Você é o centro do meu Universo. E eu sou apenas um astro que orbita ao seu derredor, dentre tantos outros.

É de fato deveras aliciante. Quero dizer, você. Porque todos te estimam. Não obstante que pense o total contrário disto – mas fala sério. Pode até ser genuíno que nem todos sejam capazes de vislumbrar sua amplitude, o que acho custoso de acreditar, mas é o que dizem por aí. “Muitos veem, poucos enxergam”, ou algo assim. É à vista disto que fio-me ser difícil de te ver de maneira medíocre. Talvez porque você não encontre-se em um ambiente de abundante esperança, crê que ninguém te ache relevante. Eu digo que todos espontaneamente te prezam. É inverossímil não o fazer. Aqui, você não é nada menos que o âmago de uma galáxia inteira. Aqui, você é o meu Sol. E todos os outros planetas, corpos celestes e astros estão fervorosamente almejando um pouquinho da sua luz. Você brilha. Você é o integro possuinte de nossa atenção e é quase como se todos nós estivéssemos morrendo por um bocado da sua. É quase como se nós estivéssemos obsecrando e ambicionando arrebatadoramente por algum misero fragmento de você.

As pessoas o carecem de tanto que as cativa. Elas anelam por significar algo para você. Jamais vi alguém com semelhantes atributos e peculiaridades. Jamais vi alguém que reverberasse tanto quanto. E você puramente não considera-me nem um pouco. Eu não passo de mais um corpo celeste imparcial e indolente. E pouco importa, também.

Você não tem olhos para nenhum de nós.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!