These Gray Eyes
31 Capítulo 31
Notas iniciais
POV Percy
Ouvimos a campainha tocar e ai sim eu me separei dela. Ela soltou um resmungo e colou nossos lábios de novo me fazendo rir.
– A campainha loira. – Eu segurei nos seus ombros fazendo ela olhar pra mim. Ela estava mole nos meus braços, sua respiração pesada e todos os pelos do seu braço estavam arrepiados.
Cara, eu sou demais.
Não é como se eu estivesse tão diferente, mas ve-la assim me deixa com um ego quase do tamanho da minha ereção. Ou seja, enorme mesmo.
Vimos meu pai descer as escadas correndo, e tropeçar no último degrau. Nós rimos.
Annabeth desceu do meu colo e me puxou pela mão.
– Boa noite Margareth. – Ela disse passando pela porta. Eu acenei e me deixei ser puxado por ela.
– Usem camisinha ok? Não quero um irmãozinho. – Eu ri ao ver a cor que a Sra. Grace ficou.
– Como você é inconveniente Percy.
– Ah ele falou a mesma coisa pra você. Eu tinha que dar o troco. – Ela riu e bateu na porta de um dos quartos.
– Boa noite ai! – Ela disse.
– Boa noite! – Frank e Hazel responderam.
E ela foi fazendo isso de quarto em quarto.
Qual a necessidade disso?
Atrasar a nossa transa. Apenas isso.
Eu quase não deixei que ela entrasse no quarto. Eu colei suas costas na parede e chutei a porta fechando ela com um estrondo.
Annie me olhava com os olhos arregalados e a respiração acelerada.
– É legal me beijar daquele jeito no sofá né? – Eu lambi seu pescoço, puxando seus cabelos loiros pra trás. – E depois me deixar duro por você e ficar me enrolando. – Eu dei uma mordida forte ouvindo ela gemer meu nome e agarrar os meus cabelos.
Passei o dedo por cima da profunda marca dos meus dentes e olhei pra ela.
– Você ta precisando apanhar Annabeth. – Ela mordeu os lábios e desceu a mão pelo meu peito com as suas unhas, fazendo uma trilha de fogo até o cós do meu shorts.
– Vai me bater Percy? – Ela deu uma mordida no meu peito e eu trinquei os dentes, apertando a sua bunda dura.
Tirei com violência aquela coisa transparente que ela usava e puxei o biquíni pro lado apertando o bico rosados dos seus seios. Ela choramingou encostando a cabeça na parede.
– Vou sim. – Estralei um tapa na sua bunda ouvindo ela gemer meu nome com os lábios colados nos meus.
Apoiei as mãos na sua bunda e peguei ela no colo. Meus lábios atacaram seus seios túmidos e eu prendi os mamilos com os dentes ouvindo ela gemer. Assoprei logo em seguida vendo ela se arrepiar.
– Muito engraçado. – Ela disse e colou a boca no meu pescoço, fazendo um estrago tremendo ali. Seus dentes raspavam na minha pele e sua língua quente me fazia estremecer.
Deuses eu sou louco por essa mulher.
– Não vai rolar preliminar hoje loira. – Eu puxei a parte de baixo do seu biquíni e esfreguei seu clitóris já inchado. Ela gemeu no meu ouvido se remexendo na minha mão.
Abaixei minha bermuda e sem delongas a penetrei.
Não foi intenção, mas nós gememos alto e junto, o que me deixou muito mais excitado.
Segurei firmemente na sua cintura apoiando ela na parede e me movimentei com força e rápido dentro dela.
Annabeth se agarrou no meu pescoço enquanto se remexia no meu colo, tão louca e frenética quanto eu. Bati de novo na sua bunda e ela gemeu alto com a boca grudada na minha.
Ela mordia meus lábios e buscava minha língua quando não estava gemendo e ofegando. Suas paredes me apertavam, me engoliam. Revirei os olhos em êxtase. Puxei seus cabelos e lambi seu pescoço, aumentando cada vez mais a velocidade das estocadas. Annie engasgou e sussurrou meu nome pra logo gozar no meu pau. Eu não me demorei a vir também.
A segurei firme, nós dois trêmulos e ofegantes. Annabeth se apoiou nas paredes e tentou colocar as pernas no chão, mas elas estavam amolecidas. Eu ri e ajudei ela se apoiar.
– Senhor. Eu amo quando você me fode assim. – Ela apoiou a cabeça na parede e fechou os olhos ainda recuperando o folego. Eu respirei fundo algumas vezes e passei o dedo sobre a marca profunda da mordida que eu dei nela.
