Theros e a Magia de Moongord
2 O sequestro
Notas iniciais
Kryffo caminhou pela cidade junto com Dorvick e mais um bruxo do ministério, eram três, todos estavam caminhando em direção a casa de Kryffo, enrolado em um pano quentinho, Theros dormia tranquilo naquela manhã de 25 de fevereiro, todos presentes na caminhada observavam ele com um olhar de lado. Kryffo andou cerca de vinte minutos, o bruxo do ministério de menor explicava toda hora as regras que foram passadas direto para ele, até chegar em sua residência, era uma casa antiga, justamente para não chamar atenção, nunca foi o ponto de Kryffo chamar atenção.
— Kryffo, quer que a gente fique mais um pouco? — perguntou Dorvick
— Oh não, não precisa, muito obrigado por se oferecer – disse Kryffo sorrindo de leve.
— Cuide bem da criança, a responsabilidade é toda sua a partir de agora – reforçou o ministro do menor ao Kryffo enquanto colocava seu chapéu a sua cabeça pequena – Aqui assine aqui e ali, e fique com este papel aqui.
— Algo mais senhor Ministro?
— Está rolando uns boatos de crianças desaparecendo, sumiu 2 essa semana, digo isso para que você tenha cuidado.
Após se despedir de todos, Kryffo entrou dentro de casa, colocou Theros em um pano que estava em uma cerquinha, que ele preparou com sua própria mão. Fez uma conjuração de uma caixinha de música, para que Theros se sentisse seguro e confortável. Kryffo foi a cozinha preparar algo para comer, e mamadeira aos mesmos tempos (com uso de magia), “Quando Theros começar a chorar de fome, é só dar leite pra ele, simples, não tem erro”, pensava Kryffo, mas não foi bem isto que aconteceu, ele chorava e a mamadeira não resolvia nada, ele trocou de música e nada, viu se fez coco e nada também, por que ele estava assim? Kryffo pegou ele no colo, e começou a balançar o corpo para um lado e o outro devagar, até ele parar de chorar, e, estava dando certo, o bebê se acalmou aos poucos. “Isso vai dar trabalho”, pensou Kryffo, dando um forte suspiro.
O dia foi se passando calmo, Kryffo ficava de olhos atentos ao bebê, e o ouvido atento no rádio, a noite chegou, ele estava começando a entender um pouco das linguagens de um bebê.
Enquanto isso na Inglaterra, cinco dias depois, ouve um tumulto enorme no ministério da magia, acabaram de fazer uma demissão, o ministro dos direitos dos bruxos, tiraram o cargo, sendo ameaço de morte meses atrás, era uma confusão grande, pois muitos gostavam deles e outros não, o motivo da demissão foi por ser irresponsável ao cargo, se ele tivesse feito um bom trabalho, não teriam de vivenciar uma batalha igual a que ocorreu contra os Tridas Mortais, mas quem seria o novo ministro? Como a questão foi ocorrida através de uma audiência secreta, votaram quem seria para assumir o cargo, eles já nomearam o bruxo novo, Norgulos Bandor.
Nimbus não ficou contente com essa decisão tomada, ele nunca foi com a cara dele, por ser bem amigo de Eigval, mas ele não podia fazer nada, além de aceitar.
— Que cara é essa Nimbus? — perguntou Soon.
— Não gosto dele – respondeu furioso apontando com a cabeça para Norgulos.
— Não se preocupe, se ele fizer algo de errado vai sair também... Olha parece que tem uma carta voando para cá — apontou Soon para o céu.
Uma carta em formato de avião de papel, foi voando e encostou aos pés de Nimbus, olhou e abriu ela, começando a ler pelo pensamento, era a carta de Kryffo.
Bom dia, boa tarde ou boa noite, não sei quando vai chegar à carta até você, mas quero dizer que Theros está bem, dando um pouco de trabalho, mas nada além do meu alcance, só que estou me sentido perseguido ultimamente, não sei, uma sensação estranha, não tem ninguém suspeito perto de mim. Mas fica tranquilo, se quiser mandar algumas novidades fique à vontade.
Kryffo – 28/02/1967
— Então? De quem é essa carta? — perguntou Soon, enquanto mexia em algumas papeladas.
— Do Kryffo lá do Brasil, só está avisando como estar sendo cuidar de Kryffo.
As pessoas estavam falando alto e rindo junto com Norgulos no corredor mais adiante do local de Nimbus.
