The soundrack of our hearts
1 Dia 1 - Pro dia nascer feliz
Notas iniciais
Eu adoro essa música e amei escrever esse capítulo! Espero que gostem também ♥
Renji estava sentado no chão da varanda do quarto de Rukia, com as pernas cruzadas em posição de índio. Sorria levemente enquanto contemplava as estrelas, sem se importar com o frio que lhe castigava o peito desnudo e bagunçava seus cabelos ruivos, agora soltos. A única coisa com a qual se importava naquele momento, além de Rukia, que dormia calmamente dentro do quarto, era esconder seu reiatsu para que os guardas da mansão Kuchiki (ou Byakuya, o que seria pior) não percebessem sua presença.
Estava sentado ali há mais de meia hora. Mesmo cansado devido a tudo que fizera com Rukia, não tinha sono. E para não acordá-la com seu jeito desastrado, decidiu deixá-la sozinha no quarto, para que ela pudesse dormir em paz.
Enquanto olhava as estrelas no céu da madrugada, refletia sobre tudo que vinha acontecendo consigo há alguns meses. Sentia-se feliz. Toda aquela angústia que dilacerava seu peito por não ter ido atrás de Rukia quando a mesma foi adotada pela família Kuchiki se esvaíra no momento em que ela o perdoara e passara a mostrar outro tipo de interesse além da amizade. As coisas finalmente estavam dando certo para ele.
Claro que as coisas estarem dando certo para ele tinha também suas implicações. Enquanto ele e Rukia não pensassem em um jeito de contar para Byakuya que estavam juntos, tinham de se encontrar às escondidas. Tudo bem que se encontrarem de madrugada, dentro da mansão Kuchiki e ainda mais no quarto de Rukia era um grande risco. Mas enquanto estivessem felizes, não importava.
– Renji. – Virou-se ao ouvir seu nome ser docemente pronunciado por Rukia, que acabara de se levantar.
Observou-a caminhar devagar, encolhendo os ombros e cruzando os braços à frente do corpo. Sorriu e sentou-se ao lado dele, passando, também, a contemplar o céu, fascinada com as estrelas. Estava tão bonita que Renji não conseguiu evitar de sorrir.
Renji a abraçou, ao perceber que ela tremia por conta do frio. Não disseram nada, pois nada precisava ser dito. Assim ficaram, cerca de dez minutos, até Renji perceber que o céu da madrugada começava a clarear e era hora de ir.
– Oe, Rukia... – Disse, atraindo a atenção dela – Já está na hora de eu ir.
Ela não reclamou ou deixou transparecer insatisfação, apenas assentiu e soltou seus braços dele, esperando que ele se levantasse, para se levantar em seguida. Por mais que quisesse que ele ficasse, sabia que era necessário. E estava feliz.
Observou-o entrar no quarto e vestir suas roupas calmamente. Voltou alguns minutos depois, com os cabelos amarrados em um rabo-de-cavalo alto e sua espada em mãos. No horário e nas circunstâncias em que saía, não arriscava sair desarmado.
– Renji... – Disse Rukia, enquanto ele se aproximava da sacada – Tome cuidado.
– Não dá nada. – Disse Renji, com um sorriso divertido nos lábios – A gente se vê mais tarde, ok? Vê se dorme um pouco.
Rukia apenas sorriu, assentindo. Renji aproximou-se, levando uma das mãos até a cintura de Rukia, e a outra até sua nuca, abaixando-se um pouco para beijá-la.
Três batidas na porta.
– Rukia. Abra a porta.
A Kuchiki mais nova arregalou os olhos ao ouvir seu nome ser chamado por Byakuya do lado de fora do quarto. Olhou para Renji, que, também assustado, já tinha subido na sacada, pronto para pular para o muro da mansão e ir embora. Seu coração acelerou.
– O que eu vou fazer? – Perguntou Rukia, sussurrando, desesperada.
– Ele deve ter vindo por causa do barulho. Diz que estava com insônia, foi levantar e acabou tropeçando, algo assim. – Respondeu Renji, também sussurrando – A gente se vê.
Renji inclinou-se e deu um selinho em Rukia antes de pular para o muro da mansão, e em seguida, para os telhados das construções espalhadas pela Sereitei. Escapara daquela, mas precisavam tomar mais cuidado. Apesar de tudo, estava feliz.
Porque certamente, voltaria. Aquela não seria a primeira nem a última vez. E enquanto voltasse, o dia sempre seria feliz.
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