The luck for meet you
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Um pesadelo, era isso que poderia descrever a vida do garoto que agora corria sem rumo pelas ruas da grande Tóquio. Ele já estava cansado de tudo que acontecera, ele precisava acordar desse pesadelo e por isso estava fugindo, não importa para qual lugar, deste que seja bem longe daquele local. Infelizmente, fugir não era algo tão simples, principalmente quando se está com vários machucados pelo corpo, queria descansar, mas sabia que não poderia parar, não ainda. Precisava estar mais longe, longe o bastante para que ninguém pudesse encontrá-lo.
Seu corpo já estava chegando ao limite, sabia que não aguentaria por mais tempo e ao olhar para trás pra ter certeza que não havia mais ninguém o perseguindo, acabou por esbarrar em alguém. Caira no chão e por mais que tentasse se levantar, seu corpo não o obedecia, sua mente já não conseguia se manter em alerta, olhava desesperado para todo lado até se focar na pessoa na qual havia trombado. Parecia que a pessoa falava algo, mas o que era? Não conseguia escutar nada e agora, não conseguia ver mais nada, havia chegado no seu limite e ao ser ver, em péssima hora.
*****
Não bastava ter saído atrasado de onde trabalhava, na correria para voltar para casa e poder finalmente descansar, esbarrara em alguém. “Ei você está bem?” perguntou ao perceber que o garoto a sua frente estava prestes a desmaiar. Seu rosto estava um pouco escondido por detrás de um capuz, mas o pouco que conseguia ver, dava para perceber que ele estava muito machucado. Não poderia deixá-lo sozinho nesse estado, pensou em levá-lo para um hospital, mas pela situação no qual havia esbarrado com o garoto, ele provavelmente estava fugindo de algo, não teria outra alternativa.
Por sorte não estava tão longe do local onde morava e assim que adentrara em seu apartamento, o acomodou em seu quarto e foi quando pode visualizar melhor o garoto que havia socorrido. Suas roupas estavam um pouco rasgadas e manchadas de sangue, haviam hematomas por toda parte de seu corpo. Seja do que for que ele estivesse fugindo, conseguia entender o motivo que o levou a isso. Por hora, não poderia fazer muita coisa, apenas tentou limpar um pouco os ferimentos do garoto com um pano úmido.
O que havia acontecido consigo? Pensava ao sair do quarto. Até um tempo atrás jamais pensaria que iria socorrer uma pessoa na rua, trazê-la para sua casa e ainda por cima cuidar dela. Principalmente pelo fato dessa pessoa ser um completo desconhecido. Mas por alguma razão, sentia que devia ajudá-lo, já que pela sua situação provavelmente já sofrera muito na vida. Pelo menos isso serviu para perceber que não era tão frio como as pessoas geralmente falavam que era, ele tinha uma certa compaixão dentro de si. Voltou para o quarto depois de um tempo e notou que o garoto havia acordado, ele olhava para todo lado tentando se localizar. O que era normal, já que havia acordado em um lugar totalmente estranho para si. Tentou se aproximar do garoto e no momento que tocou em seu ombro para perguntá-lo como estava, pode ver uma expressão de completo desespero e seu olhar transbordar medo.
— Desculpe, não queria te assustar. — disse serenamente, para o garoto.
— NÃO TOQUE EM MIM! — O garoto gritou empurrando o moreno a sua frente. — POR FAVOR, NÃO FAÇA MAIS NADA COMIGO! ME DEIXE EM PAZ! — gritava desesperado.
— Eu não vou te machucar. — continuou falando com o tom mais suave possível. — Você desmaiou na rua e eu lhe trouxe até aqui. — tentou explicar algo o que parecia ser em vão, já que o garoto ainda parecia aterrorizado. — Tem uma muda de roupas ali, e o banheiro fica logo a frente, é melhor você tomar um banho e limpar melhor seus machucados.
— Q-Quem é você? — Perguntou amedrontado
— Ninguém suspeito. — disse dando um sorriso de lado. — Se precisar de mim é só chamar. — se retirou do quarto cuidadosamente para não assustá-lo mais. “Algo realmente aconteceu com ele” pensou indo ao outro quarto que tinha.
Dentro do quarto, o garoto que tinha cabelos avermelhados, ainda estava com medo da pessoa que supostamente o ajudou. Tentando colocar sua mente no lugar, começou a organizar seus pensamentos. Lembrava que finalmente tomara coragem de fugir daquele inferno e durante a fuga havia esbarrado em alguém e depois disso tudo se torna branco.
