Notas iniciais
Oie, veio ai o primeiro capítulo da minha última fanfic (desse ano) para esse projeto perfeito que é o November Hinny.

Eu queria, nesse última nota, falar o quanto estou orgulhosa das meninas, seja as adms ou as autoras, está tudo tão perfeito que eu nem sei por onde começar. As histórias são incríveis (falo de todas, mesmo aquelas que ainda vão ser postadas) e eu não podia estar mais grata por fazer parte de um projeto que deixa o mundo com mais Hinny e mais amor.

É isso, espero que gostem!!

Nascer sendo a mais nova de seis irmãos tinha muitos pontos negativos, ainda mais se essa família em questão tivesse que trabalhar duro para ter o mínimo. Mas, por outro lado, Ginny conseguiria falar muitos pontos positivos também.

Claro que o primeiro não tem muito a ver com a condição financeira e a relação entre eles, mas ser bruxo era sim uma grande vantagem, na opinião da garota. Se tivesse que escolher entre ser a irmã mais nova depois de seis outros meninos, mas ser bruxa, ou ser filha única, mas nunca poder fazer magia, ela com certeza escolheria a primeira opção.

Mas havia outras vantagens de ser uma Weasley. Havia uma mãe amorosa que estava sempre pronta para acolher quem quer que fosse, havia um pai que, apesar de trabalhar demais, sempre tinha tempo para conversar com os filhos. E ainda havia os irmãos.

Esse último entrava tanto como vantagem como desvantagens. Claro que ter seis irmãos, todos completamente diferentes entre si, tornava tudo uma bagunça que, muitas vezes, acabava em briga, mas isso também queria dizer que tinha mais seis pessoas para amá-la e ajudá-la quando precisasse. Cada um havia sido importante para ela ser quem ela era.

Bill, o mais velho de todos, era paciente e gentil, foi ele quem ajudou a mãe a cuidar dos irmãos durante as férias e, em Hogwarts, tinha sido um aluno exemplar. Era o típico primogênito bem sucedido, mas nunca tinha contado vantagem sobre isso, não fazia seu tipo.

Charles era completamente independente, um autodidata claro. Era comum pegá-lo escondido em algum lugar no terreno da família, longe de todos enquanto lia. Não era que ele não gostasse da família, pelo contrário, mas ele sempre dizia que precisava de um momento para si e seus livros.

Percy era quase que obcecado, queria, mais que tudo, ter uma vida melhor. Não que fosse errado, Ginny nunca pensou isso, sempre o achou dedicado e esforçado, mas não podia mentir, às vezes realmente parecia que o irmão simplesmente não queria estar ali. Porém, ainda assim, quando saia do quarto e socializava, era capaz de conversar sobre qualquer assunto e era fascinante.

George e Fred eram quase que um só, sempre juntos, pregando peças em todos e enchendo a casa de risadas e gritos da mãe. Ginny sempre gostou das brincadeiras, fosse assistindo ou participando (por alguma razão, ela raramente era alvo deles) e muitas vezes isso foi motivo para ouvir longos sermões da mãe.

E havia Ron, o último a nascer antes dela. Por ser a primeira, e única, filha da família, nunca tinha sentido o mesmo peso de Ron, mas entendia como ele era inseguro em relação a si mesmo e as marcas que os irmãos haviam deixado antes. Porém ele era muito mais que o mais novo, ele era inteligente, nenhum outro sabia tantos fatos sobre a história e cultura bruxa como ele, e era realmente fiel, nunca havia dedurado nenhum irmão, mesmo que acabasse sofrendo as consequências depois.

Ginny havia aprendido tanto com irmãos e era tão grata que mal podia esperar para poder mostrar seu poder, suas qualidades… mal podia esperar para deixar sua marca também, assim como os irmãos e assim como o menino que sobreviveu.

Crescera ouvindo a história do garoto que havia sobrevivido a maldição da morte, a única pessoa que tinha conseguido aquele feito e, ainda por cima, derrotou o maior bruxo do mal de todos os tempos. E tinha apenas um ano.

Todas as noites, antes de dormir, pedia pela história dele, sempre que podia perguntava mais detalhes, queria cada gota que poderia arrancar daquela história. No começo, quando ainda era pequena demais para entender, achava que era tudo ficção, uma história criada pela mãe apenas para fazê-la dormir, mas, com o tempo, percebeu que tudo realmente aconteceu e apesar de sentir muito por ele, queria muito mesmo conhecê-lo.

Foi só na véspera de Ron finalmente ir para Hogwarts (isso queria dizer que ela era a próxima) que Ginny percebeu que Harry Potter também completava onze anos naquele ano, o que significava que ele, provavelmente, também iria para a escola de magia e bruxaria.

Na manhã seguinte era quase como se a própria Ginny estivesse indo para a escola, foi a primeira a ficar pronta e passou o tempo todo pulando no lugar, ansiosa para chegar à estação e, talvez, poder olhar pessoalmente o garoto que marcou sua infância.

Imagine só qual não foi a surpresa de Ginny quando não só viu Harry Potter pessoalmente, como ele pediu ajuda a família dela para atravessar a parede. Foi um pouco triste, sinceramente, vê-lo sozinho, perdido e sem ninguém para ajudá-lo, a menina levou um susto, como alguém tão famoso podia parecer tão… solitário?

Notas finais
Não esqueçam de comentar e deixar uma autora feliz ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.