The new FBI agent.
20 Capitulo 20
Notas iniciais
Hoje era pra ser mais um dia normal, sem problemas nem nada, mas é claro que sempre tem alguém pra estragar a felicidade dos outros, você provavelmente não deve saber do que eu estou falando, bem algum infeliz contou pra Strauss sobre o relacionamento de Hotch e Emily e que eles me adotaram, agora mesmo ela está “conversando” conosco, e pode ter certeza que ela está muito, mas muito zangada.
Strauss: É verdade que vocês estão em relacionamento?
Hotch: Sim.
Strauss: E provavelmente vocês estão juntos há muito tempo não é?
Emily: Sim.
Strauss: Vocês sabem muito bem que esse tipo de relacionamento é proibido.
Emily: Sim, mas o relacionamento entre a equipe não é proibido.
Strauss: Mas isso não justifica que vocês quebraram uma regra, podem ir depois eu falo com vocês, agora quero conversar com você. Ela olhava pra mim de forma gélida, assim que eles saíram Strauss passou alguns segundos me rodeando sem falar nada, aquilo estava me deixando nervosa.
Strauss: Então senhorita Wicked, ou devo dizer senhorita Prentiss Hotchner.
_ Esse virou meu nome depois que eles me adotaram, algum problema? Alem de você não querer que meus pais fiquem juntos? Falei num tom bem sarcástico.
Strauss: Você tem a língua bem afiada, mas se eu fosse você dobraria a língua. Numa coisa ela está certa, ela ainda é minha chefe e de Hotch e Emily também, não quero que eles percam o emprego por minha causa.
_ Certo, então o que quer comigo?
Strauss: Melhorou, gostaria de saber se você mentiu quando lhe perguntei sobre como estava indo o processo de adoção no dia que lhe chamei para falar sobre seu pai.
_ Sim eu menti, e Danny Wicked não é mais meu pai, agora meu pai é Aaron Hotchner.
Strauss: Você sabia que pode ser demitida por ter mentido, não sabe?
_ Sim eu sei, mas prefiro ser demitida do que ver meus pais perderem o emprego.
Strauss: Tenho que admitir é muito nobre você querer que seus pais não saiam prejudicados, mas também é muito engraçado e muito estúpido.
_ Como assim?
Strauss: Você está se sacrificando por pessoas que nem são seus pais de verdade.
_ Família não é apenas de sangue, família é de alma também. Posso não ter o sangue deles correndo nas minhas veias, mas eles são minha família e a equipe também é, porque cuidamos uns dos outros. Mas acho que você é fria demais pra entender isso, mesmo que tenha família. Ela pareceu um pouco surpresa com meu pequeno discurso, antes de falar algo ela soltou um longo suspiro.
Strauss: Acho que terminamos por aqui.
_ O que vai fazer conosco?
Strauss: Continuem fazendo seu trabalho direito, que não precisaremos ter essa conversa novamente.
_ Certo. Sai dali bem rápido e fui em direção a equipe, todos estavam muito apreensivos e quando me viram eles pareceram um pouco aliviados.
Hotch: Ficamos muito preocupados, você está bem?
_ Estou sim.
Emily: O que ela disse?
_ Ela disse que é só continuarmos fazendo nosso trabalho direito que não precisaremos ter aquela conversa de novo. Instantaneamente todos se acalmaram, o resto do dia continuou normal até mamãe recebeu uma ligação, ela não disse quem era só disse que íamos ter uma dor de cabeça quando chegássemos em casa, fiquei curiosa pra saber quem ou o que era essa dor de cabeça, pegamos Jack na casa de Jessica e fomos pra casa, passaram-se alguns minutos e nada de ruim aconteceu, eu achei que mamãe tinha se enganado, mas a dor de cabeça finalmente apareceu.
Hotch: Acho que tem algum na porta.
Emily: Eu atendo. Assim que mamãe abriu a porta ela quase teve um infarto.
Emily: Mãe?
Elizabeth: Ola querida, quanto tempo não?
Emily: O que está fazendo aqui?
Elizabeth: Ora não posso mais visitar minha filha? Ela perguntou enquanto abraçava Emily.
Emily: Claro que pode.
Hotch: Ola Elizabeth.
Elizabeth: Ola Hotchner, se você não se importa eu gostaria de conversar com a minha filha em particular.
Hotch: Claro, eu vou ver como Jack e Angelique estão.
Emily: Certo. Papai as deixou sozinhas e veio falar conosco, ele disse que Elisabeth é mãe de Emily, e que elas precisam conversar sozinhas.
