, só fala baixo:

– Jay.

A menina sentada ao meu outro lado se levanta. Ela usa uma jaqueta de couro e uma saia com babados.

– Sarah.

Por último, um menino de camiseta branca e calça jeans se levanta e fala:

– Oi. Eu sou o Adam.

Então Justine faz um sinal com a mão para eu me levantar.

– Oi, meu nome é Louise.

– Oi Louise. – Todos repetem em coro.

Fico surpresa. Pela primeira vez na vida prestaram atenção em mim por mais de um segundo. E pela primeira vez também eu não desviei minha atenção da conversa, como sempre faço. Não é minha culpa.

“Ah droga. Estou pensando denovo”, penso.

Quando olho ao meu redor, algo mágico está acontecendo. Ninguém está falando, todos estamos completamente parados, olhando para o nada, nas posições mais confortáveis que conseguimos achar. Estamos todos pensando. Achei meu lugar.

“Eu nunca quis estar aqui, muito menos participar.”

Esse trecho de música passa pela minha cabeça naquele momento. E então percebo como ele resume em poucas palavras todos os meus sentimentos.

“E ainda acho que o meu cotidiano vai me largar.”

Ah, vai mesmo.

Tento me situar no mundo: Quem eu sou? Daonde vim? Qual minha missão na Terra? E o motivo da minha existência?

Por incrível que pareça, eu não consigo responder nenhuma dessas perguntas. As vezes eu sinto que sou como uma barata. Não sirvo pra nada, só estou aqui para incomodar mesmo. Pobres baratas, não vamos insultá-las.

Eu faço muita metáfora. Deve ser por que eu penso demais. Metáforas são a vida enxergues de uma maneira mais simples, tipo o jogo de queimada ou a barata. São apenas resumos da vida, assim como o trecho daquela música.

Eu pensei um pouco na possibilidade de conseguir responder alguma dessas perguntas, mas não deu certo.

Então vamos pensar em outra coisa. Por exemplo: comida. Tipo, eu não sei cozinhar nada. Minha mãe tentou me ensinar a cozinhar alguma coisa, mas por conta da distração, não consegui aprender. Nem sei como estou no ensino médio.

Mas eu gosto de comer. Não sou difícil pra comida, como de tudo um pouco. A única coisa que eu não como é berinjela. Ai, como eu ODEIO berinjela.

Acordo para a vida real novamente, assim como todos mais ou menos ao mesmo tempo.

– Bom, por hoje é isso pessoal, adorei conhecer você, Louise. – Justine fala, colocando as mãos sobre as pernas.

“Só isso?”, penso, mas resolvo não falar.

– Até semana que vem, Jus. – Adam fala.

– Até. – Ela responde e sai do porão.

O que eu faço agora? Converso com alguém? Não, vou parecer oferecida. Minha mãe só quer que eu faça alguns amigos. Isso não custa nada.

Então vou em direção à Bonnie.

Notas finais
Obrigada por terem lido. Comentem! Sugiram mudanças ou coisas a serem melhoradas!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.