Notas iniciais
IAUHPASDCAHPIOSHCAPOI AEEEEEEEEEEEEEEEEE MALANDRAGEM, É NÓIS QUE TÁ!
Tô eu aqui atualizando essa porra, depois de um tempo de muuuito trabalho pensando no que eu iria fazer, mais tempo ainda pensando numa porra de um nome, e eu acabei inventando esse nome furreca aí, que não dá nada a entender o/
Gente, eu sei que o capítulo tá menorzinho, mas ia rolar aquela coisa de novo, de eu fazer um capítulo longo demais :U Aí fodia né galera?
Eu realmente duvido que a página apareça com a formatação correta, uma vez que eu já vi que as fanfics não estão com o número de linhas puladas que eu coloquei nos outros capítulos, mas como esse capítulo é todo narrado pelo Shizuo, não vai ter problema de separação de ponto de vista o/
Este capítulo mostra uma grande gama de detalhes sobre os Lenços Amarelos, mas eu acabei esquecendo de comentar sobre o 'logotipo' deles, que tem escrito num "mastro" perto do lugar que eles se reúnem, que é 'The Yellow Sun Will Soon Rise' ou algo do gênero.
Eu, desta vez, escrevi ouvindo o OST de DURARARA!!, principalmente a de nome 'Futari no dōkei' e 'Ikebukuro nishiguchi go mata-ro kōsaten'.
Enjoy ~
PS: Holy Shit o nome desse capítulo tá muito parecido com o anterior D8 Só notei agora lol dane-se

Onde será que aquela menina tinha se metido?!

Shizuo estava furioso e, ao mesmo tempo, preocupado. Andava de um lado ao outro em sua casa, tentando ligar no celular da aprendiz havia pelo menos 5 dias, desde que ela começara a faltar em seus treinos, e ela não atendia a nenhuma de suas ligações. O que essa guria andava aprontando?! Quando a encontrasse, lhe daria uma bronca que ela jamais iria esquecer. Que história era aquela? Matara aula, arrancara pelo menos uma dúzia de árvores em um parque, gritara e chorara como uma condenada, viera para sua casa com ele, fora embora sem dizer nada e ainda por cima some do mapa logo depois? Já não bastava ter perdido várias oportunidades de matar o maldito Orihara Izaya durante aqueles dias, ainda conseguira perder Tsugumi de vista, quando havia se comprometido a protegê-la.

Mas estava pensando demais e tomando atitudes de menos.

Sendo assim, resolveu ligar para o Shinra. Não que aquele idiota fosse de alguma ajuda, mas sabia muito bem que a menina ia para lá em momentos de pânico, atrás do conforto oferecido pelos braços de Celty – o que, em parte, era culpa dele, por tê-la deixado lá uma noite. Era um dos prováveis refúgios da rapariga. Se ela não estivesse lá, conversando com aqueles dois, ignorando o celular enquanto tenta fugir de alguma outra responsabilidade, era sinal de problema. Não que acha-la eliminasse a probabilidade de problema, já que, para ela estar fugindo, já havia um problema; o que também aumentava a atmosfera tensa que sentia ao seu redor.

Resolveu sair de casa e simplesmente ir fazer uma “visita surpresa” ao seu ex-colega de colégio.

Trancou a porta de sua casa dando o máximo de voltas que o buraco da fechadura permitia e se foi, batendo o pé. Tsugumi iria levar uma bela bronca, se ia. Tinha suas sérias preocupações sobre a menina andar sozinha pela rua depois de ter recebido aquela declaração de ódio dos Lenços Amarelos e, mesmo com Kyouya moldando a mente deles, eles poderiam muito bem ataca-la de surpresa. Estralou as juntas de seus dedos; se mexessem com sua aprendiz – que, mesmo sendo forte como ele, ainda poderia ser facilmente abatida -, estariam mexendo com quem não deveriam. Estariam mexendo diretamente com ele, que, agora, tinha de assumir o papel de irmão urso.

-Ora ora, Shizu-chan ~ — aquela irritante voz invadiu seus ouvidos, fazendo-o parar de andar imediatamente, assim que pôs seus pés na rua principal – Como é bom te ver! Aonde vai a essa hora?

-IZAYA! – sua voz saiu em tom cavernoso, ao compasso que todos os seus músculos iam se tencionando, como sempre aconteciam; tinha hora melhor para aparecer, não?! – Não tenho tempo pra você agora, seu bastardo! – Logo ergueu e jogou uma lata de lixo que havia ao seu lado – Saia de Ikebukuro de uma vez, que eu tenho-

-Que achar a Tsugumi-chan, não é? ~ — O informante esquivou facilmente da lixeira, pulando-a como se não fosse nada – Você tem razão em ir procura-la, porque ela está se metendo numa enrascada que não vai conseguir sair sozinha. Corra, corra, Shizu-chan! Nossa queridinha corre perigo! ~

-Como é?! – Não hesitou em arrancar uma grande placa de trânsito do chão, mas acabou não jogando-a; não esperava que aquele nojento soubesse suas pretensões, mas foi o fato dele dizer ‘perigo’ numa frase junto do nome de sua aprendiz que chamou sua atenção – Do que está falando?!

