Theres No Winter Without Summer
27 Capítulo Vinte e Seis
Notas iniciais
Já estamos no capítulo vinte e seis e nesse ponto vocês já devem me conhecer o bastante pra saber que não deixo as coisas quietas por muito tempo né? Não resisto a um bafafá. Então nesse capítulo já derrubo uma bomba sobre vocês - e sobre Mykhaela também. Não me odeiem tanto, por favor.
Boa leitura!
“Eu não posso ficar aqui”
“Você vai deixar sua esposa grávida, Rickard?”
“Eu não consigo. Eu não posso ficar aqui, Mykha. Por favor”
Mykhaela viu dor no olhar do amigo e como poderia lhe negar aquilo? Rickard amara Yara desde o primeiro momento, quando sua família chegou à Lumiar para seu pai ocupar um lugar no conselho do rei. Ele esperava que um dia pudesse casar com ela, mas o Rei Moryn arranjou o casamento com Valerya Visseu e desde então Yara não falara mais com ele. Era doloroso, mas no fundo tinha esperanças. Até o evento de semanas atrás. Agora Yara era Rainha, era mulher de Phillip. Nem o filho no ventre de Valerya o fizera esquecer daquilo.
“Você sabe que isso irá demorar? Que perderá o nascimento de seu filho se for?”
“Eu não me importo muito com isso agora”
“Rickard, você odeia Valerya, mas ela ainda carrega um filho seu. E a criança não tem culpa dos infortúnios ao seu redor”
“Não é justo. Phillip ao menos gosta dela”
“Eu sinto muito” Mykhaela observou o filho, satisfeito, largar de seu seio e o colocou no pequeno berço, ao lado da irmã, também já alimentada.
“O que aconteceu no meio do caminho pra nós todos sermos tão infelizes? Você amou Jon e não pode ficar com ele, o mesmo comigo, com Phillip, com Arthur”
“Arthur?”
“Não se faça de idiota, ele é apaixonado por você desde que começou a crescer peitos, Mykhaela”
A rainha suspirou, descontente. Não queria que fosse assim. Arthur deveria seguir em frente, não tinha forma deles ficarem juntos. Seu pai nunca casaria ela com um simples cavaleiro. E mesmo que sim, ela não o via daquela forma. Ele era Arthur, tão irmão mais velho quanto Phillip.
“Quando nós partimos?”
“No final da semana. Phillip me pediu pra ficar mais, mas eu não posso. Minhas crianças já têm quatro meses e precisam do pai. E eu preciso ver meu filho, Rickard”
“Phillip também precisa de você”
“Eu tenho meu próprio reino pra cuidar. E Phillip agora tem uma esposa pra aconselhá-lo. Yara é bastante justa, colocará os conselhos certos na mente de Phillip”
“Sim, ela é” Rickard olhou pela janela e Mykhaela sabia que estava perdido em pensamentos e lembranças. Preferiu não interromper e ficaram em silêncio, confortando um ao outro apenas com a presença mútua.
-x-
A sensação de pisar naquela terra novamente era indescritível. Sentiu os olhares surpresos a sua volta, outros procurando um outro alguém que desceria logo atrás. Mas ele nunca surgiu. Pelo menos não aos olhos deles. Olhou para aquelas pessoas com seu ar de superioridade, com o ar que eles deveriam lembrar-se dela. Não com os gritos de desespero e súplica da última vez. Mas o cheiro de sal e ferro ainda irritava seu nariz, uma lembrança ruim demais.
“Me leve a Asha Greyjoy”
Ela comandou para o homem que liderava a guarda do mar. Seus olhos encararam Mykhaela com cuidado e então além. A Rainha descera de um navio muito grande, maior do que todos os outros aportados ali, e atrás de si, sob seu comando, havia sessenta dracares com muitos homens a bordo. Os canhões de guerra estavam preparados e apontados à costa de Pyke, esperando a mínima ameaça para atacar. Asha Greyjoy surgiu a cavalo de trás da pequena multidão, ao seu redor muitos homens. Ela encarou Mykhaela com tanta surpresa quanto todos os outros.
