Things Ill Never Say

18 Cap. 18 - Querido Diário


Notas iniciais
Capítulo curtinho... espero que gostem!

[AMY’S POV]

Eram mais ou menos três da tarde e caía uma chuva gostosa que eu observava pela janela do meu quarto. O inverno estava quase chegando ao fim, finalmente. Estava feliz em saber que a festa tinha sido boa, apesar de acabar daquela maneira, e também estava feliz em ver que Videl havia se dado bem com Chuck, até estava estranhando o fato dela não ter vindo até meu quarto ainda para me contar o que havia rolado ou não. Provavelmente ainda estava dormindo, não é para qualquer um agüentar 5 horas dentro de um avião e depois sair para festa. Essa é a minha prima. Mas o que não saia da minha cabeça era o que eu tinha visto em David, além daquele estranho senhor que falara com ele e o pacote que haviam trocado, David fumou muito. Duas carteiras de cigarro em três horas, isso era exagero, pelo menos ele não havia bebido. Sei que a culpa por ele estar fazendo isso não era minha, não tinha como, mas eu me sentia de mãos amarradas, como se não pudesse fazer nada. Eu precisava fazer alguma coisa. Peguei o telefone e liguei para a sua casa:
– Alô! – o ouvi dizer e desliguei imediatamente. Não seja idiota, pensei. Peguei o telefone e liguei novamente.

- Alô! – respirei fundo, mas fiquei sem dizer nada – Amy? É você?

Fiquei sem ar quando ele disse isso e joguei o telefone longe. Como ele sabia que era eu? Peguei o telefone novamente e o coloquei no gancho, nem havia soltado ainda quando de repente tocou. Meu deus! Será que era David? Será que ele viu que era eu que tinha desligado o telefone? Com um pouco de receio atendi ao telefone:
– A-a-a-lô!
– Oi durminhoca! Que tá fazendo?
– Ah, é tu! – disse aliviada por ver que era Roxy — Não estou fazendo nada, por quê?
– Enfim, vou ir direto ao assunto. Lembra do diário da Avril?
– Sim... mas eu não sei onde ele tá! – disse lembrando que realmente não sabia o que havia feito com ele — Acho que deixei lá no chalé quando a gente voltou!
– Nãããooo! – Roxy gritou dando uma risada — Eu o peguei. Eu o vi caído no teu quarto e peguei.
– Sério?! A gente tem que devolver pra Avril, ela já deve estar sentindo falta dele...
– Óbvio que a gente vai devolver ele. Sabe eu tava lendo e...
– Tu tava lendo sem mim? – a interrompi — Estou indo na tua casa agora pra ver o que tem nele! – disse em um impulso
– Sabe, a verdade é que não tem nada de importante nele e também tá chovendo...
– Tem alguma coisa que tu não quer que eu leia nesse diário, né? O que tu tá escondendo? – perguntei desconfiada
– Nada. Não estou escondendo nada. Acho que tu ia ficar com nojo do que tá aqui. Nem valeu a pena todo nosso esforço pra pegar ele, não tem nada de importante...
– Sei, em quinze minutos eu chego aí.

Não dei tempo para Roxy se despedir. Desliguei o telefone, vesti um casaco e passei no quarto de Videl para avisá-la aonde eu ia, mas ao ver que ela estava dormindo apenas deixei um bilhete com o telefone da casa da Roxy, dizendo que não demoraria.
Nem toquei a campainha quando cheguei, pois sabia que havia gente em casa. Dei um oi rápido para Pierre que assistia a um jogo de Hóquei e subi para o quarto de Roxy.

Ela estava hesitante, percebi que escondia algo de mim e por esse motivo não queria me dar o diário. Tive que perguntar quatro vezes onde estava o diário, até ela se render e me alcançá-lo. Nem eu sabia exatamente se ainda valeria a pena lê-lo já que estava com Sebastien agora, mas já que eu tinha começado com essa história era melhor terminá-la logo.

– Tá bom, eu deixo tu ler, mas tu vai ver como não vale a pena...
– Por acaso ela conta aqui alguma coisa que aconteceu com ela e com o David ou com o Jesse? – perguntei ignorando o que ela me disse
– Bem...
– Pensando bem não responde, deixa que eu mesmo leio. – arranquei o diário de suas mãos
– Vai por mim, tu não precisa ler...
Fiz sinal de silêncio para ela com o dedo indicador sobre meus lábios. Procurei por alguma página onde encontrasse o nome de David ou Jesse e encontrei novamente aquela página com um coração enorme e o nome de meu ex-namorado dentro. Até que ela tinha uma letra bonita! Virei a página e comecei a ler.

Senti uma coisa subindo pela boca de meu estômago. Roxy tinha razão, eu nunca deveria ter lido aquele diário.


“Querido Diário...