The mine word: Fire Gates.

16 Capítulo 15: Calmaria.


Notas iniciais
Eai galera, tudo bem? Voltando com outro capítulo e quase congelando com esse frio. Então vamos pegar uma xícara bem quente de chá e bora lê?

Visão da Hedyps:

O trabalho tem sido fácil até agora. Os soldados e os homens estão de vigia, eu e a maioria das mulheres estamos cuidando de arrumar o acampamento e os poucos idosos estão tomando conta das crianças junto de algumas mães. Até que o lugar não é ruim, e se o Skel falou que é seguro eu acredito.

—Precisa de ajuda, He... Heg... Desculpa de novo.

—É Hedyps, e sim, eu preciso de ajuda sim, Kolyn.

—Do que precisa?

—Pode segurar essa corda pra mim?

—Claro. –Ela agarra a corda e a segura esticada no chão.

Eu finco a última estaca no chão. –Pronto, agora é só amarrar ali.

—Certo. –Ela amarra a corda e termina de arrumar a tenda. –Mais alguma coisa?

—Ainda tem varias tendas. –Digo em um tom de cansaço.

Kolyn é uma Whiter com um rabo de cavalo no cabelo. Ela é mais velha que eu e parece se preocupar com todos. –Mãos a obra!

Demorou algumas horas, mas terminamos de arrumar todas as tendas. Meus braços estão doloridos e cansados e minhas costas estão me matando. –Ahh! Não achei que daria tanto trabalho! –Digo com a mão nas costas.

—É o preço que você paga por ter esses peitos enormes. –Disse Kolyn me provocando.

—Está com inveja?

—Que garota não teria inveja de uns peitões como os seus? Principalmente eu que quase não tenho nenhum.

—É uma maldição, eles ficam no caminho e não dá pra esconder.

—Aposto que essa seria a última coisa que o seu namorado iria querer. –Ela se aproxima do meu ouvido. –Aposto que ele adoraria colocar o rosto entre eles enquanto faz isso e aquilo com você.

—D-D-D-Do que você está falando!!

Ela ri de mim. –Foi só brincadeira, mas que é verdade é.

—Você acha?

—Tenho certeza.

Depois de uma conversa quase interminável sobre os meus peitos um soldado, acompanhado de mais quatro soldados de armadura branca e cinza, chegou ao acampamento.

—Nós procuramos à senhorita Hedyps. –Gritou um dos soldados de branco.

Eu tive um pouco de receio no inicio, mas decidi me pronunciar. –Eu sou a Hedyps.

—Nós viemos a mando do senhor Skel, senhorita.

—Skel, oque ele quer? Ou melhor, quem são vocês?!

—Desculpe-nos, senhorita. Nós somos da guarda da fortaleza Witywolve. O senhor Skel nos enviou para atualizá-la sobre o andamento da batalha.

—Certo! Certo! Vá direto ao ponto.

—A batalha está indo bem. Conseguimos dominar o campo e, quando o reforço chegar, nós vamos invadir a fortaleza.

—Isso é tudo?

—Sim, senhorita. Deseja enviar algum recado ao senhor Skel?

—Tem uma coisinha que eu gostaria de dizer a ele...

Visão do Steve:

Depois de sairmos da fortaleza nós voltamos para onde o restante do exército estava. Uma única tenda foi montada para que pudéssemos discutir o plano de invasão.

—Como você acha que devemos invadir, Rhoku? –Perguntou Skel.

—Não sei, as forças da fortaleza estão muito fracas e a Hiffe está matando quem encontra pela frente. Eu diria que entrar pela porta da frente seria idiotice, mas é a única escolha viável.

—Concordo. Não tem como enviar os soldados pelo túnel do quadro um por um. –Comentei.

—As entradas foram seladas quando derrubamos os portões, precisaríamos de outro disparo daqueles para tentar abri-las.

—Não dá, eu estou totalmente sem energia. –Falou Pompo com cara de sono.

—Poderíamos abrir por dentro. –Sugeriu Sekka.

—As entradas estarão sendo protegidas pelos guardas, nós não teríamos chance. –Disse Rhoku.

—Então por que você sugeriu que a gente fosse por lá?! –perguntou Skel.

—E se nós fingíssemos um ataque, mas, na verdade, estaríamos invadindo por outro lado? Se matarmos o meu pai a batalha acaba, isso é certo.

—É uma boa ideia. Tem algum limite para oque você pode teleportar, Pheal? –Pergunto.

—Dependendo da distância eu não seria capaz de levar algo ou alguém muito grande. Uma vez que eu tenha entrado lá dentro eu posso voltar sem problemas. –Disse Pheal.

—Talvez nós devêssemos... –Skel é interrompido por um soldado que entrou na tenda.

—Desculpe-me, senhor, mas eu tenho uma mensagem da senhorita Hedyps.

—Da Hedyps? Oque é?

—Bem... –O soldado se aproximou do ouvido do Skel e sussurrou alguma coisa. O rosto do Skel ficou vermelho como um tomate e a sua expressão de paisagem estava meio engraçada. –É só isso, senhor. Quer que eu mande outro recado a ela?

—Não... Pode deixar. –Disse ele com uma voz meio distante da realidade.