Emily: Então queria conversar algo comigo?
Elizabeth: Eu queria saber como você estava, já que quase foi despedida hoje.
Emily: Como à senhora sabe?
Elizabeth: Strauss me contou que você entrou em relacionamento com seu chefe e que vocês adotaram a garota gênio que trabalha com vocês, e pelo visto é mesmo verdade não é?
Emily: Sim tudo é verdade.
Elizabeth: Meu Deus Emily, por que você fez uma loucura dessas?
Emily: Se com loucura você quer dizer que eu estou fazendo o que me faz feliz, então sim eu fiz uma loucura.
Elizabeth: Como você pode ser feliz vivendo assim?
Emily: E como eu posso não ser feliz, eu vivo com o homem que amo e que me ama, sou mãe de duas crianças maravilhosas e espero ser mãe de mais uma, e aqui eu tenho uma família de verdade que cuida e se preocupa comigo.
Elizabeth: Mas Emi...
Emily: Não, eu não vou ouvir você tentar provar que não estou feliz e é melhor você se conformar com isso.
Elizabeth: Bem era só isso que tinha pra falar com você Emily, mas não pense que vou desistir de fazer você ver que está cometendo um erro.
Emily: Ate logo mãe e mais uma coisa.
Elizabeth: Sim?
Emily: Saiba que não importa o quanto você tente, eu não vou mudar de ideia sobre minha vida.
Elizabeth: Isso é o que veremos. Assim que Elizabeth saiu mamãe veio nos ver, ela não quis comentar sobre o assunto e nós não a forçamos mesmo sabendo do assunto tratado entre elas, tenho certeza que tudo que minha mãe queria era um pouco de descanso, mas fomos chamados para um caso, deixamos Jack com Jessica e fomos ate lá, Garcia disse que o caso era um tanto quanto estranho, mas acho que com a quantidade de casos que já tivemos o estranho virou algo do nosso cotidiano.
Morgan: Então Garcia o que há de tão estranho nesse caso?
Garcia: O assassino já foi pego.
Rossi: Se assassino já foi pego porque nos chamaram?
Garcia: Porque dois dias depois que Carl Smith foi preso os assassinatos recomeçaram.
JJ: Então estamos lidando com um parceiro?
Hotch: Na verdade não, Carl afirmou que não tinha parceiros, ele queria toda a fama para si mesmo.
_ Então é um imitador.
Emily: Bingo.
Garcia: Sim, mas os policiais ficaram bem confusos em relação ao assassino ser um imitador, pois ele repete os assassinatos quase que de forma idêntica e conhece detalhes que só o próprio Carl Smith saberia.
Morgan: Então deve ser alguém bem próximo ao Carl.
Rossi: Você já olhou os parentes?
Garcia: Sim, ele não tem parentes próximos.
Emily: Algum amigo talvez.
Garcia: Nenhum amigo aparente.
_ Então deve ser alguém que teve contato com ele na prisão.
Hotch: É possível.
JJ: Garcia como era o M.O?
Garcia: Ele matava mulheres em suas casas quando seus maridos não estavam e apenas seus filhos estavam presentes, ele dava algumas facadas em suas costas e depois arrancava seus corações, na manhã seguinte elas eram encontradas pelos filhos.
Emily: Que coisa horrível.
JJ: Você ter ido dormir e na manhã seguinte descobrir que sua mãe foi morta da maneira mais perturbadora possível é algo muito cruel pra se fazer com uma criança.
Hotch: Para ele era mais importante que as crianças achassem suas mães mortas do que matá-las.
Rossi: Aparentemente quem ele realmente quer atingir são as crianças.
Morgan: Garcia todas as mulheres tinham pelo menos um filho não é?
Garcia: Acho que sim.
JJ: Como assim?
Garcia: Uma das vitimas Vanessa Wild está com seu nome de solteira, então não sei ao certo se ela teve filhos ou não.
Reid: Você pode descobrir?
Garcia: Mais é claro, só preciso de um minuto... Consegui, ela se casou e teve uma filha, não consegui descobrir o nome do marido nem o da filha o que é um pouco estranho, mas sei o sobrenome.
Reid: E qual é?
Garcia: O sobrenome é...
Rossi: É?
Garcia: Wicked! Nesse momento todos se viraram pra mim.
Emily: Angelique... Ela tinha algum parentesco com você?
_ Ela era... Tentava falar com lagrimas descendo sobre minhas bochechas.
Hotch: Ela era?
_ Ela era minha mãe.
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