There is always hope for Love

18 And the angels lose their Wings


Notas iniciais
OLHA EU AQUI!!!!!!!!!!!!!!! GENTE consegui terminar a fic muito antes do que eu tinha pensado e sinto um orgulho enorme por isso ♥ Também quero agradecer a todos simplesmente TODOS que curtiram, favoritaram, recomendaram etc... Isso foi muito importante pra mim. Desde que criei essa fic passei por muitos problemas que me impediram de continuar da forma que queria, perdi o emprego, perdi o namorado (mais nesse caso foi bom hauhauah) E comecei a ter uns problemas na coluna que me impediam de ficar o tempo todo aqui no PC então meus sinceros SINTO MUITO PELA DEMORA, realmente não queria isso. GENTE SÃO TRÊS ANOS tentando concluir essa belezinha aqui isso me emociona demais. Bom desde já quero dizer que nem tudo são flores, então não me odeiem quando ver algo que não gostaram, tipo, tentei ser bem realista com tudo, então espero que compreenda isso. Me despeço nesse momento com muita emoção e espero que tenham gostado da minha participação nessa categoria ♥ MUITO OBRIGADA XOXO da JUH

“Não pense separadamente nesta ou na próxima vida,

Pois uma da para a outra a partida.”

“O tempo é sempre curto demais para quem precisa dele,

Só que para os Amantes ele dura para sempre.”

Rumi – Life after Death

Citação do poema mencionado em Drácula – A história nunca contada.

No capitulo anterior...

“-Eu te amo Kimberly, você foi a joia neste mar de pedras que vivi. – Os dois se beijaram sem se importar com mais nada ao redor e isso era tudo o que eles precisavam.”

(...)

Constanta – Romênia

Próximo ás terras da família Drácula.

Thomas ficou impressionado com o tamanho da propriedade do Conde, por um momento sua fúria se tonou ainda maior, ele pensou em todo o dinheiro que aquele ser devia possuir, todas as riquezas do mundo na palma de suas mãos, e estava querendo jogar isso fora por uma mulher. Idiota. Thomas era um homem de negócios, era um homem focado no que podia lhe oferecer vantagens e pensar só por um momento em jogar tudo isso fora por uma mulher era ridículo.

—Nosso inimigo é muito mais provido de bens do que pensávamos Thomas. – Disse Cristian lendo os pensamentos sombrios do irmão. –Ele devia ter ficado aqui desde o começo dessa história, isso teria lhe poupado muita dor de cabeça. – O homem falou com um sorriso lateral debochado, era óbvio que ele acreditava sair vencedor dessa disputa.

—Não creio que Vlad seja um homem que se poupa das coisas, ele parece ser muito mais determinado do que imaginava. – Thomas falou por um minuto conferindo a pistola com suas iniciais cravadas nela. – Não sou um homem de ter simpatia por meus inimigos, para mim, são apenas tolos lutando por ideais fracos, sem fundamento. Morrer por amor é uma grande bobagem e perder tudo isso... – Disse erguendo os braços e mostrando o reino ao redor. — ...É ainda mais idiota do que posso pensar. Eu não entendo. – Disse por fim soltando a respiração e apertando firme ás rédeas dos seus cavalos.

—Tendo uma simpatia pelo diabo? – Cristian sorriu aberto fazendo os mercenários o acompanhar no zombeteiro enquanto seu irmão apenas conseguia pensar no quanto aquele mundo de morte e sordidez combinava com Cristian, ele realmente havia sido feito para isso, não se parecia nem um pouco com o homem no começo de tudo, mas Cristian tinha um desejo de vingança muito maior do que ele próprio.

—Só estou feliz por acabar logo com isso. Já desperdiçamos muito dinheiro nessa viagem e agora com os mercenários, existe um limite para a vingança e eu espero que essa possa valer cada centavo que tenho gasto. – Thomas falou ao descer do cavalo, eles estavam nos limites do portão principal que por sorte estava aberto. Provavelmente ninguém ali esperava um ataque de frente, mas ele não era um covarde, estava naquele lugar para matar a mulher que o desonrou diante de toda Londres.