— Como está seu irmão?
— Não sei, ele parecia estar bem despreocupado com as coisas que estão acontecendo ultimamente..., mas não tenho visto ele.
— Como assim? Você acha que ele não se importa com as coisas ruins que aconteceram?
Nimbus olhou para o corredor tentando ver se alguém estava escutando e encostou a porta, ficou do lado de Soon com uma cara de preocupação.
— Ele nunca se importa com os outros, só nele mesmo, então ele estar tranquilo com as tragedias, se não for com ele – Nimbus colocou a mão nos olhos pensando em algo para disser, enquanto Soon olhava sério para ele – O meu irmão tem ligação com os Tridas Mortais, e quero condená-lo.
— Você sabe que não pode condenar alguém sem provas, certo? — disse Soon colocando alguns papéis dentro de uma gaveta.
— Sim sei disso, não tenho provas... ainda.
— Posso lhe fazer uma pergunta?
— Claro, o queres saber?
— Porque você não cuidou do Theros, já que você é o protetor dele, você fez o pacto da proteção com o pai dele, Eigval está cuidando de Koren, sem medo.
— Sem Medo? Você estar querendo dizer que tenho medo de proteger o Theros? — disse furioso com a pálpebras vibrando – Eu quero cuidar dele mais que tudo, mas não é o momento, tem gente querendo matar ele aqui na Inglaterra e mandar ele para o Brasil é a melhor solução por enquanto, na hora certa ele voltará.
— E se acontecer algo com ele no Brasil? Deixar com essa pessoa que te enviou a carta é arriscado de mais.
— Sim, eu sei disso, mas é menos arriscado deixar aqui por enquanto, Eigval não sabe cuidar dele mesmo, sinto pena de Koren – Nimbus estava fazendo sinal de negação com a cabeça — Se algo de errado, serei obrigado a trazê-lo de volta para cá.
Passando mais dois dias depois, no Brasil, Kryffo já estava ficando craque de cuidar de bebê, pelo menos de 1 bebê, as vezes ele pedia dicas para algum conhecido. Kryffo teve ideias para fazer com Theros, ficar só em casa já era um tédio sem fim, ele só saia para fazer necessidades básicas, estava na hora de levar a uma praça, tomar ar fresco e sentir o pôr do sol.
Acordou de manhã e já programou a mamadeira com feitiços multitarefas, terminando de tomar o café da manhã, fez algumas ligações, Kryffo nunca conseguiu ser protetor de ninguém, isso deixaria triste, ele não é protetor de Theros, pois tem que fazer um pacto da proteção antes, ou seja, se algo acontecer com ele, o culpado será o Nimbus.
Quando deu o horário que ele marcou para dar um passeio na praça, já arrumou as coisas, e colocou Theros no carrinho. O sol estava agradável, andou devagar, mas aquela sensação de estar sendo perseguido continuava, acelerou os passos até a praça olhando para os lados.
Chegando no parque, comprou uma pipoca, se sentou em um banco e começou a comer a pipoca, nada melhor que sol do fim da tarde, crianças brincando, as coisas estavam indo normal. A sensação de estar sendo observado começou a aumentar, ele sabia que tinha alguém, para ser mais exato, estava sentindo alguém vindo em sua direção, Kryffo, colocou a pipoca de lado com cautela, sua mão começou a brilhar, pronto para fazer uma magia de defesa, e olhou para atrás rápido, não tinha ninguém.
— Oi, tudo bem? — disse dê repente uma mulher ao lado de Kryffo, que levou um susto.
— Nossa! Que susto, de onde você veio? — Kryffo põem a mão no peito.
— Desculpa, eu te vi do outro lado da praça, e vi esse bebê, não queria te assustar..., mas como você se chama? — perguntou a mulher arrumando o cabelo e sorrindo de vergonha.
— Andrey.
— Pensei que você era bruxo
— Bruxo? Ah... ta querendo dizer que você achou que eu era um bruxo mesmo? — Kryffo ficou sem graça — sim, sou bruxo e não insulista, me chamo Kryffo e você?
— Me chamo Winzad.
— Nome bonito, mas tem algo que eu possa fazer por você?
— Bem... Eu gosto muito de cuidador de crianças e bebês.
Kryffo olha para Theros com um olhar de que bebês atrai mulheres bonitas, foi o sorriso mais debochado que ele já deu.
