Notas iniciais
Adoro essa mistura de ação/aventura/comédia! *-* [Estou morta pq acabei de entrar de férias, por isso tô deixando os títulos que a Lyn escolhe e não tô fazendo nenhuma gracinha kkkkkkkkkkk mass só preciso de uma boa noite de sono que volto à ativa! kkkkkkkkkkk] Espero que se divirtam com a leitura!

Os anões ficaram felizes por uns minutos após saír da toca dos trolls. Além do ouro, Gandalf e Thorin ganharam bonitas espadas e Bilbo recebeu a menor de presente, o que o levou a ser zoado pelo resto da companhia.

– Liga não, Bilbo, achei a sua espada linda — disse Lyn gentilmente à Bilbo , com a mão no ombro do hobbit, que sorriu e deu de ombros pros anões.

– Quase ia me esquecendo, Thorin, dê-me sua espada antiga, por favor? — Pediu Gandalf, que recebeu a antiga espada anã do rei, que não via motivos pra mantê-la — Com a minha, temos duas espadas sobressalentes, vai faltar mas uma, mas acho que isso já os deixam mais seguros.

Lyn ganhou a espada antiga de Gandalf, que lhe agradeceu sinceramente, e Fig ganhou a antiga espada de Thorin, também agradecendo. Assim que receberam as espadas cumpriram a promessa feita ao jovem príncipe loiro e lhe devolveram as adagas. Pela forma com que este sorria, aquelas armas tinham valor sentimental pro anão.

O ânimo dos anões logo se abalou quando voltaram pra pegar as coisas no acampamento e viram que todas as montarias da companhia haviam fugido durante a noite. Esse fato foi como um soco no estômago de todos, mas principalmente dos anões, que logo viram o quanto isso os atrasaria, o que os fez ficar cabisbaixos. Thorin, pra ajudar, ainda deu uma bronca nos sobrinhos, que eram responsáveis pela guarda deles.

Mi ia intervir pelos garotos, mas foi gentilmente impedida por Lyn e Balin, que ficou surpreso pela ação da garota mais alta. Mi ficou confusa, mas Lyn fez sinal que depois explicaria tudo pra garota. Ficaram observando todos cabisbaixos enquanto arrumavam suas próprias coisas.

Ori, mais sensível que os outros, parecia inconsolável pela perda de sua montaria, tinha criado um carinho pelo animal. Não chorava, mas não falava com ninguém. Fig, compadecido pelo jovem anão, tocou o ombro deste.

– Ei, não fique assim, vai dar tudo certo — Sorriu ao ver que tinha a atenção do anão — Soube que anões são teimosos o suficiente pra correrem até com a perna quebrada.

Ori riu baixinho e deu um tapinha de leve na mão de Fig, agradecendo pelo apoio e dizendo que estava feliz por ele e seus amigos terem se juntado à companhia, que mostraram que eram valorosos. Foi um momento meigo em que até Lyn, que presenciou a cena, teve vontade de abraçar o anão.

Comeram um desjejum anormalmente rápido. Thorin e Gandalf concordaram que era melhor sair o mais rápido possível do local, desconfiando da presença de orcs por perto, já que não era normal encontrar sequer trolls por aquelas redondezas. Não queriam arriscar um combate tão cedo.

Por um lado a perda das montarias foi algo bom, pois deu a chance ao quarteto de andarem juntos pelo meio da companhia e, com isso, podiam conversar com relativa privacidade. Mi, vendo Kili e Fili sem graça ainda se aproximou de Lyn e perguntou o motivo pelo qual ela não interviu pelos anões e ainda a impediu de fazê-lo.

– Mika, eu também tô morrendo de pena dos dois mas você não tá vendo a parte mais importante da história: os dois estavam de vigia, desarmados por achar desnecessário já que eram apenas pôneis, e foram furtados bem debaixo de seus narizes — explicou Lyn baixinho — Tem noção de que poderia ter sido eles os primeiros sequestrados? Demoraria pra alguém notar e eles podiam estar mortos. Eles são os únicos sobrinhos e herdeiros de Thorin, imagine a responsabilidade dele por esses garotos, que junto com a irmã dele, são a única família que ainda o resta. Os garotos deram mancada e Thorin exagerou pelo cansaço, o baque da perda e pela pressão, mas não foi tão injusto, não em seu motivo principal.

Mi ficou pensativa, ainda achando que foi bem injusto culpar os garotos, mas resolveu acreditar no que a amiga dizia, confiava nela.