—Vai valer Thomas. Assim que cravar uma bala em Andrea e castrar aquele garoto tudo vai ser resolvido. Quanto ao Conde deixe que nossos homens corajosos aqui façam a parte deles, afinal não podemos ser envolvidos na morte de um nobre, isso iria criar sérios problemas para nós aos olhos da Coroa. Vamos apenas saquear a casa e podemos ficar com alguns empregados também, seria de grande valia depois de tantos gastos pessoais. – Cristian pensava em conseguir vender alguns empregados no mercado de escravos, era uma prática desumana mais era um sacrifício que estava preparado para fazer. -Talvez queira levar aquela prostituta do Vlad, a garota do vestido vermelho na festa do seu aniversário, Kimberly é o nome dela não é? Linda, jovem, tratada como uma dama, ás vezes sinto inveja desse maldito Conde, ele não tem medo de ser recriminado por sua sociedade. – Disse Cristian com um largo sorriso se lembrando do momento em que viu Kimberly ao lado de Vlad ostentando as cores da casa Drácula bem diante dos olhares indignados da sociedade britânica. – Se não quiser eu mesmo fico com ela.

—Vlad não se importa com sua sociedade porque provavelmente ela não exista. Você já deu uma boa olhada neste país? Tudo aqui parece pertencer a um só homem, desde que chegamos só vi camponeses e mercadores, pessoas ganhando a vida de forma honesta ou não, mas tudo dentro de uma certa ordem. Todos tem o brasão da casa Drácula nas entradas de suas fazendas desde que começamos a andar nesta direção, pelo menos seis propriedades possuem uma bandeira dessas. Isso não faz sentido. – Thomas falou e alguns mercenários riram de forma esganiçada mexendo em suas armas como se quisessem ter certeza do poder delas em mãos.

—Chega de conversa fiada. É hora de fazer o que vieram aqui pra fazer. – O mercenário puxou uma lamina mais curvada do que o normal e os irmãos perceberam que devia ser uma espada típica dos locais. – Vocês dois vão ficar por conta própria por alguns minutos enquanto meus homens vão focar na baixa segurança do casarão, se alguém escapar com vida pode acabar chamando reforços e não queremos isso. – Disse o homem com muita firmeza dando os comandos aos seus homens.

Todos desceram dos cavalos e passaram pelos portões, um dos mercenários cortou a garganta de um homem que mexia com os arbustos do imenso jardim frontal da casa. O sangue do homem manchou o chão de vermelho mais não fez um único ruído. Logo depois eles se espalharam para cobrir um espaço ainda maior se preparando para os soldados da mansão, mas era óbvio que o local estava sem uma guarda aparente, o Conde havia ficado fora por muito tempo, era provável que ainda não tivesse reestabelecido a ordem do local e era exatamente o que Tobia, o líder dos mercenários estava esperando todos esses meses, uma brecha para invadir a casa e levar todos os tesouros ali escondidos.

Thomas começou a ouvir risos de mulheres se aproximando, e a mão que segurava sua pistola apertou com mais intensidade do que antes. Ele estava pronto agora, lavaria sua honra com sangue mesmo que isso lhe custasse á vida. E por fim lá estava ela, Andrea, linda como ele nunca havia visto antes, seria o fato dele ser um homem de 49 anos e estar perdendo um noivado com uma jovem com menos de 20? Por um minuto ele deixou um sorriso amargo brincar em seus lábios, por um segundo pensou em apenas leva-la consigo, afinal a morte dos pais já seria castigo suficiente para qualquer um, e ele ainda podia castrar o jovem cocheiro, mas a fúria tomou conta de seu coração mais uma vez ao pensar que Andrea não fosse mais pura, depois de tantos dias naquela viagem de navio, era impossível que ela não tivesse se entregado ao rapaz que supostamente amava. Ao imaginar os dois juntos, deleitando-se da companhia nua um do outro não teve duvidas, ergueu o punho e disparou um tiro certeiro, direto no coração.

No coração da pessoa errada.

AGORA

Jardim da Mansão Drácula.

