Things That Remain Unspoken
15 Things That Remaind Unspoken parte 1
Notas iniciais
Não consigo acreditar que eu confiei naquelas duas. Fala serio Rachel, você cresceu assistindo Santana fazer todos os tipos de peripécias possíveis para enrolar Britt, algumas vezes ate te usando como isca, e quando finalmente achou que estava livre das armações dela se mudando pra Nova York, descobriu que sua colega de quarto, doutorada na arte de enganar garotinhas que caem facilmente na sua lábia, era tão canalha ou pior que sua melhor amiga.
Se conhecer o histórico das duas já não fosse o suficiente para que desconfiasse de qualquer coisa que fizessem juntas, bastava lembrar que há alguns dias atrás, Quinn e eu quase tivemos um bebê dentro do banheiro do meu quarto, graças a mais uma das brilhantes ideias de Lauren e Santana. Serio, aquela situação era tão previsível que eu me sentia uma completa idiota por ter, mesmo com tantas evidências e pela segunda vez seguida, caído na armadilha das minhas queridas amigas.
- Deixa eu adivinhar. Santana e Lauren foram embora?
- Sim e de acordo com esse bilhetinho idiota, só voltam à meia noite. – Respondi passando o papel para Quinn.
- Não que eu esteja surpresa, mas qual a intenção delas com tudo isso?
- Provavelmente a mesma intenção de quando prenderam a gente no banheiro.
- Sabe eu ate que entendi daquela vez. Estávamos brigando o tempo todo e de certa forma ate que ajudou, mas agora não faz sentindo nenhum afinal esta tudo bem entre a gente, não esta?
- Sim, mas não como elas queriam.
- Qual o problema dessas duas hein?Será que elas pensam que não podemos nos acerta por conta própria?
- Quinn estamos falando de Santana e Lauren, elas não pensam, pelo menos não com a cabeça. – Nos rimos e eu poderia muito bem ter acabado minha piada ali, mas não. — Elas só vão parar de nos colocar nessas situações quando estivermos andando de mãos dadas, casadas, e cuidando dos nossos filhos.
Eu tinha que abrir a boca e criar uma ilusão sobre um futuro que pelo olhar esperançoso de Quinn era exatamente o que ela queria, e o que por muito tempo eu quis. Mas não era certo enche-la de esperanças quando eu ainda não estava pronta para me arriscar de novo, então resolvi me levantar, preparada para ir embora, antes de cometer outra gafe como aquela.
— Enfim, de qualquer maneira, não precisamos esperar por elas. Nossa casa não é tão longe, podemos chamar um taxi, ou ir andando se você estiver se sentindo bem.
- Ou podemos ficar.
- O que? – Não espera por essa opção.
- Já estamos aqui, temos uma mesa, temos bebidas que não pedimos e esta uma noite tão linda. Não tem por que desperdiçá-la.
- Ah eu não sei se isso é uma boa ideia Quinn.
- Rach qual é o ponto de dizermos que esta tudo bem entre a gente se não conseguimos passar uma noite juntas? – Eu tinha que concorda com ela.
- É você tem razão, nos somos amigas agora, e como amigas podemos ter uma noite divertida e agradável, só você e eu. Mas vamos deixar bem claro uma coisa, isso não é um encontro,certo?
- Como você mesma disse, somos apenas duas amigas tendo uma noite divertida e agradável. Aceita?
- E se essa noite se tornar completamente constrangedora? –Perguntei sabendo que ter uma “noite das garotas” com Lauren e Sant ao lado como rota de fuga era algo bem diferente de uma noite a sós com Quinn.
- Rach você me viu tendo um filho do sofá da sua sala, não da pra ser mais constrangedor que aquilo, da?
- É eu acho que não.
- Então vamos fazer um brinde. – Quinn disse segurando o copo.
- A o que? As piores amigas do mundo?
- Que tal a uma divertida, agradável e não constrangedora noite?
- Que assim seja.