O soldado se retirou e o planejamento continuou. Eu não sei oque foi que a Hedyps pediu para o soldado dizer ao Skel, mas, seja lá oque for, o fez ficar distraído o tempo todo.

Todos nós estávamos cansados, Pompo já estava praticamente dormindo em cima de mim, Sekka estava fingindo que estava prestando atenção, Pheal esfregava os olhos toda hora e Skel estava com aquela cara de paisagem. Decidimos dar um tempo pra descansar e esfriar a cabeça.

Depois de arrumar um canto na tenda pra Pompo dormir eu fui andar um pouco pelo lugar junto do Skel, mas ele continuava meio distante.

—Oque aconteceu com você? –Perguntei.

—Eu não posso contar.

—Pelo menos aja como se nada tivesse acontecido. Não podemos ter você distraído assim durante uma batalha.

—Tem razão, me desculpe.

Nós continuamos andando pelo lugar e vendo o quão desorganizado ele estava. Já passava do meio dia e nada dos creepers aparecerem.

—Talvez fosse bom mandar os soldados montarem tendas para eles. Pode ser preciso dormir aqui essa noite.

—Você tem razão. Vamos esperar só mais um pouco e eu vou falar com o comandante sobre isso.

—Pensei que você fosse o comandante.

—Eu sou apenas alguém que eles devem proteger e escutar alguns pedidos. O exercito em si não seguirá as minhas ordens até que eu seja o general da fortaleza.

—Entendo.

Desde que o meu relógio quebrou, eu não tenho muita noção de que horas são, mas se for igual à Terra eu diria que são três da tarde agora. Skel foi falar com o comandante e pedir para que novas tendas fossem erguidas para passar a noite e logo os soldados começaram a construir.

Eu retornei para a primeira tenda pra ficar com a Pompo. Mesmo com o Muhu vigiando a entrada eu não sentia que era seguro deixá-la sozinha lá.

—Não se preocupe. Nós vamos conseguir. –Disse enquanto esfregava seus cabelos.

—Carne... –Sussurrou Pompo.

—E você vai poder comer toda carne que puder também. –Disse em um tom de riso.

O dia passou e a noite caiu. Estávamos a uma distância segura da fortaleza, mas ainda não podíamos abaixar a guarda nem por um segundo sequer. Skel saiu pra caçar com os outros antes de escurecer e trouxe um javali pra nós cozinharmos.

—Não vá queimar a carne, Pompo. –Disse Skel.

—Eu nunca cometeria um pecado desses! –Ela disse em um tom tão sério que chegou a ser fofo.

Me sentei com os outros na entrada da tenta. –Oque vocês acham? Sobrevivemos a esse dia.

—Eu admito que pensei que nós fossemos morrer. –Disse Skel.

—Vira essa boca pra lá! –Reclamou Pheal.

—Mas ele tem razão. –Disse Rhoku.

—Eu sei, mas eu não quero pensar nisso.

—Eu só queria que a Hedyps estivesse conosco aqui. –Falou Skel.

—Ela precisa ficar com os civis. Ela está bem. –Digo.

—Vocês se preocupam muito. –Comentou Sekka enquanto polia uma de suas espadas. –Precisamos ter foco.

Todos olharam pra ele com uma cara de “fica na sua”.

—E pensar que a Hiffe está lá sozinha. –Disse Rhoku olhando para a fortaleza.

—Ela está bem, é da Hiffe que estamos falando. –Digo pra acalmá-la.

—Eu sei, mas... E se algo acontecer?

—Vai ficar tudo bem.

—Eu vou acreditar em você então. –Ela da uma última olhada na fortaleza e depois para o céu. –Mas e você, Steve, sente falta do seu mundo? –Perguntou Rhoku.

—Não muito. Sinto falta do meu irmão, mas eu quase não o via também.

—Você nunca disse que tinha um irmão. –Comentou Pompo.

—Não achei que precisasse dizer. Depois que a nossa mãe morreu, ele foi à única família que me restou.

—Mas e o seu pai? –Perguntou Pheal.

—No meu mundo existe uma coisa chamada “divórcio”, que é quando um casal casado resolve se separar. Oque aconteceu é que o meu pai sumiu do mapa depois disso.

—Que horror. –Comentou Rhoku.

—É a vida. Meu irmão se casou e se mudou depois disso, mas nós sempre nos víamos nos feriados. Ele deve estar preocupado comigo.

—Fala pra ele que você agora é meu. –Falou Pompo.

—Se descobrir uma forma me avise.

Depois de algum tempo a carne ficou pronta e todos comemos. A cara de felicidade que a Pompo fazia a cada mordida não tinha preço. Devoramos o javali até sobrar apenas os ossos e depois fomos dormir. Sekka, Skel e eu ficamos revezando turnos de vigia enquanto as garotas dormiam até que ficasse de manhã.

Os raios de sol começavam a atravessar o tecido da tenda e estava quase na hora de acordar os outros quando as cornetas da fortaleza começaram a soar. Todos ficaram assustados no inicio, mas quando vimos do que se tratava o susto passou. Eram os creepers que haviam chegado pelo portão de fogo.

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Não gostaram? Deixem um comentário também. Terminaram de beber o chá? Estava bom? O meu estava. Até o próximo capítulo.