These Gray Eyes
22 Capítulo 22
Notas iniciais
POV Percy
– Então você é o moleque que rejeitou minha pequena Rachel?
Eu não sei em que momento nós saímos do bar, mas entramos por uma porta lateral do lado da cozinha e assim que essa porta se fechou minhas mãos estavam presas por dois armários enquanto aquela almondega ruiva ria da minha cara.
Eu já deveria saber que ia da nisso.
– Ainda esse assunto? Ela tem que superar sabia? – Ele me olhou raivoso e deu um murro na minha barriga. Eu trinquei os dentes. – Gordo desgraçado, assassino de uma figa. – Ele riu.
– Ora, então ela finalmente descobriu? O que? Foi a mamãe gostosa que abriu o bico ou ela resolveu dar uma de loira inteligente? – Eu fechei as mãos em punho. – Matei sim o pai da garota. Sabe, eu mandei vários capangas atrás dele, mas o filho da puta sempre escapava. Quando se quer um serviço bem feito você mesmo tem que fazer não é rapazes? – Os pau mandado que estavam me segurando riram e ele me deu mais um soco, mais forte dessa vez. Gemi de dor. – E sabe, até que a piranha loira é gostosa, quem sabe eu não vou lá visita-la. – Cara, eu vi vermelho.
Chutei um dos joelhos dos caras que me seguravam e ele me soltou gemendo, segurando a perna. Virei o punho com toda a força na cara do outro, mas ele era maior nem cambaleou, então eu chutei o seu saco e nem fiquei pra ver o estrago, avancei sobre o velho barrigudo e o enforquei.
– Nem pense em chegar perto dela seu nojento. – Ouvi um gatilho ser puxado atrás de mim e W. Dare, com a cara vermelha por estar sem ar, rir de mim.
– Não seja inocente moleque. – Eu o soltei, ele arrumou a roupa e me deu um soco no rosto.
Eu desviei então pegou de raspão no supercílio, o que é uma merda. Essa área do rosto incha na hora.
Senti um pequeno filete de sangue escorrer pelo meu rosto. Enxuguei com a própria mão.
Nesse momento a porta se abriu e um garçom nos olhou chocados. Eu sorri.
– Tá fodido. – Eu disse quando vi o cara discar o número da policia. O velho trincou os dentes.
...
– Então o que aconteceu? – Estávamos a mais de meia hora naquela delegacia e o melhor de tudo é que o delegado era um merda.
Resultado eu estava algemado enquanto via ele contar as notas que havia recebido da almondega.
– Foi apenas um mal entendido, entendo completamente Sr. Dare, esses garçons veem demais. – O velho riu e deu dois tapinhas no meu rosto. Eu rosnei.
– Que bom que me entende Dionísio. Agora se me der licença eu tenho negócios a tratar. – Ele nem olhou pra trás e saiu. O delegado descruzou os pés de cima da mesa e me encarou.
– Então faveladinho, qual o seu nome?
– Eu quero meu advogado. – Ele riu.
– Ah tá, você tem um advogado? – Eu fechei a cara e assenti. – Tudo bem, ligue pra ele. – Eu ergui as mãos com sangue seco mostrando que ainda estava algemado. – Se vira pivete. – Ele se levantou e me estendeu o telefone, com muito custo disquei o número de Quíron. – Olha garoto, com essa sua carinha bonita vai ser um belo brinquedo pros nossos presos o que acha Tântanos? – O policial deu um sorriso, mas assim que Dionísio se virou pra mim ele fez uma careta.
...
– Ele está enrolando, mas não vai demorar muito. – Eu bufei e cocei a cabeça com a própria algema.
– Valeu Quíron. — Ele deu um tapinha nas minhas costas.
– Não se preocupe Percy. – Eu encostei a cabeça na parede e fechei os olhos respirando fundo. Faz horas que eu estou aqui, nesse momento Annie já deve estar mais do que puta comigo. – Toma. – Ele estendeu o celular e eu o olhei confuso. – Liga pra ela. – Eu o olhei envergonhado e aceitei seu celular.
– Alô.
– Me desculpa, loira. – Ouvi uma risada sarcástica do outro lado da linha, e aquilo foi o suficiente pra eu me sentir melhor.
