They Don't Know About Us

3 Última Esperança...


Notas iniciais
Olá estou aqui com mais um capitulo Primeiro de tudo eu queria pedir as pessoas que estão com desejos assassinos que por favor não me matem, sou muito nova para morrer. Se o desejo for muito grande tentem segurar até o final da fic... Quero agradecer a Temperana e a HeloiseC q favoritaram a fic vcs saõ d+ Queria agradecer tbm a todos que comentaram Sem mais enrolações aqui está o capitulo

Eu fico deitado na cama até o cair da noite e ter inicio o banquete. Muito a contragosto me levantei e fui para o Grande Salão. O clima de festa estava me incomodando, pois eu não tinha nada para festejar, no entanto eu tive de fazer um teatro e cumprimentar a todos com um sorriso no rosto. Fico procurando na multidão minha loirinha, não importa o que o meu pai fale ela ainda vai ser e sempre será a minha loirinha. Assim que a encontro e trocamos olhares faço um gesto discreto para nos encontrarmos lá fora. Ela sai primeiro, espero alguns minutos e logo a sigo. Encontramo-nos na parte de trás do Grande Salão e nos beijamos um beijo meio desesperado, mas ainda assim um beijo doce e apaixonado.

– Com foi com o seu pai?

Ela pergunta nervosa

– Nada bom

– Você quer me contar?

– Quero, mas não sei como...

Ela abre um pequeno sorriso para me encorajar e fala

– Que tal começar do começo

Sorrio de volta, respiro fundo e abro o jogo.

– Meu pai me colocou em um casamento arranjado

Ela arregala os olhos

– Como assim? Com quem?

– Com a futura líder dos Berserkers

– Mas quem é a futura líder dos Berserkers? O Dagur não teve filhos e...

Ela para, pensa e parece entender.

– Heather...

– Sim, Heather

Ficamos alguns minutos em silêncio e vejo que Astrid está elaborando alguma coisa. Fico quieto para não atrapalhar até que ela finalmente abre o jogo

– Soluço a Heather é nossa amiga

– Sim

– E ela provavelmente não sabe que estamos juntos

Ela falou e eu tentei seguir seu raciocínio

– Continue

– Então se explicarmos para ela que estamos juntos e que nos amamos ela vai desistir do casamento. Ela nunca ficaria entre nós

– Astrid você é brilhante

Eu falo a abraçando. Ficamos um bom tempo abraçados, era uma sensação boa, reconfortante saber que tínhamos uma chance

– Um homem comprometido não pode sair abraçando aquela que não é sua noiva

– Tecnicamente a Astrid é a minha noiva

Eu falo me separando de Astrid

– Mas não a noiva aprovada pelo líder

– Bocão o que você está fazendo aqui?

E pergunto tentando mudar de assunto

– Impedindo que vocês façam uma besteira. Andem voltem para o Grande Salão

– Como sabia que estávamos aqui?

Astrid pergunta curiosa

– Conheço o Soluço muito bem e sabia que ele não iria aceitar tão facilmente o casamento arranjado e que viria correndo lhe contar para inventarem alguma coisa maluca, talvez até suicida para reverter à situação. Agora vamos entrar antes que o seus pais encontrem vocês

Bocão fala, mas é tarde de mais, assim que ele faz menção de virar escuto a voz do senhor Hofferson.

– Viu Stoico eu falei que eles estavam juntos

– O que vocês estão fazendo aqui fora juntos? Nós já não fomos claros o suficiente hoje mais cedo

Meu pai fala em um tom autoritário fazendo com que Astrid se encolha um pouco, mas eu já estava estressado por causa do casamento arranjado e da rejeição ao meu noivado com Astrid e não me contive.

– Vocês foram, mas acho que nós não.