Kimberly sentiu uma dor profunda como se alguém apertasse seu coração por dentro, era estranho, não havia desespero em sua mente, ou pânico da morte, apenas queria que Andreia corresse o mais rápido possível, pois sabia que Thomas iria continuar tentando.

—Corra. – Disse com a voz quase inaudível um pouco antes de tocar o chão como se não tivesse controle nenhum sobre seu corpo, estava com medo por sua amiga, mas estava em paz acima de qualquer duvida. O amor de Vlad era tudo o que sempre sonhou e morrer sabendo desse sentimento a confortava de qualquer coisa que viesse depois.

—Kimberly....Kimberly??? – Andrea gritou enquanto mais um tiro foi disparado, errando o alvo em seu trajeto. – Seu desgraçado. – Andrea partiu para cima de Thomas o que o surpreendeu demais, ele não pensou que a jovem tivesse essa fibra toda. Enquanto isso Cristian saia sorrateiro para uma passagem que dava acesso ao salão principal da casa, ele estava mais interessado nos artigos valiosíssimos que Vlad possuía, estava louco por sua ambição e não pelo desejo patético do irmão de lavar a honra, aquilo tudo tinha sido um mero pretexto para ele.

Enquanto isso Andrea tentava acertar o rosto do homem e lhe tomar a arma para ter uma vantagem mesmo que mínima naquela luta absurda, ela precisava reagir ou a casa seria tomada e Peter seria morto com toda a certeza do mundo.

—Vejo que não é mais a garota apática de antes querida. – Disse o homem lhe acertando um tapa forte em seu rosto, Thomas parecia feroz, estava um pouco descabelado pela luta com Andrea e sujo de sangue também, tinha um forte cheiro de pólvora no ar devido aos disparos e não parecia preocupado com o fato de Andrea ser tão frágil a ponto de perder a noção por alguns segundos toda vez que ele lhe acertava um tapa violento. – Seus pais ficariam orgulhosos de sua garotinha, ah mais é claro, temos um problema nisso. Eles estão mortos agora. – Thomas puxou Andrea pelo pescoço apertando firme enquanto as lágrimas dela escorriam da face, Andreia sentiu o mundo desabar com aquela revelação, e o homem saboreou cada minuto daquela angustia, cada segundo daquele sofrimento. – Achou mesmo que eu não faria nada? Sua vadia oferecida. – Ele a jogou com força contra o chão enquanto a jovem rastejava para longe sujando suas roupas no sangue de Kim que ainda lutava pela vida, ela precisava de ajuda imediatamente.

—Você é um monstro. Como pode atacar meus pais? Eles não tiveram nada haver com isso, todas as decisões que tomei, tudo o que fiz, EU QUE FIZ THOMAS, eu que escolhi assim. – Andrea se levantou abrindo os braços para ele encarando o olhar furioso do homem sem demonstrar medo nenhum.

—Então arque com as consequências, viva com o peso da morte de seus familiares, viva com a morte de sua amiga e viva com o que vou fazer ao seu amante, mas antes disso eu vou fazer você pagar por tudo o que fez a mim nessa trajetória. Você me arruinou, todos em Londres estão rindo de mim, e você sabe muito bem que a reputação de um homem é tudo o que ele tem, você manchou o meu nome, manchou a minha família e manchou o meu futuro. – Thomas guardou a arma e acertou um soco em Andrea que desmaiou diante daquilo, depois a arrastou pelos cabelos pelo longo jardim, havia uma capela á frente e ele sabia exatamente o que estava por vir. Iria lavar sua honra de um jeito ou de outro.

Escritório – Mansão Drácula.

Vlad sentiu seu mundo esvaindo por suas mãos como no passado, ele estava apavorado do que aquela atitude sem pensar de Thomas poderia causar em seu futuro. Kimberly era mesmo o anjo que sonhara, estava ali agora sangrando enquanto a vida escorria por suas mãos devido a um ato heroico.

