The new girl
11 Capitulo 10 - Apaixonado!³
Notas iniciais
*DAMON*
– Como? – foi tudo o que Klaus conseguiu falar.
– Estou apaixonado por Elena Gilbert! – repeti.
– Secretária do Stefan? Namorada do Elijah? – ele ficou pensativo e eu assenti. – Não! Não podemos estar falando da mesma pessoa
– Klaus, é serio!
– Primeiro: é muito difícil acreditar que você Damon, esteja apaixonado. Segundo: ela é namorada do meu irmão cara. Jura?
– Eu não tive culpa Klaus. Eu... Eu... – me faltaram palavras.
Klaus inclinou a cabeça pra trás e fitou o teto.
– Lembra quando me apaixonei pela Caroline? – ele ainda olhava para o teto.
Assenti. E me dei conta de que ele não estava me vendo.
– Sim. Lembro. – sussurrei.
– Ninguém dava nada pelo nosso namoro. E aí noivamos e casamos. E calamos a boca de muita gente.
– Sim! Isso foi incrível. – sorri lembrando-me do garanhão que Klaus era.
Ele finalmente levantou o olhar pra mim.
– Sabe? Elijah é meu irmão. Mas eu nunca o vi casado com Elena. – aquilo me fez arregalar os olhos e Klaus sorriu. – Por isso meu amigo, se você ama a Elena, lute por ela. Faça o que voc~e achar que deve ser feito.
– Ah Klaus... – levantei para abraça-lo.
– E se precisar de ajuda, conte comigo. Sei que vocês serão felizes e Elijah vai achar alguém que realmente o ame de verdade.
Klaus e eu ficamos ali conversando futilidades da vida e sorrindo, até que um telefonema nos atrapalhou.
Era o telefone da minha sala.
Atendi. Era Elena. Minhas mãos suaram e meu coração acelerou.
Quando desliguei, Klaus soltou uma gargalhada.
– Que foi? – perguntei desentendido.
Ele colocou a mão na barriga e sorriu por mais alguns segundos enquanto eu o encarava.
– Você está realmente apaixonado!
Levantei da minha cadeira e toquei seu braço.
– Obrigado por me falar o que já está obvio pra mim.
Ele sorriu ainda mais.
– Vem! Temos reunião. – abri a porta e esperei ele sair.
Elena estava lá fora, sentada em sua mesa, no celular, sorrindo.
Elijah. Presumo.
– Elena, vamos para uma reunião. Cuide de tudo por mim. – pisquei pra ela.
Ela desligou a ligação rapidamente e sorriu abertamente enquanto saíamos da sala.
– Tive uma ideia! – os olhos de Klaus brilharam.
– Estou ouvindo. – chamei o elevador.
– Porque você não deixa a Elena casar com o Elijah e vocês viram amantes? Não seria mais emocionante? – ele estava empolgado.
– Primeiro: porque eu quero a Elena pra mim. Pra chamar de minha! E segundo: seu filho da mãe, o Elijah é seu irmão! Tenha compaixão. Por favor!
– Você sabe que você é mais meu irmão que ele! – entramos no elevador.
Não tinha ninguém e Klaus me abraçou fingindo chorar.
– Klaus, para! – sorri o empurrando.
– Na boa, Damon, você merece a Elena. E o Elijah se vira depois pra arrumar outra. Ver Damon Salvatore apaixonado é raro meu querido. – ele sorriu.
– Queria que o Elijah pensasse assim. – sorri junto com ele.
– Vai dar tudo certo! – ele colocou a mão em meu ombro.
Saímos do elevador e nos dirigimos a sala de reunião.
*ELENA*
Damon passou o resto da manhã em reunião.
Elijah me ligou umas duas vezes, me oferecendo uma lista de coisas que poderíamos fazer, e aquilo, estava me irritando.
Resolvi sair para o almoço mais cedo. Precisava esfriar a cabeça. E esquecer Damon. E Elijah. Por alguns minutos.
*DAMON*
Quando a reunião acabou, dei graças a Deus que Alaric já estava lá em baixo me esperando pra almoçarmos. Ele me acalmava. E por mais absurdas que fossem as suas ideias eram as melhores.
Tentei descer o mais rápido que pude. Estava cansado de tanto trabalho.
– Pensei que não viria nunca! – Alaric desencostou-se de seu carro e me puxou pra um abraço de lado.
– Muita reunião. Desculpa.
– Eu entendo! Perfeitamente! – ele sorriu e entrou no carro.
Imitei seu gesto.
– Pra onde vamos? – perguntei.
– Restaurante da esquina. – ele me olhou por uns segundos. – Acha mesmo que eu, Alaric Saltzman, curioso como estou, iria para um lugar longe?
Eu sorri alto. Alaric não conseguia se controlar quando não sabia logo das coisas.
Alaric estacionou o carro e logo escolhemos uma mesa. O garçom veio até nós e pedimos o almoço.
– Comece a falar. Anda!
– Será que não dá pra perguntar: “Damon, você está bem?”, ou “Como está o seu dia Damon?”. – lancei-lhe um olhar sínico.
– Não! Não da! Agora fala!
Comecei contando a história desde o dia em que ele me aconselhou a chamar a Elena pra sair, e cheguei até hoje pela manhã, quando Elijah nos surpreendeu com uma ligação, depois de uma noite incrível.
– Me diz o que essa mulher tem pra te fazer ficar bobo desse jeito? – ele tinha um sorriso divertido no rosto.
– Eu não sei Alaric! Juro que não sei! – passei a mão no cabelo.
– Tive uma ideia! – ele chamou o garçom e pediu a conta.
– O que? – o olhei pagar a conta, e ele não respondeu.
Alaric levantou de sua cadeira e eu o segui até o carro.
– Qual é sua ideia?
– Vem comigo Damon!
Entramos no carro e Alaric dirigia devagar, olhando várias lojas pelas quais passávamos.
– Me conta Alaric!
– Não! – era tudo o que ele dizia.
Andamos por mais algumas ruas e Alaric finalmente parou o carro.
– Perfeito! – ele encarava uma lojinha. – Me espere aqui!
Antes que eu pudesse sair do carro, ou falar alguma coisa, Alaric já estava do lado de fora e trancado o carro comigo dentro.
Respirei fundo e passei a mão no rosto.
O que será que Alaric estava aprontando?
Será que fiz certo em contar-lhe de Elena?
Antes que pudesse me arrepender de ter contado a ele, Alarico voltou sorridente, escondendo algo em sua costa.
Quando ele abriu o carro, finalmente pude ver.
Alaric tinha em suas mãos, uma caixa de bombom e flores.
– Alaric... – fiquei sem palavras.
– Pense nas coisas mais bonitas que conseguir e se declara pra Elena. – ele me entregou a caixa de bombom e as flores. – Mas antes de falar, dê isso a ela. Vai amolecer seu coração facilmente. – ele fez um arco e flecha com as mãos no ar, imitando um cupido.
– Eu não vou conseguir Alaric. – suspirei.
– Ah sim! Você vai! – ele começou a dirigir. – E pensa nas palavras! E rápido. Chegaremos a sua empresa em menos de dez minutos.
As palavras de Alaric ecoavam na minha cabeça.
Deus! O que eu diria?
Como Elena reagiria?
Eu estava perdido.
Não sabia o que fazer.
Muito menos o que falar.
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