The mine word: Fire Gates.
18 Capítulo 17: Um poder demoníaco.
Notas iniciais
Estávamos em grupo, em maior número, tínhamos maior força, mas, naquele momento, algo gritou dentro da Rhoku. Ela assumiu a posição de ataque, desembainhou a espada e investiu contra o pai.
—Tola. –Pronunciou ele de forma sarcástica.
Ele jogou a Hiffe na direção da Rhoku e as duas foram jogadas contra a parede devido ao impacto.
—Vá ver como elas estão! –Ordenou Skel.
Eu corri em direção a elas enquanto os outros tentavam um ataque de frente. Skel carregou a sua besta e atirou contra o General, mas ele simplesmente desviou como se não fosse nada.
—Então é aí que a minha besta está.
Ele correu na direção do Skel com a espada em punhos. Pheal apareceu subitamente atrás dele empunhando uma lâmina. Ele a agarrou pelo pescoço e a lançou contra o Skel, que foi arremessado assim como a Rhoku.
—Vocês estão bem? –Pergunto.
—N-Não muito. –Respondeu Rhoku.
—Por que vocês voltaram...? Poderiam ter escapado. –pronunciou Hiffe com uma voz fraca.
—Eu não iria abandonar você aqui.
—Rho... Ku...
—Precisamos tirá-la daqui. –Digo.
—Se preocupe com os outros, eu cuido da Hiffe.
—Certo.
Eu volto a minha atenção para o restante do pessoal. Pompo, Kabi e Sekka estão resistindo por enquanto e Skel e Pheal estão se levantando. Sekka está com seu corpo completamente envolto em uma luz azul e está criando explosões uma após a outra com suas espadas, mas ele logo ficará esgotado.
—Kabi! –Gritou Skel.
A golem logo se encheu de espinhos em sua parte dianteira e os atirou contra o General, que se defendeu com a capa da sua armadura. Depois desse ataque a Kabi diminuiu um pouco de tamanho e seus ataques ficaram mais rápidos, porém mais fracos.
Enquanto ela distraia o General, nós voltamos pra formação original e planejávamos o segundo golpe.
—Chega de brincadeira! –Gritou ele cortando a Kabi ao meio e criando uma forte corrente de ar que espalha o seu corpo por todo canto do salão.
— Ahu bow fire cross! –Gritou Skel. Uma bola de fogo se formou e explodiu onde a flecha atingiu, forçando o General a recuar. –Agora!
Pheal abre suas asas o máximo que consegue e as move criando uma forte corrente de ar que espalha as chamas. –Pronto!
—Ahu ecso firai bast! –Sekka usa suas espadas como uma arma e dispara uma esfera de energia maciça na direção do General, que não teria como desviar.
A explosão ocorre e destrói tudo em seu caminho. Pheal nos protegeu com a sua barreira, mas quando saímos pra ver, ele ainda estava vivo.
—Isso foi impressionante. Se eu não estivesse com uma armadura de obsidiana a situação teria sido complicada. –Pronunciou ele limpando a poeira da armadura.
—Seu...! Ahh! –Sekka investiu contra ele com fúria, mas o General agarrou sua cabeça com a mão direita e bateu com seu corpo no chão, o fazendo cuspir sangue.
—Sekka! –Gritou Pheal.
Ela se teleportou pra tirar o Sekka de lá, mas suas asas foram agarradas. –Que belas asas que você tem aqui, gracinha. Acho que elas ficariam lindas penduradas na minha pared... AHH!!
Sekka enfiou uma de suas espadas na perna esquerda do General, o fazendo soltar a Pheal.
—Você está bem?
—Sim.
—Desgraçado! –Ele chuta os dois em direção a uma pilastra e os dois desmaiam. Ele retira a espada da sua perna e a joga no chão. –Mato vocês depois.
Nós recuamos alguns passos. –Impossível... Aquele cara não é normal. –Disse Skel.
—Nós vamos conseguir. –Falou Pompo.
—Nós perdemos! Vamos sair daqui e...
—Olá... –Skel leva um soco no rosto e é arremessado pra longe. –Como vocês dão trabalho.
Eu me posicionei a frente da Pompo. –Não chegue mais perto!
Ele me agarrou pela camisa e me levantou sem o mínimo esforço. –Ou oque?
—Ou isso! –Pompo escorregou por debaixo das pernas dele e causou uma explosão em suas costas.
—Sua putinha! –Ele agarrou o pescoço da Pompo. –Vocês formam o casal perfeito. Morram juntos tendo suas cabeças explodidas! –Ele começou a apertar as nossas cabeças com uma tremenda força. O rosto da Pompo estava ficando azul e eu tinha que fazer alguma coisa. –AHH!
Rhoku enfiou sua espada pela abertura do ombro dele. Ele nos soltou e retirou a espada de si.
—Corram! –Gritou ela.
—Você sempre foi uma decepção. Nunca quis saber de lutar, nunca fez uso do seu craft, nunca me deu um herdeiro... Você não é minha filha. –Ao dizer isso ele enfiou a espada na barriga da Rhoku. O olhar em seus olhos era de surpresa, eles tremiam e se enchiam de lagrimas. Ele retira a espada e a Rhoku cai no chão. Ele caminhou tranquilamente até o corpo caído da Hiffe. –Por que você gosta dessa puta? Ela é apenas um soldado qualquer. –Disse ele a segurando pelos cabelos.
