The mine word: Fire Gates.

26 Capítulo 25: Dúvida.


Notas iniciais
Eai galera, tudo bem? Voltando com um capítulo alguns minutinhos atrasado, mas, como sempre, está valendo. Bora lê?

Visão do Sekka:

Nós partimos da vila assim que amanheceu. Estamos perto da propriedade do tal lorde, mas não tenho tanta certeza se o plano do Gafuku vai dar certo.

—Aquilo é fumaça? –Perguntou Pheal apontando pra fumaça.

—Ela está branca, seja oque for o fogo já apagou. –Disse.

—Vamos mais rápido. –Ordenou Gafuku nos fazendo acelerar com os cavalos.

Quando chegamos ao que, supostamente, deveria ser a mansão do lorde, nós encontramos apenas uma pilha de escombros incendiados.

—Que horrível. –Comenta Kouko. –Oque pode ter acontecido?

—Oque aconteceu é que o plano já era. Vamos voltar até onde deixamos os outros e voltar até a fortaleza. –Disse Gafuku.

—Você está bem, Gafuku? –Perguntei colocando minha mão em seu ombro.

—Sim, estou bem.

Voltamos aos cavalos e começamos a procurar o Steve, a Pompo e o pai dela no meio da mata. Gafuku não parecia nada bem, parecia desapontado, perdido. Eu sabia que deveria me preocupar com a Rhoku, mas eu só conseguia pensar na Pheal.

Ontem a noite foi especial, algo diferente de tudo que eu já havia feito antes. Eu consigo sentir ainda o toque dos seus lábios, o cheiro do seu pescoço, a maciez da sua pele e no brilho encantador dos seus olhos. Tudo que eu consigo pensar é: Eu quero mais dela.

Quando conseguimos retornar até o local onde o pessoal havia ficado, eles não estavam. Gafuku desceu do seu cavalo e encontrou um bilhete preso a uma árvore, que dizia: “Voltamos pra fortaleza. Encontramos um Ghast”. O bilhete deve ter sido escrito pela Pompo, já que, até onde eu sei o Steve não sabe ler ou escrever.

Os olhos dele se encheram de esperança e logo ele se animou novamente. –Vamos voltar! Rápido! –Gritou ele. Parece que a viagem vai ser longa.

Visão da Gisele:

Meu braço dói muito, eu não consigo me concentrar em mais nada com ele latejando desse jeito. Steve me prometeu proteção e ajuda médica se eu prometesse que curaria a amiga dele, acordo que eu aceitei na hora, já que seria melhor do que morrer de infecção no meio da floresta.

Ghasts não podem curar outros Ghasts, oque torna a nossa vida muito complicada. Meu pai me contou que nós fomos amaldiçoados pela nossa arrogância, que os Ghasts do passado eram tratados como deuses e eram praticamente imortais. Não que eu acredite nessa história, mas... De que adianta ter um poder desses se eu não posso salvar a mim mesma? Realmente parece uma maldição.

Nas costas da minha mão esquerda, está o selo de contrato da Adreu, que é semelhante ao que o meu pai tinha em sua mão esquerda. O selo da Atie deve estar na minha mão direita, mas ela está enfaixada agora. As lâminas gêmeas dos punhos de vento, uma das armas de sangue puro mais poderosas que existem. Se eu estou com a posse delas, isso quer dizer que... Papai...

—Por que está chorando? –Perguntou Ponko. Eu estou na garupa do seu cavalo, sendo levada até a amiga deles enquanto Atie e Adreu correm do nosso lado acompanhando os cavalos.

—N-Nada...! –Digo tentando limpar as lágrimas do rosto.

—Sabe, minha filha costumava chorar assim de vez em quando. Ela tem uma aparência durona, mas, por dentro, ela é mole como manteiga.

—V-Verdade...?

—Eu não mentiria pra uma garotinha como você. Agora veja... –Ele aponta para o cavalo do Steve, que está com a Pompo em sua garupa. –Eu sempre achei que ela tivesse um pilar pra se sustenta e que esse pilar era eu, mas eu estava enganado. Ela encontrou no Steve uma coisa que a conforta e que da força a ela. Não sei se você entende oque quero dizer.