“Lady Asha” Mykhaela disse de forma cordial. “Parece-me muito bem”
“Obrigada”
“Vossa Graça. Obrigada Vossa Graça” Mykhaela disse sem muito humor na voz e Asha murmurou as palavras à contra gosto.
“Posso te chamar como convidada em meu castelo?”
“Claro. Temos assuntos a tratar, mas passarei a noite em meu navio, muito obrigada”
O caminho até o castelo foi silencioso. Asha subia ladeada por sete homens vestidos de cota de malha e armadura enquanto Mykhaela era escoltada por trinta homens de Iberia. Ela foi recepcionada na sala de Asha com vinho, peixes fritos e outros frutos do mar, mas recusou todos com educação, aceitando apenas a bebida. Ela pediu algo que Asha não entendeu, na língua de Iberia e dois homens carregaram para dentro um baú de madeira escura.
“São os restos de seu irmão. Trouxe em respeito aos deuses, para ser enterrado ao lado de sua família e como forma de boa vontade”
Asha já suspeitava que Theon não duraria muito tempo àquela viagem, mas mesmo assim machucou-a saber que a fome pelo poder matou-o tão longe de casa.
“Agradeço”
“Nós vamos selar um acordo político, Asha. E você vai cumpri-lo. Nós, Starks, não queremos mais derrubar sangue Greyjoy, se vocês não insistirem em desobedecer as regras. Pyke não é um reino. Não é, nunca será. Espero que dessa vez fique claro a vocês. Você não possui um herdeiro para me dar em troca de sua boa fé, mas mesmo que tivesse, não colocaria nenhum Greyjoy em Winterfell de novo. Eu espero nunca mais ter que olhar pra um Greyjoy. Você pode ter suas Ilhas e governá-las sob a paz do Rei do Norte. É mais do que vocês deveriam receber pelas duas traições ao reino. Como punição pagarão mais impostos, para a reconstrução de tudo que destruíram. Deverá doar ao reino metade de suas embarcações de guerra. Deverá construir na costa de Pyke uma estátua com a imagem do Rei Robb, para lembrarem-se sempre a quem devem lealdade. E o que acontece a quem não é leal ao reino. Todas as linhagens Greyjoy deverão doar seu primogênito para a Patrulha da Noite por dez gerações ao alcançarem a idade apropriada. Um intendente do reino mandará as propostas assinadas pelo rei a você o mais rápido possível e eu sugiro que aceite, Lady Asha. O perdão em si já é um grande presente que dou a vocês”
Asha analisou a mulher com cuidado. Não tinha muitas escolhas. O pai e o irmão, em sua sede por poder, deixaram tudo como estava. Deixaram toda a bagunça para que ela arrumasse. O grande ponto é que Theon fez muitos homens bons morrerem em sua rebelião ao trono de Robb Stark, gastou muito dinheiro e apenas reafirmou que de maneira ou de outra os Stark sempre ganham. Ela não tinha muita alternativa a não ser aceitar. Sabia o caráter de seu irmão e via no olhar daquela mulher tudo o que ela sofreu nas mãos de Theon até ter sua vingança. Decidiu aceitar os termos dela. Era o preço que tinha que pagar, eles não aceitariam nada menos e quem era ela para dizer que o rei não era justo em seus termos? Mesmo que aquelas palavras nunca tenham chegado aos ouvidos do rei até aquele momento.
“Mande suas propostas e eu assinarei”
“Muito bem. Ordeno que mande um corvo agora mesmo para Correrrio avisando de minha chegada a Westeros”
“Como quiser, Vossa Graça” Asha disse sem humor algum e levantou-se, reverenciando Mykhaela.
A viagem pelo mar seria um tanto mais rápida, mas Mykhaela havia passado os últimos três meses no oceano e seu corpo pedia por um pouco de terra e estabilidade. Quando viu, então, o castelo de Correrrio, ficou muito aliviada e feliz. Estava oficialmente de volta para casa. Edmure Tully a recebeu com sorrisos, junto da corte. Seus homens montaram acampamento do lado de fora das muralhas do castelo, mas Mykhaela ganhou uma câmara confortável. O tio de Robb a recebeu num banquete grande de boas vindas, com peixes de água doce, veado com molho de mel e incontáveis barris de vinho e cerveja. Alguns fidalgos de locais próximos haviam viajado até Correrrio para receber a Rainha de volta assim que a carta chegara de Pyke.
