Things Ill Never Say
3 Cap. 03 - Você está vivo?
Notas iniciais
PS: não esqueçam de deixar um review. A cada review não deixado, um autor morre.
[ROXY’S POV]
- Por que está perguntando isso Roxy? Eu não tenho mais nada com ela, sou todo seu!
- E por que ela está indo pro Canadá com nós, Pierre? Por que ela está no mesmo avião que nós?
- Porque a Lachelle mora no Canadá também. — Pierre disse impaciente – Você queria que ela fosse pra lá como? Hein, Roxy?
Fiz de conta que não ouvi a pergunta dele. Eu não suportava discutir com Pierre, eu sempre ficava mal com isso, mas até agora eu não estava entendendo porque a Lachelle tinha que viajar com nós. Pierre sempre soube que a gente não se fechava, mas vivia insistindo pra que eu fosse amiga dela. Nem aqui nem na China! Muito menos no Canadá!Eu não era louca nem nada de fazer isso!
- É que eu tenho ciúmes. Cada vez que ela passa por aqui ela fica te olhando e eu morro de medo que tu caia nos braços dela de novo.
- Calma Roxy. Isso não vai acontecer – Pierre disse me olhando nos olhos – Vem! Vamos sentar lá no fundo do avião, assim a gente tem mais privacidade e tu não precisa te preocupar com a Lachelle passando por nós toda hora.
Concordei e fomos lá para trás. Durante o trajeto até o fundo do avião (grande trajeto) percebi que David e Amy ainda estavam brigados, estavam sentados em poltronas separadas e Sebastien falando um pouco com cada um pra ver se ajeitava as coisas, mas pelo jeito não estava dando certo. Jeff e Chuck estavam concentrados escrevendo mais umas letras para o novo CD. Patrick estava tentando atualizar o site, mas não estava conseguindo fazer muita coisa porque a Lachelle não parava de chamá-lo a toda hora para contar piadinhas.
- Acho que vou dormir um pouco – disse para Pierre quando sentamos – Me acorda quando a gente estiver chegando – encostei a cabeça em seu peito e dormi quase que imediatamente.
Acordei assustada. Pierre não estava mais ao meu lado. Onde ele estava? Procurei nas poltronas da frente e não o achei, provavelmente deveria estar no banheiro. Quanto tempo eu havia dormido? Meia hora? Talvez duas horas? Resolvo levantar e ver se achava alguém pra conversar, já que a viajem era longa. Fui caminhando e vi que todos dormiam isso era estranho porque normalmente Chuck ou Patrick sempre ficavam acordados... E outra, onde estava Lachelle? Pierre e Lachelle tinham sumido e eu não estava gostando dessa história.
- Vou até a cabine, quem sabe os pilotos sabem de algo – pensei
Quando estava chegando próximo à cabine senti algo escorregadio no chão, olhei e me assustei ao ver que era sangue. Continuei caminhando para ver de onde vinha. Quem sabe o que poderia estar acontecendo? Sufoquei um grito ao ver que Pierre estava estendido entre duas poltronas com marcas de dentes por todo o pescoço, onde não parava de jorrar sangue.
Corri em sua direção tentando acudi-lo. Peguei-o em meus braços, enrolei um pano em seu pescoço tentando conter a hemorragia, mas foi tudo em vão... Soltei-o e desabei em lágrimas por cima de seu corpo imóvel sem vida. Senti que não tinha força para levantar, mas eu deveria fazer algo. Precisava avisar os outros.
Levantei, mas quando me virei fui jogada contra a parede, onde bati fortemente com a cabeça, fiquei tonta por alguns segundos e quando dei por mim estava sendo prensada contra a parede por Lachelle. Olhei para seu rosto e não pude acreditar no que vi, seus olhos ardiam de ódio e sua boca estava coberta de sangue onde havia dentes enormes, com os quais ela provavelmente havia machucado Pierre.
- Me larga, Lachelle, ou seja, lá que bicho tu for. — disse tentando me desvencilhar de seus braços inutilmente.
- Onde você pensa que vai docinho? — ela disse ironicamente – eu ainda tenho que acabar com você. Pierre pagou caro por te me deixado, agora é a sua vez por ter roubado ele de mim.
- Que é isso? Você está louca? David! Jeff! — gritei tentando chamar os outros para me ajudarem
- Nem adianta gastar sua voz para chamá-los, eles estão em um sono profuuunnnndo. A sua hora terminou. Diga adeus a sua vida miserável que nem seu namorado fez.
Lachelle abriu a boca e veio em minha direção com seus enormes dentes para me morder, quando senti que não havia mais nada a ser feito, veio uma luz. A porta do banheiro do avião de repente se abriu e para minha salvação Dean e Sam Winchester saíram de lá de dentro para acabar com o demônio que estava prestes a acabar comigo.
- Solte ela! — Sam gritou enquanto Dean puxava Lachelle pelos cabelos jogando-a no chão – Seu lugar não é aqui.
Puxaram um rosário do bolso e colocaram em sua testa. Começaram um pequeno ritual para acabar com ela, que foi finalizado com uma estaca fincada em seu coração.
- Puxa! — Dean virou para mim e disse quando tudo estava terminado – Pensei que não havia mais vampiros hoje em dia.
— Como vocês chegaram aqui? — perguntei tentando imaginar como eles havia aparecido no banheiro.
- Teletransporte! — Sam disse
- É, foi nosso pai que ensinou. — Dean completou
-Bom, temos que ir. O dever nos chama. — Sam disse despedindo-se – Tem cuidado com o garoto aí do chão, o Pierre. Ele foi mordido. É meio difícil que vire vampiro também mas nunca se sabe.
Se despediram e desapareceram pelo banheiro novamente. Olhei Pierre estendido no chão e comecei a chorar sem acreditar que ele estava morto, resolvi sentar em uma poltrona enquanto esperava os outros acordarem. Aproveitei e chutei bastante a Lachelle no chão quando passei por ela... Só para me certificar que o serviço estava completo.
Sentei e continuei chorando, mas de repente ouvi que alguém me chamava baixinho, reconheci a voz de Pierre. Mas como se ele estava morto? Levantei e quando cheguei perto dele vi que ele estava deitado sorrindo para mim.
- Vem cá me amor, eu estou bem.... Estou vivo.
Ajoelhei-me para abraçá-lo. Eu estava muito feliz. De repente senti uma forte dor no pescoço, Pierre estava me mordendo! Fechei os olhos de dor e comecei a gritar e me debater para ele me soltar, mas não conseguia...
(...)
- Roxy... Roxy, acorda. Você está sonhando.
Abri os olhos e vi que estava sentada na poltrona dos fundos do avião ao lado de Pierre que sorria para mim. Pulei em seus braços abraçando-o forte, feliz em ver que estava tudo bem.
- Eu te amo! — disse para Pierre
- Eu também, mas você está bem? — Pierre perguntou – Você estava se debatendo e não parava de gritar meu nome.
- Esquece – disse aliviada – Foi só um sonho.
Encostei a cabeça na poltrona e fiquei observando o céu pela janela enquanto aterrissávamos no aeroporto do Canadá.
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