—Eu entendo. Dava pra ver no olhar do Steve que ele estava preocupado com ela.

—Ele é esforçado do jeito dele.

Tivemos que sair de manhã cedo, horário em que a Pompo ainda estava cansada do tratamento. Steve se voluntariou para levá-la na garupa do cavalo, coisa que eu não achei muito importante, mas percebi que era isso oque ela queria ouvir. Agora, ela está dormindo tranquila debruçada sobre as costas dele.

Ponko parece ser um pai dedicado, que se preocupa com sua filha. Meu pai também era assim. Mesmo que ele fosse um escravo, pela lei, eu sou uma pessoa livre. Ele era apenas um escravo que foi vendido ao lorde Gorll para trabalhar como faxineiro, mas depois que ele foi escolhido pela Adreu e pela Atie para ser o seu portador, a sua importância para lorde Gorll subiu consideravelmente, fazendo ele se tornar o “segurança” da propriedade. Nunca se preocupou com oque vestia, oque comia ou se sabia ler ou não, mas ele fazia questão de que eu nunca andasse mal vestida, que eu nunca comesse sobras dos outros e que eu soubesse ler e escrever corretamente. Eu devo tanto a ele...

Visão do Ponko:

Ela começou a chorar baixinho novamente. É certo que estamos levando ela até o portão de fogo e que ela irá tentar dar um jeito na situação da garota lá, mas... E depois? Oque vai ser dela? Será que alguém a adotará ou ela irá crescer e virar uma prostituta pra comprar comida? As oportunidades de trabalho pros Ghasts no Nether não são muito vastas, ainda mais pra uma garota na idade dela. Eu estou preocupado.

Decidimos parar antes que anoitecesse pra montar um acampamento e continuar no dia seguinte. A vegetação já não está tão grande quanto estava antes, sinal de que estamos perto da fortaleza.

Eu desço do cavalo e ajudo a Gisele a descer também. Ela parece bastante abatida e cansada, pronta pra cair de sono. Suas roupas ainda estão sujas de fuligem e meio queimadas, mas não tínhamos opções na hora. Pompo já parece estar muito melhor e eu decido ir conversar com ela sobre isso.

—Oi filha, está melhor?

—Bem melhor, tudo graças a essa gracinha aqui. –Disse ela afagando a cabeça da Gisele.

—Você não teria uma camisa sua sobrando? As roupas dela estão muito sujas.

—Eu não tenho, mas... –Ela tira o seu colete e depois tira a sua blusa verde, colocando o colete de novo sobre uma camiseta preta. –Ela pode usar essa. Vem comigo que eu troco você. –Disse ela estendendo a mão pra garota.

As duas foram pra trás de uma moita que lá havia e eu aproveitei pra conversar com o Steve.

—Ela vai ser uma boa mãe, igualzinha a mãe dela.

—Como é a mãe dela? A Pompo nunca falou muito sobre ela.

—Se você acha que a Pompo se irrita fácil é porque você não conhece a minha esposa. Uma vez ela me deixou trancado do lado de fora da casa à noite toda porque eu me esqueci de tirar as botas sujas antes de entrar. Ela é uma mulher durona e foi por isso que eu me apaixonei.

—Como vocês se conheceram? Ela era do exército como você?

—Isso faz parte de outra questão que você precisa perguntar a Pompo, eu não posso contar isso a você se ela estiver mantendo segredo. –Ele parece pensativo. Será que a Pompo realmente não contou isso a ele? –Olhe as duas voltando.

Gisele vestia a blusa verde da Pompo, que nela ficava parecendo um grande vestido. Ao menos era melhor do que usar aquelas roupas sujas.

—N-Não o jogue fora. –Disse Gisele, que estava de mãos dadas com a Pompo. –Ele foi... Um presente do meu pai.

—Eu vou guardá-lo na bolsa então. –Falou Pompo com um sorriso no rosto.

Oque você está querendo esconder, filha?

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Não gostaram? Deixem um comentário também. Oque vocês acham que a Pompo está escondendo com relação a mãe dela? Quem acertar, ou chegar perto da resposta, ganha um pote de biscoitos e algo a mais que é segredo por enquanto (risada maligna). Até o próximo capítulo.