-Ela não te contou? – o moreno fez uma falsa cara de surpresa – Tsugumi-chan pretende atacar os Lenços Amarelos! Mas, ei, o que ela não tá sabendo é que, quando ela me contou o pequeno plano dela, tinha um dos membros do grupo vigiando-a e contou tudo a um dos líderes. – abriu um sorriso cínico, agora que não mais continha sua satisfação ao ver a expressão de Shizuo mudar de raiva para espanto, também deixando a placa cair no chão – Armaram uma emboscada para ela naquela área de depósitos mais ao sul da cidade. ~

-... Você sabia disso o tempo inteiro e não a avisou de nada?! – foi quando lançou a placa sem piedade – Desgraçado! Chama-a de queridinha, mas mandou-a para a morte!

-Não é bem assim, seu bobo. – passou por baixo da placa como se fosse um jogo de limbo, logo levando uma das mãos à testa, rindo – Eu só fiquei sabendo disso agora. Se não se lembra, eu amo todos os humanos, e apenas você é a exceção por aqui.

-... Se não sabia, quem te contou?

-Nós.

De um canto escuro entre dois dos prédios, saíram Kyouya e uma rapariga ruiva, ambos com olhares apreensivos. O barman voltou seu olhar para eles, dando a brecha para Izaya ir embora, agora que seu trabalho estava feito. Ambos, usando lenços amarelos típicos da gangue em questão. Franziu o cenho; desde quando eles estavam ali?

O rapaz começou por apresentar a colega, que dissera chamar-se Misaki. Aquele nome lhe era familiar; era o nome de uma amiga que Tsugumi havia comentado uma vez. Provavelmente aquela amiga que, um dia, a aprendiz reclamara de estar perdendo contato, de estar se distanciando. Presumiu que a ruiva se afastara para também afastar problemas com o grupo, tanto para ela quanto para a mais baixa. Deram-lhe, então, um plano detalhado do que o grupo queria fazer, e explicaram que tentariam ao máximo adiar que a agressão começasse.

-O cara que avisou ao Horoda, que armou tudo isso, é um viciado em drogas. – Explicou o garoto – Podemos usar isso como um ponto contra.

-Mas a gente vai precisar da sua ajuda, Shizuo-san... – a menina mantinha a cabeça baixa – A Tsuu-chiin vai chegar lá a qualquer momento e tem caras de guarda. Mesmo que a gente consiga uma hora convencê-los de que nada vai acontecer, se ela chegar antes, estará tudo perdido.

Shizuo arregalou os olhos; virou as costas para os dois e saiu correndo, apenas afirmando que estaria de guarda. Já não mais se importava com nada. Sentia uma batida diferente em seu coração apenas de imaginar a aprendiz caída no chã sobre uma poça de sangue; era algo realmente macabro de se imaginar, mas a imagem não saia de sua mente pelo simples fato de que aquilo poderia tornar-se real se não se apressasse.

Com os cabelos louros contra seu rosto, corria pela enorme avenida principal de Ikebukuro, sendo seguido pelos dois adolescentes, ignorando o fluxo de pessoas e sinais de trânsito sem ligar para o perigo. Afinal, ser atropelado nunca lhe afetara e ninguém se meteria com ele em sã consciência. De certo modo, um medo afligia seu coração; a rapariga que tanto fora sua amiga naqueles últimos meses acabar morta á lhe perturbava, mas o fato de que estava indo busca-la num lugar desconhecido o deixava mais nervoso. E se ele não a achasse?

Depois de um tempo, passou a seguir Kyouya e Misaki; depois de certo ponto, não sabia mais para onde deveria ir, pois não estava familiarizado com aquela área da cidade. Achava detestável que, numa situação como aquela, eles conseguissem ser tão lentos, mesmo correndo. Cada segundo era importante, se os Lenços Amarelos fossem do jeito que o rapaz um dia lhe descrevera. Aquilo tudo lhe causava arrepios, mas em nenhum momento pensou em parar; não podia se deixar abalar em uma hora como aquela.

