Notas iniciais
Espero que gostem ! ^^

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Prólogo.

POV Bree.

- Eu não ligo Bree, você pode ficar aqui em casa. Com certeza meus pais não vão se importar.

- Mas Nina, eu não quero incomodar!

- Você não irá incomodar! Vai ser até legal, assim não vou me sentir sozinha.

- Tá Okay. Vou indo. Beijos.

- Beijos.

Assim terminei de falar com a minha amiga, a Angelina, mais conhecida como Nina. Ela é perfeita! Bonita, engraçada, verdadeira e sempre me ajuda. Estou enfrentando um tempo difícil, meu pai anda me batendo muito e já tenho várias marcas pelo corpo. Não vou mais a escola e ando não comendo, porque meu pai parece que é sozinho.

Ele só pensa nele e nele, parece que eu não existo e que só sirvo para apanhar. Pelo menos tenho a Nina, ela sim me entende.

Os pais dela são ricos e quase não passam muito tempo em casa, pois tem que trabalhar muito. Ela já tentou se matar, se eu não tivesse chegado a tempo ela teria cortado o pescoço. Nina me disse que fez isso, pois não agüentava mais seus pais em brigas constantes e também me ver cheia de marcas que meu pai me fez. Os pais dela perguntaram por que ela se matou, ela apenas falou que foi por causa das brigas, ela não falou a parte das marcas, pois eu mesma pedi. Depois disso o pai dela está passando mais tempo em casa, para ver se ela melhora.

Hoje eu vou meio que fugir de casa, pois não agüento mais apanhar e passar fome. É horrível, nunca mais quero ver a cara do meu pai, ele é um monstro, é maldoso e ruim. Espero que ele morra sozinho, porque ele não merece nem o ar que respira.

Estou indo à casa de Nina, sem malas porque tenho poucas roupas e as mesmas estão sujas e pequenas, só a que estou usando está boa para o frio de Seattle. Estou morta de fome e não há nada na dispensa.

Abri a geladeira, há somente água. Peguei e bebi direto mesmo, nem peguei copos. Agora estou pronta, enfrentarei o frio até chegar na cidade, só não sei se sobreviverei até lá, pois estou com muita fome.

Minha barriga ronca descontrolavelmente. Eu preciso comer algo. Tomara que eu ainda tenha força para chegar até a casa da Nina, lá eu peço algo para comer. Na verdade, assim que eu chegar lá vai ter uma mesa cheia de comida para eu saborear. Nina ama me encher de comidas, pois já sabe que meu pai não me alimenta, que ele só faz comida para ele e só pensa nele mesmo.

Agora é a hora! Saí de casa em direção ao centro de Seattle. O vento gelado está de matar e minhas mãos gritam de tanto frio. Vou correr até chegar lá, desse jeito eu me esquento. Estou chegando perto de uma lanchonete, mais que fome. Minha barriga continua gritando.

-Olá menina. Qual é o seu nome? – Pergunta um menino, ele era lindo. Pele muito clara, alto com os olhos de uma cor diferente. Lembrava vermelho.

-Meu nome é Bree. – Respondo sem medo, não tem como ele fazer nada de mal comigo, a lanchonete a frente está cheia de pessoas.

-Olá Bree, meu nome é Riley. Quer comer um lanche naquela lanchonete? Eu pago para você.

-Não obrigada. – Menti, mas infelizmente minha barriga desmentiu.

-Parece que a sua barriga diz ao contrário. Venha, eu te pago um hambúrguer.

-Tá bom.

Ao chegar lá, ele me pagou como o prometido. Comi. Após isso ele me convidou para sairmos. Eu disse que não precisava e que tinha que ir. Ele mesmo assim insistiu. Para não ser chata aceitei. Ele foi me levando a um lugar escuro, esse lugar era um pouco longe da lanchonete.

-O que você quer Riley? – Pergunto com medo.

Depois da pergunta só senti algo me furando pelo pescoço e também uma coisa ardente como veneno entrando por entre as minhas veias. Gritei e esperneei de dor, mas cada vez mais ardia. Era como o fogo do inferno. Ardia e não parava. Meu coração estava sem reação. Até que parou de bater.

•Fim do Capítulo.