— Olha ele na verdade não é meu, só está passando alguns dias comigo.
— Nossa que bacana, qual nome dele?
— Theros Nazeus
— Ele é do Brasil?
— Não, acredite se quiser, mas ele é da Inglaterra – disse Kryffo todo orgulho para Winzad.
— Olha que chique, mas o que ele veio fazer aqui? Tão distante da terra natal dele.
— Problemas pessoas de lá, é confidencial, desculpa.
— Então você trabalha para o governo?
— Não, eu era do exército brasileiro de bruxaria a EBB.
— E o que aconteceu?
— Bom, viajei para outros lugares no mundo, batalhando e protegendo, inclusive em umas das viagens conheci um grande amigo chamado Nimbus Bolorf, um ótimo bruxo – Kryffo percebeu que não tinha dito o motivo de ter saído do exército — Ah, e o motivo da minha retirada é que fui preso no quartel general por ter usado um feitiço de cura em um inimigo.
— Ué, mas não vejo problema nisso – disse a bruxa meio confusa.
— Bom, o bruxo que eu curei era um tremendo de um falso, ele se aproveitou da cura e... e... matou quase todos o meu batalhão, fui ferido, mas sobrevivi e fui preso por ajudar um inimigo.
— Nossa... eu sinto muito – disse Winzad colocando a mão no ombro de Kryffo.
— Olha, está começando a noitecer, melhor eu ir para casa, foi um prazer te conhecer.
— Igualmente – quando Kryffo arrumava para ir embora a bruxa lhe ofereceu uma ajuda – Kryffo, se você não se importar, eu posso te oferecer uma ajuda para cuidar do pequeno Theros, aceita?
— Claro, eu moro na rua Guanabara que tem um campo de futebol, número 52 — Kryffo abriu um sorriso longo.
Os dois então se despediram cada um para um lado, Kryffo saia sorrindo e cantarolando pelo caminho.
Passados alguns dias, Kryffo estava em casa com o John, ele estava começando a ficar craque em cuidar de bebê, com uma ajuda de Winzad que sabia cuidar muito bem de bebês e crianças, nos dias que ela foi a casa dele para dar dicas e jogar conversa fora, Kryffo só prestava mais atenção para sua beleza, o sorriso, cabelo longo, olhos brilhantes castanhos parecia fogo quando a luz a iluminava. Kryffo no início da tarde, recebeu uma visita surpresa, era sua mãe, uma mulher de 53 anos, bruxa igual ao filho, era baixinha e gorduchinha, cabelos sempre presos com alguma coisa, no dia estava preso com uma piranha.
— Mãe? Que surpresa te ver aqui hoje! — disse ele todo animado com a visita.
— Oh meu filho, faz tempo que a gente não se fala, desde a separação entre mim e seu pai.
— Sim..., mas entre por favor – o bruxo oferece abrindo os braços para dentro de casa – vou preparar um almoço agora, gostaria de almoçar comigo?
— Se não for um incomodo... que som é esse de choro? — a Sra. Sabastines começou a olhar para os lados confusa.
— Ah é um bebê — disse o bruxo enquanto fechava a porta.
— Bebê? Kryffo, meu filho, você teve um bebê? E Não me contou, onde está sua esposa, desde quando você tem este bebê?
— Calma mãe, não é o que você estar pensando, deixe explicar o que está acontecendo.
A senhora Sabastines, sentou-se no sofá e começou a admirar o bebê, fazendo carinho para acalmar ele.
— Esse aí é Theros, conhecido pelos insulistas de John Johnson, ele veio da Inglaterra – Sra. Sabastines olha para seu filho com uma cara de não estar acreditando na história, mas Kryffo prosseguiu a explicação — ele está aqui no Brasil, para que eu possa proteger ele, Nimbus é o seu protetor verdadeiro, eu só estou cuidando por um tempo, ele vai voltar para Inglaterra em breve.
— Como você está cuidando dele? Não sabia que você sabia cuidar de bebês, é uma responsabilidade enorme.
Kryffo naquele momento queria falar sobre a ajudinha da Winzad que ele conheceu, mas sua mãe provavelmente vai deduzir que ela é mãe e ele é o pai, então só inventou algumas desculpas como, (Eu fiquei pedindo ajuda ao Tob que tem crianças).
