The new girl
25 Capitulo 24 - Esperanças!
Notas iniciais
*DAMON*
Os pais de Elena ficaram em minha casa por mais alguns minutos, e só então foram embora.
Prometendo que daria tudo certo, e que logo eu poderia ver a Elena de novo.
– Cara, a Miranda é incrível! — Klaus fechou a porta e veio se sentar no sofá novamente.
– Klaus? — chamei.
– Sim!
– Eu vou ser pai! — eu estava deitado no sofá encarando o teto.
– Isso é uma coisa ruim?
– Claro que não. — sentei-me — Eu vou ter um filho com a mulher da minha vida. Sabe o que é isso? A natureza tá me dando a chance de ser feliz de novo. Tudo o que eu não vivi com a Katherine, estou tendo a chance de viver agora com a Elena.
Eu sabia que eu estava parecendo um bobo e falando coisas ate sem sentido. Mas não me importava. Eu era o homem mais feliz do mundo.
– Parabéns cara! — Klaus me abraçou. — Temos que comemorar!
– Nada disso! Não tenho cabeça pra essas coisas.
– Qual é? Rebekah e Caroline vão adorar saber que vão ser tias.
– Tudo bem! Chama todo mundo pra cá depois do expediente. Vou pedir a Sheila que prepare um jantar. Não vou à empresa hoje. Tome conta de tudo lá por mim. Eu preciso pensar.
– Tudo bem!
– Klaus, só mais uma coisa! Não conte nada a ninguém, tudo bem? Eu mesmo quero contar.
– Certo senhor Salvatore. Agora o dever me chama. — ele saiu radiante pela porta.
Eu vou ser pai. Eu vou ser pai. Meu Deus! Eu vou ser pai.
Minha vontade era de pegar o primeiro avião para Alemanha e buscar a Elena. Tirar a minha mulher das mãos daquele... Melhor nem comentar o que ele é.
Será que Sheila acharia estranho, uma pessoa da minha idade sair cantando e pulando pela casa?
*ELENA*
Cada dia que se passava era um inferno pra mim. Não sabia o que estava acontecendo com meus pais, meu irmão, com a empresa e principalmente com o Damon.
Será que ele havia achado uma namorada? Será que estava feliz? Será que ele acreditou em minhas palavras?
Claro que acreditou né Elena? Ele não tentou te ligar, e nem te procurou mais.
Vai ver é melhor assim. Pelo menos ele não está sofrendo.
– Elena, abre a porta! — eu estava sentada no sofá e bateram na porta de entrada, Elijah mandou que eu fosse abri-la, mas eu não me mexi. Estava com uma dor forte acima da barriga.
Bateram na porta mais uma vez.
– Eu não estou falando com você Elena? — Elijah veio furioso da cozinha.
E para minha surpresa, ele estava com uma faca na mão.
Eu fiquei sem reação. Ele não podia machucar o meu bebê.
– Eu estou com dor! — falei devagar e lágrimas já rolavam em meu rosto.
– Está com dor? Que tal sentir dor de verdade? — ele estava furioso.
– Não Elijah, por favor!
E sem que eu pudesse dizer mais nada, ele avançou pra cima de mim e bateu com a faca em meu rosto. Não com a parte que cortava. mas com a pancada forte, senti que ia desmaiar. E quando coloquei a mão em meu rosto, senti o sangue descer pelas minhas mãos.
*DAMON*
Parece que essa semana foi a mais demorada.
No jantar com o pessoal da empresa, eu me senti bem pela primeira vez em meses.
Foi engraçado. Todos estavam curiosos.
E quando eu soltei para eles que Elena estava grávida, e que o filho era meu, eles ficaram malucos.
Caroline e Rebekah correram para meus braços. Como Klaus havia previsto.
Mas como nem tudo na vida são flores, a tensão voltou logo após o jantar e permaneceu até hoje.
Era sexta feira. Klaus já havia conversado com a polícia e eles acharam um plano arriscado, mas estariam do nosso lado.
– Damon e sua mania de ficar andando de um lado pro outro. — Alaric revirou os olhos.
Eu havia contado pra Alaric também claro. Meu melhor amigo não ficaria sem saber disso.
Ele estava sentado no sofá com Klaus ao seu lado.
– Senta Damon. Os pais da Elena ainda estão no aeroporto, por favor. — Klaus pediu.
– E se der errado? É a vida do meu filho. Da minha futura esposa.
– Esposa? — Alaric perguntou surpreso.
– Claro que sim! Ou você acha que eu não vou pedi-la em casamento?
– Só pensei que você não fosse querer casar tão cedo de novo.
Nos encaramos por uns segundos e então eu voltei a andar de um lado pro outro da sala.
*ELENA*
Após Elijah me bater à primeira vez, ele tornou isso um ato costumeiro.
Sempre que ele me ordenasse a fazer alguma coisa e eu não fizesse, ou o desobedecesse, ele me batia.
Ontem à noite, Matt estava aqui com Jules, e ele os mandou embora. Matt tentou relutar falando que não ia, mas isso só fez a raiva de Elijah aumentar. E ameaçou me bater caso eles não fossem.
Eu não estava mais aguentando viver nesse inferno.
Se eu ainda lutava, era por causa do meu filho.
Meu pequeno Damon.
Eu imaginava que fosse um menino. Um lindo menino. Uma cópia fiel do Damon. Sem nenhuma intromissão minha.
Era sexta à noite. Elijah estava cozinhando e eu estava deitada no sofá. Sentindo mais dores que o normal. Mas nunca cheguei a contar nada pra ele.
A campainha tocou. E Elijah foi atender dessa vez. Ainda bem.
Senti um sorriso nascer em meu rosto quando ouvi a voz da minha mãe.
– Elena filha, você não imagina o que aconteceu! — ela veio ao meu encontro.
– O que foi mãe? — perguntei preocupada.
– Seu irmão querida, está no hospital e quer vê-la.
– Mas o que aconteceu? — perguntei.
Minha mãe ainda estava abraçada a mim.
– Vocês não podem leva-la. — Elijah interferiu.
– Como não? Somos pais dela. E o irmão precisa dela por perto.
– É uma longa historia querida! — mamãe tentou me acalmar.
Eu já chorava nos braços dela. A gravidez me causava isso.
– Desculpa senhor Grayson. Eu só fico preocupado com a Elena. — Elijah tentou se desculpar.
– Preocupado por quê? — meu pai perguntou.
– Ela esteve doente, e... — ele mentiu.
– E você não nos contou nada? — meu pai veio até mim. — Vá com sua mãe querida. Arrume suas coisas pra irmos.
Olhei para minha mãe e ela me ajudou a levantar.
– E você — ele olhou para Elijah. — Não se preocupe! Cuidaremos dela enquanto ela estiver conosco.
E para minha surpresa, Elijah não disse uma palavra sequer. Só me olhou com fúria nos olhos, como se estivesse me avisando o mal que ele poderia me causar caso eu contasse alguma coisa.
E eu só assenti para ele. Como se lhe prometesse que não diria nenhuma palavra.
Fale com o autor