The mine word

12 Capitulo 11: Memórias.


Notas iniciais
Eai galera, beleza? Voltando com mais uma parte dessa história que está me alegrando e espero que a vocês também. Deixando isso de lado, eu queria dizer que vou tentar (Tentar não quer dizer conseguir) postar os capítulos sempre no sábado ou na sexta a noite. Bora lê?

—Eai doutor? Descobriu alguma coisa?

—Infelizmente não. Não sei oque causou a perda de memórias da sua amiga, essa é a primeira vez que algo assim acontece, pode ter sido estresse, raiva ou qualquer outro fator psicológico que a fez bloquear esses últimos dias.

—E oque isso quer dizer? –Pergunto indignado.

—Não sei, ela pode voltar ao normal em alguns dias ou pode ficar assim por meses. Uma forma de ajudá-la a se lembrar é contar oque houve a ela, tentar criar um déjà vu ou coisa do tipo.

Ele se levanta e sai pela porta. Eu encaro Pompo deitada naquela cama com uma cara de duvida e meu único desejo naquele momento era poder ajudá-la.

—E agora, Steve? Oque nós vamos fazer? –Pergunta Pheal.

—E eu que sei? Estou mais perdido que qualquer um aqui. –Penso por um segundo. –Vamos continuar nosso caminho até a cidade dos endermans e depois que eu for embora você leva a Pompo pra casa dela.

—E-Eu? Porque eu tenho que guardar essa responsabilidade?

—Porque eu estou lhe pedindo.

Ela fica sem reação. –Certo, certo, eu vejo oque posso fazer.

—Que papo é esse de ir à cidade dos endermans? –Pergunta Pompo.

—Er... Bem, sabe... É que...

—Nós precisamos levar esse idiota pra casa.

—É, essa seria uma forma de colocar a situação.

—Mas lá é perigoso, vocês não podem ir lá, aqueles endermans nojentos vão matar vocês.

—Ora sua!! –Eu seguro o braço da Pheal e chego perto do seu ouvido.

—Ela pensa que você é uma aranha e que eu sou um creeper, melhor você ficar com essa roupa por mais algum tempo.

—Tudo bem.

—O papo está muito bom, mas eu preciso ir ao banheiro. –Disse Pompo com aquele seu jeito arrogante de sempre.

—Você pode ajudar ela, Pheal?

—Porque logo eu tenho que ajudar?

—Porque você é a única mulher aqui alem dela.

—Você vai ficar me devendo bem caro por esses favores.

Ela pega a Pompo no colo e a leva ao banheiro. Será isso uma punição dos céus por tentar me relacionar com uma demônio? De jeito nenhum, ninguém faria algo tão ruim à outra pessoa só por isso, mesmo que fosse um deus. Sentei em uma cadeira e deixei minha mente viajando até que as duas voltassem.

—Ah... Sinto-me bem melhor.

—Diga por você.

Pheal a coloca na cama e a cobre novamente.

—Vamos arrumar as coisas pra partir amanhã, eu vou sair e comprar mais comida depois.

—Tudo bem, mas não seria melhor perguntar oque ela quer fazer primeiro?

Nós olhamos pra Pompo e ela retribuiu o olhar com aquela cara de confusa. –Você vai conosco ou vai voltar sozinha pra sua casa?

—Bem, eu precisaria que alguém fosse comigo pra me ajudar.

—Então você vai com a gente?

—Eu não disse isso.

—Desculpa, mas não podemos voltar à estaca zero só porque você está sendo teimosa.

—Oque?! Eu não sou teimosa!

—É sim, uma garota teimosa e manhosa que não tem nenhum senso de direção e morre de medo de altura!

—Como... Você sabe disso?

—Eu sei mais do que você pensa. –Levanto da cadeira e saio do quarto. Mesmo que ela tenha perdido as memórias ela ainda é a mesma desajeitada e teimosa que sempre foi.

A noite chega e com ela o jantar também, Hedyps preparou um ensopado com algumas coisas que nós compramos e outras que estavam na bolsa da Pompo.

—Isso está uma delicia, onde aprendeu a cozinhar assim? –Pergunta Pheal depois da primeira colherada.

—Com a minha mãe, ela me ensinou o básico e depois do acidente eu tive que me virar pra cozinhar pra minha irmãzinha. –Ela faz carinho na cabeça da Hevack.

—Isso é realmente incrível, na minha cidade a maior parte da comida é industrializada e tem um sabor muito artificial.

—E oque seria uma comida “industrializada”? –Pergunta Hedyps confusa.

—Bem... Seria uma comida que recebesse um sabor que não pertence a ela, é como comer carne e ela ter gosto de batatas.

—Que horror, nem consigo me imaginar comendo isso.

—Você se acostuma. –Ela termina seu ensopado e pede outro.

Pompo e eu estamos sentados de frente um pro outro e mesmo assim não dissemos nada um ao outro até agora.

—D-D-Desculpa. Diz ela com a cabeça baixa.

—Porque está se desculpando?

—Eu sei que eu sou teimosa, manhosa e meio desajeitada. Eu também sei que eu não devia ter brigado com você por um motivo tão egoísta quanto aquele.

—Eu também devo me desculpar, eu vejo você como outra pessoa, mas você ainda é a Pompo que sempre foi... Eu preciso me adaptar a tudo isso.

—Eu também penso assim, é estranho não ter memórias, eu sinto que muita coisa aconteceu, mas nada vem a minha mente.

—Verdade, muita coisa aconteceu nesses dias que passei aqui. –Eu começo a rir lembrando-me das trapalhadas que nos metemos até então. –Eu não trocaria essas memórias por nada e vou fazer de tudo pra trazer as suas de volta.

—Obrigada. –Ela sorri.

Tudo passou muito rápido, eu levei Pompo ao seu quarto e a deitei na cama, o dia foi tão agitado que fomos todos dormir. No dia seguinte as coisas estavam arrumadas e estávamos prontos pra partir.

—Pegaram tudo?

—Sim, a maioria das coisas ficou na floresta junto dos cavalos.

—Que?! Vocês largaram os cavalos do meu pai no meio da floresta?! –Disse Pompo com uma voz de surpresa e raiva.

—Nós voltamos pra pegar eles depois.

—Está bem. –Disse ela meio pra baixo.

—Espera! Espera! Espera! –Grita Hedyps descendo as escadas com uma bolsa e a irmã. –Eu vou com vocês.

—Por mim tudo bem, mas e a Hevack?

(Alguns minutos depois...)

—Você pode cuidar da Hevack pra mim, Gayet?

—Que? Por quê? –Diz ela meio sonolenta por ainda ser de manhã.

—Eu preciso ajudar uns amigos e vou ficar uns dias fora.

—Não sei, parece vai dar muito trabalho e...

—Eu deixo você brincar com os meus peitos do jeito que você quiser quando eu voltar.

—Fechado! –Um fino filete de sangue escorre do seu nariz.

—Comporte-se, Hevack. –Disse Hedyps se despedindo da irmã.

—Tomem cuidado. –Disse Hevack com uma voz fofa.

E partimos de novo, mais estrada, mais confusões e mais brigas por motivos idiotas. Andamos bastante, nunca achei que os cavalos fariam tanta diferença. Paramos a beira de um rio pra descansar quando...

—Finalmente te achei. –Disse uma figura de cabelos claros.

Notas finais
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