Quinn sorriu enquanto brindávamos e por um breve momento ate que ficar pareceu uma boa ideia, mas quinze minutos depois do nosso brinde, um copo a menos e sem sequer trocarmos uma palavra, percebi que aquilo poderia sim ser bem mais constrangedor. Enquanto imaginava Lauren e Santana em algum lugar rindo de nos por estarem certas sobre ainda não estarmos realmente “bem” ao ponto de conseguirmos manter uma conversa, Quinn, muito mais nervosa que eu, cantarolava as músicas que tocavam no fundo do bar, olhando para os lados, provavelmente pensando o mesmo que eu, ou procurando sem sucesso qualquer coisa que iniciasse uma conversa. Como só me restava também olhar para os lados esperando que algo acontecesse, comecei a perceber que à medida que o bar enchia mais e mais pessoas passavam olhando na nossa direção, cochichando sem se preocupar em serem discretas. Aquilo estava me irritando mais do que a total falta de assunto entre Quinn e eu, e vendo a oportunidade de resolver dois problemas de uma vez, resolvi quebrar o silencio.
- Isso não esta te incomodando?
- O que? Ter quase implorado para você ficar e agora não conseguir nem começar uma conversa?Sim me incomoda.
- Eu estava falando dessas pessoas olhando para cá.
- Aaaaah. É eu já tinha reparado, mas não me incomodou. É o preço de estar com alguém como você, não é? – Achei um absurdo Quinn pensar daquela forma..
- Não Quinn, não deveria ser. Qual é? As pessoas daqui ainda não se acostumaram a ver duas garotas juntas? Essa cidade não mudou nada mesmo. Continua pequena, atrasada e preconceituosa.- Disse alto para que todos escutassem, deixando Quinn um pouco desconfortável.
— Ei Rach eu concordo que Lima não é o melhor lugar do mundo, mas as pessoas não estão olhando para “nos”. Estão olhando para você.
- Para mim? Por quê? Meus dentes estão sujos? Tem alguma coisa no meu cabelo?
-Não Rach, você esta linda. Serio, não consegue pensar em nenhum outro motivo para estarem olhando para você? – Antes que eu chegasse a simples conclusão de que aquela era a primeira vez que aparecia em publico depois daquela entrevista idiota e um tanto polemica que dei para o jornal da cidade, uma garota se aproximou da nossa mesa para refrescar minha memória.
- Desculpa incomodar, mas você é Rachel Berry, não é?
- Sim sou eu. Por quê?
- O meu Deus eu não acredito. Eu sou completamente apaixonada por você.
- O que? – Quinn e eu perguntamos juntas.
-É que sou uma grande fã sua e do seu trabalho. Eu vi Spring Awakening tipo umas 100 vezes. “Mama who bore me” é o toque do meu celular, eu tenho milhares de fotos suas escondidas de baixo da minha cama. Caramba eu ate faço parte do seu fã clube.
- Espera eu tenho um fã clube?Eu nem sabia que tinha fãs em Lima. – Aquilo já era uma surpresa.
- Ta brincando? Mas é claro que tem. Você é como um exemplo, uma inspiração pra quem sonha um dia em sair desse lugar. – Exemplo?Inspiração? Eu perdi minha casa, meu emprego e minha namorada. Aquela garota não deve ter lido as ultimas noticias sobre minha e eu também não precisa dizer aquilo para ela, então preferi apenas ser gentil.
- Poxa eu não consigo dizer o quanto estou surpresa. Na verdade nem sei o que dizer.
- Não precisa dizer nada, mas, por favor, tira uma foto comigo?
- Claro. – Levantei e fiquei do lado da garota enquanto ela tirava o celular da bolsa e Quinn observa a situação se segurando para não rir, notando o quanto aquilo parecia incomum pra mim.
- Ficou perfeita. Minhas amigas vão morrer de inveja quando virem essa foto. Obrigada Rachel, você é incrivelmente simpática e ainda mais linda pessoalmente – Ela se jogou em cima de mim, me deu um abraço e cochichou no meu ouvido. – E me desculpa se atrapalhei o encontro de vocês.