Eu falo aumentando meu tom de voz

– Nós nos amamos. Vocês não sabem das coisas que nós fizemos um pelo outro, vocês não sabem de todos os "eu te amo" que já trocamos, vocês não sabem de todas as noites em claro que passamos preocupados com a segurança um do outro, vocês não sabem que nós esperamos a vida toda para encontrar um amor assim tão forte e tão verdadeiro, vocês não sabem como nosso corações batem mais forte quando estamos juntos. Vocês simplesmente não sabem...

Eu termino meu discurso e olho para a Astrid que possui um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos. Olho para os outros e tento decifrar seus olhares. Bocão me olha com um misto de pena e solidariedade, Lamont me olha com raiva, Walkyria nem se quer me olhava e meu pai tinha um olhar indecifrável que me dava arrepios.

– Os dois para o Grande Salão agora. E eu os proíbo de se encontrarem sozinhos. Quando quiserem conversar será necessária uma testemunha. O navio de Heather chega amanhã, você e ela irão conversar, vocês ainda não irão noivar, pois são muito novos. Ela irá passar uma semana aqui e durante essa semana você irá anunciar o namoro de vocês que irá se tornar um casamento eu fui claro?

Meu pai fala em sua voz de líder que não deixava brechas para dúvidas ou objeções obrigando-nos a assentir

– Eu perguntei se eu fui claro?

Não foi o suficiente para o meu pai apenas assentir, ele queria ouvir. Ele sabia que era mais difícil falar do que apenas mexer a cabeça. Antes de falar qualquer coisa olhei para Astrid com uma promessa no olhar. A promessa de que ficaríamos juntos custe o que custar.

– Sim. Claro como água

Eu falo com raiva

– Sim senhor Stoico

Astrid fala derrotada

– Muito bem agora voltem para o Grande Salão

Meu pai fala e nós vamos acompanhados do senhor e da senhora Hofferson. Bocão fica para trás para conversar com meu pai.

Fico no Grande Salão até o banquete acabar, mais por obrigação do que por vontade própria, depois da discussão com meu pai eu quase não vi Astrid, o que me deixou desanimado. Fui para casa sem trocar uma palavra sequer com o meu pai. Entrei no meu quarto e vi que Banguela estava me esperando

– E ai amigão como foi seu dia?

Ele ronrona e eu entendo que seu dia foi bom

– É bom saber que pelo menos um de nós teve um dia bom. O meu dia foi péssimo, para dizer o mínimo.

Eu falo me sentando com Banguela na sua cama e começando a contar as novidades para o meu dragão. Era bom poder desabafar tudo o que havia acontecido, principalmente por que o Banguela não tinha nenhuma opinião crítica a respeito, ele apenas ronronava ou mexia a cabeça.

– Obrigado por me ouvir amigão

Eu falo fazendo carinho na cabeça dele. Saio da cama de Banguela e me jogo na minha sem nenhuma delicadeza, fecho os olhos e torço para que amanhã seja melhor do que hoje, ou pelo menos que não tenha mais nenhuma notícia surpreendente.

Tento dormir, mas passo a noite em claro pensando na Astrid. Como eu poderia me casar com outra sendo que eu amo minha loirinha. Espero que a Heather entenda a situação e desista do casamento. Quando eu finalmente consigo dormir o sol já havia nascido e após o que pareceu ser alguns minutos meu pai me acorda

– Levante filho, sua futura esposa está chegando.

Por estar ainda meio grogue por ter acabado de acordar e pela noite mal dormida me levanto rapidamente achando que meu pai estava falando de Astrid, mas aos poucos meu cérebro volta ao seu funcionamento normal e eu tenho vontade de me jogar na cama novamente. Como meu pai não foi nenhum pouco delicado ao me acordar Banguela também havia acordado e não estava nada contente

– Vem amigão vamos comer

Eu falo e ele já se anima. A única coisa que tira o Banguela do mau humor matinal e um bom bacalhau. Descemos as escadas e eu pego o cesto de peixe e tiro a tampa deixando Banguela se deliciar enquanto eu comia alguma coisa dura que meu pai chamava de pão. Depois que ambos estávamos satisfeitos saímos para voar. Eu precisava sentir a sensação de liberdade que só o Banguela me proporcionava.

