They don't know about us
13 Descobrindo uma verdade
Notas iniciais
Angie estava preocupada com Germán, ele não havia dado notícias e já se passara muito tempo, nem Violetta apareceu para falar com ela. Assim Angie decidiu que iria à casa deles a noite, para saber o que está acontecendo.
*na casa dos Castillos*
Germán chegou enfurecido em casa, e foi diretamente para o quarto, pegou um banco, subiu nele e pegou uma caixa. Ao abri-la, lágrimas vieram aos seus olhos quando ele viu as fotos de Maria e um poema. Que ele pegou e leu em voz alta.
"Vou, onde sopra o vento, hoje digo o que sento, sou..."
Ele escuta uma batida na porta, era Violetta.
–Entre Vilu.
–O que aconteceu papai? O senhor chegou tão... Frustado.
–Vilu, você ainda é muito nova para entender.
–Tem haver com a morte da mamãe não é? O assassinato? Papai eu não sou mais uma criancinha, eu sei muito bem o que aconteceu naquela noite.
–Não quero você envolvida nisso.
–Já estou envolvida, desde o momento que se meteram com a minha mãe.
–Eles tem um suspeito de quem seja o assassino.
–Oh. E quem é?
*no dormitório*
Angie andava de um lado para o outro sem saber o que fazer.
–Angie, se acalma, vás fazer um buraco no chão, e estas me deixando tonta.
–Eu vou lá. Preciso saber o que aconteceu.
–Não aconteceu nada de ruim, você vai ver, só vai dar viagem perdida.
Angie pegou o casaco dela e a bolsa e foi para a casa do Germán, enquanto mais ela se aproximava da casa, mais seu coração batia acelerado, e aquilo não era um bom sinal.
Talvez a Jaque esteja certa, talvez eu esteja exagerando.
E foi quando ela chegou na casa de Germán que ela percebeu que as luzes estavam acesas. É um bom sinal, pensou. E bateu na porta, esperou até que Violetta apareceu.
–Angie? O que você faz aqui?
–Oi Vilu, desculpa estar vindo uma hora dessas, é que eu precisava saber como seu pai está, ele não foi dar aula aí eu pensei...
Angie para quando avista Germán, pálido e com a cara cansada.
Angie ficou encarando ele até que ele chegou até ela, nesse momento Violetta já estava no quarto.
Germán pegou Angie pela cintura e a abraçou, enterrando o nariz em seu cabelo. O cheiro dela fazia ele esquecer tudo de ruim que podia acontecer.
–Oh Angie.
–Eu não quero atrapalhar. Só queria saber como você estava.
–Estou melhor agora.
Angie se afastou dele e olhou em seus belos olhos castanhos e se beijaram. Ambos estavam sem fôlego quando se separaram.
–Você escutou minha mensagem?
–Não, nem peguei no meu celular hoje.
–O que houve?
–Acho que está na hora de você saber.
–Bom.
–Vem.
Germán a levou para o seu quarto e a convidou para deitar na cama, e eles deitaram abraçados de conchinha.
–Angie, você sabe que a minha esposa faleceu. O que você não sabe é que ela foi assassinada.
–Assassinada?
–Sim, foi em uma terça a noite. Eu havia ido buscar Violetta na casa de uma amiga dela, eu também nesse dia havia tido uma pequena discussão com Maria, estava até pensando no meio do caminho, em voltar e perdi-lhe desculpas, mas decidi seguir — ele deu um suspiro pesado e prosseguiu- quando cheguei com a Vilu, tinha uns policiais ao redor da casa. Violetta se assustou e logo descemos do carro para saber o que havia acontecido.
Quando Angie lhe olhou ele estava com os olhos fechados, como se dor atravessasse seu belo rosto.
–O policial perguntou quem nós éramos, e disse pra ele que eu era o marido dela, e a Vilu, nossa filha. Ele deixou a Vilu com uma policial enquanto me levou para um canto longe da Vilu, e me disse que um ladrão entrou para roubar a casa e quando Maria apareceu sem querer gritou assustada e ele a amarrou rapidamente e antes de sair atirou nela.
Angie já estava com lágrimas nos olhos.
–Hoje um pouco depois de te mandar as flores o delegado que estava cuidando desse caso há anos, me ligou, avisando que eles haviam tido pistas sobre o assassinato de Maria, e me falaram quem é o maior suspeito, eu fiquei com tanta raiva que assim que cheguei em casa me tranquei no quarto.
Ele abriu os olhos e olhou diretamente nos olhos de Angie, ao fazer isso lágrimas caíram de seus olhos.
–Não, por favor, não chore.
–Nunca passou pela minha cabeça que isso poderia ter acontecido.
–A culpa não é sua, eu que quis contar. Me perdoa.
–Obrigada.
–Pelo que?
–Por me contar.
Ela dá um selinho nele.
–Tenho que ir.
–Não, fica, por favor.
–Germán...
–Por favor, preciso de você.
Angie viu nos olhos de Germán a mais pura verdade.
–Eu fico, com uma condição.
–Qual?
–Que ao amanhecer eu vá embora, se não podem desconfiar que eu não dormi no alojamento.
–Tá.
–Vou mandar uma mensagem para a Jaque.
Logo que enviou a mensagem Germán a puxou de volta para os seus braços e continuaram em um silêncio agradável. Até que Angie pegou no sono. Germán demorou um pouco mais para dormir, ficou olhando para Angie.
Angie, Angie, tão serena e bela, como podes fazer tão bem assim para mim? Minha Angeles. Pensou, e deu um beijo na bochecha de Angie, e adormeceu.
continua...
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