- Não, não é um encontro, nos somos ...- Olhei para Quinn que continuava apenas observando aquela cena terminar –Quer saber?Não atrapalhou de forma alguma. Obrigada pelo carinho. — Ela se despediu e voltou toda risonha para a mesa mostrando a foto para os amigos. Enquanto me sentava novamente, Quinn ficou olhando com aquele sorrisinho no rosto que tinha um poder sobrenatural de me deixar completamente louca.. – Eu adoraria dizer que isso acontece com tanta frequência que uma hora você se acostuma, mas eu estaria mentindo.
- Serio? Você parecia tão confortável com a situação que eu nem notei seu nervosismo. – Ate que achei graça no deboche de Quinn. – Mas pode ficar tranquila por que não é a ultima vez que isso vai acontecer. Você é uma celebridade por aqui.
-Eu sou?
- Sim e a propósito eu conheço esse fã clube. Realmente aquelas meninas são loucas por você.- Pude sentir um tom de ciúmes na voz de Quinn. – Ok, não tem porque eu mentir. Eu também fazia parte do clube , mas fui expulsa quando comecei a reclamar das montagens que faziam com você.
- Montagens comigo?
- É. Elas pegavam fotos suas e colocavam com fotos delas e nessa brincadeira meio que você já ficou com metade da cidade. –Eu?Quem diria hein?- E acredite isso não é o pior. – Pior? Eu estava adorando. — Não sei como, mas elas conseguiram fazer uma montagem com você... — Quinn começou a embolar as palavras. — Fazendo... Sexo com um cara com um monte de gente em volta cantando.
- Ah aquilo... Não é montagem. – Quinn parecia surpresa, confusa e esclarecida tudo ao mesmo tempo.
- Oooh... Bom pelo menos agora sei por que seus pais discutiram tanto sobre a peça.
- É eles não gostaram muito. Pensei que você soubesse, eles não comentaram nada?
-Não.
- Por que não? Não é tão serio assim, não acontece nada de verdade, ou quase nada.
-Não é por isso. É que por um tempo foi meio difícil tocar em qualquer assunto sobre você.-Quinn parecia totalmente sem graça. Eu falei que aquilo seria completamente constrangedor, não falei?
-Entendi.
Falando em assunto seria maravilhoso se eu conseguisse pensar em algum agora e saisse daquela situação embaraçosa, mas sem nada em mente o que me restou foi mais uma vez ficar olhando a nossa volta.
-Então...Ate que esse lugar é bem bacana e melhorou bastante desde a ultima e única vez que vim aqui. – Falar do local, claro como não pensei nisso antes?
- É eles tiveram que aumentar o espaço. Você vai ver, daqui a pouco, isso aqui vai estar lotado já que é o único lugar descente pra se frequentar em Lima. – reparei que havia um pessoal mexendo em algum tipo de aparelhagem de som no centro do bar.
- Nossa, tem ate musica ao vivo agora? Quem vai cantar?
- Você? Eu? Quem quiser.
-Isso é uma banda? Não acho que vão fazer sucesso com esse nome. – Quinn riu e mesmo não sabendo o por que, me senti aliviada.
- Não Rach, não é uma banda. É que hoje é noite de competição de karaokê.– Aquela noticia era tão engraçada que comecei a rir ate perceber que não era uma piada de Quinn.
- Espera é serio isso?
- Muito serio. Tem premiação, troféu e tudo mais. É o que temos de mais divertido na cidade, você sabe que não temos muitas opções por aqui. Acaba que todo mundo quer participa e é bem competitivo. Você acredita que já ate brigaram por causa disso? Serio quem brigaria por causa de karaokê? – Ham... Eu?!
- Não consigo pensar em ninguém.
- Ate a Santana leva numa boa quando perde, e olha que ela não tem muito espírito esportivo. Enfim todo mundo adora, e acho que você vai gostar também.
- É. Acho que vou. – Não vou não.
- Quem sabe você não anima a participar. Apesar de que seria injusto com nossos meros mortais.