– Não acredito que me ligou de outro telefone pensando que eu não te atenderia.
– Ééé não é exatamente por isso...
– Por que então? – Eu suspirei.
– Depois de ver a burrada que eu tinha feito, eu peguei o ônibus e sai atrás de você. E acidentalmente eu fui parar na cadeia. – Ela ficou em silêncio do outro lado da linha. De repente eu ouvi barulhos de chave e porta batendo, e sorri.
– Que porra Percy, onde você tá? – Eu ri discretamente e disse qual o distrito.
– Você sabe que eu te amo né? Me desculpe pela explosão.
– Eu fiquei bem chocada pra falar a verdade, mas não se preocupe eu vou resgata-lo herói. – Eu ri e desliguei.
– Agora sim, você parecia até mais doentio antes. – Eu ri.
Como o delegado era um filho da puta ele nos deu um pouco de trabalho, então quando Annie chegou, eu ainda estava algemado e provavelmente um pouco inchado no supercílio por conta do último soco que aquele canalha me deu.
– Mas que merda Percy, a gente se separou por o que? Uma hora e você vem parar na cadeia? – Eu ri e a puxei pela blusa fazendo-a cair sentada no meu colo.
– Pra você vê como eu fico perdido. – Ela sorriu e me beijou, e logo deu um tapa na minha cara. — Outch! Você bate mais forte do que aquele gordo ruivo. – Ela me olhou por um tempo e eu vi seus olhos se escurecerem.
– Que merda você fez Percy? Eu te implorei pra não fazer isso...
– Pronto favelado, está liberado. – O delegado entrou pela porta e viu Annie naquele estado no meu colo. Passei os braços sobre a sua cabeça para abraça-la. – O que está fazendo? Largue a moça! – Aí Annie explodiu.
– Vai à merda! Solta logo meu namorado seu filho da puta. – Eu levantei uma sobrancelha e ri da cara descrente que ele fez. Ele acenou pro guarda que nos trouxe as chaves da algema, me soltando. Esfreguei os pulsos avermelhados e Annie levantou do meu colo, me puxando junto.
– Saiba que eu posso prende-la, mocinha. – Annie bufou e segurou minha mão não ensanguentada.
– É, vai sonhando. – Passamos por Quíron que estava tentando conter a risada. – Obrigada por tudo Quíron.
– Imagina criança. – Ele nos acompanhou até o lado de fora.
– Você ficou incrivelmente sexy enfrentando aquele delegado. – Ela riu e me abraçou.
– Ah e você me deu várias ideias com aquelas algemas. – Eu gargalhei e a abracei apertado.
– Vocês não estavam brigados? – Quíron perguntou, encarando a gente sorridente.
– É eu deveria te bater. – Ela disse, mas não fez nada além de enterrar a cabeça no meu peito e respirar fundo. Eu sorri e cheirei seus fios loiros.
– Eu me prenderia e deixaria você me bater até a morte. Eu fui um idiota, me desculpe. – Ela sorriu.
– Se você estivesse preso, bater seria a ultima coisa que eu faria. — Eu ri e vi Quíron revirar os olhos.
– Vocês são impossíveis. Bom, eu tenho que ir. Vê se não dá uma de herói da próxima vez. – Eu assenti e trocamos um aperto de mão.
– Vamos também, seu pai está louco atrás de você. – Eu a encarei confuso enquanto entrávamos no carro.
– Como ele sabe?
– Ele já está em casa, pensou que você também estivesse, mas eu disse pra ele não se preocupar que você ia demorar porque estava de ônibus.
– Como sabia que eu fui de ônibus? – Ela riu.
– Você deixou seu celular e sua carteira na minha bolsa, e julgando pela calça que você estava usando eu sabia que só tinha um passe de ônibus dentro dela. – A encarei chocado.
– Você é uma bruxa. – Ela gargalhou.
– Não, eu sou esperta. – Eu sorri e me inclinei para lhe beijar o pescoço.
– É minha loira sabichona. – Ela sorriu.
...
– COMO ASSIM PRESO? – Tampei os ouvidos.
– Calma, eu não fui preso, só fui parar na delegacia. Nem fichado eu fui. Estava sem documento e eles não sabiam meu nome. Uma delegacia de merda pra falar a verdade. E se fosse realmente um criminoso? – Meu pai suspirou e caiu sentado no sofá.
