The tarot café
22 The world (Arnold Shortman)
Notas iniciais

Arnold sempre fora benevolente. Seu coração, tão grande que era capaz de florescer as mais belas palavras para aqueles que necessitavam — Arnold sabia realmente como era ser um bom amigo.
Ou um ombro amigo, na maioria das vezes.
E sinceramente, ele não conseguia se importar por muito tempo com as provocações de Helga — pois havia algo maior do que toda a benevolência que ele era capaz de oferecer, algo que o movia dia após dia.
Reencontrar seus pais.
E depois de longos anos, ele finalmente os encontrara. Claro que isso não fora da maneira como ele imaginara mas, se havia algo que o garoto não dispensava era uma boa aventura.
Ter seus pais, depois de quase se esquecer completamente de seus rostos, era algo que se assemelhava a um sonho. Um sonho que no começo ele tinha medo de acordar e que agora, agora ele mal conseguia conter a alegria em abrir seus olhos e saber que seus pais estariam ali, esperando por ele, prontos para fazer algo que apenas os pais poderiam fazer com seus filhos.
E Arnold se sentia completo, de uma forma estranha com a qual ele apenas imaginava.
Ser completo, ter a família completa, era apenas mais um começo para ele.
O começo de algo incrível, de algo promissor, de algo incrivelmente excitante!
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