“Mandei as notícias a Winterfell assim que as recebi” Edmure disse enquanto cortava uma fatia grossa e suculenta de carne de veado.
“Fico feliz de estar de volta, Lord Tully”
“O reino inteiro rezou aos deuses por sua volta, Vossa Graça”
“Minha Rainha” Mykhaela ouviu uma voz feminina e viu uma jovem de cabelos negros curvar-se diante dela. “Ficamos felizes pelos deuses te mandarem de volta”
“Obrigada” Mykhaela sorriu e a observou partir de olhos baixos, enquanto enchia sua taça novamente. Nos últimos meses o vinho era o seu melhor amigo. O ajudava a esquecer de Theon e da morte de seu pai.
“Robb mandou uma parte da guarda de Winterfell para te escoltar de volta”
“Não é necessário, meu irmão mandou homens suficientes para me levar” Ela sorriu, pensando em Robb. Seu coração palpitava só de pensar em olhar de novo para os olhos azuis oceano.
“Ele não arriscaria mais te perder, Vossa Graça. De qualquer maneira mandarei alguns homens de Correrrio para auxiliar até encontrarem os homens enviados por Robb. Os iberianos não conhecem Westeros e suas estradas”
“Agradeço sua hospitalidade, Lord Tully”
Durante toda a noite as pessoas apresentaram-se a Mykhaela e disseram o quanto estavam felizes por sua volta ou o quanto o reino chorou por sua partida. Sabia que a maioria das palavras era vazia, aquelas pessoas mal a conheciam, mas era reconfortante, por um lado, saber que de alguma forma lembraram-se dela. O vinho a havia deixado um pouco tonta e Mykhaela pediu licença, saindo do salão e andando pelos corredores escuros de Correrrio até chegar numa varanda que lhe dava vista ao rio. A brisa da noite afastou a tontura e a abraçou como um velho amigo. O frio a lembrava Winterfell, a lembrava Robb e Eddard. Na ponta oposta da varanda havia um casal que soltava risinhos, fazendo Mykhaela sorrir. Seu olhar curioso foi distraído por passos que se aproximavam dela. A rainha olhou para trás e viu a garota de cabelos negros de antes.
“Vossa Graça” Mykhaela sorriu e retribuiu à reverência da menina. “Eu preciso te contar algo”
“Diga” Mykhaela não gostou muito do tom na voz dela, mas a curiosidade era maior. A menina olhou para os próprios pés enquanto esperava a coragem lhe deixar dizer as palavras.
“Eu não posso dizer quem me mandou falar isso. Por favor”
“Tudo bem” Mykhaela aproximou-se dela, tentando olhar em seus olhos. Quando encontrou as orbes negras, viu medo.
“Ele me mandou dizer que. Erm... não é na verdade um segredo pra ninguém, a notícia já se espalhou de alguma forma”
“Pelos deuses, menina, me diz logo”
“O rei está para ser pai de um bastardo. De uma de suas cozinheiras, alguém sem importância. Mas sim, ele será pai de um bastardo. Mesmo antes de sua volta, os Frey já queriam enviar a Winterfell uma noiva nova para Rei Robb e ela estava a caminho quando sua carta chegou. Os lords achavam que Rei Robb precisava logo de outra esposa para não sair fazendo mais bastardos”
A notícia atingiu Mykhaela como uma tempestade repentina de verão no fim de tarde. As nuvens negras e pesadas esconderam os raios de sol. O sorriso morreu em seu rosto e em seu coração. Fazia sentido de alguma forma. Cozinheira. Ela sabia muito bem qual cozinheira. Mykhaela não respondeu nada, apenas contornou o corpo da menina e andou até a torre de seu quarto, trancando-se no cômodo. Bryan e Marissa dormiam como dois anjinhos e ela ordenou que a aia que cuidava deles fosse jantar. Agarrou um dos jarros de vinho e saiu na pequena varanda do cômodo para sentir o incômodo vento frio. Seus olhos estavam turvos de lágrimas e álcool, mas ela continuava a empurrar a bebida garganta abaixo.