—P-Pare... Co-om isso...! –Pronunciava Rhoku.
—Por quê? Por que você não pode amar um homem como uma garota normal? Por que precisa ficar fazendo sacanagens com essa puta debaixo do meu teto e se gabando para todos?! POR QUÊ?! –Ele mete o rosto da Hiffe no chão.
Aquela deve ter sido a gota d’água pra Rhoku. Ela se levantou, com dificuldade, e começou a ir em direção ao pai. –Como ousa... –Pronunciava ela.
—Ainda consegue se levantar é? Isso não é nada! –Ele acerta o rosto da Hiffe no chão outra vez.
—Como ousa... Como ousa...! Como ousa!... COMO VOCÊ OUSA!!! –Uma forte rajada de energia correu pelo corpo da Rhoku. Ele ficou quase toda coberta de preto e um de seus braços estava em chamas. –Como... Ousa!
Ela investiu contra o pai tão rápido que mal deu pra acompanhar. Ela o lança com um só golpe pra longe da Hiffe.
—Isso... É perfeito! –Disse o General. –Liberte o seu poder! Use o seu poder!
Rhoku pegou a espada da Hiffe e a segurou com sua mão direita, que estava pegando fogo intensamente. –Como ousa! Como ousa! Como ousa! –Era a única coisa que ela pronunciava enquanto o atacava.
—Desperte, Rhoku! Deixe essa energia sair!
Pompo e eu nos arrastamos até a Hiffe pra ver se ela estava bem. Nós a colocamos sentada, com as costas na parede. –Impeçam... A Rhoku.
—Por quê? –Perguntei.
—Ela não é capaz de controlar o seu poder. –Ela olha pra Pompo. –Você sabe muito bem oque acontece quando perdemos o controle.
A expressão no rosto da Pompo muda. –Não me diga que ela...
—Sim... Ela é nível cinco.
Rhoku continuava a duelar com seu pai e as chamas em seu braço estavam alcançando tamanhos absurdos. –Como você ousa!... MORRA! –Seu braço faz um movimento muito rápido e uma forte explosão negra acontece logo em seguida.
—Não... Rhoku! –Gritou Hiffe.
A fumaça começou a abaixar e revelou oque havia acontecido. Rhoku havia cortado a cabeça do seu pai, que agora estava caído no chão olhando para o nada. Ela estava parada olhando o corpo, seu braço estava com aparência de osso de cor negra e uma energia mais fraca rodeava seu corpo.
—Conseguimos. –Disse.
—Não, vocês precisam ajudar a Rhoku antes que... –Ela se vira para nós. Seus olhos estão negros e ela está com um sorriso tenebroso. –Essa não. Cuidado!
Rhoku investiu contra nós e quase nos acertou um golpe de espada. –Como vocês ousam... Machucar a Hiffe!
—Não Rhoku, espera!
Ela continuava a tentar nos atacar. Seus ataques eram tão rápidos que era quase impossível de desviar deles, ainda mais comigo tendo que proteger a Pompo.
—Calma... Eu vou dar um jeito! –Eu dizia a Pompo, mas já estava me preparando pra morrer.
De repente eu tropecei nos pés da Pompo e caí no chão. Rhoku se preparou pra enfiar sua espada em mim e eu, em um ataque de medo, abracei a Pompo e fechei os olhos. Um som molhando invadiu os meus ouvidos e algo quente escorria pelo meu rosto. Eu abri os olhos e vi Hiffe, de pé, com a espada da Rhoku enfiada em seu peito. –Eu sempre... Soube. –Pronunciou ela cuspindo sangue.
Os olhos da Rhoku voltaram ao normal e ela olhou para a cena com espanto. –Não... Hiffe... Hiffe! –Ela retirou a espada, a jogou no chão e segurou o corpo quase morto da Hiffe. –Oque eu fiz...?
—Não foi culpa sua...
—Como pode dizer isso? Eu matei você.
—Não... Você me salvou... Rhoku...
—Hiffe... Hiffe...? Hiffe!
Hiffe havia morrido, ela morreu pra nos salvar. Rhoku a segurava forte nos braços, mas não obtinha uma resposta. Skel se aproximou dela, com sangue em sua testa, e colocou a mão em seu ombro bancando a cabeça negativamente.
Os olhos da Rhoku se encheram de lágrimas e ela caiu chorando de joelhos no chão. –Hiffe! –Gritava ela em meio aos berros de tristeza.
Eu permaneci abraçado com a Pompo, que afundava seu rosto em meu peito pra não olhar a cena a sua frente. Algum tempo depois os reforços chegaram e nos levaram de volta ao acampamento para cuidados médicos. Depois da noticia de que o General havia morrido, os soldados que restaram se renderam e foram poupados pelos Creepers.
Pheal e Sekka permaneciam desacordados, Skel teve seu braço esquerdo quebrado e Rhoku continuava em choque pelo ocorrido, ela não largava o corpo da Hiffe em hipótese alguma e não deixava que ninguém o tentasse tirar dela.
—Como está? –Perguntei a Pompo.
—Bem. Eu me sinto mal.
—Eu também. Ainda estou tremendo.
—Não... Eu preciso vomitar...! –Ela se virou pro lado e vomitou no chão da tenda.
—Calma, já passou. –Disse massageando suas costas.
Ela limpou o restante da boca e olhou pra mim. –Steve...
—Sim, oque foi?
—Eu acho... Que eu estou grávida.
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