– Confesso que estou surpreso, isso me faz mudar de ideia em relação ao motivo pelo qual vocês brigam tanto — O quarteto de assustou com aquela voz tão rouca vinda de trás deles, descobrindo ser de Balin — Pelo visto a senhorita entende a mente de um rei.

– Tento, Balin — Respondeu Lyn- Imaginava sempre que teria problemas com ele se um dia o conhecesse, realmente não sabia que seriam tantos, mas tento entender. Mas se você contar pra ele eu nego veementemente e ainda o acuso de estar senil.

Balin riu e engajou em uma conversa com o quarteto, contando histórias dos tempos de glória de Erebor. O quarteto se divertia tanto que logo os anões mais jovens se juntaram pra ouvir o que diziam. Balin parecia um velho contador de história, enquanto Lyn, Fig, Mi, Ori, Kili e Fili pareciam crianças, sempre pedindo por mais.

A cena pareceu espanar a nuvem negra pra longe da companhia. Até mesmo Thorin começou a compartilhar algumas histórias de sua vida com a comitiva, arrancando risadas de todos.

Estavam no meio de uma floresta quando Gloín chamou a atenção de todos. Em sua mão havia uma flecha negra, típica dos orcs. Aquilo fez com que o quarteto sentisse arrepios e os anões ficassem em estado de alerta. Continuaram a andar rapidamente e em silêncio por mais algum tempo, até que ouviram o som de algo grande se aproximando.

Thorin, Dwalin e Gloin se colocaram à frente da companhia e sacaram as espadas, logo todos estavam com as armas prontas. O quarteto estava nervoso, seria a primeira batalha que teriam armados e pouco sabiam sobre, o conhecimento que tinham resumia-se em saber que o objetivo é acertar com a ponta.

Essa tensão durou até o motivo do barulho se revelar. Não importa o quanto soubessem o que ia acontecer, ver Radagast, o Marrom, aparecer num trenó puxado com coelhos foi a coisa realmente mais bizarra que haviam vistos. Assim que Radagast parou o trenó e se apresentou, o trio começou a rir, explicando que não era o mago em si o motivo da risada, mas sim a situação toda.

O mago entendeu e garantiu que não estava ofendido e pediu licença pra conversar com Gandalf, que aceitou imediatamente, vendo o nervosismo do amigo. Dol Guldur — sabiam que esse era o motivo, mas nada contaram aos demais, nem mesmo pra Bilbo. Sabiam o quanto aquele acontecimento seria importante para Arda e não queriam arriscar mudar o que aconteceria.

Thorin andava de um lado pro outro enquanto os anões se sentaram em algumas rochas. Discretamente Mi observava o jovem príncipe, Kili, que analisava a flecha que Gloín encontrou.

– É muito gostosinho, como pode? Tive que vir pra outro mundo pra ver um desses?- Perguntou Mi pros amigos.

Lyn e Fig riram da amiga, que não conseguia se segurar nem quando estavam em situação de perigo. Já Bilbo, que estava sabendo agora do interesse da garota no anão, ficou sem graça pelo palavreado da jovem, dizendo que mesmo entre homens nunca ouviu esse tipo de frase.

– Acredite, meu amigo, tanto ela quanto nós podemos fazer bem pior — Respondeu Fig dando risada, deixando o pobre Hobbit mais chocado ainda.

Pra tristeza geral logo um barulho foi ouvido e dois wargs invadiram o local. Mesmo sendo rapidamente mortos pelas flechas de Kili e pela espada de Bifur, Thorin falou que aqueles eram apenas batedores, que não tinham muito tempo.

A única palavra que resume o que aconteceu em seguida é "CAOS". Todos pegaram suas armas e se preparavam pra batalha iminente. Ragadast então se ofereceu como isca e, deixando claro que nunca seria pego por meros orcs e wargs, colocou os coelhos em disparada, enquanto a companhia corria junto com Gandalf.

Saíram da floresta para um campo aberto, com várias rochas enormes adornando o campo. O quarteto formado pelos humanos e o hobbit amaldiçoava os orcs e os wargs por estarem fazendo-os correr daquela maneira, até que, ao olhar pro lado, se sentiram sem chão. Como é que um anão tão gordo quanto Bombur conseguia correr de forma tão rápida? Era humilhação ver isso. Não tinham condições nem de xingar o roliço anão, pois tinham medo de desmaiar por falta de ar se tivessem que correr e falar ao mesmo tempo.

Como as desaventuras da companhia aconteciam à doses de conta gotas, logo erraram o caminho e quase toparam com os orcs. Pra piorar um deles se desgarrou do grupo e veio pro esconderijo da companhia, uma rocha que os ocultava em sua sombra.