Enquanto estávamos voando vi um navio se aproximando de Berk, devia ser o navio dos Berserkers. Voamos na direção oposta tentando ao máximo adiar o encontro com Heather. Estávamos sobrevoando a ilha após termos feito algumas manobras para extravasar um pouco quando vejo Tempestade e, consequentemente, Astrid se aproximando.

– Bom dia Milady

– Bom dia senhor Strondus

– Como está sua manhã?

Eu pergunto olhando para ela

– Acabou de ficar melhor

Ela fala sorrindo e acaba por arrancar um sorriso meu também.

– Soluço nós não vamos ter problemas com o seu pai? Afinal nós estamos proibidos de nos ver sem testemunhas

– Não se preocupe Milady, eu passei quinze anos da minha vida com meu pai gritando comigo e apenas três com ele sentindo-se orgulhoso de mim. Posso aguentar mais alguns gritos. E nós temos testemunhas, duas inclusive.

Eu falo apontando para os nossos dragões e ela sorri

– Não irei discordar

Voamos mais um pouco apenas aproveitando a companhia um do outro quando vimos que o navio estava quase atracando no porto. Infelizmente eu deveria estar lá para recebê-los.

– Está muito bom ficar com você Milady, mas eu tenho que ir.

Eu falo dirigindo meu olhar para o porto, ela segue meu olhar e logo entende

– Você vai falar com a Heather?

– Nós vamos

Eu falo e ela assente

– Espere alguns minutos e depois apareça no porto. Afinal você deve cumprimentar sua amiga

Eu falo com um sorriso travesso arrancando uma gargalhada dela

– Até mais tarde Milady

– Até mais tarde senhor Strondus

– Vamos para o porto amigão

Eu falo para o Banguela e começamos a descer. A descida foi rápida de mais. Não queria chegar ao porto, não queria encarar meu pai, não queria encarar o Alvin e não queria encarar a Heather.

Chegamos ao porto e eu desmonto do Banguela

– Você vai querer ficar aqui amigão?

Banguela assente e eu reforço a pergunta

– Tem certeza?

Ele assente novamente. Acho que ele queria ver a Tesoura-De-Vento. O navio finalmente atraca e depois de tudo pronto as pessoas começam a descer. Me aproximo mais de onde meu pai estava para poder cumprimentar os recém-chegados sendo seguido de perto por Banguela.

O primeiro a descer é Alvin que vem logo nos cumprimentar

– Olá Stoico

Ele fala apertando a mão de meu pai

– Olá Alvin. Seja bem vindo a Berk

Ele assente e vem me cumprimentar

– Olá garoto

Ele fala estendendo a mão

– Olá Alvin

Eu falo enquanto aperto sua mão sentindo uma dor imensa

– Seja bem vindo a Berk

– Obrigado

Selvagem é o próximo a desembarcar e faz o mesmo que Alvin. Admito que era estranho apertar sua mão pois ele foi por muito tempo um inimigo. Banguela sem nenhum motivo vira a cabeça para o céu e me viro também vendo que Tempestade estava pousando. Assim que ela pousa Astrid vem para o meu lado

– Astrid o que faz aqui?

Meu pai pergunta em tom severo

– Eu vim cumprimentar Heather. Ela também é minha amigar senhor Stoico

Astrid fala séria. Meu pai apenas assente. A próxima pessoa a sair do navio, por coincidência era Heather. Assim que ela nos viu ela correu para nos abraçar

– Soluço que saudades

Ela fala me abraçando e percebo que meu pai sorri com a cena. Heather logo me solta e abraça Astrid

– Astrid você não faz ideia de como você faz falta

Ela fala abraçando-a e logo a solta para cumprimentar meu pai

– Senhor Stoico é um grande prazer estar sendo tão bem recebida em Berk

Ela fala e arranca um grande sorriso de meu pai

– Imagina Heather é um grande prazer recebê-los

– Pai será que nós podemos ir agora?