Depois de tudo o que passou, depois de tanto tempo longe, voltava para casa apenas para descobrir que Robb ao menos chegou a sentir sua falta? Para descobrir que não importava o que ela havia feito, Talisa ainda era dona de seu coração? Ele devia a vida dele a ela. Como tinha coragem? Os soluços subiam pela garganta dela de forma incontrolável. E chorava pateticamente como uma criança. Chorava por um homem que esqueceu-se dela tão facilmente. Quando já havia acabado com o segundo jarro, a aia voltou ao quarto. Mykhaela limpou as lágrimas e ordenou que ela cuidasse das crianças pelo resto da noite. Arrancou o colar de rubis que usava e deixou a joia cair no chão sem cuidado algum. Não pegou a capa de volta, estava quente pelo vinho. Saiu do quarto, da torre, do castelo e andou até as muralhas.
“Vossa Graça” Os guardas dos portões fizeram reverências. “Não acho seguro a rainha sair sozinha a essa hora”
“Não acho que a rainha pediu sua opinião. Abra” Mykhaela disse sem paciência alguma e eles se entreolharam antes de abrirem os portões. Ela sabia que avisariam Edmure Tully logo em seguida e que iriam atrás dela, mas não ligava. Andou entre as barracas vazias. Seus homens estavam todos no banquete, ela não sabia direito o que fazia ali. Queria de alguma forma sentir-se perto de alguém que a entenderia.
“Mykha?” Ele virou-se para trás de forma desajeitada. Ele. Era exatamente dele que precisava. “O que está fazendo aqui?”
“Não te vi mais no banquete” Ela disse fechando a barraca e deixando a taça que levava consigo em cima da pequena mesa que sustentava os mapas e documentos importantes.
“Estava cansado” Arthur disse ainda sem jeito. Estava preparado para dormir, em seus calções de baixo, sem sapatos e com uma túnica folgada e leve.
“Sinto muito por interromper seu descanso” Ela disse com um sorriso atravessando seus lábios, aproximando-se da pequena cama improvisada.
“Deixe-me colocar uma roupa mais apropriada”
“Não, não precisa” Mykhaela suspirou, desfazendo os nós de seu corpete e o jogando de lado. “Vamos ficar a vontade”
“O que está fazendo, Mykha?” Arthur a olhou com dúvida, vendo os nós de cima do vestido de seda desfazerem-se, deixando a mostra o vale dos seios dela.
“Ficando a vontade” Ela riu gostosamente e sentou-se numa cadeira, tirando as botas.
“Você está bêbada?”
“Por que a surpresa? Não é como se fosse a primeira vez”
“Infelizmente anda ficando assim vezes demais”
“Felizmente faço o que quiser quando quiser” Mykhaela levantou-se novamente e andou até Arthur, apoiando as mãos nos ombros dele. Os músculos do cavaleiro enrijeceram-se, deixando-o nervoso e desconfortável.
“O que está fazendo, Mykhaela?”
As últimas sílabas fora interrompidas pelos lábios dela, beijando os dele. As mãos pequenas subiram dos ombros até os cabelos, emaranhando-se nos fios com seus dedos. Ela depositou em seus lábios outro beijo. Macios, como ele sempre havia imaginado.
