There are Strangers In My House
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Eu acordei e estava deitado na minha cama. Eu estava tonto e bastante cansado. Eu não estava raciocinando muito bem. Eu não lembrava de nada do que tinha acontecido. Quando uma mulher albina, muito linda por sinal, entrou no meu quarto. Na mesma hora, me veio na cabeça tudo o que havia acontecido ontem. Eu entrei em pânico e a mulher logo agarrou meu braço com força. Aquela dor de alguma forma me deixou calmo. O gato dela pulou na minha cama e ela sentou do meu lado. Eu pensei que ela ia falar algo pra mim, mas, na verdade, quem falou foi o gato. Ele disse como uma voz de velho, que precisavam de mim. Precisavam do meu corpo para dar ao senhor de-sei-lá-oquê. Eu não entendi nada. Quando a minha mãe entrou no quarto, logo eles tinham sumido como fumaça.
O meu medo voltou. Foi como se eu estivesse voltado em si. Eu tentei dizer a minha mãe sobre a mulher e o seu gato, mas não saía nada da minha boca, eu só gaguejava. A minha mãe disse que estava tudo bem, como sempre. Ela me disse que eu tinha desmaiado de fome em frente de casa e me pediu desculpas por ter me deixado sozinho, ela tinha ido no mercado. Desde que chegamos em Bodie a minha mãe estava muito estranha. Não parecia ser ela, mas sim, outra pessoa. Estava tudo muito confuso. Eu não sabia distinguir sonho com realidade. Mas eu vi a marca que a mulher albina deixara no meu braço após ter o apertado como se fosse quebra-lo. Então, aquilo foi real.
Eu disse a minha mãe que talvez fosse melhor irmos embora, que desde que chegamos em Bodie, eu ando tendo pesadelos e visões assustadoras. Ela riu de mim e disse que não iriamos a lugar nenhum, e que tudo era coisa da minha cabeça. Eu comecei a chorar afim de fazer birra, mas ela não me deu ouvidos e saiu do meu quarto e trancou a porta. Eu corri pra tentar abri-la, não estava acreditando que a minha própria mãe me trancara no quarto. Ela nunca tinha feito isso desde então.
Eu comecei a bater e a chutar a porta tentando quebrar aquela madeira velha e podre, mas eu era muito fraco, era impossível...Foi então que eu ouvi a voz do meu pai vindo lá de baixo. Ele tinha chegado do trabalho, finalmente. Eu comecei a gritar bem alto pra que ele pudesse me ouvir. Umas vozes surgiram do nada que me pediam para calar a boca. Eu parei de gritar e perguntei. -Quem está aí?-. Como nos filmes de terror, ninguém respondeu. Eu fiquei quietinho sentado no chão em frente a porta, quando eu ouvi uma voz vindo de baixo da minha cama. Era uma velha bastante gorda. Ela estava tendo dificuldades de sair dali, então pediu a minha ajuda. Eu perplexo, disse. -Acho que não vou ser muito útil em ajudar a senhora.-. Ela conseguiu sair de baixo de minha cama após parti-la ao meio. Eu nem gostava mesmo daquela cama velha. A senhora olhou pra mim lá de cima, ela era gorda e alta e feia, muito feia. Ela perguntou o que eu estava fazendo na casa dela. Pareceu ser uma velha rabugenta, pois não foi nada educada.
Eu disse que a casa era minha e de meus pais. Ela então deu uma gargalhada rouca e disse olhando pra mim irritada. -Essa casa é minha e de meus filhos, não pertencem a vocês, turistas. Vocês, devem sair daqui o mais rápido possível.
Notas finais
Obrigado pela a atenção.
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