Eu pergunto vendo que ele está contente

– Claro filho. Vão divirtam-se

Nós saímos e vejo que Banguela e Tempestade ficam para trás procurando por alguma coisa, provavelmente pela Tesoura-De-Vento. Como eles não a encontram eles vêm conosco, decido perguntar a Heather onde ela está.

– Heather e a Tesoura-De-Vento?

Vejo seu corpo se enrijecer e seu olhar ficar mais sombrio

– Eu... Eu não quero falar sobre isso

Ela fala com a voz seca e percebi que mexi com um assunto delicado

– Tudo bem. Para onde você quer ir? Que tal para a academia ver o resto do pessoal

Eu falo tentando mudar de assunto e parece que funciona, pois ela fica imediatamente mais leve e assente. Troco um olhar com Astrid e vejo que ela também não entendeu o que havia acontecido. Como estávamos indo a pé para a academia o caminho seria mais longo e Astrid já começou a falar com Heather sobre o nosso plano

– Então Heather você sabe por que você está aqui?

Minha loirinha pergunta meio receosa, talvez ela não soubesse e isso poderia estragar o plano.

– Então o Soluço te contou, por que não estou impressionada.

Heather fala com um sorriso no rosto

– Então Heather eu e a Astrid precisamos contar uma coisa

– Claro

Eu tento falar, mas não sei por onde começar, não sou muito bom nessas coisas. Na realidade eu não sou bom eu muitas coisas, mas isso não vem ao caso. Astrid vê que eu fico meio enrolado e fala no meu lugar

– Então Heather nós sabemos que você veio para Berk com a intenção de se tornar a futura esposa do Soluço

Astrid fala tentando controlar a irritação na voz

– Sim, foi por isso que eu vim.

Ela fala e sorri para mim, eu tento sorrir de volta, mas não sei se saiu algo que se possa chamar de sorriso

– Então há um pequeno problema. Stoico não falou com o Soluço antes de aceitar a proposta

Heather faz uma cara confusa e olha para mim

– Não é que eu não goste de você Heather, afinal você é minha amiga. O problema é que eu amo a Astrid

– E nós gostaríamos de saber se você se importaria em recusar a proposta de namoro, noivado, casamento ou o que seja para que eu e o Soluço possamos ficar juntos.

Astrid termina e nós aguardamos a resposta de Heather que parecia um pouco chocada. Depois do que pareceram horas a morena responde com o olhar triste

– Sinto muito, mas não posso.

– Como assim não pode? Achei que fôssemos amigas

Astrid fala e eu agradeço mentalmente por ela não estar com o seu machado, pois ela definitivamente queria matar Heather nesse momento.

– Eu sou sua amiga. Sou amiga dos dois. Mas os Berserkers precisam de um bom exemplo como líder. Eles passaram grande parte de sua existência apenas sendo maus. Agora eles têm a chance de ser bons se eles forem liderados adequadamente. Meu povo precisa disso e eu não consigo fazer isso sozinha, eu preciso do Soluço. Eu sinto muito

Ela fala olhando para o chão. Astrid não se comove nem um pouco com suas palavras e sai irritada já com lágrimas nos olhos, Heather era a nossa última esperança. Não me contenho e deixo cair uma lágrima solitária. Heather percebe e murmura

– Eu... Eu sinto muito...

Notas finais
Então eu acho que eu aumentei ainda mais os desejos assassinos kkk Esperem mais um pouco que o próximo cap provavelmente é o último. Talvez seja o próximo e mais um epílogo, mas eu ainda n tenho certeza. Se alguém ficou curioso o nome da mãe da Astrid, Walkyria significa: a que escolhe vítimas do sacrifício. Beijos até o proximo