Things Change
5 Capítulo 5
Não sei quanto tempo demorou mas a verdade é que já passava das dez horas da noite quando finalmente Harry parou o carro. Não falamos durante toda a viagem. Estávamos num terreno escuro rodeado de grandes árvores.
Harry: Chegamos!!
Fez a maior cara de felicidade que já vi. Que sitio mais estranho.
Joana: Para onde é que me troces-te? Aviso já que sei fazer karaté. Se tentares alguma coisa, levas.
Harry: Ali ao fundo existe uma pequena cabana, pertence aos meus tios. É toda de madeira e foi restaurada. Queria que a visses. Na bagageira temos hamburgers e coca-cola. Ah e lá dentro existem vários filmes. Podemos ver se quiseres.
Joana: E avisar-me para onde íamos? Fui vestir esta roupa para nada.
Harry: Foste vestir essa roupa para mim.
Corei. Realmente ele quando queria era um rapaz super querido. Ofereceu-me a sua mão. Desconfiada aceitei-a e pequenas faíscas ligaram-nas. Sorri. Ele sorriu de volta e encaminhamo-nos para a cabana.
Aquele lugar era simplesmente mágico. A cabana era linda. Tinha uma sala, uma casa de banho, uma cozinha e dois quartos dispersos por dois pisos.
Joana: Meu Deus Harry, isto é lindo.
Harry: Ainda bem que gostas.
Conversamos e comemos. Olhei para o relógio. Como era tarde. Bem, os meus pais também não estão em casa. Não há problema se chegar um bocado mais tarde.
Joana: Então e o que se segue menino Harry?
Harry: Bem existe ali um quarto…
Joana: HARRY!
Ele começou a rir-se à gargalhada. Idiota.
Harry: Devias de ter visto a tua cara! AHAHAHAHAHAHAHAH!
Joana: Não teve piada nenhuma.
Amuei. Ele não tinha o direito de fazer aquilo comigo.
Harry: Ei princesa desculpa, não queria ofender-te.
Joana: Muito bem vamos escolher um filme ou não?
Escolhemos uma comédia romântica. Sentamo-nos no sofá mas tenho de admitir, ele era bastante pequeno. Quase nos tocávamos mas eu evitei isso ao máximo. A meio do filme Harry fez pipocas e colocou-as apenas num balde. As nossas mãos tocaram-se mas eu fingi não ligar. Um pouco antes do filme acabar ficou tudo escuro. Sem me conseguir controlar, adormeci.
Harry: Princesa, temos de ir andando.
Abri os olhos, Harry estava a poucos centímetros da minha cara.
Joana: Se saíres de cima de mim, talvez me consiga levantar.
Era tarde, mesmo muito tarde. Saímos e Harry fechou a porta. Sinceramente, estava morta de sono. Por isso, voltei a adormecer no caminho. Desta vez não foi preciso Harry acordar-me, estávamos perto de casa quando despertei.
Harry: Estamos a chegar.
Joana: Ainda bem, estou a cair de sono.
Harry abriu-me a porta do carro quando chegamos a casa. Sai e ele entregou-me a minha mala. Seguiu-me até casa. Abri a porta e virei-me para ele.
Joana: Obrigada por esta noite, foi fantástico.
Harry: Eu é que tenho de agradecer a honra de poder ter jantado com a princesa mais bonita que conheço.
Joana: Tens mesmo de parar de me chamar essas coisas.
Harry: É a pura realidade.
Ele aproximou-se. Estava demasiado perto. Mas eu não me desviei. Só pedia por tudo que ele não me beijasse. Iria estragar tudo entre nós.
Como se ouvisse os meus pensamentos, Harry colocou os seus braços à volta da minha cintura, chegou-me mais para perto de si e abraçou-me. Sentia cada músculo do seu corpo junto ao meus. Como por instinto, coloquei os meus braços à volta do seu pescoço e ali ficamos. Estranhamente não queria que aquilo acabasse, mas tomei a iniciativa de, passado uns minutos, me separar dele.
Joana: Boa noite Harry.
Harry: Boa noite princesa.
Voltei-me e entrei em casa. Deitei-me na minha cama e tentei organizar os meus pensamentos. Estaria eu apaixonada pelo rapaz que tanto odiava?
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