The sweet home of Roosevelt.
1 Pertencendo um lar
Notas iniciais
Paris 1952, fazia uma manhã fria e alva de inverno, típica do mês de dezembro, às folhas das árvores estavam propositadamente secas, o parque da avenida estava cobertos por camadas de neve, e as pessoas que ali passavam, umas apressadas, outras caminhavam sem compromisso, e todas bem agasalhadas. Enfim, o branco predominava naquela próspera cidade francesa. Porém isso não impedia que a paisagem perdesse sua vida, muito que pelo contrário, a cidade era urbanamente romântica e toda aquela neve só fazia lembrar que Paris era linda de qualquer forma. Tudo na cidade assemelhava estar na sua perfeita ordem, da esquina sentia o cheiro da farta padaria, pães de todo tipos e gostos, mas próxima dali, morava um renomado professor e cientista chamado Robert Roosevelt, ele era casado com Tereza Roosevelt que estava grávida de oito meses. Na mansão dos Roosevelt, a beleza estava nos ramos de oliveiras, que estampavam as paredes pastéis, e do doce cheiro das flores vindas da estufa de vidro miraculosamente desenhanda, janelas em estilo rococó branca. Na porta da mansão, por volta das cinco e trinta da manhã, uma senhora grisalha encontra uma cesta na porta dos Roosevelt, a senhora era cozinheira da casa, achou estranho aquele objeto abandonado, então se prontificou em investigar do que se tratava, descobriu o suave tecido, e para sua surpresa havia uma criança. Sim! Uma linda menina de cabelos dourados que dormia tranquilamente, mesmo com o frio que fazia. A senhora levou a garota para dentro da mansão, passando pelas portas do fundo,por estar nervosa, agitou a cesta de uma certa forma que instantaneamente a garota acorda.
-mama! Mama! — gritava a garotinha.
-xíuuu! Minha criança, volte a dormir. — repreendeu a cozinheira, mas a criança parecia assustada, então o jeito era leva-la assim mesmo até a imensa cozinha. Chegando lá a senhor deposita a cesta com a criança na mesa.
-como é o seu nome? — falou a senhoria acolhendo a garota em seu braços.
-Mimi... — grunhiu a garotinha que aparentava ter três anos de idade.
- ninguém se chama "mimi". — docemente diz a senhorinha.
-Mimi... Mimi...mingal! — choramingava a garotinha.
-ah! Quanta tolice minha! Você está com fome! — a senhora de cabelos grisalho nunca teve um filho, era uma ex freira que largou suas responsabilidades por ter contribuído na guerra anos atrás.
- eu vou dar seu mingual, mas antes me diga seu nome. A menina tinha êxito em responder, ora parecia confusa, ora não se importava em responder, só apenas choramingava por comida.
-você não vai mesmo me responder, então faz assim: fica aqui quietinha, enquanto que faço seu mingual.
Então assim a velhinha fez. Porém, quando ela foi alimentar a pobre criança, a mesma já não estava mais em cima da mesa. Então a senhorinha,desesperada, procura pela garota. O dia estava apenas começado para o cientista Robert Roosevelt, um homem de aproximadamente trinta anos, de cabelos negros e olhos castanhos. Robert dotava de um charme intelectual, era bastante namorador, um perfeito cafajeste, além de gênio por natureza, Robert tinha sorte em relacionamentos, apesar de curtos, não tinha mulher que não o quisesse, pelo menos assim ele pensava, já que está situação situação muda quando Robert conhece Teresa Faraday , uma estudante da mesma academia que ele, tinha referências e também um histórico familiar fascinante de genialidades. Os traços em seus olhos eram marcantes, seus forte olhos azuis entravam em contraste com o seus cabelos negros, o suficiente para deixar Robert cheio de desejos de Tê-la pra si. O que não foi fácil. Especialmente hoje, Robert levanta da cama, mais cedo do que o costumeiro, termina suas necessidades. Passado pelo escuro corredor, dali foi possível notar que a porta do seu escritório estava aberta, Robert odiava isso, seu escritório era a única parte que ninguém poderia ter acesso, até na limpeza, única que poderia limpar o seu escritório era sua esposa, pois já havia acontecido de um projeto que fizera, foi roubado e sumamente plagiado. Robert adentrou o escritório, e para sua indignação suas coleções de livros renomados estava desastrosamente atirados ao chão.
-meu Deus! Que espécie de animal deve ter feito isso! — murmurou pra si mesmo.
E uma infantil voz cantarolava uma canção de ninar. Robert cuidadosamente se próxima do som e a vista uma garotinha de costa com aproximadamente três anos.
-então foi você! — falou Robert tentando surpreender-la.
E garota, apenas solta o livro, e vira para salda lo.
_ Oi tio tartaruga! — e voltou a cantarolar. A sensibilidade paterna fizera com que o moreno se encantasse com a garotinha de cachinhos dourados, ela não se importava com presença de estranhos, vestia um vestidinho camponês verde.
- você ainda não se apresentou. Como é seu nominhos? — disse Robert agachado.
- Trinã !
-Trinã? — Robert se perguntava como alguém poderia se chamar assim.
- você tem certeza?
-mama me chama assim! — disse a garota de olhos verdes.
Robert então resolveu esperar por suas respostas, uma criança não surgi assim do nada, enquanto que Trinã continuava a brincar com seus livros.
se passando poucos segundos, Robert ouvi um bater de porta.
-entre! — ordenou o moreno. Então surgira a Yolanda, uma senhorinha de oitenta e três anos, cozinheira da casa. — Senhor me perdoe, é que, eu tava dando o mingual dela e ela acabou sumindo. Digo que nunca mais isso irá acontecer! — disse em desespero.
- me diga, como é o nome dela? -Emilly — inventou Yolanda.
-Trinã! Meu nome Trinã! — repreendeu a garotinha inconformada.
- onde a senhora conseguiu essa menina? Pois que eu saiba, a senhora nem filhos tem. — investigava Robert. -é de uma vizinha, ela viajou e deixou a pequena Trinã comigo.
- persistiu Yolanda, mas seu olhar inseguro a denunciava.
- desculpe senhor, eu a encontrei hoje de manhã na porta dessa casa. Todos os dois fitavam a Trinã que brincava com um livro de física quântica.
-dê um banho e compre veste para essa menina, hoje ela é a sua responsabilidade, deixa a cozinha para a Odete. E assim aconteceu, Robert deu um bom dinheiro para custear as despesas.
O dia prosseguiu e o moreno ainda pensava na garota, Robert sempre sonhou em ter uma herdeira, havia apostado um alto valor que seu filho com Teresa seria mulher. Mas isso não aconteceu, após meses Robert e Teresa decidiram adotar Trinã, e mais tarde Robert nomeu Trinã de Lothringen Roosevelt (Loutrinã) que era um nome de origem alemã, ele achava Trinã um nome muito vulgar. Já Teresa, após da a luz a Luiz, gerou uma grande apatia da garota, pois enquanto que perdia noites cuidando do filho caçula do casal, Robert e Lothringen passavam muitas horas juntos, Trinã conquistava mais diretos na casa do que a própria Teresa, Robert só tinha mesmo olhos para seus filhos. Mas todo o sentimento de repulsa era maquiado, e assim seguiram os anos.
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