The mine word
9 Capitulo 8:Brigas amigáveis.
Notas iniciais
—Como assim eu sou prisioneira de vocês?! –Pheal está realmente furiosa.
—Você vai nos mostrar o caminho pra cidade do endermans, gracinha.
—Nem morta! Isso seria traição! –Pheal balança sua cabeça negativamente.
—Então, você escolhe ficar sem a sua perna ou ser chamada de traidora?
O clima está realmente tenso, Pompo fala com tanta seriedade sobre esse negócio de tortura que está me assustando também. Pheal está com uma expressão que mistura medo e duvida, ela parece lutar contra o impulso de aceitar a proposta de Pompo.
—E-Eu ajudo vocês se prometerem que vão me soltar quando chegarmos à cidade.
—Então o trato está feito. –Pompo desamarra a garota da árvore, mas mantém suas mão amarradas por precaução. –Se levante! Vamos, andando!
—Como vou andar com essa ferida na perna?
—De o seu jeito, gracinha. –Diz Pompo em um tom sarcástico, ela monta em seu cavalo e vira a cabeça pra trás. –Você vem?
Pheal se força a ficar de pé, suas mãos amarradas dificultam ainda mais a situação. Pompo parece não se importar com o sofrimento dela, muito pelo contrario, ela está adorando essa situação de humilhação e sofrimento da Pheal.
—Vem cá. –Eu pego Pheal no colo e a coloco no meu cavalo.
—Oque você pensa que está fazendo seu idiota?!
—Ela vai nos mostrar o caminho, nada mais justo do que deixá-la montar no cavalo.
Pompo me olha com uma cara de “se fizer alguma coisa eu te mato”. –Faça oque quiser! Idiota! –Ela vira o rosto e começa a guiar o cavalo.
Apenas quando Pheal subiu no cavalo que eu pude notar o quão alta ela era, seus longos cabelos castanhos balançando ao vento e sua roupa preta contrastando com sua pele branca criam uma das mais espetaculares visões que tive em toda minha vida. Enquanto viajo em meus pensamentos, uma imagem de Pompo me vem à cabeça, aquela de quando ficamos em Exblod e dormimos juntos, Pompo havia tirado seu colete de couro e sua camisa verde, revelando outra camisa preta mais fina sem mangas que cobria seu torço, ela revelava o umbigo e deixava seus pequenos seios em destaque. Nós dormimos juntos naquela noite, embora cada um tenha virado pra um lado, essa memória é preciosa pra mim.
—Porque você está sorrido... Ehh... Qual o seu nome mesmo?
—Meu nome é Steve, não tem nada a ver, é que eu estava pensando na Pompo.
—Nela? Oque tem de tão especial nela?
—Eu não diria que é algo especial, talvez a melhor palavra pra descrever seja “diferente”, ela é diferente de todas as garotas que já conheci, ela é independente, forte e sabe exatamente oque quer e não tem medo de enfrentar qualquer dificuldade por algo que queira... Eu simplesmente a admiro por sua independência.
—Hummm...
A viajem continua por horas, saímos da floresta de pinheiros e decidimos montar acampamento.
—Aqui, me deixa ajudá-la a descer.
—Obrigada.
Pompo me olha com um olhar assassino, eu respondo com um sorriso meio torto, oque ela tem?
—Eu vou buscar madeira enquanto vocês pegam a comida na minha bolsa.
—Pode deixar que eu vá.
—Não, se eu ficar aqui é capaz de eu matar essa magrela.
Acabo concordando e deixando-a ir. Pheal parece exausta, seus olhos estão vermelhos e suas mãos não param de tremer.
—Está tudo bem com você?
—Tirando o fato de que a sua amiga abriu um buraco na minha perna está tudo bem.
—Não leve isso tão a sério, não é como se ela não gostasse de você, ela só... É, ela realmente não gosta de você.
—Eu não me importo com isso, eu também não gosto dela, esses demônios me dão arrepios.
Eu fico confuso por um instante após essa frase dela. –Oque você quer dizer com “demônios”?
—Ela não te contou? Nós endermans somos seres conhecidos como “anjos”, criados por deuses para servi-los. As outras raças são seres criados por diabos com o propósito de servi-los.