Ele não podia sair com a luz do sol tão marcante no céu, e precisaria de alguns segundos até reunir toda a sua força das trevas para criar uma tempestade poderosa o suficiente para transformar o dia em noite, ele precisava disso ou então não iria poder salvar ninguém. Enquanto via Kim sangrando percebeu que um grupo de mercenários corria até os estábulos, e percebeu isso pelo barulho dos animais, mesmo estando longe sua audição era poderosa, aqueles homens lutavam contra Peter que não teria chance nenhuma sozinho, e em breve seria apenas um troféu para Thomas e Cristian que o queriam vivo, porem castrado. Um tipo de exemplo para os próximos que zombassem da família Milton.

A tempestade começou a se formar, tudo foi sendo engolido pelas trevas que abraçavam aqueles vales como se sentissem saudades dele. Vlad respirou fundo e pensou no que deveria fazer, três pessoas estavam em risco iminente, Kim com seu coração tão fraco quando de um passarinho, Peter lutando contra quatro homens que o tentava paralisar a todo custo enquanto um quinto segurava uma lamina nas mãos e Andrea que havia sido levada por Thomas para a capela. O Conde respirou fundo e torceu para que sua escolha estivesse correta aos olhos de Deus, e saltou estourando uma das janelas em vitral do alto de sua torre, mergulhando em direção á Kim que estava prestes a deixar seu ultimo suspiro.

—Tudo vai ficar bem meu amor. – Vlad falou em um sussurro encarando Kim que começava a enxergar melhor a cada segundo vendo as lágrimas de Vlad. –Eu sinto muito Kimberly, por favor, me perdoe por ser incapaz de perder você. Sou egoísta demais pra isso. – Vlad deixou as lágrimas caírem sobre Kim enquanto ela tentava entender como seu ferimento estava se curando, mas então tudo ficou claro, ela sentiu um gosto cobre em seus lábios, passou a mão sobre eles e viu o sangue negro ali presente. Vlad havia feito á única coisa que poderia permitir pensar.

Ela não seria mais humana a partir daquele momento, agora e para o resto da eternidade ela seria um Vampiro, um ser da noite e das trevas.

—Vlad? – Kim falou mais naquele momento tudo rodou, ela se sentiu tonta como se estivesse em um turbilhão sendo puxada para fora de seu corpo. – O que esta acontecendo? – Ela disse agora com medo daquela reação inesperada.

—Não tenha medo Kim. Você vai deixar essa vida para renascer na próxima, enquanto isso, vou salvar nossos amigos, não se preocupe com eles, tudo ficará bem. – Vlad beijou a testa da mulher que amava com medo de não ser perdoado depois que ela entende-se sua verdadeira situação. Ele queria esquecer o resto do mundo naquele momento tão crucial para ambos, mas se fizesse isso muitas pessoas pagariam por um preço alto demais, ele precisava deixar Kim e salvar a família que havia criado.

Peter lutava contra os homens que zombavam dele o máximo que podia, sentia que as intenções deles não era a morte, mas sim algum tipo de punição e humilhação, e ele sabia muito bem como isso funcionava, era obvio também que, aquele ataque não tinha nada haver com os mercenários ali, isso tudo era obra de Thomas e o irmão sádico dele.

—Segure-o rapazes. – Disse o homem sorrindo enquanto deslizava a ponta do dedo na lamina bem afiada, ele estava pronto para fazer aquela mutilação, e por um minuto Peter sentiu medo, ele lutou e esperneou, mas seu coração lhe dizia que não poderia derrota-los sozinho, e então naquele momento a tempestade chegou. O vento forte e os raios, uma forte e milagrosa tempestade trazendo as sombras e ao mesmo tempo a salvação.

—Porque está rindo seu verme? – Disse um dos homens sentindo uma pontinha de preocupação em seu interior no momento em que Peter começou a rir desestruturando a todos.

—Ele está vindo. – Disse por fim fechando os olhos e fazendo uma prece silenciosa. –Vocês vão precisar de toda a sorte do mundo para se safar dessa.

—Ele quem? – Disse o homem com a faca nas mãos, ele riu debochado por um minuto pensando que aquilo pudesse ser uma forma do garoto ganhar tempo, mas Peter parecia realmente muito tranquilo. – Diga logo homem?