Passara algum tempo correndo, acabou por começar a penetrar na área de depósitos antes citada. Aquela era uma área realmente escura, como imaginava; lugar ideal para se esconder e emboscar alguém, muito capaz de ser um cenário onde outras pessoas já haviam morrido ou corpos já haviam sido largados dentro de barris. A sensação de perigo era incrivelmente grande, causando certos arrepios; por isso, o trio passou a andar. Estava absolutamente quieto por lá; ouvia apenas alguns múrmuros distantes e os passos dele e dos dois adolescentes a quem seguia. Olhava cada canto ao redor, prestando atenção em tudo; estava entrando em território inimigo. Por algum motivo, tinha a impressão de que algo iria pular da escuridão a qualquer momento, mas não dava importância àquela tão infantil sensação. Não podia deixar tamanha infantilidade distraí-lo quando ele estava lá para fazer uma coisa séria.

Quando chegaram ao galpão principal, o único que estava iluminado e de onde vinha todo o barulho, Shizuo se posicionou num lugar mais escondido, entre algumas pilhas de madeira, apenas de patrulha, enquanto os dois adolescentes deram entrada no local, perto de uma porta que estava trancada com corrente e cadeado, mas que tinha uma fresta por onde ele poderia observar. Discretamente, colocou o olho no vão entre a porta e a parede e pôs-se à observar.

Lá dentro, haviam ainda poucos dos membros, mas via que mais membros iam chegando e ficando numa área sem nada, enquanto apenas 3 deles, com aparência mais adulta, permaneciam num palanque improvisado, onde, num sofá velho, um deles, provavelmente o tal Horoda, vestindo um terno amarelo chamativo, estava sentado. Tinha uma pose de superioridade perante os demais. Um dos últimos a chegar foi um rapaz loiro de estatura média, normal para um adolescente de 15 anos, com um lenço amarelo no pescoço e um olhar sério, que subiu ao palanque e sentou-se ao sofá, assim que o outro saiu, acuado. Aquele deveria ser o líder oficial, aquele a quem chamavam general. Era estranho que um moleque tão franzino estivesse chefiando um grupo daqueles; era, também, enraivecedor; mas nada se podia fazer a respeito.

Depois de pousar os cotovelos sobre os joelhos e o queixo sobre as mãos, perguntou a um dos outros homens que estavam no palanque qual era o motivo da confusão dessa vez, e este, depois de explicar a situação ao líder, deixou que a discussão se tornasse parte do grupo todo.

-Não tem nada acontecendo lá fora! — uma voz se sobressaiu entre a multidão.

-É! — outra se ergueu, no mesmo tom de revolta — Cadê essa menina que ameaçou a gente, hã?! Amarelou?! — riu, em deboche — Duvido que seja mesmo a aprendiz do Heiwajima que nos ameaçou!

-Eu avisei. — Kyouya, lá perto do palco, disse, olhando na direção de seus ‘superiores’ — Todo mundo sabe que o Kaoru não bate bem. Por que deveríamos acreditar nele? Ele deveria estar chapado e imaginou tudo.

— Pode ser, mas também pode não ser. — O general se pronunciou, erguendo-se um pouco do sofá, com um olhar sereno — Seus argumentos são pertinentes como sempre, Kyouya, mas só isso não vai tranquilizar ninguém aqui. — pareceu receber o apoio de todos, mesmo que fosse notável o descontentamento do trio que assistia o discurso em pé atrás do sofá — Enquanto ainda houver suspeita, ficaremos aqui, esperando. Se ela não vier, sorte a dela. Não querendo duvidar completamente do Kaoru, mas eu espero realmente, tanto por ela quanto por nós, que ela não dê as caras.

Uma risada em tom cruel circulou pelo galpão, com cada vez mais pessoas fazendo o mesmo; depois disso, silêncio. Todos, ou a grande maioria, queriam ouvir os ruídos de Tsugumi atacando-os, pois estavam sedentos por sangue; dava para ver isso nos olhos das pessoas mais próximas à porta de onde Shizuo apenas observava. Sentira certo alívio de ouvir que até o líder daquele grupo enorme não estava querendo entrar em conflito, mas aquilo não durou muito; afinal, como um moleque como aquele conseguiria domar um grupo inteiro faminto por uma briga? Era muito fácil ver o quão violentos aqueles babacas dentro do local poderiam ser, o que lhe dava nojo. Uma predisposição à violência que o barman nunca havia visto em seus 24 anos de vida.

Já havia se passado algum tempo desde que chegara, e podia ver várias opiniões surgindo dentro do grupo. Podia se ouvir ao longe vários ruídos, passos, gritos, dentre outros indicadores de confilto. Mais uma vez, houve quem dissesse que não passavam de barulhos nas ruas, desta vez pela voz de Misaki. Os outros membros dos Lenços Amarelos estavam começando a se enraivecer; começaram a xingar tanto a ruiva quanto o moreno por vários nomes, além de acusá-los de traidores — estas pessoas todas lideradas pelo tal Horoda, que acreditava fielmente que algo estava por vir.

Foi nessa hora que, vindo do nada, um dos garotos que estava de tocaia, chega para dar o sinal: a menina realmente havia vindo.