The mine word: Fire Gates.

12 Capítulo 11: Preparações para a guerra: Parte 1.


Notas iniciais
Eai galera, tudo bem? Voltando hoje com o capítulo. Bora lê?

O ar está frio, mais frio que o normal. Preparamo-nos tanto fisicamente quanto mentalmente para a batalha que se aproxima. Discutimos muito a respeito disso na noite passada pra que não houvesse nenhum erro.

—Aqui, pegue. –Disse Skel entregando um pedaço de pão pra Pompo. –Você e o Sekka precisaram de toda a energia que puderem usar hoje.

Ela apenas concordou com a cabeça e comeu o pão sem mais enrolação. É chegada à hora de encontrarmos os soldados e revelarmos o plano a eles. Terminamos de comer, pegamos nossas armas e algumas coisas de valor e saímos de casa. Fomos até o local de treino e todos os soldados estavam presentes.

—Todos sabem o porquê de estarmos aqui tão cedo? –Perguntou Skel aos soldados. Apenas silêncio foi retribuído. –Precisamos evacuar esse lugar.

Após essa frase as perguntas começaram a surgir. –Oque nós vamos ter que fazer? –Perguntou um soldado em meio à multidão.

—Vocês deverão se dividir e ir até a casa de todos que vocês conhecem e não conhecem para avisar para que se reúnam na entrada do túnel que leva para o rio subterrâneo.

—Por que faremos isso? –Perguntou outro soldado.

—Eu explicarei quando estiverem todos lá. Agora vão! Não temos muito tempo!

Os soldados começaram a correr de um lado pro outro alertando as pessoas pra irem até a caverna do rio. –Vamos? –Perguntou Pheal.

—Vamos. –Respondeu Skel.

Deixamos o local de treino e seguimos até a entrada da caverna do rio. Lá já havia alguns soldados que vigiavam o local e alguns civis que chegaram antes de nós. –Você está bem? –Pergunto a Pompo.

—Claro! Claro! Tudo bem. É só que... Estou muito nervosa.

—Todos estão.

—Eu sei, mas...

—Vai ficar tudo bem. –Digo olhando em seus olhos. –Eu vou te proteger até o fim.

—Como pode se você não vai estar lá?

—Eu dou o meu jeito.

Ela apenas encosta a cabeça no meu peito enquanto eu acaricio seus cabelos. Com o passar do tempo mais e mais pessoas foram chegando até que o local ficasse tomado por elas. Jovens, alguns velhos, mulheres e os soldados estavam todos reunidos no local.

—Oi. Meu nome é Skel e eu estou no comando por enquanto. Eu não vou mentir... Vamos atacar a fortaleza em poucas horas. –Todos começaram a fofocar todo tipo de coisa, mas Skel continuou falando. –Vamos evacuar vocês pelo rio até um local mais seguro e montar um acampamento lá. Enquanto isso os soldados e quem quiser ajudar irá pelo outro lado até os portões da fortaleza para ajudar na invasão.

—E qual será o plano? A estratégia? Os grupos? Quem vai liderar? –Todos perguntavam ao mesmo tempo.

—Eu vou pedir que seis pessoas se voluntariem para o posto de comandante. Cinco ficarão encarregados de grupos de cem e um ficara com um de cinquenta para ajudar a evacuar os civis. –Seis pessoas levantaram as mãos de imediato e caminharam até a frente da multidão. –Muito bem, vocês podem se dividir como bem quiserem desde que respeitem os números. –Os soldados se dividiram e se alinharam. –Vocês serão o grupo um, vocês o dois, três, quatro, cinco e vocês são o grupo de evacuação. Vocês seguiram pelo lado esquerdo do rio até uma clareira dentro da floresta. Os outros grupos seguirão pelo lado direito até as colinas e marcharão para o portão.

Hedyps se aproxima do grupo de evacuação. –E-Eu vou guiar e ajudar vocês. –Disse ela ao comandante do grupo.

—Por que ela não vem conosco? –Pergunto.

—Hedyps não sabe lutar. Ela será mais útil com eles do que conosco.

—Espero que esteja certo.

Ele volta a falar com a multidão. –O grupo de evacuação irá à frente, seguido pelos grupos um ao cinco.

—Mas e vocês? –Perguntou um dos comandantes.

—Nós seremos um grupo separado. Seu trabalho é nos proteger enquanto conjuramos os crafts para derrubar o portão.

—E isso vai funcionar? –Perguntou outro comandante.

Skel olhou para todos ali presentes. –Precisa funcionar. –Seu comentário não foi lá muito animador e ele percebeu isso. –Por quem estamos lutando? Por nós? Ou pelas nossas famílias? Pelo futuro de nossos filhos? Pelo bem estar de nossas mulheres? Pelo que vocês lutam? –Ele puxa Hedyps pelo braço. –Eu luto por ela! E por todos vocês que estão aqui presentes! Luto pelos meus companheiros e pelo futuro deles! E vocês?!

—LUTAMOS PRA VENCER! –Gritaram todos.

—Então vamos mostrar as pessoas daquele lugar do que vocês são capazes!

—SIM!

Os civis começaram a marchar para o túnel, seguidos pelos soldados e por último ficou apenas eu. Agora estou por conta própria.

