These Gray Eyes
15 Capítulo 15
Notas iniciais
POV Percy
Eu dormi feito um anjo.
Sabe aquela baboseira que as pessoas dizem “dormir de conchinha para o homem é horrível”?
Não escutem essas pessoas.
Foi a melhor noite da minha vida e eu ainda flutuava sonhando com ela.
Até sentir alguma coisa se remexer inquieta.
Abri os olhos com dificuldade e olhei pra Annabeth. Ela transpirava, seus dedos se agarravam aos lençóis, suas sobrancelhas estavam franzidas e ela tremia de vez em quando.
– Annie? – Eu toquei seu ombro e ela tremeu ainda mais. Eu me apavorei. – Annabeth! – Tirei alguns fios do seu cabelo do rosto e enxuguei o suor frio que escorria. – Hey, loira. Por deus abra os olhos. Olha pra mim amor. – E de repente ela levantou a cabeça correndo e se eu não fosse rápido teríamos um galo enorme na testa. Ela chorava muito e olhava pra todos os lados desesperada. Entrei no seu campo de visão e então ela começou a soluçar muito alto e me abraçou afoita. Eu não sei quem tremia mais, ela ou eu ao passar os braços a sua volta. – Hey minha loira, o que houve? Shhh respira fundo.
– Foi ele Percy! – Eu nunca a vi tão desesperada, ela ainda tremia mais que tudo e sua voz transmitia o pânico. Era tanto medo que eu também acabei ficando tenso.
– Ele quem? O que ele fez? – Eu nos afastei o suficiente pra olhar nos seus olhos e ver desespero dentro deles.
– O-o cara, o pai da ruiva lá. – Sua voz tremia e falhava e ela soluçou mais alto e as lágrimas escorriam incansavelmente pelo seu rosto. – O meu deus Percy! Ele matou meu pai. – Eu estanquei.
– Como é que é? – Eu enxuguei seu rosto devagar enquanto ela me contava sobre suas lembranças que vieram em forma de pesadelo e ia se acalmando.
– Era ele, eu tenho certeza. Por isso que a minha... que Atena ficou daquele jeito, por isso eu tinha tanto receio de se quer chegar perto daquele homem. – Ela escondeu o rosto entre as mãos e respirou fundo tentando se acalmar. – Ele matou meu pai. – Eu voltei a aninha-la em meus braços e ela fungou me agarrando feito um bicho de pelúcia.
– Vamos falar com Quíron está bem? Agora nós temos testemunhas, você pode lhe contar tudo, sua mãe pode confirmar a história e eu posso dizer como o comportamento dele era extremamente suspeito. – Ela riu fraquinho.
– Você acha que isso pode dar certo? Quer dizer, faz tanto tempo.
– Bom, não temos nada a perder. E só de te ver nesse desespero eu quero furar aquele gordo no dente pra ver se ele desinfla. – Ela gargalhou, dando uma ultima fungada. Ela levantou o rosto pra mim e eu sorri e enxuguei embaixo dos seus olhos.
– Você é impossível. – Eu dei de ombros.
– E você me conseguiu, viu como é vitoriosa? – Ela riu e pulou em cima de mim.
– Ah eu não queria uma manhã pós-primeira vez assim. – Eu ri e corri os dedos por suas costas nua.
– Bom, na verdade, a manhã está apenas começando. – Eu peguei ela no colo e nos levantei da cama. Ela deu um pequeno grito e riu, se agarrando ao meu pescoço. – Agora venha, vamos relaxar um pouco no banho. – Ela riu e deu um chupão no meu pescoço.
– Hm Percy, você está salgado. – Ela deu outro chupão e eu trinquei os dentes.
– Pelos deuses mulher, não dá pra esperar chegar no banheiro? – Ela riu e passou sua língua por todo meu pescoço e depois deu uma mordida. Eu gemi.
– Não, você está uma delícia. Eu poderia te lamber inteiro. – Ela sussurrou no meu ouvido e eu chutei a porta do banheiro e nos enfiei dentro do box.
– Ótimo, você conseguiu uma ereção sem ao menos me beijar. Está feliz? – Ela riu e agarrou minha ereção continuando com suas lambidas pelo meu peito.
– Ainda não, porque dessa vez eu quero gozar com você dentro de mim. – Ela passou uma perna pela minha cintura e eu a agarrei.
– Não ta ardendo? – Ela riu.
– Um pouco, ta mais pra super sensível. – Ela jogou seu quadril contra o meu e eu fechei os olhos e respirei fundo.
