The unexpected
5 A verdadeira realidade
Notas iniciais
Pessoas, meu computador deu algum problema. Então o capítulo ficou com os parágrafos sem o espaco correto. Desculpem :/
Acordo sobressaltada. Estava quase amanhecendo. Suspiro e coço os olhos para tentar tirar todo vestígio do sonho que estava se repetindo em minha mente. Desta vez eu estava com a minha mãe em casa de novo, cheguei em casa e a encontrei no chão de seu quarto ao lado de uma poça de sangue. Seu sangue. A casa estava uma bagunça, com folhas espalhadas pelo chão e roupas retiradas as pressas do guarda-roupa. Mesmo eu sabendo que tudo aquilo era um sonho não conseguia parar de suar frio. Olho para a janela de seu quarto e vejo quatro palavras escritas com o sangue: Você é a próxima
Fecho os olhos tentando apagar essas imagens e vou para o banheiro. A agua gelada me fez acordar, mas o sangue escorrendo no vidro da janela ainda estava me assombrando. Me visto e vou para a sala esperar Lívia acordar. Como hoje era sábado, não tínhamos aula. Resolvi assistir um filme para me distrair enquanto uma forte chuva fazia barulho lá fora.Sinto meu celular vibrar na mesa ao meu lado e me estico para alcança-lo. Vejo na tela que era uma mensagem de John. O peso da culpa de tê-lo deixado sozinho ontem à tarde vem como uma pedra. Ele estava me perguntando se eu poderia passar o dia com ele. Respondi na hora que aceitava o convite. Pulei do sofá e fui vestir algo mais quente, já era outono, mas aqui era muito mais rigoroso do que em Londres. Deixei um bilhete para Lívia que iria sair.Escuto uma batida na porta e pego minha bolsa. Abro e me deparo com John sorridente. Relaxo os ombros, estava preocupada dele não querer mais nada comigo depois de ontem.–Oi, — Falo sorrindo. – Tudo bem?– Ficou melhor agora. – Ele falou e me puxou para um abraço. Ele estava gelado por causa da chuva, mas não parecia estar com frio.– Aonde vamos? – Perguntei curiosa, já entrelaçando nossas mãos quando nos afastamos.– É uma surpresa. — Saímos do meu apartamento e seguimos em direção ao seu carro.Ele dirigiu durante uns 10 minutos e parou o carro num estacionamento perto de umas lojas fechadas. Era muito cedo para alguém estar na rua num sábado e ainda por cima, frio.– Hã, John, — Falei – Para onde você levou a gente.– Você vai ver. –Ele tirou o cinto e me beijou, mesmo sendo por alguns segundos, aquele beijo me acalmou. Saímos do carro e ele seguiu uma rua, corri para segui-lo. Os nossos passos ecoavam pela rua deserta. Ele parou numa rua sem saída e não disse nada mais. Estava olhando para um ponto fixo no final daquela rua.– John? – Perguntei incerta. – O que estamos fazendo aqui? – Vi seus ombros subirem e descerem. Num momento pensei que estava chorando mais quando me aproximei percebi que ele estava rindo. Ou melhor gargalhando.– John por que você está rindo?– Finalmente. Eu não acreditei que fosse tão fácil assim. – Sua voz estava estranha. Parecia mais fina, quase estridente. Ele se virou e seus olhos não eram mais azuis, eles estavam vermelhos, totalmente vermelhos, nem pareciam olhos humanos.Dei um passo para trás assustada. Aqueles olhos. Eram os mesmo do robô dos meus pesadelos. Meu coração começou a acelerar.– Quem é você? – Perguntei com a voz tremula.– Eu sou seu maior pesadelo, Kayla. Entregue todas as informações, agora. – Ele esticou o braço e um buraco se abriu em sua mão, dele saiu um cano preto com uma luz piscando. Só quando ouvi um barulho vindo daquela coisa que entendi que se tratava de uma arma. Abaixei e ouvi o disparo. O tiro bateu numa parede e foi ricocheteado, atingindo uma vitrine de uma loja, a fazendo se quebrar em milhões de pedaços.Meu coração estava batendo muito rápido em meu peito. Olhei para os lados em busca de ajuda, ninguém, tentei analisar as possibilidades de fuga. Se eu corresse, sou atingida. Se eu ficar parada, morro também. Droga, não tinha saída. Ele se aproxima de mim e a cada passo sinto uma facada no coração. Como pude ser tão burra? Esse sentimento foi muito repentino, ninguém da faculdade tinha se interessado por mim até aquele momento. Estava brava comigo mesma, deixei meu coração carente tomar as decisões e agora iria morrer. Merda, merda, merda.