The price of life
1 Capítulo 1 - Expensive Memories
Notas iniciais
Todos aqueles que terminam suas vidas no mundo terreno são guiados pela Costa de Yomotsu Hirasaka, também conhecida na tão falada Odisséia como o País dos Cimérios, pela fila que os levará ao imenso buraco que só possui um destino... O Reino de Hades O Invisível, o Inferno. Diante do infame portão que traz a mensagem terrível "DEIXAI TODA ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS" eles devem passar, e aguardar para que o barqueiro Caronte de Aqueronte, a Estrela Celeste Espacial, os venha buscar. Então, na Morada do Juízo, eles serão julgados pelo subordinado do Juiz Minos, Lune de Balron a Estrela Celeste Sábia, sendo guiados para os seus respectivos círculos ou prisões onde ficarão para o resto da eternidade.
Nossa história, leitor, se inicia em uma das prisões para onde os condenados são enviados... Além do Vale da Ventania Negra e da Casa de Cérbero, há um desfiladeiro por onde vários condenados empurram pesos enormes como pedras incessantemente para sua frente, sem descanso e quando se chocam, gritam furiosamente uns contra os outros as seguintes frases:
-POR QUE GASTAIS?
-POR QUE JUNTAIS?
Essas pobres almas são observadas pelos olhares atentos de dois espectros do Imperador Hades... As Estrelas Celestes da Derrota e do Chifre, Iwan de Troll e Rock de Golem. Mas, estes espectros não passam de meros subalternos que respondem ao verdadeiro guardião daquela prisão... O único homem entre os espectros de Hades visto em posição de igualdade perante o próprio deus, como seu sócio e o guardião de seu trono. Seu nome, Thales de Pluto, a Estrela Celeste da Escuridão. Ele, ao contrário de seus subalternos, não ficava por perto a observar... Ele possuía seu próprio palácio na forma de uma estátua do deus Pluto, entranhado na montanha direita do desfiladeiro em um ponto fora das vistas mais abertas. No interior do palácio, no salão do Peitoral, eis que nosso protagonista se encontrava em seu trono dourado, com uma taça feita do mesmo material em mãos e cheia de vinho tinto e o olhar de pupilas cinzentas parado, fitando o vazio, perdido em pensamentos. Sua serva principal, Mégara, o olhava um pouco preocupada por não saber o que fazer naquele momento. A mente de Thales se perdia em suas próprias memórias, enquanto ele bebericava um pouco mais do vinho.
-Tantos séculos se passaram desde o fim de minha vida... E mais uma vez, tudo me retorna.
Aqueles olhos cinzentos se fixaram na parede dourada, mas pareciam não vê-la ali. Logo a mente do Regente do Submundo viajou séculos atrás, perdendo-se nas memórias de sua vida humana, nos gritos de terror que precederam o começo do fim... Tudo aquilo em, ironicamente, também um desfiladeiro, fora dos limites de Tebas, na Grécia Antiga.
-SOPHIA! CALÍOPE!
-PAPAI! PAPA---
-NÃO! MEU BEBÊ NÃO... NÃO! THALES ME AJU-- GWAAAAAAAAAAARGHHHH!
-SOPHIAAAA! MALDITO... EU VOU BEBER DO SEU SANGUE NO SEU CRÂNIO! ARGH... NÃO... OH ZEUS ME AJUDE POR FAVOR!
-Zeus não virá ao teu socorro, rapaz... Mas eu posso lhe ajudar.
-Q-quem está aí?
-Eu sou Pluto... Deus das Riquezas. E o escolhi para ser meu emissário, aquele que receberá minha surplice... O Regente do Submundo.
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