—Não preciso dizer nada. – E com isso o homem que segurava a faça foi puxado para cima por uma onda que lembrava uma nuvem de morcegos no meio de uma neblina densa. –É melhor vocês correrem, vão ser os próximos. – Peter caiu no chão segurando as costelas que haviam sido quebradas no meio da agressão a ele, mas estava feliz por ver que aqueles animais covardes teriam o seu destino merecido.

Vlad usou seus poderes junto á sombra criada com as criaturas das trevas para voar até cada um daqueles malditos mercenários e estripa-los um a um, os quatro homens que mantinham Peter preso e que tão brutalmente o machucaram agora não passavam de uma mancha vermelha no chão junto as suas entranhas, o destino daqueles homens seria uma estaca mantendo-os empalados bem na frente de seus portões, a Romênia devia saber que Vlad, o Empalador havia retornado.

—Quero que vá até Kim no jardim e a leve para dentro de casa, você deve protegê-la com sua vida, mas não tente acorda-la em hipótese alguma, não faça isso sozinho ok? – Vlad falou ao se aproximar de Peter que ficou de pé imediatamente, mesmo com toda a dor que estava sentindo não iria negar a um pedido de Vlad, principalmente depois de ter sido salvo daquela forma, iria proteger Kimberly com sua vida.

—O que vai fazer agora Vlad? – Disse Peter desconfiado mais ciente do perigo que eles enfrentavam.

—Andrea foi levada por Thomas, temo que seja tarde demais para ela, mas preciso fazer o que for necessário. – Vlad falou encarando o rapaz que sentiu o peso daquelas palavras, Thomas era um homem horrível, e seria capaz de coisas piores ainda. Depois disso Vlad virou uma nuvem na presença do rapaz e desapareceu de vista deixando Peter com sua missão.

Andrea sentia uma dor fora do seu corpo, sua alma estava devastada e tudo o que acreditava também, seu vestido tinha sido rasgado, havia sangue por toda a parte, manchas rochas começavam a surgir em sua face e por todo o corpo e Thomas não economizou brutalidade contra ela, tinha certeza de que Andrea jamais iria esquecer aquele momento.

—Pare de chorar. – Disse o homem ajeitando a calça enquanto a jovem permanecia agarrada aos joelhos tentando buscar uma proteção entre os bancos da pequena capela. –Isso era o que me devia, você era minha noiva, nosso compromisso não tinha sido desfeito, você procurou tudo isso pra sua vida, eu apenas fui á mão que acertou as coisas na balança.

—Você é um monstro. – Foi a única coisa que Andrea conseguiu dizer entre as lágrimas, ainda podia sentir as mãos de Thomas passando por seu corpo, apertando seus seios até doerem, sentindo sua carne, mordendo-a, penetrando seu corpo com tanta violência que mal conseguia respirar, o nojo que sentiu, o desespero que tomou conta de si sentindo aquela dor cortante por todos os seu membros, nada poderia superar aquilo na sua opinião.

—Você também é. Acabou com a minha vida menina, o mínimo que eu poderia fazer era acabar com a sua também. – Disse debochado dando alguns passos na direção dela puxando-a pelo pé fazendo a mesma escorregar de costas para o chão enquanto ele jogava seu peso sobre ela.

—Não. Por favor, de novo não, eu não posso aguentar mais isso. – Andrea entrou em pânico, só de imaginar toda aquela angustia mais uma vez não suportaria, ninguém pode suportar.

—Quero que se acostume. Não pretendo deixa-la aqui para se recuperar e ter a vida que sempre quis, isso já devia ser óbvio pra você. – Disse o homem enquanto puxava a blusa da menina revelando seus seios fartos e alvos. -Vou leva-la comigo para Londres, lá você será deixada em um dos meus bordeis favoritos e terá que se acostumar com essa vida, todos os dias, pelo resto dela. – Ele apertou mais uma vez seu seio causando uma dor profunda e um nojo extremo enquanto ele saboreava cada pedaço do mesmo. -No começo será apenas minha, mas depois, depois quando não tiver mais diferença entre você e uma perdida será vendida para o lugar de vez, e será obrigada a aceitar dentro do seu corpo todos os dias, vários homens diferentes, nojentos e asquerosos, muito mais do que eu. – Thomas puxou Andrea com força para encaixa-la em seu quadril quando foi puxado por uma energia sobrenatural que o colocou na entrada da capela.