Thorin fez um sinal pra Kili e este matou o warg com uma bela flechada no peito. Quando o orc caiu, bem de frente pra eles, os anões logo partiram pra executá-lo, mas não conseguiram ocultar um último grito do orc.

O quarteto estava em pânico e ainda Gandalf havia sumido, como constatou Dori. Só rezavam pra sair daquilo vivos, era muito absurdo terem sidos arrancados de suas casas pra morrer em meio de monstros. Lyn estava preocupada e olhou pros seus amigos enquanto a companhia começou a ser acuada pelos seus caçadores, não conseguia pensar em nada, onde estava o maldito mago?

Nunca ficou tão feliz em ver o velho mago quanto quando o viu acenando e mandando entrarem num buraco, ignoraram até que foram chamados de tolos. Lyn não pensou duas vezes e agarrou Mi e Fig, gritando por Bilbo e praticamente os jogou pelo buraco.

Pra surpresa de Thorin, Lyn não entrou no buraco, ficando pra trás pra gritar pelos anões pra correrem logo, pegando os que estavam mais perto e derrubando-os buraco abaixo. Seria engraçado, se fosse em outra situação.

Só restavam Lyn, Thorin e Kili, que tentava afastar os inimigos com flechas. Lyn pegou uma pedra de tamanho razoável e jogou contra um warg que se aproximaram do jovem.

– Entra logo na porra desse buraco, garoto! — Gritou pro moreno, sendo atendida imediatamente.

Quando Kili foi entrar no buraco e que Lyn sinalizou pra Thorin que podiam ir, o rei notou um warg aparecendo atrás da garota. Pra sorte dela o anão tinha bons reflexos e logo correu até ela e puxou-a pelo braço. Foram rolando desajeitadamente buraco abaixo, derrubando Kili pelo caminho e o adicionando à confusão de corpos.

Caíram estatelados no chão com Lyn atravessada por cima de Thorin e Kili por cima da garota. Gemiam de dor pela queda quando ainda um corpo de um orc rolou buraco abaixo e os acertou. Receberam ajuda dos companheiros pra se levantar e tentaram recuperar a dignidade, embora os anões estivessem completamente desgrenhados e Lyn tentasse manter o cabelo preso.

– O que você pensou quando ficou pra trás?! — Gritou Fig assim que Lyn se recuperou, agarrando a amiga pelos braços — A próxima vez que fizer isso eu mesmo mato você!

Era uma cena engraçada ver o garoto, tão afeminado, gritando com uma garota mais alta que não temia nem mesmo brigar com um rei, mas que ficou de olhos arregalados quando foi pega. Outra cena que se desenrolava era de Mi que, aproveitando o momento, foi ajudar Kili a tirar algumas pedrinhas que prenderam em seu cabelo,o q foi atentamente observado pelo irmão do rapaz.

Thorin observava Lyn tentando acalmar o amigo, dizendo que fez isso pra que fugissem logo daquela situação. Era exatamente o que teria feito, e isso que o surpreendia, a garota poderia ser insuportável em sua visão, mas pelo menos viu que era protetora, além de corajosa, tinha que admitir, a contra gosto, não era qualquer um que xingava um rei e ignorava quando era ameaçada de decapitação. Deixou de prestar atenção quando observou o lugar e notou uma flecha élfica nas costas do orc caído, sentindo o olhar de Gandalf sobre si.

– Gandalf, pra onde você esta nos levando? — Disse em tom grave, chamando a atenção dos outros.

O mago não respondeu nada e simplesmente voltou a andar, sendo seguido pelos outros. Thorin ainda tentou teimar em não ir, mas ao ver o aceno de Balin acabou cedendo, não tinha outra escolha. Caminharam por um tempo até que saíram na caverna.

Assim que viram a paisagem o quarteto ficou de boca aberta. Tudo parecia iluminado, todas as cores se harmonizavam de forma perfeita como se tivessem sido pintadas pela mão do próprio Eru. Viram já adaptações de cinema e algumas imagens, mas nada era sequer perto da beleza e grandiosidade do que estavam vendo, não havia palavras conhecidas pra descrever a magia daquele lugar, tão forte que juravam que poderiam tocá-la.

Fig era o maior admirador daquele lugar, e pela primeira vez desde que chegaram pôde suspirar com alegria e sorrir da forma mais sincera que seu coração podia, agradecendo pela primeira vez por estar em Arda.

– Rivendell!

Notas finais
Será que Fig ficou feliz? Kkkkkkkkkkkkkk Vamos todos visitar os elfos próximo capítulo! *-* Bjins! o/