Isso foi um choque de realidades, as pessoas que eu havia conhecido nesse mundo, o velho do rio, o banqueiro, o padeiro, a costureira que fez essa roupa pra mim, aquele garoto do torneio e... A Pompo, todos eles são demônios.
—Você deve ficar de olho nela, as lendas dizem que os creepers são seres criados para matar, criaturas que não possuem sentimentos ou remorso.
Eu dou um tapa na cara da Pheal ao ouvir isso. –Não diga uma coisa dessas, a Pompo é a melhor pessoa que eu já conheci na vida, ela é legal, atenciosa, inteligente, bonita e acima de tudo ela é minha amiga.
—Então você admite que o que sente por ela é mais do que admiração?
—Sim, eu... EU AMO A POMPO!
Um barulho de coisas caindo no chão acaba chamando minha atenção, era a Pompo parada atrás de mim, seu rosto está vermelho e seus olhos bem abertos.
—Pompo, espera. –Ela corre pra dentro da floresta, eu começo a correr atrás dela como se não houvesse amanha.
—Não me siga.
Continuo a correr atrás dela, minhas pernas e braços estavam sendo chicoteados pela vegetação, mas isso não me importava, oque importava era alcançá-la.
—Te peguei! –Digo agarrando seu braço.
—Me solta, me solta, eu vou explodir o seu braço!
—Eu não vou te soltar! Você ouviu oque eu disse lá, eu não vou te soltar até ouvir uma resposta.
—Você quer uma resposta? –Ela bate na minha cara com a outra mão. –E-Eu não consigo fazer algo assim, eu... –Ela começa a chorar. –Eu não sou forte o bastante, eu preciso de mais tempo pra...
Eu colo meus lábios com os dela, ela não resiste ou tenta me explodir, ela apena larga seus braços e fecha seus olhos. Ambos ficamos sem fôlego e nos olhando olho a olho.
—Idiota. –Ela diz de uma forma meiga e me beija novamente me abraçando com força. –Você realmente acha tudo àquilo de mim?
—Claro, quem mais arriscaria a vida em uma jornada suicida por um cara como eu? Eu te amo muito, Pompo. –Ela fica sem fala, seus olhos brilham e mais lagrimas saem de seus olhos.
Ela me beija uma ultima vez. –Melhor nós voltarmos antes que nossa prisioneira escape. –Voltamos ao acampamento e encontramos Pheal mexendo na bolsa da Pompo. –Está procurando por isso aqui?
Pheal olha para o anel que Pompo segura. –Me devolva isso, por favor.
—Pra você se teleportar e nos deixar aqui? Sem chance, embora eu ache que seria divertido.
—Oque?
—Nada.
—Ascenda à fogueira pelo menos, eu estou congelando aqui.
—A anjinha está com frio? Eu vou é colocar fogo na sua cabeça se continuar sendo tão chata.
—Foi você que me trouxe como prisioneira, me trate bem pelo menos.
—Eu vou é tratar de arrancar a merda da sua perna, vem cá!!
—Calma. –Digo segurando o braço de Pompo antes que ela faça algo que não deve.
—Eu estou calma.
—Deixa que eu vá lá falar com ela. Ela concorda –Se você é uma enderman você deve ser capaz de se teleportar direto pra cidade, né?
—Não é tão fácil assim, além da minha perna estar ferrada eu só posso teleportar algumas vezes em distâncias curtas.
—Como você chegou aqui tão rápido então?
—Eu usei o anel, ele permite que um enderman se teleporte pra qualquer lugar do mundo.
—Porque não disse isso antes? Vamos pra lá agora. –Pompo começa a mexer na pequena pedra cinza que tem no anel.
—Para, é muito frágil!
—Então faz você. –Pompo a desamarra e entrega o anel a ela.
—Segurem no meu braço então. –Eu seguro o direito e Pompo o esquerdo. –Vamos lá, e... Vai!
Tudo fica escuro por um tempo e de repente nós aparecemos em um local que ainda estava escuro.
—Está muito escuro aqui. –Digo tentando achar alguma coisa na escuridão.
—Onde é “aqui” pra começo de conversa?
—Desculpa, desculpa...
Uma luz se ascende e uma garota aparece na porta do que parece ser uma cozinha.
—Licença, mas quem são vocês? –Diz a garota com cara de confusa.
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