– Assim...? – Seus olhos cinza, que mais pareciam chumbo agora, se abriram e me fizeram pegar fogo.
– Assim, duro, forte... sabe, com vontade de meter. – Eu gargalhei e puxei ela pela cintura colando nossos corpos com violência.
– Eu sempre tenho essa vontade loira. – Eu sussurrei no seu ouvido e mordi o lóbulo da sua orelha. – Sempre tenho vontade de meter em você. – Ela gemeu e passou as mãos nos vergões do meu peito.
– O que eu quero dizer é... Não deu tempo nem de tirar a roupa, foi uma foda deliciosa. – Ela lambeu os lábios e me empurrou pelo peito até a cama. – E eu quero mais.
– Tenho que concordar com você. Foi maravilhosa, então me de um minuto pra me recuperar. – Eu disse e ela encarou meu pau sem uma ereção.
Ela sorriu daquela maneira, bem safada, bem cafajeste, bem minha, desfez os laços do biquíni fazendo as peças caírem no chão e me fazendo salivar ao ver seu corpo completamente desnudo e com as marcas da minha boca e da minha mão pela sua pele.
– E se eu te ajudasse com isso? – Ela passou a mão em seu sexo e gemeu, me fazendo gemer também, me mostrou seus dedos melados. – Porque eu já to pronta pra outra. – E enfiou os dedos na boca, se ajoelhando e apoiando as mãos nas minhas coxas.
E foi ai que eu concordei com Thalia.
Eu não dormiria tão cedo essa noite.
...
– Bom dia, bom dia, bom diaaa! – Eu e Annie descemos as escadas com um bom humor invejável.
Ao chegarmos na cozinha, nos deparamos com algumas caras mal humoradas.
– Bom dia? Vão pro inferno meu deus do céu. – Nico já reclamou enfiando um pedaço de bolo na boca.
– Ué o que foi? Não dormiram bem? – Luke soltou uma risada pelo nariz, mas sinceramente eu não me importava com a sua opinião.
– Como dormir com uma sinfonia de gemidos? Pelos deuses parece que vocês tiraram a noite pra foder! Eu escutei lá do meu quarto. E escutar meus filhos transando me broxa ta legal? – Margareth bufou e eu gargalhei.
– Não acredito que você broxou. – Meu pai me mostrou o dedo do meio.
– Nem me fale Percy. – Margareth resmungou, fazendo a gente rir e meu pai esconder o rosto nas mãos.
– Gente, mas o que é isso no seu pescoço? – Thalia arregalou os olhos olhando pra Annabeth. Ela tampou a marca da minha mordida e sentou. – Não dói não?
– Na hora? Nem um pouco, mas agora... – Eu me sentei ao seu lado e tirei sua mão dando um beijo sobre a marca.
– Me desculpa. – Eu disse baixinho no seu ouvido. Ela sorriu.
– Estamos quites. – Ela passou as mãos sobre meu tronco e eu estremeci. As marcas das suas unhas estavam por todo lado, e ardiam, ardiam pra caralho.
– O engraçado é que chamam a gente pra posar aqui e não deixam as visitas dormirem. – Grover disse. Eu bufei.
– Larguem de ser cri cris, isso é inveja sabia? – Frank bocejou.
– Pode até ser, eu dormi feito uma rocha. – Hazel olhou pra ele com uma cara de brava.
– É, quem dera nós não tivéssemos dormido também. – Frank olhou envergonhado pra ela que virou o rosto. Nós rimos.
– Eu não tenho o que reclamar. – Piper disse se recostando sobre Jason.
– Também, ficaram com o quarto mais longe dos ninfomaníacos ai. – Annie soprou um beijo pra Thalia e ela apenas socou o resto de pão na boca.
– Vocês são jovens, tem muito tempo pra curtir a vida. – Hermes disse enchendo a xícara do meu pai com mais café.
– É isso mesmo Hermes, e por falar nisso acho que a gente arrebentou com uma mola da cama. – Annie disse envergonhada fazendo todo mundo rir e me tirando dos meus pensamentos.
...
No meio do filme de terror que nós resolvemos assistir, meu celular toca fazendo todo mundo pular de susto. Me desvinculei do aperto de ferro de Annabeth e sai da sala pra atender.
– Oi Quíron.
– Oi criança, como está?
– Bem, bem... ta tudo certo? – Eu perguntei meio cauteloso. Só o que me faltava alguma coisa no caso de Ares ter dado errado. Quíron riu do outro lado da linha me deixando mais aliviado.
– Ta tudo certo sim, eu só liguei por que Annabeth pediu pra deixar nas suas mãos as papeladas do testamento e tudo mais, ela disse que não gosta de mexer com isso então deixou pra você. – Eu ri.
