The new extraction
4 Conversa a base de confiança!
Notas iniciais

Pov Jack
– O que você é dela? – perguntou Merida com um sorriso malicioso no rosto.
– Ela é minha amiga. – respondeu Hiccup virando seu rosto e fitando seriamente a ruiva.
– Eu sei me cuidar Hiccup. – falou a loira passando por debaixo do braço dele. Mas ele a segurou e a puxou para uma cadeira ao lado da mesa.
– Você nem sequer sabe o perigo que está correndo! – o moreno gritou perdendo a paciência.
– Eu sei que posso morrer! – ela falou o encarando fixamente.
– Não! – gritou Hiccup com os olhos arregalados. – Se isso pudesse acontecer eu matava o Jack agora!
– Epa! – chamei. – Eu não trouxe sua prima, eu trouxe a Punzie.
– What? – perguntou a Tochinha se aproximando de nós confusa. – Ela? Prima? Dele?!
– Ela. Não. É. Minha. Prima. – falou Hiccup pausadamente.
– Então namorados? – a ruiva indagou dando de ombros.
Hiccup e Rapunzel a encararam como se ela tivesse acabado de dizer para eles se suicidarem.
– Calma povo! – chamei.
– Iceberg... A conversa ainda não chegou a você.
– Tochinha... Eu não tava falando com você.
– Ela não vai participar disso! – gritou Hiccup nos interrompendo.
– Você especificou que não queria que eu trouxesse a Astrid, não a Punzie! – falei com uma sobrancelha arqueada.
– Não estou falando dela... – ele respondeu rolando os olhos.
– Não?! – perguntamos eu e a ruiva confusos.
Ele encarou a ruiva e eu olhei para ela, logo em seguida o olhar confuso de Rapunzel pousou sobre o rosto da ruiva de cabelos rebeldes.
– Porque eu?! – ela perguntou confusa e a ponto de matar alguém.
– Você e o Jack não se dão muito bem, então vamos considerar uma hipótese. Merida, se você estivesse num plano vazio que você pudesse controlar e construir qualquer coisa com apenas um pensamento, o que você faria se o Jack aparecesse e te irritasse?
A ruiva pensou um pouco, e finalmente deu a sua resposta:
– Acho que eu criaria uma bazuca e mataria o Jack...
– Eu faria a mesma coisa! – afirmei a fitando.
– Viu só. Se vocês forem para um sonho vão se matar! E o trabalho não daria muito certo... – concluiu Hiccup.
– Então enquanto eles não se controlarem e se entenderem... Não podemos entrar na mente de nenhum deles? – perguntou Punzie.
– Exatamente. – respondeu o moreno.
Encarei a ruiva que pousou seus olhos intensamente azuis sobre mim.
– Tá bom. – suspirei vencido. – Vem comigo Tochinha.
A puxei pelo pulso deixando Hiccup e Punzie sós na mesa, seguimos até uma parte no canto do depósito e sentamos um de frente para o outro, comecei a fitar os olhos de la e ela desviou seu olhar me forçando a chama-la:
– Presta atenção, por favor!
– Porque temos que fazer isso?
– Porque preciso de você, mas você pode me matar.
– Eu faria isso de qualquer jeito, então sugiro que você encontre outra pessoa...
– Não posso...
– Como assim não pode?
– A pessoa de que preciso já sabe de tudo.
– Justamente!
– Essa pessoa é você. – completei a deixando sem palavras.
Finalmente ela ficou quieta e passou a me encarar nos olhos, depois de alguns minutos a ruiva quebrou o silêncio.
– Isso não está dando certo.
– Porque não? – questionei arqueando uma sobrancelha.
– Eu tô com vontade de te esganar! – ela revelou levantando os braços estressada.
– Até que eu estou me controlando...
Seguiu-se um pouco de silêncio até que ela voltou a falar:
– Por... Porque me chamou? – perguntou fitando o chão.
– Preciso de você. – respondi me aproximando.
– Porque não usa a loira?
– Mesmo a gente brigando muito... – segurei seu queixo e a forcei a olhar para mim. – Eu confio em você. E para isso preciso de alguém em quem confiaria minha vida.
A Tochina ficou meio ruborizada então balançou a cabeça e voltou a sua cor normal, além da costumeira seriedade constante.
– E o que você quer dizer com “isso”? – perguntou se aproximando curiosa.
– Bom... – passei a mão na nuca desconfortável.
– Se você confiaria até mesmo sua vida a mim, não acha que devia me contar o motivo pelo qual eu estou aqui? Pelo visto isso também envolve a minha vida.
Suspirei derrotado e comecei a explicar.
– Há muitos anos minha mãe foi sequestrada e me disseram que ela morreu nas mãos dos sequestradores... Acontece que eu nunca acreditei nisso, e um dia conheci um espião muito, digamos, problemático! Ele já foi muito procurado nos Estados Unidos, mas foi absolvido, descobri o porquê, mas depois te falo.
– Tudo bem.
– Ele me ensinou como entrar na mente das pessoas e extrair segredos e informações que você seria quase incapaz de descobrir, pois se fosse algo muito importante essa pessoa preferiria a morte a contar, e uma pessoa morta não serve para mostrar segredos...
– Esse espião... Tinha uma filha? – ela perguntou, como se tivesse dúvidas se falava ou não aquilo.
– Sim. Por quê?
– Eu a conheci... Ele é Dom Coob, certo?
– Sim. – respondi fitando seus olhos azuis elétricos.
– Eu entendi a parte de que você o conheceu e tudo o mais... Pode continuar.
– Bom... Ele me ensinou seus truques e me colocou no ambiente prático...
– Um sonho? – a ruiva me interrompeu.
– Sim... E tinha apenas uma coisa em toda a rede de pensamentos, tanto a minha quanto a dele, que eu queria.
– E isso seria... – ela me incentivou curiosa.
– O cofre. – respondi firme.
– O cofre de segredos? – ela perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Exatamente. E eu consegui acha-lo e abri-lo, mas eu não esperava encontrar 2 informações!
– Elas tinham a ver com a sua mãe não é?
– Ela está presa. Em um sonho. Um eterno pesadelo do qual ela não pode se livrar. Ela dilacera pouco a pouco e destrói todas as suas esperanças e vontades...
Senti uma gota quente fugir dos meus olhos e escorregar pela minha bochecha, parando ali.
– Eu... – a ruiva na minha frente estava sem palavras.
– E agora preciso de vocês para entrar na mente da única pessoa acessível que temos, que sabe onde ela está e o que houve com ela.
Fitei a Tochinha, ela ainda estava horrorizada, abaixei a cabeça esperando que ela me passasse alguma reação, mas nada.
– Você...
Fui interrompido por um abraço surpresa dela, senti seu corpo quente me protegendo, me segurando para que eu não caísse, mesmo que eu esquecesse que ainda tenho uma vida a seguir e não posso desistir, ela estaria lá, me segurando para que eu não caísse, mas não só isso, mas para que se eu caísse eu pudesse me levantar.
– Estarei sempre com você... – escutei sua voz ecoar suave em meu ouvido.
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