The new extraction
5 Explicações e arrependimento
Notas iniciais
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Pov Rapunzel
– Desde quando a Astrid virou sua prima Hiccup? – perguntei revoltada.
– É com isso que você está preocupada? – ele gritou arqueando uma sobrancelha.
– Com o que mais eu me preocuparia sem ter um surto?
Ele ficou tenso e não me respondeu. Um monte de perguntas começavam a surgir na minha cabeça, mas eu não tinha as respostas para nenhuma.
– O que vai acontecer agora? – perguntei receosa. Ele talvez soubesse...
– As coisas podem começar a melhorar ou a piorar. – ele respondeu se sentando novamente ao meu lado.
– Eu não sou fraca, nem inútil, Hiccup. Mas não posso negar que não tenho medo do que pode vir.
– Eu também tenho medo... – ele admitiu fitando a mesa.
– Você já passou por coisa pior! – exclamei chamando sua atenção. – Isso não é nada comparado ao que aconteceu com você!
– Olha quem fala! – devolveu voltando a me fitar.
– Eu sei que também passei por uns maus bocados, mas eu superei...
– Tem certeza? – ele perguntou se inclinado e ficando mais próximo de mim.
– Absoluta! – respondi firme me inclinando também.
– Isso é o que veremos loirinha. – falou segurando a minha mão.
– E então gente! – exclamou Jack aparecendo do nada na mesa. – Vamos trabalhar.
– A gente já se resolveu então... Opa! Tem certeza de que não são namorados?
– Não somos Merida. – reafirmou Hiccup.
– Estávamos tentando ver se tínhamos alguma coisa em nossas mentes que pudesse atrapalhar a missão. – expliquei.
– E onde entra as mãos dadas? – ela perguntou com uma cara de: “Saiam dessa agora!”.
– Eu mão vejo problema nenhum em ficar de mãos dadas com a minha amiga.
Isso me causou um arrepio e Hiccup soltou a minha mão, eu não entendia, mas acho que meu coração começou a disparar...
– Amiga... Hanhã... Sei... – Merida devolveu olhando para algum ponto, despreocupada.
– Sim... Minha amiga. – ele a puxou pela cintura e segurou sua mão com a outra mão livre.
– Epa! Que ousadia é essa? – a ruiva começou a gritar confusa e digamos... Um pouco vermelha. Não sei se de raiva ou... Outra coisa.
– Viu só. – falou Hiccup vitorioso. – Tô segurando a mão da minha amiga...
– Que mané amiga o que! Eu acabei de te conhecer!
– Sabe... Não tem problema eu segurar sua mão.
– Tem apenas um... Um risco de morrer mais cedo!
– Não acredito em suas palavras. – ele falou a soltando e se voltando novamente para a mesa.
– Como? – a ruiva indagou confusa.
Hiccup deu um sorriso de canto e respondeu:
– Seus olhos afirmam outra coisa...
Agora é que essa ruivinha mata ele!
– Olha! Que tal se a gente começar a trabalhar! – interrompi antes que uma tentativa de assassinato começasse na minha frente.
– Tá bom. – concordou Hiccup. – Primeiro de tudo, explicações do Jack. Depois vamos para um sonho compartilhado para saber o que está acontecendo na cabeça de cada um e para saber se podemos trabalhar em conjunto.
– Jack. – incentivei e depois de um longo suspiro ele começou:
– Quando roubei os segredos do Coob descobri que minha mãe está presa em um sonho, um pesadelo na verdade. Ele destrói pouco a pouco as memórias, as esperanças e a essência dela...
– Então se a acordamos corre o risco de ela não se lembrar de nada? – perguntei.
Jack abaixou a cabeça, preocupado, então continuou.
– Receio que sim...
– Mas o que precisamos fazer exatamente? – perguntou Merida.
– Precisamos entrar na mente de Fisher e descobrir onde ela está. Ele é a única pessoa que sabe o que aconteceu com ela.
– Você tá falando daquele velhote milionário dono de uma das maiores empresas de energia do mundo? – perguntei.
– Sim.
– O que ele tem a ver com isso?
– É o que queremos descobrir. – interrompeu Hiccup.
– Agora que já entenderam... – chamou Jack. – Vamos por em prática.
– Para tudo! – gritou Merida. – Eu pelo menos, não sei o que é um sonho compartilhado nem nada do tipo...
– Nem eu. – admiti.
– Então vamos ao básico. – falou Hiccup se levantando. – Dizem que só usamos uma fração da capacidade real do nosso cérebro, mas isso quando estamos acordados. Dormindo nossa mente é capaz de fazer quase tudo. Como... Vamos ver... Você está desenhando um prédio, você tem ideia e consciência de cada aspecto que você quer nele, mas às vezes é como se ele estivesse surgindo e se criando sozinho.
– Como se eu estivesse explorando e o descobrindo. – falei.
– Exatamente. Isso é a nossa verdadeira inspiração! Em um sonho nossa mente transforma essa sensação de uma forma tão complexa que nem percebemos. Para nós apenas... Acontece. Como o prédio que parece se criar sozinho.
– Nossa mente faz esse trabalho de criar e perceber de forma continua. Acontece de forma simultânea como um ciclo infinito, e como nossa mente faz um trabalho muito bem feito... Podemos entrar bem no meio desse processo. – completou Jack.
– Mas como a gente vai entrar no meio disso tudo? – perguntou Merida.
– Controlando a parte criativa. Que é aí que precisamos de um arquiteto. – respondeu o albino me deixando chocada.
– Eu? Eu vou fazer o que? Como assim? – estava muito confusa.
– Você vai criar o mundo do sonho. – respondeu Hiccup. – O que chamamos Layout.
– Isso é loucura! – exclamou a ruiva.
– E isso é porque não chegamos na parte complicada. – falou o moreno.
– Eu tenho 2 perguntas. – falei.
– Quais? – peguntou Jack.
– Como vou conseguir fazer parecer real o suficiente para o sujeito acreditar?
– Vamos ver daqui a pouco...
– E como não vou me perder?
– Também veremos isso daqui a pouco...
– Há, obrigada! Suas palavras foram muito úteis. – falei irônica.
– Disponha. – ele devolveu na mesma ironia. – Mas agora...
– Vamos ver como é toda essa teoria chata... Na prática. – Hiccup apareceu com uma daquelas malas de aço espalhadas pelo depósito.
Ele abriu e lá dentro tinha vários tubos e pulseiras com agulhas. Havia um botão branco no meio dos tubos, e dentro dos tubos líquidos amarelos.
– Cada um pega uma e coloca no pulso. – falou Hiccup nos entregando pulseiras com agulhas.
– Isso é seguro? – perguntou Merida encarando a agulha.
– Quem não gosta de correr riscos e de um pouco de emoção? – perguntou o moreno com um sorriso travesso. Ela respondeu com o mesmo sorriso travesso e enfiou a agulha na veia.
Coloquei a agulha em uma veia do meu pulso e prendi o velcro da pulseira ao redor do mesmo.
– Agora meus caros, é só relaxar. – anunciou Jack com o dedo no botão branco. – Porque essa será uma experiência única...
Senti algo quente entrar pela agulha diretamente na minha veia, uma fraqueza incontrolável me atingiu e eu fechei meus olhos, me deixando levar pela escuridão até que ela me tomou completamente, e quando as primeiras imagens começaram a se consolidar na minha mente, eu me arrependi de estar ali...
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