– Você ainda me deixa louco Percy. Duas burradas no mesmo dia. Filha de deus, não sai do lado dele ok? – Annie riu e me abraçou.
– Vou acorrenta-lo, pode deixar. – Acho que todas aquelas ideias sobre algemas deixaram ela bem alegrinha, eu apertei sua cintura.
– Bom, agora que já está tudo certo e que eu sei que você não vai me contar o motivo de você ter ido visitar a cadeia, eu vou desfazer as malas. Amanhã a gente vai lá buscar o resto das coisas. – Eu assenti e ele sorriu pra gente e subiu as escadas.
Annie se afastou de mim e me olhou com cara de brava. Eu engoli em seco.
– Agora você vai me explicar isso direitinho Perseu Jackson. – Eu fiquei em silêncio enquanto ela batia o pé no chão. – Mas depois, que a gente colocar um gelo nisso ai. – Ela foi em direção a cozinha e eu a segui.
– Tá muito feio? – Eu sentei no banquinho do balcão e ela virou pra mim já com a bolsa fria na mão e soltou uma risada pelo nariz.
– Chega a ser patético sabia? Mesmo depois de levar um murro na cara você continua lindo. – Eu sorri pra ela e ela pressionou a compressa fria na minha testa com aquela delicadeza.
– Aii amor. – Ela deu um sorrisinho sarcástico.
– Aii amor. Para de ser frouxo, na hora de gritar comigo e sair por ai atrás de um assassino você é todo durão né? – Eu fiz um bico e a puxei pela cintura.
– Eu já te pedi desculpa.
– E eu já te desculpei, mas isso não impede de jogar isso na sua cara a todo o momento.
– Você é má... e até isso eu amo em você. – Ela revirou os olhos mas sorriu.
– Nossa como você fica meloso depois de uma briga! – Eu ri e rocei nossos narizes.
– Imagine o sexo de reconciliação então? – Eu levantei as sobrancelhas o que doeu pra porra. Ela riu.
– Mal posso esperar, eu preciso arrumar umas algemas. – Eu gargalhei e tentei beija-la, ela se esquivou. – Nem vem, depois que você me contar o que aconteceu de verdade. – Eu bufei.
– Tem que ser agora, agora? Eu não posso tomar uma banho primeiro? – Fiz aquela cara marota de filhote de foca e ela sorriu pra mim.
– Ahhh que lindo meu chuchu. – Eu franzi a cara e ela riu de mim. – Vamos lá eu vou te dar um banho. – Aí eu já fiquei mais alegre.
Subimos as escadas e entramos no seu quarto. Aquela coisa enorme e com cara de Annabeth. Eu sorri, dava pra conviver tranquilamente com isso.
Entramos no seu banheiro e eu coloquei a compressa sobre a pia, enquanto Annie enxia a banheira. Desabotoei minha calça e tirei os tênis e as meias com o próprio pé e joguei tudo em um canto. Tentei tirar a camiseta, mas os socos que levei no estômago me fizeram gemer de dor. Annie se virou pra mim com uma cara confusa.
– O que foi? – Eu desviei meus olhos.
– Nada. – Ela juntou as sobrancelhas e se aproximou, puxando a barra da minha camiseta. Ela soltou um ofego e me olhou nos olhos. – Percy! – Eu olhei também e fiz careta.
– Putz, ficou muito roxo. – Ela fechou as mãos em punhos e respirou fundo, me ajudando a tirar.
– Aquele filho da puta. – Sua voz estava embargada enquanto ela acariciava o lugar. Eu puxei ela pelo ombro e a abracei.
– Não foi nada...
– Como não foi nada cacete, olha isso aqui! – Eu ri fraquinho.
– Hey eu sou um herói tá lembrada? Escoriações fazem parte. – Ela fungou e me abraçou apertado, eu beijei seus cabelos.
– Porque foi atrás dele seu idiota? – Eu ri e dei dois tapinhas na sua bunda.
– Banho primeiro, conversa chata sobre seu namorado ter apanhado depois. – Ela conseguiu rir e tirou a roupa também.
...
Fale com o autor