Theyre Gone...
2 Mas que p**** é essa?
Notas iniciais
O dia não tinha sido nem um pouco agradavel para Josh. Seus pais haviam passado toda a manhã discutindo e a cada minuto ele sentia mais vontade de poder morar em outro lugar. Sua vontade era não ter que olhar mais para a cara dos dois.
Era seis da tarde quando ele não suportou mais. Sem dizer uma palavra saiu de casa e bateu a porta. Ele nunca foi o garoto perfeito, sempre fora muito violento e vingativo, mas sabia ser paciente e carinhoso, quando lhe era conveniente. Era uma garoto calculista, sabia que nem todos iriam lhe ajudar em seus planos e por isso essas pessoas não tinha o direito de viver.
Andou pela cidade sem saber o que fazer. Só iria voltar para casa quando estivesse com paciencia o suficiente para olhar na cara daqueles inuteis de novo. Olhou e viu um grupo de garoto três anos mais velhos fumando em um beco. Pensou em se aproximar, pedir um trago, mas não fez isso. Provavelmente os garotos só dessem uma surra nele. A cidade vazia era aconchegante. Ainda mais quando ele começava a imaginar toda a cidade morta. Que aquele vazio significava que ele era o único no mundo. Isso o fazia se sentir poderoso.
-E ai Josh! — falou um garoto, tirando-o de seus devaneios. Olhou irritado para o lado. Não se podia ter um segundo de sossego naquele lugar?
-Mark. — falou e voltou a andar com as mãos no bolso. Josh era considerado um pouco frio demais para sua idade, apenas 14 anos, mas ele gostava disso. Gostava de ser considerado diferente. Gostava quando diziam que ele era frio ou violento. Gostava de botar medo nas pessoas. Gostava quando elas tremiam de medo dele. Sempre fora assim. Mesmo quando mais novo, ele sempre tentava assustar alguém, só pra ter o prazer de ver o medo em seus olhos.
-O que tá fazendo aqui a essa hora cara? — Josh olhou confuso para o relogio. Não era tarde quando ele saiu de casa e não tinha se passado muito tempo desde então. Eram 10:00 da noite. Ele não tinha passado tanto tempo assim andando. Tinha?
-Não tô com cabeça pra minha casa. E tu? O que tá fazendo aqui? — perguntou.
-Nada pra fazer na minha também. Meus pais esconderam o video-game, ai eu sai e disse que não ia voltar. — Mark falou apressando o passo para acompanhar o garoto.
Era sempre a mesma coisa com Mark. Ele nunca mais ia voltar e no dia seguinte ele aparecia para o café da manhã. Josh já tentara varias vezes explicar que se ele dizia que ia sair e não voltar, então ele não podia voltar. Mas isso era complicado demais para a cabeça de lesma dele.
-Hum, boa sorte. — falou. E então viu outro grupo de jovens, não eram os mesmos, dessa vez era garotas, de saia curta e top com decotes exagerados. Mais velhas que ele, é claro, mas isso não o impedia de acha-las incrivelmente… Sexys.
E então aconteceu. Ouve um barulho grande vindo da usina. Josh ergueu os olhos para ver, sem preocupação, não se importava se tinha gente morrendo, as garotas eram lindas. Olhou novamente para as garotas e não notou o clarão verde que ia se expandindo ao redor da usina. Até que a luz tocou as garotas, e elas desapareceram.
…
Josh ainda olhava para o local onde as garotas haviam estado. Onde elas tinham ido? Elas estavam ali quando ele olhou de volta, ele tinha certeza que as tinha visto após retornar seu olhar para elas. Olhou ao redor e viu Mark com uma expressão tão assustada quanto a sua deveria estar. Isso não era póssivel. Pessoas não podiam simplesmente sumir assim. Podiam?
-Hey Mark, eu já vou. — falou tentando esconder o quanto estava assustado. Ele podia não ter medo de ver gente morrendo, ou até de matar alguém, mas pessoas sumindo do nada. Aquilo não era normal.
-Huah — murmurou Mark ainda olhando para onde as garotas deveriam estar. ”Que cara patético”, pensou Josh.
Era quase meia noite quando Josh chegou em casa. Foi até a cozinha e pegou um copo d’água. Nunca sentira sua boca tão seca quanto naquele momento. Era melhor ir dormir. Seus pais já tinha ido dormir então ele só teria que aturar eles novamente no outro dia, e ele não planejava passar muito tempo em casa no dia seguinte. Iria para a escola, ou melhor, diria aos pais que iria para a escola e depois iria para qualquer lugar. Talvéz tentar descobrir o que aconteceu com as meninas, ou só andar por ai.
Ele não teve que dizer aos pais que ia para a escola.
No dia seguinte acordou com um batido forte na porta da frente. ”Mas que porra…?”, pensou enquanto levantava apressado e descia as escadas para abrir a porta. Olhou para o relógio na sala e notou que já era tarde, onde estavam seus pais que não estava brigando? Tinha conseguido se matar de uma vez? “É bem capaz.”, pensou e abriu a porta sendo atropelado por um garoto em total desespero.
-O que foi agora Mark? — perguntou revirando os olhos. Já estava começando a perder a paciencia com aquilo.
-M-Meus pais, cara. M-Meus pais. E-Eles… Su-Sumiram.
-Ok Mark. E o coelho da Páscoa vem próxima semana deixar os ovos no nosso quintal. — falou com sarcasmo revirando os olhos. Era normal que o menino estivesse assustado. Os pais dele passavam o tempo inteiro ao seu lado, era meio irritante, e o proprio também achava isso. Seus pais só deveriam ter saido para comprar algo e agora ele estava entrando em pânico. “Patético.”
-É sério, cara.
-Eles devem ter saido e esqueceram de avisar.
-Até parece Josh. Meus pais saindo e esquecendo de me avisar. Eles nem deixaram bilhete. Nada. E a TV não liga. Os telefones estão mudos e… Todo mundo tá dizendo que os pais sumiram.
-A TV não presta? — perguntou franzindo o cenho. Foi até o sofá, pegou o controle, que ainda estava jogado lá, e ligou a TV. Ela continuou preta. -Mas que porra…? — disse dando um soco no aparelho que continuou preto. Andou até o quarto dos pais que viu que estava vazio. E ainda da mesma forma que estava no dia seguinte. Eles não haviam ido dormir. -Quem mais disse que os pais sumiram? -perguntou saindo de casa. Só então lembrou que ainda estava com o roupa do pijama. Olhou para ao redor e entrou novamente. — Fica ai. Vou trocar de roupa. -falou e subiu para o quarto. Podia ouvir os passos de Mark de um lado para o outro na sala. Vestiu uma camiseta e um short qualquer e desceu. -Vamos, e me diz uma coisa. Esse teu medo todo é que teus pais tenham ido embora e não te levado é? -disse rindo — Que medinho, fui abandonado por meus pais. — Josh sabia que Mark nunca admitira algo assim e que as vezes até queria se livrar dos pais.
-Claro que não. Acontece que minha mãe escondeu meu video-game e eu ainda não sei onde tá.
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