– Merda, a camisinha. – Eu disse entredentes. Meu membro já estava roçando no seu sexo.
– Ah não vai da tempo. Goza fora por favor, só me fode logo. – Eu não pensei duas vezes, peguei ela no colo e me afundei lentamente dentro dela. Eu gemi, sai e entrei de novo, dessa vez por inteiro. Annabeth encostou a cabeça no box e puxou meu cabelo. – Caralho, a segunda vez é muito melhor. – Eu ri e comecei a estocar dentro dela. Ela gemeu mais alto dessa vez, arranhando minhas costas. Eu lambi seu pescoço suado sentindo o gosto salgado que ela disse. Ela começou a rebolar no meu colo e eu segurei firmemente na sua bunda pra que ela continuasse a fazer aquilo. Ela baixou os olhos e viu meu membro entrando e saindo dela freneticamente, ela gemeu, enfiou os dedos na boca e logo tirou, estimulando seu clitóris. Puta merda cara, aquilo me excitou pra caralho.
Senti ela me engolir cada vez mais, suas paredes me apertavam e assim como ela eu estava pronto pra gozar. Mas me segurei. Alcancei seus seios com a boca e apertei firmemente a sua bunda, e com um longo, alto e delicioso gemido ela gozou. Rapidamente eu sai de dentro dela, me masturbei algumas vezes e também cheguei ao clímax, soltando o ar que nem percebi que estava segurando.
Olhei pra ela que estava mole encostada no vidro do box. Eu ri e me aproximei beijando seu ombro.
– Quando seu pai volta? – Ela perguntou e correu suas mãos pequenas pelas minhas costas. Eu abri o chuveiro e entramos embaixo da água morna.
– Não sei, espero que com passar a noite fora inclua até pelo menos umas três da tarde. – Ela sorriu e alcançou o sabonete passando ele pelo meu corpo.
– Eu também espero, você me privou por tempo demais. Vamos recompensar o tempo perdido. – Ela disse isso com tanta naturalidade, que nem parecia aquela pessoa que não queria sentar na minha cara ontem a noite. Eu sorri lembrando daquilo. – Porque está me olhando assim?
– Eu quero te chupar de novo. – Não era pra ser dito em voz alta, mas eu acho que eu fiz isso, porque ela me olhou com uma cara engraçada, jogou o sabonete no chão e apoiou as mãos no meu ombro, forçando pra baixo.
– Não vamos deixa-lo passar vontade né? – Eu gargalhei e me agachei aos seus pés.
– Porra como você ainda consegue estar excitada? – Ela abriu bem as pernas e eu literalmente cai de boca, ouvindo ela gemer.
– Eu acho que eu sou uma ninfomaníaca Percy. Daqui a pouco eu vou começar a ver seu pau em vários objetos. – Eu ri e dei um tapa na sua bunda. Ela sibilou e me agarrou pelos cabelos. – Promete cuidar de mim direitinho né? Não vai me deixar passar vontade como esteve fazendo por todo esse tempo? – Eu neguei e em resposta penetrei ela com dois dedos e a chupei feito um esfomeado. Ela gemeu meu nome alto o que me deixou muito orgulhoso de mim mesmo.
Eu me levantei subindo as mãos pelo seu corpo molhado, lambi a água do seu pescoço enquanto ela acariciava meu abdome.
– Por deus eu vou amarra-lo na cama Percy. – Eu ri e alcancei o shampoo lavando os cabelos.
– Isso não seria nada mal. – Terminamos o banho mais calmos depois disso.
...
– Hmmm espera. – Descolei nossos lábios e segurei sua cintura, pra ela não cair do meu colo, e levantei o quadril pegando o celular que vibrava no meu bolso. Annie desceu seus lábios pro meu pescoço me enlouquecendo enquanto se remexia sobre mim. Oh meus deuses eu tenho que agradece-los todos os dias por isso. Eu soltei um gemido antes de atender o telefone quando ela me mordeu. Escutei sua risada no meu ouvido e ai sim eu atendi o telefone. – Alô? – Eu perguntei com a voz meio ofegante.
– Am... Percy? Você está muito ocupado criança? – Tampei o microfone do celular.
– É Quíron. – Annabeth cambaleou do meu colo, quase caindo, mas eu a puxei pela gravata que ela estava usando.
Não pergunte.
– Ah oi não, pode falar. – Annie passou sua perna sobre mim e eu acompanhei seu movimento com os olhos. Chacoalhei a cabeça forçando a me concentrar.