Visão do Skel:

Dividimo-nos no rio como planejado. –Bloqueie a passagem do rio, Kabi. –Ordenei. Ela criou uma parede de gelo e deixou lá para bloquear o caminho.

Após um tempo andando nós saímos do túnel e avistamos o céu estrelado. –Você não desiste mesmo. –Disse Sekka a um rapaz Whiter.

—Eu disse que ajudaria você com oque precisasse. –Respondeu o rapaz.

—Você disse, mas eu não achei que...

—Deixe-o. Mais pessoas por perto é mais ajuda para nós. –Digo. –Vamos esperar o sol começar a nascer e então seguiremos para a fortaleza. –Anunciei para o pequeno exército.

Enquanto todos conversavam e discutiam, a Pompo me chamou para conversar em um canto. –Por que você mandou o Steve pra lá sozinho?

—Ele conhece melhor o lugar que qualquer um de nós e é crucial que ele descubra oque houve com a Rhoku.

—Como assim? Por que você acha que algo aconteceu a ela?

—Ela não apareceu desde que levou o Steve para recuperar a minha besta. Se o pai dela sabe que ela é uma traidora então deve ter feito algo para impedi-la de sair.

—Faz sentido, mas eu ainda não gostei da sua decisão.

—O preferia morto no campo de batalha? Ele nunca lutou com tantos antes e com suas habilidades provavelmente morreria se ficasse aqui. Olhe para aqueles homens e mulheres, quantos deles você acha que vão voltar para casa essa noite? Isso é uma guerra e estamos em tremenda desvantagem. Entre nós ele é quem tem mais sorte no momento.

Visão do Steve:

—Que nervosismo! Por que é sempre tão escuro por aqui? –Embora tenha conseguido invadir a fortaleza, novamente, está sendo difícil não ficar com medo de cruzar eventualmente com um soldado mesmo que eu esteja usando a armadura que a Rhoku emprestou. –Primeiro eu preciso chegar até o quarto dela e... Ahh!

—Você não olha por onde anda, seu...?! Steve? Oque está fazendo aqui?

—Hiffe? Ah... Eu estava... Procurando a Rhoku. Você a viu?

—Ela deve estar no quarto dela. Parece que o pai dela a colocou de castigo.

—Castigo? Ela fez alguma coisa?

—Não sei. Nós estávamos conversando nos corredores quando ele chegou e a arrastou pelo braço. Mas e você? Ela disse que a sua transferência havia sido suspensa.

—Pois é... Acabou que... Isso foi uma brincadeira do meu superior.

Ela ri de mim. –Eu ouvi falar que costumam pegar pesado com os recrutas do setor três. Não que eu também não brinque com alguns dos meus recrutas também. –Ela continua rindo.

—Chegamos.

—Eu sei. Espera! –Ela olha o corredor. –Tem dois guardas na frente da porta. Parece que a parada foi séria.

—Como vamos entrar?

—Você quer mesmo falar com ela, não é mesmo? Espero que não esteja pensando em roubá-la de mim.

—Eu nunca faria isso. Eu já tenho alguém.

—Sério? Depois eu quero conhecê-la. –Ela olha novamente para o corredor. –Eu vou à frente e você vem logo atrás de mim.

—Certo!

Ela começa a avançar e eu a sigo. –Oque os cavalheiros fazem na porta da minha garota?

—Senhora Hiffe?! N-Nos perdoe, mas são ordens do pai dela. –Falou o guarda da direita.

—Verdade? E quais são as ordens?

—Não podemos permitir a entrada de ninguém nesse quarto. –Disse o guarda da esquerda.

—Nem a minha? Sabe... Eu estava a fim de me divertir um pouco com a minha garota. –Ela passa as mãos pelo corpo de uma forma provocativa. –Se vocês forem bonzinhos talvez eu deixe vocês escutarem...

Os guardas parecem tentados, mas não cedem facilmente. –D-Desculpe-nos, senhora Hiffe, mas nós não podemos permitir. –Respondeu o soldado da direita.

—Já que é assim... –Ela gira o corpo e acerta um único chute no rosto dos dois guardas. Eles caem no chão, desacordados com o impacto do golpe.

—Por que você não fez isso desde o inicio?!

—Qual é? Não foi divertido ver eles naquela situação?

Eu admito que foi divertido, mas, no momento, eu não queria dar aquela satisfação a ela. Nós adentramos o quarto e... –Saiam daqui! –Gritou Rhoku pulando com uma espada em cima de mim.

—Oque deu em você?

—Steve? Desculpe-me, eu... Eu pensei que fossem os guardas.

—Mal humorada de manhã como sempre. –Disse Hiffe.

Rhoku olha pro lado e vê a Hiffe. –Por que você a trouxe?!

—Eu não tive muita escolha. Você poderia sair de cima de mim?

Ela se levanta. –Você poderia explicar oque está acontecendo aqui?! –Perguntou Hiffe meio confusa com a situação.

Rhoku suspira. –Tudo bem, eu conto tudo.

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Não gostaram? Deixem um comentário também. Oque vocês acham? Será que a Pompo vai castigar o Steve novamente por ter deixado ela sozinha no campo de batalha? Nos vemos no próximo capítulo.