– Kayla Hank, filha de Catherine Hank, pela ordem 1.469 do Acordo você está presa.– O que? Que acordo? Presa? – Não estava entendendo nada. E o que a minha mãe tinha haver com tudo isso?– Eu não fiz nada. Eu nem sei do que você está falando? – Dei mais um passo para trás. Ele aponta sua arma/mão em minha direção e fecho os olhos. É o fim. Espero um som do disparo, mas ele não vem ouço um barulho diferente e resolvo abrir os olhos. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Peter, sim, Peter estava segurando uma arma diferente, que por sinal era gigante. Olho para John/robô e vejo um buraco na área que era para ser seu coração. Estava cheio de fios soltos e óleo escorria. Ele caiu se joelhos e congelou no lugar. Peter tinha acabado de matar aquela coisa.Ele se aproxima de mim e dou um passo para trás, ainda assustada.–Hey, calma- Ele tenta me acalmar. — Já acabou.– O que realmente está acontecendo nesse exato momento? – Perguntei.– Você. – Ele aponta para mim. – Está sendo caçada. E eu, – Ele aponta para si mesmo. — Estou te protegendo. Isso é tudo que você precisa saber agora.
– Caçada? Por quem? – Pergunto ainda tentando absorver tudo aquilo. Ele pareceu não ouvir minha pergunta e passou por mim e começou a andar na rua deserta.– Espera! – Falei tentando alcançar Peter. – Para onde você vai?– Você não está mais segura nesta cidade. Preciso de levar para outro lugar. – Parei e ele se virou para mim.– Desde quando você é minha baba? – Cruzei os braços. — Eu não posso sair daqui eu tenho uma vida nessa cidade.– Desde o momento que esse povo – Ele apontou para o robô já caído no chão. – Está tentando te matar. – Por que?– Sua mãe, ela era... – Mas ele parou e balançou a cabeça. – Agora não é o momento. Daqui a pouco esse lugar vai estar muito perigoso. Eles vão perceber que seu soldado não conseguiu cumprir sua missão.– Mas...E Lívia? Ela vai ficar preocupada comigo se eu não aparecer.– Você pode ligar para ela, avisando que irá viajar durante o fim de semana. Isso evitará suspeitas de sua saída repentina. – Ele falou aquilo como se já soubesse o que iria acontecer. — Agora, — Ele parou na frente de uma mini-van e abriu a porta. – Você vem ou prefere ser capturada por eles? — Suspirei derrotada. Nenhuma ideia que passava pela minha cabeça era melhor do que seguir Peter.– Está bem. – Falei no final. – Mas com uma condição. Você irá me explicar tudo isso que está acontecendo e você precisa me contar a relação da minha mãe com tudo isso aqui.– Ok. – Ele falou, impaciente. – Mas agora nós temos que ir. – Ele parecia desesperado para sair daqui o mais rápido possível. Entrei no carro. Ele fechou a porta e deu volta, sentando e pisou no acelerador com tudo.A chuva tinha voltado e perguntas vinham a minha mente a cada segundo. Receios, medos. Preocupada com tudo. Tentei afastar esses pensamentos e encostei a cabeça no vidro do carro. A cidade deu lugar ao campo, agora pequenas casas apareciam na vista, algumas arvores e animais faziam parte de paisagem. Desejei que tudo isso que tinha acontecido era somente um sonho. Fechei os olhos com força e adormeci com o balanço do carro na estrada.
Notas finais
Espero que tenham gostado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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