The warmth of Winter
6 Primeiro passo
Notas iniciais
– Depois de todo esse tempo, finalmente a encontramos, Fuyuki Kanashiro, a detentora da inocência coração. A sala explodiu em murmúrios. Layla sorriu para mim, de modo solidário. — Silêncio, por favor! Por sua inocência ser de essencial importância, informo que Fuyuki permanecerá na ordem. Completa Leverrier.
– O que? Muitas pessoas perguntam ao mesmo tempo, estou no meio delas.
Depois que saí da enfermaria, vim direto ver Komui e os outros, ele ficaram fascinados com meu recém-descoberto poder e após mais alguns testes, finalmente chegaram a uma decisão, porém não me comunicaram, apenas pediram que eu voltasse no dia seguinte, chamaram também todos os exorcistas e então Leverrier fez seu anúncio.
– É o mais lógico, se a perdermos, perdemos a guerra. Diz Renny.
– Não, eu não posso ficar aqui, preciso lutar. Falo em desespero.
– Lutar? Com que poder? Questiona o inspetor cruelmente.
– Com a inocência, óbvio. Responde a general Klaud.
– Isso parece ótimo, mas por que não conta a eles? Diz Leverrier propositalmente, me fazendo sentir constrangida.
– Minha inocência não serve para lutar, ela não vira uma arma anti-akuma. Murmuro encarando meus pés, respiro fundo, não vou me dar por vencida. — Mas isso não me impede de lutar!
– Achei que você já soubesse, todavia irei lhe lembrar, os únicos capazes de enfrentar akumas são aqueles que possuem armas anti-akuma. Fala o inspetor de modo irônico.
– Eu não preciso lutar contra akumas. Aquilo o faz dar uma alta gargalhada.
– E o que pretende então? Lutar contra os Noah? Renny se junta a ele nas risadas.
– Conflitos diretos não são a única forma de lutar. Eu posso ajudar, consigo curar qualquer ferida. Digo mais convicta que nunca.
– Já temos Miranda Lotto no apoio, e além do mais, você pode cura-los quando voltarem. Responde a chefe da filial americana.
– Eu posso realmente cura-los, e quanto a espera-los voltar, pode ser tarde demais.
– Então que seja, não iremos lhe arriscar para salvar um mero exorcista. Rebate Leverrier, sinto lagrimas arderem em meus olhos.
– Mero exorcista?! COMO PODE FALAR ISSO? Você é igual ao Conde, você usa os exorcistas como se fossem meras armas, isso é… Inumano. As lagrimas acabam por transbordar.
– Essa é a missão deles. A sua é ficar em segurança pelo bem deles, se sua inocência fosse destruída, o que acha que aconteceria a eles? Fala o inspetor.
– Você acha mesmo que a inocência coração seria destruída tão fácil, acha que será tão simples me matar? A inocência coração, ela me protegerá. Respondo de forma fria, não conseguindo acreditar na indiferença de Leverrier.
– E se ficar aqui, estará ainda mais protegida. Diz Renny mudando de tática.
– E você acha que isso me importa?! Essa é a minha batalha, a milhões de anos, eu a comecei, apenas eu posso termina-la, essas pessoas. Apontei para os exorcistas. — Eles sofreram muito por minha causa, por minha culpa eles… Esforcei-me para continuar, o choro estava embargando minha voz. — Eu não posso permitir que essa guerra continue, eu não posso deixar que se machuquem, eu preciso protegê-los.
– E que diferença você faria? Não pode lutar. Leverrier parece estar chegando a seu limite.
– Eu posso encontrar as inocências, posso senti-las, e também consigo lutar, mesmo que sem uma inocência. Enxugo as lagrimas, não posso fraquejar.
– O que significa que você seria igual a um finder. Fala a chefe de filial.
– Tudo bem, aceito ser um finder. Deixem-me ajudar. Digo, dobrando o corpo ao meio em uma reverência.
– Não diga bobagens! Acha mesmo que deixaríamos o nosso maior trunfo sair por ai se arriscando, só para brincar de finder. Responde o inspetor.
– Não estou brincando. Dê-me ao menos uma chance, eu vou provar que posso ser útil. Praticamente imploro.
– Certo. Diz Leverrier. — Com uma condição, se falhar, nunca mais irá tocar nesse assunto.
– Ok, eu concordo. Obrigada inspetor, muito obrigada. Prometo que irei procurar por uma inocência, não voltarei enquanto não encontrar. Falo empolgada.
– Acho que não me entendeu, jamais colocaria uma peça tão importante em uma jogada tão arriscada. Irei lhe dar uma chance, a chance de provar que é capaz de se proteger, levando em conta que atualmente anda aumentando o número de level 4 e ainda tem os Noahs, então suponho que deva enfrentar alguém que esteja no mesmo nível, por essa razão, deve lutar contra um general.
Novamente a sala explodiu em cochichos, todos pareciam estarrecidos, eu entendia o porquê, todavia não podia voltar atrás agora, eu havia prometido a mim mesma, iria lutar pelos exorcistas, lutaria contra quem fosse necessário.
– Certo, lutarei contra um general.
– Fuyuki-san isso é loucura, você não tem chance contra eles. Diz Bak tentando me chamar à razão.
– Ainda assim irei lutar, não cheguei até aqui para desistir agora. Respondo sorrindo placidamente.
– E contra qual pretende lutar? Questiona o inspetor.
– Que diferença isso faz, você sabe que isso não é justo, o nível é totalmente diferente mesmo sem a inocência. Rebate o chefe da sucursal asiática.
– Sem a inocência? Por que diz isso? Pergunta Leverrier, com um sorriso que me dá calafrios.
– Você pretende que eu lute contra eles, usando suas inocências? Sinto o ar ficar rarefeito, aquilo seria um massacre.
– Oras, o akuma não facilitaria para você, ele usaria tudo que tem, espero que o general faça o mesmo. Aquilo era um aviso sutil para quem fosse meu adversário, caso a pessoa não pegasse pesado, estaria encrencada.
Minha cabeça girava, Lau jimin, Madness, Maker of Eden e Mugen, eu não conseguia pensar em uma melhor, nada seria nem de longe razoável, todas tinham um imenso poder de destruição.
– Kanda-kun, você poderia lutar com Fuyuki-chan usando sua inocência, mas sem ativá-la, certo? Pergunta Komui, sinto como se meu corpo fosse uma pluma, aquela era sem dúvida a solução perfeita.
– Não fará a menor diferença. Sabe usar uma espada? Pergunta-me Kanda.
– Sim, muito obrigada Kanda-san, verdadeiramente, obrigada! Falo, fazendo uma reverência.
– Ótimo, vocês lutarão amanhã. Conclui Leverrier, um pouco contrariado, ele realmente queria me colocar em uma luta cruel.
Saímos todos da sala, me encaminhei para meu quarto, porém alguém me reteve pelo braço.
– Está louca? Era a Foster.
– Não até onde eu sei, mas o que lhe faz perguntar isso? Seguimos juntas para meu quarto, a loira me encara com descrença.
– Lutar contra Kanda. Você? Ela balança a cabeça. — Só pode ter perdido a razão.
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