Vlad tirou sua capa e com muito cuidado colocou sobre o corpo de Andrea que tremia ainda em choque. Ele sabia que alguém sofreria mais no percurso de seu salvamento e infelizmente esse alguém foi a jovem.

—Ele feriu você Andrea, da forma que penso? – Disse Vlad encarando a menina que parecia devastada, ela apenas balançou a cabeça de forma afirmativa e voltou a chorar.

Por fim Vlad se ergueu encarando o homem que ria na porta da capela como se nada tivesse acontecido. Ele abriu os braços rindo enquanto o vento da tempestade invadia o lugar, parecia satisfeito com tudo mesmo sabendo que não poderia enfrentar a Fera de Londres.

—Então é isso. Vai me matar como matou a todos os outros? Vai beber meu sangue dessa forma e se livrar do problema fácil assim? É isso, pois bem, que venha a morte, eu estou satisfeito com tudo, não me importo nem um pouco, minha vingança esta feita e essa dai... (disse apontando para Andrea que fechou os olhos) ...é exatamente o que queria ser agora, uma puta. – Thomas riu alto profanando aquele lugar enquanto Vlad apenas deu alguns passos em sua direção com uma expressão impenetrável.

—Se existe uma coisa que não aceito em todos esses anos de existência, é agressões aos indefesos. – Disse Vlad com sua voz grave e pontuada. –Idosos, Crianças e mulheres, principalmente mulheres. Um homem de verdade não precisa disso para se firmar diante de qualquer sociedade que seja, e se você pensa assim é por duas coisas. – Disse fazendo mais uma pausa encarando bem os olhos de Thomas. –Primeira, sua sociedade é um lixo. – Disse atingindo Thomas em cheio no peito e o atirando para o alto até bater no teto da capela perdendo totalmente o ar. –Segunda você não tem honra para resgatar. – Vlad deixou sua face verdadeira aparecer para aterrorizar aquele ser fazendo Thomas gritar de medo como uma criança ao se deparar com seu maior pesadelo. – E homens sem honra não precisam disso. –Em um movimento rápido Vlad usou a lamina que os mercenários seguravam para aterrorizar Peter cortando as partes intimas de Thomas de uma vez só.

Os gritos histéricos de Thomas percorrem um longo caminho enquanto Vlad o arrastava pela capela da mesma forma que ele havia feito com Andrea e a mesma conseguiu expressar um pequeno sorriso de satisfação ao ver sua honra lavada. Ela percebeu que não podia deixar nem por um segundo aquele ser desprezível lhe tirar o desejo pela vida, iria sofrer, com certeza, mas iria lutar para ter uma vida feliz ao lado de Peter custasse o que custasse, que seria a mulher mais feliz daquele mundo. Então se firmou mais uma vez a olhar o homem em pânico sendo arrastado pelo Conde através dos degraus da velha escada.

—Pare de chorar. – Disse Vlad para Thomas, aquilo o enfureceu de uma forma que o mesmo babava em meio a sua bagunça pessoal envolvendo, sangue, suor e lágrimas. –Eu quero apenas que se acostume até que isso tudo seja resolvido, mas eu acredito que não devo terminar com sua vida, eu não sou aquele que precisa fazer isso agora. – E sem dizer mais nada Vlad pegou uma das pequenas tochas ao redor do grande corredor da capela que levava para a torre do sino e em um único movimento acertou com as chamas o local ferido cauterizando a carne e diminuindo o sangramento. Thomas urrou como um animal agonizante e depois disso só viu a escuridão.

