The new fary tale
1 Capítulo 1- O Reinício
Notas iniciais
Em uma quinta-feira, dia 10 de setembro, um jovem vagava pela rua em meio a uma tempestade procurando um lugar para ficar... Este jovem era Douglas, recém chegado em Today, uma cidadela localizada em um país muito longe.
Douglas tinha apenas 16 anos, vagava pelas ruas na tempestade por que naquele dia fugira de casa, seu pai era pedófilo e constantemente abusava do menino, mas naquele dia o menino conseguira fugir. Correu tanto que não sabia em qual rua estava, para todos os lugares que olhava não encontrava ninguém. Continuou a andar e encontrou uma floresta, decidira passar a noite ali pois teria ao menos um lugar para dormir naquela noite. Entrou na floresta e procurou uma árvore que tivesse a copa grande, por ser de noite ele já não sabia mais em qual parte da floresta estava, mas sabia que qualquer lugar era melhor do que a casa de seu pai. Deitou-se abaixo de uma árvore, encosto a cabeça na raiz da árvore e adormeceu rapidamente.
Douglas acordou com o cantar dos pássaros, sentiu aquele doce cheiro da manhã. Levantou, sentia-se renovado, o cantar dos pássaros eram calmantes para quem sempre gritava e ninguém ouvia. Ao olhar para cima percebeu que a árvore que o acolhera era uma macieira, linda e cheia de frutos. Pegou um daqueles para café e comeu. Abriu a mochila que carregava e reparou que todos os aparelhos eletrônicos que guardara estavam molhados, perda total a todos... Não se deixou abater, afinal agora recomeçaria a vida, largou todos os aparelhos no chão e encheu a mochila de maçãs, deu uma alongada e seguiu o seu caminho. Não voltaria mais a antiga cidade pois sabia que se continuasse lá encontraria seu pai.
Ergueu a cabeça e segui adentrando cada vez mais na floresta, andou...andou...andou... e não encontrava nada além de mais árvores. Já se encontrava muito cansado, avistou um castelo em meio as árvores, era sua chance de descansar, naquele instante conseguiu forças para correr, o castelo era lindo, era todo branco e dourado. Aproximou-se do primeiro portão e a por imediatamente se abriu, ao passar encontrou um lindo jardim repleto de rosas.
Após passar pelo longo jardim chegou na porta central, aquela porte devia ter no mínimo uns três metros.
–Para que isso tudo? Estamos no século XXI, qual a necessidade de uma porta dessas? – pensou
Não quis nem saber abriu a porta e entrou no castelo. Como era lindo! Para todos os lados que se olhava encontrava coisas de ouro, começou a estranhar o fato de ninguém nem comentar daquele castelo na cidade onde morava. Era tão lindo e tão bem cuidado que Douglas até estranhou o fato de não ter ninguém nele.
Encontrava-se no centro do pátio principal. Começou a escutar vozes que não sabia de onde vinham:
–Ele entra assim em nosso castelo e nem ao menos se deu ao trabalho de bater na porta1 Que abusado!
–Ora Harry, seja paciente, o rapaz é nosso convidado
–Não quero saber Pierre! Como ele encontrou o castelo? Será que o feitiço da velha já acabou?
–Se tivesse acabado não estaríamos na forma em que nos encontramos!
–Olá! Tem alguém aí – gritou Douglas
–Quer saber Harry, se você não o recebe, então eu vou!
Pierre saiu da estante em que se encontrava
–Com licença messiê, seja bem-vindo ao castelo!
–Quem está falando isso? Onde você está? –Douglas olhou para todos os cantos mas não encontrava ninguém.
–Aqui em baixo!
Douglas abaixou a cabeça e avistou uma pena.
–Meu deus1Estou muito cansado, estou até vendo penas falarem...
–Não é ilusão do seu cansaço senhor, prazer meu nome é Pierre de la Plume, ao seu dispor...
–Prazer, mais como você consegue falar sendo apenas uma pena para escrita?
–Não é do seu interesse – Harry saltou da estante – Não é para você estar aqui! Não é bem vindo
–Nossa que interessante, além de uma pena, um livro que fala! – Douglas falou demonstrando interesse
– Harry não fale assim com o nosso hóspede! Senhor?
–Douglas!
–Sim, senhor Douglas este é Harry Bookman. Meu chefe...
