Nada poderia ter resultado em mais ira em Yashiro do que a sugestão esdruxula de simplesmente ignorar tudo e seguir com um trabalho idiota que nem se lembrava mais. Naquele momento outro sentimento havia tomado conta de si, estava cansado de tentar entender o que havia de errado com Momo pulando de perguntas sem respostas para sentimentos sem explicação em um jogo rotundo e cansativo.

Impaciente, empurrou e viu o namorado cair sentado sobre a cama quando conquistou o espaço que o outro parecia proteger arduamente. O quarto de Momo não era nenhum exemplo de organização e limpeza, mas ficou completamente claro para si que o alvo de tanta “proteção” era uma sacola de papel deixada entre a cama e mesinha.

Assim que passou a mão pela alça de fita larga e ergueu a sacola, Yashiro reconheceu o logo da marca na sacola delicada. Sem olhar o conteúdo, a sacola foi erguida ao nível dos olhos entre os dois meninos enquanto Yashiro permitiu que sua cabeça pendesse para o lado em um sinal absolutamente claro de dúvida.

“Isto é para mim?”

“Foi por impulso.” Jurou, tentando colocar em seu rosto alguma expressão que fizesse Yashiro ponderar sua reação àquilo.