A conversa morreu logo em breve, e os dois foram preparar um almoço, Kryffo e a Sra. Sabastines estavam muito contentes de estarem juntos depois de um longo período sem se ver.
Após comerem, Zumelia, mãe de Kryffo resolve ficar mais um pouco, estava muito bom o papo dos dois para ela ir embora cedo, mãe de Kryffo voltou a brincar do bebê. Conforme a tarde foi passando, vinha um calor forte, ambos começavam a soar pelo corpo, alguns feitiços de esfriamento eram feitos pela casa, mas não o suficiente para se acomodar com o calor.
— Sabe o que podemos fazer? — sugeriu a Sra. Sabastines – poderíamos ir para alguma praia, que tal?
— Não seria uma ideia ruim, vamos esperar o sol abaixar um poco e partiremos para alguma praia legal – disse ele enquanto beijava as mãos de sua mãe.
O sol abaixara lá para as quinze para as cincos, os dois não perderam tempo e já começaram a preparar para sair, Kryffo colocou o bebê no carrinho, abriu a porta e foi junto com sua mãe. Chegando na praia com o sol bem mais amigável no fim da tarde, Kryffo estacionou seu carro que só usa em casos especiais e arrumou o carrinho para o John entrar nele, os dois começaram a caminhar um pouco pela praia com a brisa em seus rostos, Sra. Sabastines não tirou o sorriso em nenhum momento naquela tarde, ela realmente estava precisando daquilo. Quando eles passaram por uma banca de jornal algo chamou a atenção da Sra. Sabastines, tinha um jornal informando mais desaparecimento de crianças na faixa etária de 1 a 8 anos de idade.
— Olha filho, outras crianças foram sequestradas, isso é perigo de mais
— Ah mãe relaxa, o Theros é bebê, só tem meses de vida ainda, seria muita crueldade fazerem algum mau pra ele, não acha?
— Sim, acho que sim, mesmo assim cuidado, não sabemos o que eles fazem com essas pobres crianças.
— Esse jornal é temporário, ele vai sumir daqui um tempo – disse o dono da banca de jornal.
— Ué? Por quê? — perguntou Zumelia.
— Por algum motivo, os militares não querem que eu mostre esses tipos de notícias, outro dia, me ameaçaram de morte, então coloquei um feitiço temporário no jornal, censura é uma droga – disse ele xingando baixinho.
Mais dias se passaram com tudo no padrão, a Winzad queria mais e mais ver Kryffo, aquilo já estava ficando enjoado, até portanto ele já aprendeu mais que o suficiente de como cuidar de um bebê. Kryffo resolve tomar um café na lanchonete que ele vai pelo menos 2 ou 3 vezes por semana e levou Theros junto, chegando na lanchonete na parte da manhã tinha um pessoal bem quieto, alguns ouvindo música e outros lendo jornal. Kryffo resolver sentar-se no balcão para pedir um café com leite, enquanto esperava admirando o local um homem ao lado com um jornal na mão começa a resmungar e logo em seguida olha para ele.
— É muita sacanagem, não acha? Ficar sequestrando crianças.
— Sim, concordo com senhor – disse Kryffo olhando para o rapaz sem vontade de falar sobre aquilo, mas mudou de ideia – Como o senhor sabe disso? Me falaram que censura esse tipo de notícia.
— Trabalho no jornal, sei de tudo que está havendo.
— E o que você que acontece com as crianças?
— Sabe, eu acho que eles fazem algum tipo de lavagem cerebral nelas – o jornalista acaba percebendo que tinha um bebê ali – Nossa desculpa não vi o bebê aí.
Kryffo abriu a boca para dizer algo, mas a garçonete o interrompe enquanto entregava o café com toque mágico que deixa ele acordado por muito mais tempo, era o seu preferido.
— Na real, eu acho que quem faz isso, conseguem se transformar em outras pessoas para se disfarçar e sequestrar as crianças.
— Que? Sério? Como? — Perguntava Kryffo curioso.
— Que maluquice é essa? Se disfarçar de outras pessoas – duvidava o jornalista do jornal, que era insulista e não bruxo
— Foi o que eu escutei dizendo por aí, não sei se é real.
Kryffo naquele momento começou a pensar em uma única coisa, e se... Winzad for uma sequestradora? Mas ele não poderia afirmar aquilo, ele não queria errar de novo em uma missão, então Kryffo coloca moedas no balcão e sai com Theros.
