The story of Harley Q.Hearts: The Queen of Hearts

1 The story of Harley Q.Hearts: The Queen of Hearts


Notas iniciais
Espero que gostem!

Harley se perguntava o tempo todo por que precisava seguir o destino de seus pais e reviver o mesmo enredo chato que sua mãe: Lizzie Hearts, a rainha de copas. Pela terceira vez, afinal ao que sabia anos antes sua avó, a primeira Rainha de Copas, havia iniciado essa história: Uma rainha louca! Com um bordão interessante e que no final das contas é bastante solitária. Ela conhecia a história que iria viver de cor e sorteado. E não tinha realmente um final muito feliz para ela: Todas as suas amigas encontrariam um príncipe encantado –ou pelo menos a maioria- que iria lhes salvar de alguma bruxa maligna e viveriam felizes para sempre, Harley porém estava destinada a perder um combate contra afilha de Alistair Wonderland: Dinah Laurel Wonderland, e ser banida de seu reino com sua coroa sendo passada a uma rainha Branca. Nada satisfatório.

Ela queria viver sua própria história! Queria ser uma Rebel logicamente, isso era algo imutável para si, porém não desejava perder sua luta apenas porque estava escrito em um livro estupido. Não desejava ficar solitária até engravidar de algum rei qualquer e dar à luz uma nova princesinha ou principezinho que teria de cedo ou tarde protagonizar tudo aquilo de novo. Não sabia quem era seu pai, sabia apenas que quando a história terminou sua mãe voltou ao poder até que ela se repetisse –com dessa vez, Harley como uma rainha vermelha louca e má berrando para todos ‘’ cortem-lhe a cabeça!’’ – e que para isso precisou engravidar afinal gerar descendentes se tornara algo essencial para a continuidade das histórias.

Harley também se perguntava o tempo todo se alguém, além dela, notava o quão estupido e sem logica era aquilo: Porque raios precisavam continuar revivendo aquelas histórias? Não podiam apenas criar novas? Afinal, porque era necessário criar de fato histórias? Qual era a utilidade daquilo?

Mas ninguém parecia se importar muito com isso.

Quando sua mãe mandou-a para EAH –uma escola para contos de fadas, como eram chamados- ela não gostou muito. Foi algo necessário para sua proteção e Harley sabia disso, mas tornara-se impossível não notar as diferenças. Tudo diferente naquele outro mundo. No pais das maravilhas tudo era inesperado, magico! Cada esquina guardava algo novo: Pássaros que sabiam cantar em espanhol, caminhos que se moviam sozinhos e iam para os mais diversos lugares! Em EAH as coisas eram relativamente magicas, mas menos loucas. E Harley amava a loucura.

No primeiro dia de aula do ano descobriu com quem dividira seu quarto e talvez ali tenha sido de fato o começo de sua ruina: Pamela Isley Huntsman era a filha do caçador, apareceria em duas histórias e era ligeiramente Rebel e Royal. Em suas histórias ela faria coisas boas, mas sua vocação era totalmente do mal. A garota possuía a pele extremamente pálida, cabelos incrivelmente vermelhos e uma pontaria certeira. E para Harley foi amor à primeira vista quando a garota da floresta lhe sorriu docemente e estendeu um lírio logo após confirmar que seriam colegas de quarto:

—É uma flor muito bonita! Obrigada!

—Sabe o que quer dizer loirinha?

—Hunm...Não, eu acho que não.

—Eu te desafio a me amar.

E ela aceitou inconscientemente aquele desafio. Quando o filho da rainha má anterior também se revoltou contra toda aquela história de aceitar o destino e blábláblá ninguém ficou surpreso. O garoto, Bruce Wayne Quenn, só estava fazendo o mesmo que a mãe fizera e no final todos sabiam que ela tinha mesmo envenenado Apple White apesar de ninguém conhecer a verdadeira razão. Mas Harley quis se agarrar a luta do garoto: Era uma chance quem sabe de mudar a história e viver como sonhara, talvez com Red (como apelidara carinhosamente sua garota da floresta) a seu lado.

O Coringa era o neto louco do Chapeleiro original e não tinha nada em comum com sua mãe: Ele era mal, sedento por sangue e poder. E talvez por isso aproximou-se da princesa vermelha que lentamente cedeu a seus encantos, afinal sua caçadora parecia ter olhos apenas para certa princesa destinada a dormir por 100 anos. Vale dizer que Harley era simpatizante pela fada má que colocaria aquela princesinha irritante em sono profundo: Selina Kyle Thorn havia se tornado uma de suas melhores amigas. Elas tinham muito em comum! Ambas queriam a princesinha, Barbara, adormecida.

Ela não contou a ninguém quando os espancamentos começaram. Também não contou quando ele a estuprou pela primeira vez. Quem acreditaria? Ela era uma futura rainha louca –que pasmem, já possuía um alto proclamado rei– e gritava quase o tempo todo ‘’ Cortem-lhe a cabeça!’’ como se aquilo fosse um ponto de exclamação ou final. Ela dividia o quarto com a melhor amiga, caçadora, Pam. Mas a mesma parecia acreditar em suas explicações esdrúxulas.