– Os papéis já estão prontos. Temos um mandato de prisão para Ares. – Eu levantei com tudo do sofá fazendo Annabeth me olhar desesperada.
– Sério? Quando? Eu quero estar lá pra ver isso.
– Bom, ainda vai levar algum tempo. Temos que falar com o juiz primeiro, mas com todas as acusações não tem por onde escapar. Nós o investigamos mais a fundo Percy, o cara é um merda. – Eu sorri.
– Isso é maravilhoso. Ouvi dizer que na cadeia os estupradores não são bem vindos. – Quíron riu.
– É isso mesmo, Ares será a nova bonequinha dos presos.
– Obrigado por isso Quíron.
– Isso ainda não acabou, temos o julgamento ainda... – Eu estanquei.
– Mas por favor, me diz que não tem como ele escapar dessa... – Olhei pra Annie que comia a ponta do dedo. – Olha, nós podemos conversar pessoalmente? Algumas coisas aconteceram que eu preciso comentar com você.
– Claro criança, venha aqui as 16:00 pode ser? Eu tenho um cliente agora e preciso desligar.
– Tudo bem, até lá. – Eu desliguei o telefone e me agachei na sua frente. – Vão prende-lo Annie. – Ela sorriu de canto.
– Ele tem chance de se safar ainda? – Eu acariciei seu joelho. – Eu sei que são mínimas, mas tem.
– Parece que encontraram coisas ainda piores sobre ele, vai sim haver um julgamento, mas ele não vai escapar. – Ela sorriu e me abraçou pelo pescoço.
– Vão prende-lo Percy! – Sua voz embargou e eu sorri apertando-a nos meus braços.
– Sim, você está livre dele! – Ela tremeu tentando evitar os soluços. Seus olhos encararam os meus e ela sorriu beijando todo meu rosto.
– Eu não acredito! – Ela subiu no sofá e começou a dançar loucamente. Eu gargalhei.
Puxei-a pela gravata, deixando seu rosto a milímetros do meu.
– Você tá livre minha loira. – Ela sorriu e roçou nossos lábios.
– Eu to livre. Vou poder chegar em casa sem me preocupar em ter que dormir com a porta do quarto trancada! – Eu fiz uma cara feia.
– Ah não, você vai embora! – Ela riu e abraçou meu pescoço.
– É bom pra não enjoar. – Eu subi minha mão pela sua cintura por debaixo da sua camiseta e choraminguei.
– Como eu poderia enjoar disso? – Ela gargalhou e entrelaçou suas pernas na minha cintura.
– Você tem razão, eu posso vir aqui tomar banho com você? – Eu ri e a beijei.
Ouvimos a porta da sala se abrir e viramos a cabeça naquela direção. Meu pai olhou pra gente, checou seu relógio e bufou.
– Puta que pariu em? – Ele disse fechando a porta logo em seguida. Eu olhei pra Annie que estava me olhando com vontade de rir, ela não se aguentou e nem eu.
...
– Preste atenção, nós estávamos nessa festa e esse cara gordo apareceu...
– Pera, Percy. Deixa que eu conto está bem? – Annie colocou a mão sobre a minha perna e eu assenti e observei ela contar a sua versão da história, que era bem melhor que a minha. Quíron cruzou as mãos sobre a mesa e ouviu tudo com atenção.
– Então, W. Dare, que é dono da metade, senão mais, dessa cidade é o assassino do seu pai? – Nós assentimos. Quíron esfregou as mãos sobre o rosto e bufou. – Que merda cara, isso vai ser difícil. Mas nós vamos tentar.
– Eu sei que você fará o melhor Quíron, mas um passo de cada vez. Ares está muito próximo de ser preso e isso me deixa extremamente animado. – Eles riram.
– Sim, sim. Ele será mantido preso por enquanto, até a audição, que será daqui a exatamente duas semanas. – Annie sorriu e apertou sua mão no meu joelho.
– Isso é maravilhoso. Em pouco tempo eu posso entrar em casa sem ser perseguida por um maníaco estuprador. – Eu sorri e acariciei a sua mão.
– Assine aqui querida. – Quíron estendeu alguns papeis pra Annie e ela assinou. – Você também criança, pra dizer que vocês estavam cientes de tudo isso.
– Ah eu to muito ciente sim. Eu quero que esse filha da puta sofra muito, nem cagar ele vai conseguir. – Quíron riu e Annabeth estapeou a própria testa.
– Que coisa bonita de se falar cabeça de algas. – Ela assinou os papeis e fechou a pasta entregando pra Quíron.
