The warmth of Winter
10 Os sentimentos da exorcista
Notas iniciais
– Você tem certeza? Pergunto a loira, conforme corremos.
– Sim, é inconfundível, ele parece um candelabro.
Passado mais algum tempo, recebemos um chamado de Pete, eles haviam visto a ave, porém a perderam, nos juntamos e seguimos a direção que eles dizem que o pássaro tomou, o que significa, correr floresta a dentro, no escuro completo, a essa altura já devem passar das dez.
– E se nos separássemos novamente? Sugere Yoshida, o outro finder.
– Está muito escuro, não é uma boa ideia. Rebate Layla.
– Uma coisa não tem a ver com a outra. Vamos nos separar, no mesmo esquema de antes. Comanda o general.
Assim que todos se afastam, ele começa a entrar cada vez mais no coração da mata, o problema é que a copa das arvores cobre a lua, começo a não ver mais nada, agarro a manga dele.
– Kanda, vamos nos perder, eu de você, e nós dois dos outros, não corra desse jeito, está escuro demais. Reclamo, respirando fundo, a sensação é sufocante, sei que não há nada a temer, mas me sinto insegura.
– Tch. Continue segurando aí então. Reclama ele, diminuindo o passo, me sinto um pouco confortada com isso, seguimos comigo segurando firmemente a manga de seu casaco, até que um barulho me sobressalta.
– Kanda, você ouviu isso? Pergunto me aproximando, uma vez que ele havia parado, acabo acertando ele, me afasto um passo, esse é o problema do escuro. — Kan…
Ele tapara a minha boca com a mão, não entendi o porquê, percebi tarde demais que havia algo errado, se eu segurava sua manga, e tinha me chocado contra suas costas, como ele poderia estar tapando minha boca, fui puxada com tudo, me debati, mas foi inútil. Estava escuro e eu estava em desespero, de repente vejo uma luz, reconheço o brilho da Mugen, a pessoa que me agarrou, aperta com mais força, com a luz que emana da espada sou capaz de perceber que a outras “pessoas” a nossa volta, um instinto me diz que não são humanos, e sim akumas, aproveito que minha mão está livre e tento alcançar a lança.
A libero acertando o estômago do meu carcereiro, que me larga, corro para o lado de Kanda, ele então começa a batalhar contra os akumas, enquanto me mantenho preparada, me irrito por não enxergar nada, isso só dificulta, tento não me afastar muito do espadachim, o brilho da Mugen é a única fonte de iluminação. Um Akuma me ataca, acerto-o com o lado do bastão, sei que mesmo se o acertasse com a lâmina, não o mataria, mas ainda assim não consigo me obrigar a acerta-lo. O que eu não percebera é que estava na ponta de um barranco, e ao acerta-lo acabei escorregando, rolei barranco a baixo. Quando tudo parou de girar, tentei me levantar, contudo, estava tonta demais, e acabei por adormecer onde estava.
Layla Foster POV
Eu não conseguia acreditar, o incompetente do general havia perdido Fuyu, como ele a deixou cair do barranco? Komui tinha sido muito claro, acima de qualquer outra coisa, nossa missão era proteger Fuyuki, não importa como. E na primeira chance que tivemos, falhamos, ela rolara barranco abaixo, e com a escuridão que estava era impossível vê-la, pra piorar, o único modo de chegar aonde ela chegou, exceto rolando barranco abaixo, era um caminho bem longo e complicado, mas obviamente, o estávamos fazendo, não podíamos perder Fuyu de jeito nenhum, eu sabia que para os outros, era questão de proteger a inocência, ela não passava de um extra, o que importava era a magnífica inocência coração, mas para mim não era assim, ela era minha melhor amiga, e mesmo que eu precisasse procurá-la pelo resto da semana, eu o faria.
– Layla-dono cuidado, está escuro demais, se continuar sem prestar atenção pelo caminho, poderá se machucar. Diz Pete.
– E se vocês continuarem nessa lerdeza nunca encontrarão Fuyu. Respondi irada.
Continuamos em nossa busca frenética, eu não podia deixa-la sozinha, eu prometera. Quando eu conheci a Kanashiro percebi que havia algo de errado com ela, todos a excluíam, e ela não fazia questão de tentar se enturmar. Fuyu é esse tipo de pessoa, se você não for atrás dela, ela jamais irá se aproximar de você, no começo achei que fosse petulância, era isso que todos pensavam dela, mas quando a vi, sozinha na chuva, realmente senti desespero, olhar para ela era agoniante, eu sabia que era impossível, mas não podia ignorar o sentimento horrível, de que ela estava afundando, parecia que aquela chuva podia afoga-la. Em um impulso, peguei um guarda chuva e corri até ela, conforme me aproximava, ela se levantou e caiu de cara no chão, por algum motivo, aquela cena me dava vontade de chorar, parecia que ela seria capaz de ficar lá pelo resto do dia. Apressei o passo, quando cheguei onde ela estava, a morena já se limpava, ou tentava, uma vez que suas mãos estavam sujas, e ela só espalhava a sujeira, peguei meu lenço e a limpei. Naquele momento eu decidi que queria estar ao lado dela, e quanto mais o tempo passava, mais eu percebia que não podia deixa-la sozinha, por essa razão a fiz prometer que sempre estaríamos juntas.
– Fuyu! Gritei usando todo o meu fôlego.
– Fuyuki-dono. Me acompanha Yoshida.
Continuamos a andar, e chamar pela morena, quando de repente vejo algo brilhante se aproximar de nós, é o pássaro, mesmo com um aperto no coração, sigo os outros, que haviam disparado em direção a ele, corremos por cerca de dez minutos, até que ele pousou , ao me aproximar, noto que ele pousara na mão de Fuyu, que por sua vez acariciava a cabeça do mesmo, sem pensar duas vezes, me atirei contra a Kanashiro, a espremendo em um abraço de urso.
– IDIOTA! Como você ousa sumir?!? A sinto afagar minha cabeça.
– Você se sujou. Ela repete a frase que dissera quando nos conhecemos, sorrio e a aperto mais um pouco.
– Você não pode sumir desse jeito. Digo apontando para seu rosto, exatamente como quando éramos crianças, ela sorri docemente.
Levanto-me e estico a mão para ela, ao ficar de pé a morena se desequilibra.
– Acho que torci o pé quando cai. Fala de seu modo mais meigo, estratégia para que eu não me zangue.
– Fuyuki… Digo trincando os dentes, ao que recebo de resposta, uma risadinha tímida.
– Fuyuki-dono, deixe que eu a carregue. Intromete-se Pete, se ajoelhando de costas para a morena, que agarra o pescoço do mesmo, ele então se levanta, e a segura.
– Ah! O pássaro realmente é uma inocência. Fala Fuyu, quando o mesmo se empoleira em seu ombro. — Ele vagava brilhando pela noite, pois seu desejo é ajudar aqueles que estão perdidos, por essa razão ele foi ao encontro de vocês.
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