–Sim sou seu chefe e ordeno que leve o garoto para fora agora! Antes que o amo veja...
Naquele instante veio uma correnteza de ar frio, as janelas se fecharam junto com a porta pela qual Douglas passara ao entrar no castelo. Pierre e Harry correram para lados opostos deixando Douglas sozinho
–Gente! Cadê vocês?
–O QUE FAZ EM MEU CASTELO? – uma voz forte e que pode ser comparada a de um cachorro adentrou os ouvidos de Douglas
–Quem está aí?
–O QUE VOCÊ FAZ EM MEU CASTELO? NÃO MERECE ESTAR AQUI! E NEM DEVERIA ESTAR!
–Perdão senhor pelo meu intrometimento, mas eu precisava de um descanso.
–QUERES DESCANSO?
–Sim senhor. Apenas isso...
–Então terás descanso!
Sentiu alguém lhe puxando por trás, não conseguira avistar o que era mas sabia que era algo muito grande.
–AGORA PODERÁS DESCANSAR A VONTADE, NÃO DEVIAS TER ENTRADO AQUI SEM SER CONVIDADO, IRÁS PARA O CALABOUÇO. HARRY E PIERRE SAIAM DE ONDE ESTÃO!
–Sim messiê
–Leve-o as masmorras, não, esqueça! Leve-o para o quarto de convidados.
–Sim senhor! – disse Harry se apressando em puxar o garoto
–Eu não quero ir para lá, me solte Harry
–CALA A BOCA! AGORA FAZ PARTE DE MEU CASTELO, PASSOU POR AQUELA PORTA É MEU! VÁ PARA O QUARTO E SE ARRUME POIS HOJE SERÁ MEU CONVIDADO DE HONRA NO JANTAR
–Não estou a fim de jantar
–NÃO TE PERGUNTEI SE ESTÁ COM VONTADE, EU ORDENEI!
–Oras seu...
–VÁ AGOOOOOORA!
Harry e Pierre correram e o menino foi atrás, o grito do monstro era tão forte que o assustara. Subiram as escadas e viraram para a direita correndo. Após ver que já estava longe do monstro diminuiu os passos
–PIERRE E HARRY! Diminuam o passo por favor...
–Perdão messiê
–Vou te matar! Sua maldita pena de quinta! Vou acabar com você – Harry falou voando para cima de Pierre
–Pode vir seu livro de bolso! – Pierre gritou em resposta
–Parem com isso agora! E me expliquem o que está acontecendo
–Simplesmente, esta pena que é deveras burra fez mais uma besteira. Eu disse para tira-lo daqui antes que o amo chegasse, agora o garoto ficará preso por sua culpa
–Et la culpabilité (culpa) est de moi?
–Não venha falar essa língua comigo seu francês de araque! A culpa é toda sua por ter deixado ele ficar neste castelo – Harry disse em tom de reprovação
–Bien, messiê não discutiremos isso agora, vou apresentar-lhe o quarto
–Eu não quero saber de quarto, QUERO SAIR DAQUI E AGORA!
– Senhor, já que agora é efetivamente deste castelo não poderá sair, por favor nos siga. – disse Harry
Douglas, um rapaz que sempre planejava tudo já sabia como e quando escapar, iria para o quarto e antes do horário de jantar ele fugiria. Ficou quieto e seguiu Pierre e Harry
Harry e Pierre pararam em frente a uma porta de madeira trabalhada com detalhes dourados.
–Messiê, bem vindo ao seu Chambre (quarto)!
O quarto era lindo assim como todo o resto do castelo, só na cama cabiam 10 Douglas, não aguentou, correu e pulou na cama, parecia uma criança de 5 anos.
–Você poderia parar de pular em cima de mim, está me dando dor de cabeça! – a cama falou
–Ah! Tinha até me esquecido de que você estava aqui Bedless –Harry falou com a cama
–Peço perdão senhor, não estou acostumado com castelo de objetos animados...
–Bom, agora que te trouxemos ao quarto temos que descer para arrumar o jantar, vamos Pierre
–Oui chefe, au revoir messiê Douglas!
–Até daqui a pouco meus amigos!
Harry e Pierre saíram do quarto deixando apenas Douglas e Bedless lá. Douglas deitou-se em cima de Bedless e pensou em conversar, mas ao ver o desgosto com o qual Bedless falar com ele achou melhor descansar e ficar quieto
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