Ou pelo menos era nisso que Harley acreditava, até que um belo dia a caçadora lhe seguiu as escondidas presenciando e parando um de seus espancamentos. Pamela bateu tanto no coringa naquela tarde que o garoto chapeleiro teve de ficar semanas na enfermaria. E a caçadora levou uma advertência e punição bem severa. Harley contou a verdade ao diretor mas muito pouco aquilo pareceu adiantar, o Coringa não podia ser expulso. E a caçadora ainda seria punida. Ele também, porem. Mas a princesa vermelha duvidava muito que aquilo fosse resolver seu ‘’ probleminha’’.

Harley gostaria de contar que as coisas melhoraram depois disso, que foi feliz para sempre com sua caçadora encantada e conseguiu mudar sua história. Ela gostaria, mas de fato ela não pode porque não é possível lutar contra os contos de fada e o destino já escrito para eles. Mas ela tentou, tentou muito. E até mesmo conseguiu ganhar o coração de sua caçadora para si! Naquela noite no dia dos namorados Red lhe deu um coração! Harley poderia viver por mil anos e ainda assim jamais iria se esquecer daquela noite: As luzes vermelhas por toda parte, todos os casais dançando na pista, o calor insuportável que fazia por conta daquele maldito vestido de copas; cada detalhe era recordado em sua mente como num filme.

Lembrava-se perfeitamente da mulher de cabelos vermelhos vivos parada a sua frente lhe tirando para dançar, do beijo trocado quando a dança chegou ao final tão lento e apaixonado...as mãos firmes dela em sua cintura, os lábios quentes e macios contra os seus, suas línguas afoitas batalhando pelo comando que no final a princesa acabou cedendo para a caçadora....aquela foi uma noite longa e cheia de revelações e ao final quando entraram juntas em seu quarto a caçadora entregou-lhe um coração em cartolina vermelho vivo com ‘’Para sempre sua’’ escrito na caligrafia perfeita que ela tão bem conhecia

_Meu coração é seu – ela dizia com voz doce abraçando sua cintura- Eu sou sua, enquanto me quiser majestade...

_Bem caçadora temos um problema...eu lhe quero para sempre!

E então veio o namoro. A felicidade estampada em seus rostos. Os milhares de beijos e promessas trocadas naquele quarto e aos redores da escola....

Novamente, Harley gostaria de dizer que deu tudo certo no final, mas não deu. Ela chora, muito e muito, quando a forçam a assinar sua página no livro. Ela grita, urra, implora para que não forcem-na a isso. Pra quem deixem ela ser feliz ao lado de sua caçadora. Mas os espíritos guardiões não se importam de fato com nenhuma felicidade real que não seja a dos humanos verdadeiros que necessitam dos contos de fada.

—Mamãe, Troy está chorando de novo.

Uma vozinha doce lhe tira de seus devaneios e ela volta seus olhos para a garotinha a sua frente. Harley odeia a sua história. Odeia ter sido forçada a viver uma reprise falha de um conto tão antigo quanto o universo. Harley odeia que tenham tirado de si a sua tão amada caçadora. Ela odeia muitas coisas. Mas não consegue evitar pensar que ao final valeu a pena quando Lucy, sua filha de 5 anos de idade a olha com os grandes e brilhantes olhos azuis reclamando sobre seu irmãozinho menor, Troy de sete meses. Harley gostaria que eles fossem seus filhos com Pamela. Ela imaginou milhares de vezes qual final sua caçadora poderia ter tido: Se teve seus próprios descendentes, se foi ao menos um pouco feliz... Ela imagina que teriam sido ótimas mães juntas em outro universo. Imagina todos os dias Isley sentada ao seu lado no trono rindo de suas piadas sem graça e lutando contra qualquer louco que ousasse lhe fazer mal. E quem sabe juntas poderiam ter mantido o trono e vencido Dinah. Mas não se pode fugir do destino e a seu lado agora ela tem o Coringa. Aquele maldito chapeleiro que lhe bateu, estuprou e quase matou diversas vezes em sua juventude. E ainda hoje ele lhe bate algumas vezes. Mas Harley se defende e bate nele de volta para proteger os filhos.

Lucy também não quer repetir a sua história, ela diz isso a Harley quando estão parada na frente de EAH. Harley é uma mãe melhor que sua mãe foi, ela faz questão de acompanhar a filha até aquele lugar repleto de lembranças em seu primeiro dia. Talvez por um desejo oculto de reencontrar mesmo que brevemente seus velhos amigos, e a caçadora que ainda ama; ou apenas por instinto maternal.

_Você não pode fugir do seu destino, querida. –ela diz com voz doce a menina de cabelos loiros levemente escuros e grandes olhos azuis que agora tem onze anos- mas você certamente pode tentar.

E sorri beijando sua bochecha. Ela deixa a filha no mesmo lugar onde descobriu quem seria sua parceira de quarto e sorri ao ver uma mocinha usando roupas semelhantes às que sua amada usava no primeiro ano.

_Oi sou a Lucy! A filha da rainha de copas!

Sua filha diz para a garotinha estranha num tom amável e amistoso.

_Sou Rose, filha da caçadora.

Harley não diz nada, ela já se despediu de sua filha e caminha para o seu carro. Fica imaginado se a história vai se repetir novamente, talvez com um ou dois personagens novos. Troy vai ser o próximo chapeleiro maluco e ela reza para que ele não seja como o pai. Lucy vai ser uma ótima rainha.

Mais uma vez Harley odeia muitas coisas mas existem três que ela ama incondicionalmente e sabe que independente do que aconteça sempre ira amar: seus filhos Lucy e Troy, e sua caçadora Pamela Isley Huntsman.

Notas finais
Porfavorzinho comentem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!