Ao chegar em casa sabia o que tinha que ser feito, enviar uma carta para Nimbus, chamou o carteiro para enviar a carta, mais ou menos 2 dias, será que vai dar tempo até lá do Nimbus entender a situação antes de Theros ser sequestrado? “Mando ou não mando?” pensava inquieto para os lados com Theros seguindo o seu olhar nele enquanto balançava as mãos como se estivesse tentando pegar algo no ar. Depois de 3 minutos pensando, ele decide enviar a carta, escrevendo direto e curto.
Caro Sr. Nimbus, não parece seguro deixar John aqui, está tento ondas de sequestros, é muito arriscado, não sei se dou conta.
— Kryffo 07/03/1967
Kryffo vai até o carteiro e entrega a carta, pede que ele entregue o mais rápido possível para Nimbus.
Kryffo acaba tendo uma ideia, apaga todas as luzes da casa, coloca uma bolha de abafa som em volta de Theros, e pega uma cadeira e posiciona ela na frente da janela, e se senta e começa a observar tudo em sua volta, pega o Luneta de Finigan, na verdade era uma réplica, esta luneta é capaz de se enxergar de uma longa distância, uns 5 a 30 metros de diâmetro, e fica lá observando se tinha algo de estranho, o dia vai correndo... correndo... já estava anoitecendo, Kryffo com comida ao lado e água não desgruda da janela com sua luneta, já estava começando a ficar de noite, Kryffo então resolve fazer a segunda parte da estratégia, que era esperar ficar de noite para lançar o Olha-Olha, que nada mais que um pássaro que quando é lançado, começa a observar no alto enquanto voa, um pássaro azul, que é perfeito para usar de noite, e lá estava Kryffo observando junto com o Olha-Olha. Em meados da noite, os olhos de Kryffo começava a se fechar aos poucos, mesmo tomando café expresso, mas ele já foi um soldado por um bom tempo, sabia se manter acordado o tempo que for, o problema é que na missão ele revessava com seus companheiros. Kryffo se lembra do café que comprou de manhã, ele não tinha tomado ainda, então pegou fazendo magia para que ele flutuasse da geladeira até sua mão e depois esquentando ela, aquele café tinha algo de diferente, era mágico para bruxos, que deixa acordado com se estivesse acabado de dormir de um bom e longo sono, Kryffo começou a tomar, e de repente... algo não estava certo, Kryffo começou a se sentir estranho, tonto e mais tonto, se levantou e começou a cambalear pela sala, derrubando algumas coisas no chão, seus olhos arregalados, seu corpo começou a cair lentamente no chão.
— O que está acontecendo comigo?
O Olha-Olha começou a piar freneticamente, mas Kryffo estava paralisado no chão tonto, só conseguia escutar ao seu redor, então alguém entra na porta.
— Oi Kryffo, gostou do meu café?
— Que? Quem é você? — Kryffo viu uma moça toda embaçada por causa de sua visão.
— Sou eu, a garçonete, ou melhor... Sou eu Winzad – a bruxa que antes era a garçonete, se mudou para a Winzad, e começou a rir bastante, chegou perto de onde Theros estava, mas o abafador de som, também era uma proteção, Winzad começou a bater palmas para Kryffo caído no chão.
— Belo truque seu hein...
Winzad então colocou as duas mãos na bolha, e a destruiu.
— Ah acho que não te contei né? Sou uma bruxa clandestina, ou seja, eu aprendi a fazer magias ilegais toda minha vida, e seu trouxa, você revela tudo sobre você assim para uma mulher, tão fácil — Ela riu alto.
— Não! Por Favor eu imploro... “cof” não leva ele, é só um bebê.
— Fica na sua ok? Eu poderia te matar, mas no fundo gostei de você, então... Tchau.
Winzad foi embora junto com Theros para fora da porta da casa de Kryffo, o bruxo agora desmaiou de vez, a única coisa que dava para escutar naquela sala, era o alarme do Olho-Olho, Kryffo de novo falhou na missão, mas quem vai pagar vai ser Nimbus.
A questão toda é, o que eles vão fazer com o pequeno Theros? Não podem fazer um mal a um bebê né? Bom, mas o que seja... Kryffo nunca vai se perdoar de novo pelo seu erro, adeus Theros... Ou até breve...
Winzad, mexeu com a pessoa errada, ela mexeu com o líder dos Curupassas.
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