– Bom então vamos. – Ele pegou seu terno na cadeira e abriu a porta, eu me levantei o olhando confuso.
– Vamos onde?
– Entregar esse mandato ao Senhor La Rue. Querem me acompanhar? – Segurei a mão de Annie firmemente e sai logo atrás dele.
...
Annabeth entrou pela porta da frente e demos de cara com o próprio demônio. Ele olhou pra ela satisfeitíssimo e eu me segurei pra não partir pra cima dele. Logo depois ele nos notou.
– Ares, visitinha pra você. – Ela pegou a minha mão e me puxou pro canto da sala. Ele acompanhou nossos movimentos com a cara fechada. Quíron entrou na sala e impôs a sua presença. Estávamos acompanhados de mais dois policiais, e a cara dele foi extremamente agradável pra mim.
– Então, a filhinha voltou? – Atena entrou na sala e viu todos parados daquele jeito. Ela olhou pra gente e depois pros policiais. – O que está acontecendo aqui? – Os policiais mostraram seus distintivos.
– Policia, nós temos um mandato de prisão contra Ares La Rue. – Ares deu um passo pra trás.
– Que brincadeira é essa? – Automaticamente ele olhou pra Annabeth. Entrei na sua frente tirando-a do seu campo de visão.
– Annabeth Chase o que você fez? – Atena gritou.
– Bom, meus clientes não responderão absolutamente nada pra vocês. Ares, você será mantido preso até o dia do julgamento. – Os policiais tentaram algema-lo mas ele se debatia, felizmente os caras eram tão fortes quanto o diabo e conseguiram prende-lo. Meu sorriso deveria estar como o de um maníaco nesse momento.
– Isso é um absurdo, porque eu estou sendo preso??? – Os policiais entortaram seus braços e ele se curvou pra frente com dor.
– Meu marido não fez nada! Ela é louca! Ficou assim por causa da morte do pai e agora se juntou com esse... trombadinha ai! Soltem meu marido imediatamente. – Annabeth agarrou minha camiseta e eu segurei em suas costas.
– Senhora, eu não sei onde você esteve esse tempo todo onde esse homem abusava da sua filha. – As unhas de Annabeth quase furavam minha camiseta. Eu vi lágrimas escorrerem dos olhos de Atena.
– Impossível! Ele nunca faria uma coisa dessas. – Atena olhou pra nós e o estado de Annie escondida atrás de mim a quebrou. – Faria?
– Não só por isso, o senhor está sendo preso por abusar de dançarinas, e por possuir material ilícito de pedofilia. – Apertei mais Annabeth contra mim. Mas que filho da puta!
– Não tem por onde escapar desgraçado. – Eu sibilei e ele me olhou furioso.
– Mas que porra! Quem é você moleque insolente? – Eu sorri.
– Olha bem da minha cara e lembre-se bem quando estiverem literalmente fodendo você na cadeia, seu merda. Eu te coloquei lá. Você nunca mais vai relar um dedo na minha mulher. – Quíron sorriu satisfeito e fez sinal pra que os policiais tirassem ele daqui.
Ares olhava pra mim com fogo nos olhos, eu abracei Annabeth e beijei seus cabelos olhando enquanto ele se debatia pra entrar na viatura. Ela tremia em meus braços e eu a abracei firmemente.
– Acabou Annie. Acabou.
– Sua puta! O que foi que você fez? – Me coloquei na frente dela novamente e fuzilei minha sogra.
– Nem chega perto. Como pode dizer uma coisa dessas? Ele tentou abusar dela cacete! É a sua filha!!
– Ela está mentindo! Mentindo seu idiota. Saiam da minha casa, SAIAM AGORA!
– Vai com calma ai o maluca, essa casa também é dela...
– Não enquanto eu estiver viva. Seu pai não deixou nada pra você pequena vadiazinha, SAIAM! – Eu encarava tudo aquilo simplesmente chocado. Que tipo de mulher era aquela?
– É melhor mesmo, eu não suportaria viver aqui com essa mulher. – Annabeth segurou a minha mão e me puxou porta a fora. Quíron olhava aquilo tudo calado. Eu me virei e olhei bem nos olhos daquela mulher, olhos cinzas que conseguiam ser iguais e diferentes do de Annie.
– Isso não vai ficar assim. Annabeth já sofreu demais nessa vida Atena, parte disso pelos seus erros. Eu não vou deixar que isso aconteça mais está me ouvindo? – Ela apenas me encarava de volta sem nenhuma expressão no rosto. Eu sai daquela casa e entrei no carro voltando pra nossa casa.
...
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