– Não sei como não previ isso antes. – Ele riu.
– Então, quando você vai poder vir aqui dar uma olhada? – Eu cocei a cabeça.
– Poisé cara, eu trabalho na hora do almoço, e tenho aula no resto da semana, só se for no próximo final de semana.
– Hmm... – A linha ficou muda por uns tempos. – Percy, que tal você vir fazer um estágio comigo? – Meu queixo caiu por um momento, e foi minha vez de ficar em silencio. – Percy?... Criança?
– Ah! Ah oi, oi to aqui. E-estágio? Quando? – Ele riu.
– Bom, você vai ter que sair do seu emprego, não pode ser o super-man.
– Ah, eu não sei.
– Eu também vou te pagar um salário Percy...
– Fechado. – Ele riu.
– Ok, vai precisar me passar seus horários de aula pra começarmos. – Eu sorri.
– Certo, certo... hm eu te mando por email ok?
– Ok, até mais criança.
– Até. – Eu desliguei e apertei o celular sorrindo.
Cara eu tenho um estágio com o melhor advogado do mundo. Eu não poderia estar mais feliz.
Voltei pra sala que estava uma penumbra e um demônio muito fake na televisão fazia minha loira cobrir o rosto com as mãos. Eu sorri perversamente e cheguei por trás dela.
– Bu. – Eu disse baixinho.
Grande erro.
Ela berrou, berrou mesmo e acertou o cotovelo no meu nariz.
Por causa do seu berro, os outros também berraram me deixando quase surdo.
Eu fiquei meio tonto e cambaleei com a mão no nariz.
– O que é isso? – Meu pai chegou na sala e ascendeu a luz, ofegando ao olhar pra mim.
– Merda. – Eu tirei a mão do meu nariz e ela estava vermelha e completamente ensopada de sangue.
O que só serviu pra algumas meninas berrarem mais ainda.
– Oh meu deus Percy, me perdoa amor. – Annie pulou o sofá e colocou a mão sobre meu nariz. Eu gemi de dor fazendo ela se afastar.
Ela me olhou aflita, e depois brava me dando um soco no braço.
– AU!! Endoidou? – Eu segurei meu nariz de novo enquanto ela me dava mais socos.
– A culpa é sua seu animal, porque me assustou?
– Eu não pensei que você fosse quebrar o meu nariz! – Nesse momento, algumas pessoas já riam, tipo o meu pai.
– Aiai vocês me causam tanto divertimento crianças. – Margareth que estava do seu lado revirou os olhos e veio até mim.
– Me deixa ver Percy. – Eu olhei pra ela fazendo birra mas ela apenas riu. – Vamos, eu sou enfermeira deixe-me ver. – Relutante eu tirei a mão da frente do nariz vendo a careta de Annie olhando pra mim. Mostrei a língua pra ela e ela virou a cara. – Não quebrou não. – Ela disse mexendo nele me fazendo gemer de dor.
– Então porque esse sangue todo? – Annie perguntou, mas logo virou a cara de novo me fazendo bufar.
– Só rompeu alguns vasinhos, vem vamos lavar e você vai ter que ficar com uma bolsa de gelo por um bom tempo. – Eu gemi em desgosto e fui até a cozinha com ela.
Hermes quase teve um treco quando me viu.
– Pra você ve Hermes, a sua menininha acabou comigo. – Eu disse e tirei a camiseta ensopada de sangue.
– É deu pra ve que ela acabou com você mesmo. – Leo o enxerido apontou pros arranhados do meu peito e eu sorri de lado.
– Ah mas isso foi bom, só não foi legal ter o nariz triturado pela própria namorada. – Eu disse alto ouvindo ela me xingar lá da sala.
– Já disse que não aconteceu nada com seu nariz o bebezão. – Margareth me entregou um pano úmido e eu limpei o meu nariz devagar.
– Olha ai até você folgando comigo! – Meu pai riu abraçando ela de lado. Eu resmunguei limpando o nariz. – Afe, vou deixar sujo mesmo isso dói pra caralho.
Annabeth apareceu do meu lado e pegou o pano da minha mão.
– Gente como é frouxo. – Ela começou a limpar o sangue evitando meus olhos e pra falar a verdade, não doeu mesmo quando ela fazia aquilo. – Pronto crianção. – Fiz careta pra ela e peguei a bolsa de gelo colocando em cima.
– Podem voltar pro filme, o show de horrores já acabou. – Leo riu e voltou pra sala. Meu pai puxou Margareth pelas escadas pra aproveitar o tempo que tinham. Hermes saiu de fininho pela porta dos fundos deixando Annie e eu ali sozinhos.