“Mykhaela”
“Não fuja. Não é o que você sempre quis? Me beijar, me tocar, me ter”
Ela avançou as mãos nos nós da túnica dele e separou os lábios para livrá-lo da roupa. Arthur não impediu, por mais que sua mente gritasse para que ele a parasse. Seu corpo e seu coração diziam a todo momento para não negar suas vontades e seus calções estavam cheios de desejo. Sentiu as mãos dela encontrando as dele, guiando-o até seus seios, fazendo-o apertá-los. Arthur não se conteve e invadiu a boca dela com sua língua, sentindo seu gosto misturado com o do vinho. Sentiu a respiração dela na boca dele quando ela ofegou. Para ele. Só para ele. Segurou os mamilos, apertou-os, puxou o vestido folgado para baixo e sugou-os como sempre sonhara. E ela o livrava de seus calções, deixando a mostra seu membro viril tão pulsante quanto nunca estivera por ninguém mais. E ela o tocou. Ali. Ela. Ela o tocava como só acontecera em seus mais delirantes e sujos sonhos. E foi pelas mãos dele que ela ficou nua. E eram as mãos dele que faziam a pele dela arrepiar-se. Sua ousadia permitiu que ele a tocasse em seu sexo e Mykhaela soltou um breve gemido para aquilo. Não que ela estivesse realmente enlouquecida pelos toques de Arthur. O que a motivava era a sede de vingança. De fazer Robb saber que ela não passara o tempo todo apenas pensando em voltar para ele. Não queria se demorar, então empurrou o peito de Arthur fazendo-o cair na cama e subiu em cima dele. O breve momento longe do corpo dela fez com que um senso de juízo caísse sobre o cavaleiro e ele a afastou.
“Mykhaela, não. Eu não posso”
“Por que?” Ela disse, um pouco irritada, estendendo a mão para tocá-lo, mas ele a afastou novamente.
“Não é certo. Você é uma mulher casada, eu não posso tomá-la para mim”
“Você pode. Você sempre quis e agora você pode”
“E no que isso me diferenciaria de Jon Snow?”
“Por que você teve que trazer isso à tona agora?”
“Acontece que eu tenho honra, Mykhaela. E não pretendo quebrá-la”
“Honra?” Ela riu, segurando os braços dele e sentando-se em seu quadril, onde mexeu o seu próprio contra o dele. Sentiu Arthur pulsar e ofegar para aquilo. “Que honra tem em se esfregar assim na sua princesa, hein?”
Ele estava tentando fazer a coisa certa, mas lá estava ela o provocando e o fazendo perder a noção do certo e errado.
“Pelos deuses, Mykhaela, não faça isso comigo”
“Isso o que?” Ela sorriu para a quase redenção nos olhos dele e sentiu seus braços pararem de lutar. Arthur sentou-se na cama, abraçando-a pela cintura e se segurando para não invadi-la com toda a força que tinha.
“Não posso dizer não a você”
“Então não diga”
“Eu não quero te dizer não. Pelos céus, eu te quero tanto. Mas eu não posso pensar só no hoje, tenho que pensar no amanhã”
“Você vai me negar?”
Arthur derreteu-se um pouco com a súplica no olhar dela. Com a tristeza. Ele havia descoberto o boato pelos guardas de Correrrio e sabia que era uma questão de tempo até que as notícias chegassem a ela. Queria cortar a linda cabecinha ruiva de Robb por ser tão desonroso com Mykhaela. Ela não merecia aquilo depois de tudo o que passou para salvar a vida patética dele. Mas sabia que o único motivo dela estar ali, bêbada e nua junto a ele, era porque de alguma forma ela queria ferir a Robb, ferir a si mesma, ou apenas esquecer. Segurou o rosto de Mykhaela entre as mãos e beijou-lhe os lábios com dor e amor.
“Você me agradecerá amanhã” Arthur falou, de olhos fechados, após os minutos mais longos de sua vida. Eles não entendiam, ninguém entendia o tamanho do amor que sentia por ela. Consumia sua alma, sua vida. Ele dedicou-se por inteiro a ela. E mesmo naquele momento, com ela em seus braços, sabia que ela não era sua. Nunca seria. Quando abriu os olhos encontrou as lágrimas nos dela e a deitou na pequena cama, cobrindo seu corpo nu. Vestiu-se de forma rápida e saiu da barraca para esfriar a cabeça. Mykhaela sentiu as lágrimas e a sonolência do vinho vencerem seu corpo e adormeceu ali, logo em seguida, sabendo que na manhã seguinte acordaria tão envergonhada como nunca esteve.
Notas finais
Agora o bafafá da vez: Talisa esperando um filho do Robb e Mykhaela surtando com isso e quase cometendo um adultério com o Arthur. Deveria colocar Maria do Bairro como meu nome do meio, eu sei.
Digam que não me odeiam! hahaha Até postei dois dias antes do dia de postar pra vocês não me odiarem taaaanto assim.
Beijos até o próximo capítulo.
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