Do outro lado da propriedade Cristian fugia levando uma sacola de ouro e peças raras da casa, sentiu muito não poder levar mais, gostaria de ter uma carruagem para os belos quadros raros na coleção de Vlad, e isso tudo havia sido encontrado em três cômodos da casa, imagina o que poderia ter visto se tivesse mais tempo? Por um momento pensou em seu irmão, mas sabia que Thomas já devia estar morto, ou talvez encontrando um destino muito pior que a morte, era claro que ele não ficaria ali pra contar história, e também não voltaria aquele país inóspito de forma alguma, tudo o que desejava era recuperar tudo o que havia gasto nessa jornada e se possível assumir os negócios da família, sozinho, como sempre sonhou.

A noite chegou tranquila e sorrateira como sempre, com ela a tranquilidade e o medo ao mesmo tempo, Vlad convocou todos os seus soldados de confiança mais uma vez e lhes deu a ordem de destruir todos os mercenários que estivessem se abrigando em suas terras, seu país deveria voltar a ter paz restaurada. Todos aqueles que foram mortos injustamente em suas terras deviam ter um enterro digno e devia ser mandado as famílias algum tipo de gratificação pela dedicação e honra dessas pessoas, ninguém deveria ser desvalorizado.

O Conde também pediu para fazer um inventario de tudo o que havia sido roubado, ele provavelmente daria um jeito nisso depois, os bens materiais eram sua menor preocupação nesse momento, o que mais o atormentava era a idéia do que Kimberly estava passando. Vlad lhe deu a escolha, o direito de decidir sozinha se bebia o sangue humano em três dias ou se voltava a ser ela mesma quando esse período passasse, ele não iria interferir, o que ela decidisse seria apoiado, por ele e por todos.

Andrea passou a dormir no quarto de Peter e durante os dois dias seguintes ela teve pesadelos, pensou que jamais iria superar aquilo, mas Peter foi um excelente companheiro e seria um grande marido algum dia, durante dos dois dias que passaram ele não saiu do lado dela, enxugou suas lagrimas, abraçou-a nos momentos de pânico e não deixou de dizer o quanto a amava em nenhum momento. Porque era verdade, ele a amava demais.

Kimberly permaneceu em silencio longe das pessoas que amava durante dois dias, tinha medo que o desejo de sangue lhe consumisse nessa hora e por isso não permitiu que Anastácia falasse com ela até tudo ser resolvido. Vlad acreditava que Kim não iria querer se tornar um monstro como ele, ele tinha certeza que ela esperaria o por do sol do terceiro dia para voltar a ser humana, mas alguma coisa martelava em seus ouvidos, alguma coisa pulsava em suas veias pálidas e não era apenas a fome, ele sabia que ela estava ouvindo todas as noites os gritos de Andrea, sabia que ela não suportava o que aconteceu a sua amiga, Andrea foi á única jovem da sociedade britânica que conversou com ela de igual para igual, era muito injusto que um ser humano com um coração tão bom pudesse ter passado por tantas coisas ruins só por querer lutar em nome do amor.

—Vlad?! – Disse Kim entrando no grande escritório no alto da torre onde Vlad havia permanecido nos últimos dias.

—Tem certeza disso? – Disse o homem fitando os olhos da mulher que sorriu ao perceber que não precisava dizer nada a ele, seu coração já havia dito tudo o que precisava ouvir.

—Sim. Eu tenho.

Masmorras – Casarão Drácula

Thomas não sabia ao certo quanto tempo havia se passado desde que acordou, seu corpo tremia em febre, e só havia comido pão e agua que fora obrigado a dividir com os ratos do local. Por um segundo, nas horas em que a dor se tornava insustentável ele desejava a morte, desejava numa ter conhecido Andrea, nunca ter conhecido O Conde Drácula.

O barulho das grades da frente deixaram o homem em alerta, Thomas sentiu sua espinha endurecer de tanto medo do que estava por vir, a energia fria tomou conta de tudo e ele estava pronto para a presença do Conde, mas para sua surpresa era Kimberly diante de seus olhos.

—Parece feliz em me ver? – Perguntou a menina deslizando os dedos pela grade, o cheiro de podridão era imenso, Vlad poderia ter sido mais piedoso, mas depois do que aconteceu com Andrea ele jamais permitiria que aquele homem horrendo tivesse algum tipo de perdão.

—Melhor do que aquele sádico do inferno. – Disse o homem tentando não bater os dentes, era difícil já que a febre o dominava.