Eu suspirei e apoiei os cotovelos sobre o balcão de mármore, ainda segurando o saco de gelo. Annabeth ficou em silencio ao meu lado, até se render e deitar a cabeça no meu ombro me fazendo sorrir.
– Me perdoa? – Ela disse fraquinho. Eu mantive o silencio por mais alguns minutos e fiz uma cara de sério.
– Não sei não, isso vai ficar bem feio. E você ainda me socou! – Ela levantou meu braço e foi se aconchegando no meu peito, feito um gatinho carente.
– Me desculpa vai, não foi intencional. – Eu cocei a garganta. – Tudo bem, os socos foram, porque você é um retardado que só tem tamanho.
– Um tamanho bem grande e gostoso né? – Ela riu e deu um beijo no meu peito.
– Ta vendo? Você parece uma criança de 12 anos que parece que só agora descobriu que tem um pênis e fica falando dele por ai. – Eu gargalhei.
– Hmmm loira eu não estava falando do meu pênis. – Ela parou um pouco e escondeu a cabeça no meu peito me fazendo rir de novo. Eu dei um beijo no topo da sua cabeça e a abracei. – É impossível ficar bravo com você minha princesinha mimada.
– Me chama assim de novo e eu termino de quebrar o seu nariz, palhaço. – Eu ri e apoiei o queixo na sua cabeça, suspirando.
– Hmm esqueci de te falar, na verdade eu estava indo fazer isso mas você me interrompeu me dando uma cotovelada né. – Ela bufou. – Quíron me ofereceu um estágio remunerado com ele. – Ela levantou a cabeça com tudo batendo na minha mão que segurava o saco de gelo. Eu soltei um gemido alto de dor. – Puta que pariu não vai parar de me machucar? – Ela colocou a mão na boca segurando a risada.
– Ah meus deuses me desculpa! – Ela alisou meu braço e eu bufei e voltei pra minha posição inicial. – Mas continua, Quíron te arrumou um estágio... – Eu fiquei em silencio fazendo ela ranger os dentes. – Larga de ser cuzão Percy.
– Ah eu sou cuzão né? – Eu fiz uma pausa. – Vou voltar a falar ok? Não me machuque de novo. Mantenha a distancia. – Ela revirou os olhos cinza, já impaciente. – Ok, vou estagiar com Quíron... Eu não ia na verdade, porque tem o emprego no restaurante, mas como ele vai me pagar eu aceitei. – Ela assentiu.
– Fez muito bem, eu até ia te pedir pra largar o emprego lá mesmo. Você não precisa mais trabalhar pra ajudar a pagar o aluguel e as contas, eu já vou fazer isso, então é bom você se focar na faculdade. – Eu olhei puto pra ela. – O que?
– Acha mesmo que vai pagar tudo sozinha? – Ela deu de ombros. – Que bom que só acha, porque isso não vai acontecer. Tem tanta conta Annabeth, empregados, luz, telefone, água, internet, tv a cabo, iptu, mercado... vish a lista é quase infinita e não é só pra essa casa mas pra mais 17 que seu pai te deixou pelo mundo!! Além é claro da empresa, funcionários, os carros, os barcos. Puta que pariu ser rico não é fácil não.
– Acha que eu não sei disso? Mas eu tenho a herança...
– Sério mesmo que você vai querer gastar toda a herança do seu pai em contas?
– Não mas...
– Olha só, Quíron me ligou e pediu pra eu dar uma olhada nas papeladas, porque a senhorita impaciência não quis fazer isso. – Ela sorriu. – Mas definitivamente, você não vai usar esse dinheiro pra pagar contas pelos deuses! Meu pai trabalha, eu também e você vai até a empresa do seu pai, que agora é sua e vai ficar a par de tudo o que esta acontecendo lá.
– Eu nem terminei a faculdade ainda Percy...
– Eu sei que não loira, mas aquilo lá é seu. Você tem que ficar de olho pra quando você se formar tudo já esteja no seu esquema de planejamento e que você cresça junto com a empresa. – Ela me olhava com vontade de rir. – O que?
– É que não dá pra te levar a sério com esse negocio na cara. – Eu bufei e ela riu dando um beijo na minha bochecha. – Vamos esperar você sarar do seu dodói ai nós conversamos sobre isso pode ser?
– Você vai ter que cuidar do meu dodói porque você causou o meu dodói . – Ela assentiu e me deu mais um beijo no rosto, enquanto ouvíamos os gritos de susto vindos da sala.
...
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