Respondi Quinn com um sorriso por que eu sabia que precisaria estar bêbada para que aquilo acontecesse e mais do que depressa fiz um sinal para o meu amigo garçom que não veio tão depressa assim me atender, mas foi tempo suficiente para perceber quantas coisas tínhamos em comum. Pra começar ele parecia tão empolgado em me atender, quanto eu estava pela “Competição de Karaoke”. Ele precisava suportar aquilo provavelmente por dinheiro, e eu precisava por me sentir mal de ver Quinn se esforça para termos uma noite “agradável e divertida” e eu não iria bancar a chata que não gosta de Karoakê. E por ultimo e não menos importante, tínhamos certo ódio um pelo outro desde a ultima e única vez que nos vimos.
- Já sabe o seu pedido ou ainda tenho que esperar seus amigos imaginários chegarem? – Ele disse recordando o tempo que esperei por Quinn aquela noite.
— Cara você é muito engraçado, acho que tanto tempo trabalhando de garçom faz isso com as pessoas neh? É preciso mesmo ter humor pra sobreviver assim. – Rachel 1x0 Garçom mau.
- O que você quer?
- Poderia trazer mais umas...- olhei para o copo de Quinn que continuava cheio. – Uma bebida pra mim e, Quinn você quer alguma coisa?
- Sim, pode trocar isso por um suco de laranja? Natural?
- Claro que posso. — O garçom recolheu o copo de Quinn e o colocou na minha frente. — Aqui esta sua bebida. Vou buscar seu suco. – Certo, Rachel 1x1 Garçom mau. Era obvio que Quinn não tinha entendido nada daquilo.
- Desculpa, eu perdi alguma coisa? Vocês se conhecem?- Eu poderia contar o que houve, mas preferi evitar o desconforto de mais um momento constrangedor e não comentar mais nada sobre o encontro que ela não apareceu.
- Longa historia. – respondi dando um igualmente longo gole na bebida de Quinn.
- Ei vai calma. Desde quando você bebê feito gente grande?
- Ah Fabray quando você mora numa cidade que nunca dorme você acaba descobrindo maneiras divertidas de ficar acordada. E você, quando parou de beber?
-Nove meses atrás. Ter um filho realmente muda muitas coisas.
- Que engraçado.O Finn te deu um motivo para começar a beber e um ainda maior para você parar. – Falei com um tom sarcástico que Quinn pareceu não compartilhar. – O que eu quero dizer — Ou deveria ter dito. – É que fico feliz por você ter parado. Você me deu muito trabalho naquela época.
- Não foi tanto assim.
- A não? E todas as festas que eu tive que te buscar por que você não conseguia, graças a Deus, nem chegar à porta do carro?
- Primeiro você esta exagerando e segundo aquilo foi só uma fase ruim.
- Fase ruim?Não, aquela foi uma fase péssima. E ficou ainda pior quando, você resolveu ao invés de me escutar, dar ouvidos a Sant e comemorar a ausência dos seus pais com uma imensa festa na sua casa.
- Pode não ter sido uma boa ideia, mas você não pode negar que foi uma ótima festa.
- A claro. Realmente foi super divertido ficar assistindo você se esfregando com Puck.
— Esta vendo como foi uma fase ruim? Eu ficava com o Puck.
- E se me lembro bem você teria muito mais do que só ficado com ele se o Blaine e eu não tivéssemos arrumado um jeito de acabar com aquela festa. A propósito de onde você tirou a ideia de juntar nos dois? – Quinn parecia com vergonha de responder. – O que foi?
- Acho que agora posso te contar. Juntar vocês dois nunca foi meu plano. A verdade é que eu pedi ao Blaine que tentasse descobrir o que você sentia por mim. – Por essa eu não esperava.
- O que? Por que você faria isso?
- Bom, eu precisava saber por que você estava sempre cuidando de mim. Não conseguia acreditar que era só por ser uma boa amiga como Santana dizia, e foi ai que eu pensei em usar o Blaine. Você sabe como eu era naquela época. – Quinn disse dano ênfase no “era”- Eu nunca teria coragem de te perguntar e também não parecia que você iria se revelar a qualquer momento.