—Aquele sádico do inferno é meu futuro marido, espero que tenha respeito. – Ela disse olhando para o corpo necrosado do homem que sentia todos os efeitos da infecção.

—O que aconteceu com meu irmão? Vocês também o mataram? – Ele perguntou tentando encarar a jovem que apenas riu com um ar debochado que imaginou nunca ser capaz de ter.

—Não Thomas, seu irmão não era nossa prioridade no momento, ele fugiu deixando você aqui e levando tudo o que conseguiu em ouro maciço. Ele te abandou a própria sorte, eu sinto muito que sua família seja assim, no final das contas dinheiro não torna ninguém melhor. – Kim falou séria pensando em como sua mãe pobre foi capaz de lhe dar tanto amor, e ali, bem diante dela, havia um homem cuja vida tinha dado de tudo, mas não soube aprender o valor do amor, só o valor do dinheiro.

—Desgraçado. – Vociferou o homem cuspindo no chão como se lançasse uma maldição ao próprio sangue, Cristian não viveria muito se dependesse de Thomas, ou de Vlad.

—Você já está morto Thomas, eu só queria conferir isso, olhar em seus olhos enquanto a morte se esvai de você. – Ela falou abrindo a grande que dava acesso á masmorra e por um breve lampejo teve pena daquele homem, tão pequeno, fraco e nojento como qualquer rato daquele lugar.

—É melhor se sentar então querida, porque ainda posso aguentar alguns dias aqui. – Thomas disse tentando sorri.

—Não, não. Eu acho que não. Você está aqui apenas á dois dias e meio, e já estava se decompondo, não acredito que vá muito longe, por outro lado, todos neste castelo estão seguindo em frente, eu estou, Vlad está, e Peter está ótimo caso queira saber, nada aconteceu a ele, e quanto a Andrea, ela está superando seus medos, Peter estar sendo um homem maravilhoso e o casamento ainda está de pé, sabe, o por que? Porque existe amor entre eles, e isso não pode mudar, Andrea ainda quer ser amada, ainda quer ter uma família e não vai desistir disso por você, espero que entenda de uma vez por todas – E sem dizer mais nada Kim virou uma fumaça muito conhecida para ele revelando sua face obscura e acertando sua veia artéria até verter a ultima gota do corpo daquele ser tão desprezível. –Nunca mais vai machucar ninguém, nunca mais vai ferir Andrea ou qualquer outra.

E sem dizer mais nada Kimberly saiu dali revigorada, vingada, e pronta para ser a esposa eterna do seu amado Conde. Não iria mais fugir de sua realidade, não iria ter medo de mais ninguém, o mundo agora pertencia apenas a ela e seu amado.

CINCO ANOS DEPOIS...

Mansão do Marques Cristian D. Milton

As pessoas desfilavam por toda a entrada em suas roupas vistosas e caras, o aniversário de 65 anos do Marques era um escândalo de tão luxuoso e a sociedade inteira estava ali mais uma vez para prestigiar um dos homens mais ricos do momento.

Ninguém queria ficar de fora e isso, claro, atraia pessoas de outros países também. Como um casal que havia acabado de chegar em uma carruagem suntuosa, tanto o homem quando a mulher usavam roupas negras com detalhes em dourado, nos detalhes era possível ver um dragão dançando sobre a seda chinesa.

O cartão foi entrega ao homem que anunciava a nobreza de cada um presente e quando os nomes foram ditos Cristian deixou sua taça cair ao chão sendo quebrada em vários pedaços.

—Eu anuncio Vlad o Conde Drácula e sua encantadora esposa, a Condessa Kimberly Drácula, representando a Romênia. – E com isso o casal trocou um sorriso cumplice antes de se transformarem na noite.

FIM...

Notas finais
Gente espero que tenham surtado com esse final e só posso continuar agradecendo por ter me acompanhado até aqui, agora quero fazer uma pergunta. Vocês acham que eu deveria continuar escrevendo??? O que eu devia fazer??? Uma continuação???? alguma sugestão???? Algo diferente???? Deixo com vocês a idéia.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!