Quando Quinn concluiu sua justificativa, senti como se as palavras dela me dessem um golpe. Será que ela estava certa? Será que se ela não tivesse feito aquela armação com o Blaine eu nunca teria contando para ela como eu me sentia? Não, aquilo não podia ser verdade. Não podia aceitar aquilo.
- Eu teria me revelado mais cedo ou mais tarde. – Nessa volta ao passado acabei me lembrando de outra coisa — Espera, você recebeu uma mensagem quando estávamos no seu quarto, certo? Era o Blaine?
- Sim, era ele dizendo que eu estava certa e que você realmente gostava de mim.
- Eu devia pedir desculpas por não ter te falado o que eu sentia antes, mas eu não podia imaginar qual seria sua reação.
- E nem eu podia. Na verdade eu achava que se o Blaine confirmasse minha suspeita eu iria te dizer que apesar de apreciar o que você sentia, seriamos apenas amigas e nada mais que isso, mas não foi bem o que aconteceu. Acho que aquela mensagem não revelou a verdade apenas sobre os seus sentimentos, mas os meus também.
Quinn terminou sua confissão com um aquele sorriso meigo no rosto mais um vez, o mesmo que me conquistou a primeira vista no corredor do McKinley e antes que aquilo começasse a me afetar, resolvi mudar o rumo da conversa, mas minha tentativa de cortar aquele clima de romance não durou muito tempo, estupidamente por minha culpa.
-É eu me lembro muito bem qual foi o resultado dessas revelações, e preciso dizer que das centenas de vezes que sonhei com nosso primeiro beijo, nenhum terminava com você vomitando no meu tênis.
- Meu Deus, eu fiz isso mesmo? Que vergonha. — Se tinha uma coisa que me enlouquecia mais que o sorriso de Quinn, era aqueles envergonhados olhos cor de avelã.Que droga Quinn por que você tem que me olhar desse jeito?
- Não precisa se envergonhar, eu não me importei. E daí que tinha perdido meu tênis favorito? Ganhei um beijo da garota que eu estava apaixonada. No fim foi uma ótima troca. — Tudo bem que ela esta jogando todo seu charme pra cima de mim com aqueles sorrisos e olhares, mas caramba Rachel como você entrega os pontos fácil hein?
- Sendo assim, me sinto menos culpada pelo seu tênis agora, mas fiquei curiosa sobre um coisa. Você realmente sonhava com nosso primeiro beijo?
- A única coisa que posso dizer é que depois que eu te conheci, passei a ter motivos convincentes para chegar todos os dias atrasada. –Espera,eu disse isso? –Desculpa, não parecia tão pervertido na minha cabeça.
- Ok, eu te perdoo, se me contar pelo menos um desses sonhos.
- Não vejo isso acontecendo.
- Por que não? Eu acabei de te contar sobre o plano do Blaine.
- E como exatamente você contar que usou o Blaine pra saber dos meus sentimentos esta no mesmo nivel que eu contar os sonhos indecentes que tinha com você? – O que a de errado comigo? Eu já devo estar bêbada. É isso. Um copo e a bebida é que estava falando por mim. – De novo, na minha cabeça, não parecia tão estranho dizer isso. — Quinn riu e ficou me encarando por um tempo antes de dizer.
- Nossa Rach, você não faz ideia de como senti a sua falta. – Eu realmente não fazia ideia, e talvez exatamente por isso, me arrisquei a fazer uma pergunta que poderia jogar todo o plano daquela noite no lixo.
- Foi por isso que você me ligou na noite do meu aniversario?
Quinn ficou surpresa com a pergunta. Eu estava surpresa por ter perguntado. Eu sabia que Quinn não queria tocar naquele assunto, mas precisamos revolver de vez as coisas do passado, só assim podíamos enterra-lo e seguir em frente. Era hora de nos livramos do peso das coisas que não dissemos.
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