“Talvez essa seja a pessoa. Talvez ela não seja tão ruim” pensou. Geralmente as pessoas não ajudam desconhecidos na rua, mas essa pessoa sim, depois de um tempo pensando, resolveu fazer o que o moreno que o ajudara aconselhou.
Seu corpo doía, precisaria fazer um esforço a mais para conseguir chegar ao banheiro. Caminhava devagar se apoiando nas paredes para não cair, o que acabou sendo em vão ao tropeçar em um dos móveis. O estrondo feito pela queda do ruivo, acabou chamando atenção do moreno.
— Você está bem? — perguntou ao ver o garoto caído. — Você... quer ajuda? — perguntou um pouco relutante por causa do acontecimento mais cedo.
— E-Está tudo bem. — o ruivo respondeu com um pouco de esforço e percebendo que não haveria outra solução, resolveu aceitar a ajuda oferecida, afinal de qualquer jeito, ele já sofrera toda tortura possível. — Mas talvez eu precise de uma ajuda. — disse um pouco sem graça.
— C-Certo. — se assustou com a aceitação do garoto e foi rapidamente ao seu encontro, colocando um braço dele apoiado em seu ombro e o ajudando a chegar ao banheiro. Percebeu que mais uma vez ao tocar nele, ele se encolheu. — Eu só quero te ajudar. — falou tranquilamente.
— Desculpe... é só que... — o ruivo tentou dizer algo, mas foi interrompido.
— Não precisa me dizer, deve ter sido difícil para você. — falou o apoiando dentro do box do chuveiro.
— Obrigado... — respondeu ficando um pouco pensativo e logo voltando a falar. — seu nome?
— Ichinose Tokiya. — respondeu.
— Sou Ittoki Otoya. Obrigado Ichinose-san.
No outro dia, Ichinose acordara cedo, mais um dia de trabalho o aguardava. Resolveu dar uma olhada no garoto que havia socorrido na noite passada. Ittoki dormia tranquilamente e pelo estado que estava, provavelmente não acordaria tão cedo. Resolveu deixar um bilhete avisando que voltaria só a noite e que poderia se sentir a vontade na casa.
Algumas horas depois, o ruivo finalmente acordara e mais uma vez estranhava o lugar onde estava, mas dessa vez não demorou muito para se localizar. Apesar de ainda dolorido, seu corpo estava um pouco melhor se comparado a noite passada. Foi até a cozinha e encontrou o bilhete que Ichinose deixara, sorriu ao lê-lo. “É realmente, ele é uma boa pessoa” pensou e sorriu em seguida, pela primeira vez tivera sorte.
— Tadaima! — Ichinose disse ao chegar em seu apartamento. Não sabia porque ainda tinha esse costume já que morava sozinho.
— Ah, okaeri! — alguém respondeu, o que deixou o moreno um pouco assustado. Pelo menos até lembrar que havia deixado alguém em sua casa.
— Você fez isso tudo? — perguntou ao entrar na cozinha e ver os pratos servidos na mesa.
— Haha, sim. Espero que goste... e... — Ittoki ficou em silêncio por um tempo, se voltando para Ichinose e se curvando. — Muito obrigado por ter me ajudado noite passada Ichinose-san! — disse e acabou deixando o moreno um pouco surpreso.
— Não tem de que. — respondeu um pouco sem jeito. Otoya levantou a cabeça e deu um largo sorriso.
— Ah, como está a comida? — perguntou um pouco animado.
— E-Está boa. Obrigado.
— Não agradeça, na verdade essa é a única forma que encontrei de agradecer pelo que você fez noite passada. — respondeu começando a comer também. Após terminarem a refeição, Ittoki se levantou indo em direção a saída.
— Etto... Obrigado mais uma vez Ichinose-san, eu já vou indo, não vou mais tomar o seu tempo. — falou se curvando mais uma vez.
— Não tem problema... Você tem onde ficar? — perguntou e mais uma vez em menos de vinte e quatro horas estranhava seu comportamento.
— Ér... na verdade, não. — Ittoki respondeu sem jeito. — Ah, mas não se preocupe eu vou dar um jeito, você já me ajudou bastante estou grato.
— Se você quiser, pode ficar aqui. Esse apartamento é um pouco grande para uma pessoa só e também eu não tenho muito tempo para cuidar dele, então se você não se importar. — falou um pouco receoso. Primeiro porque mais uma vez, não era de seu feitio fazer isso e segundo porque tinha medo da reação do menor.
— Estaria tudo bem mesmo? — o ruivo perguntou um pouco animado.
— Claro, não estaria oferecendo se não estivesse.
— Obrigado! — Otoya exclamou demonstrando a felicidade que estava sentindo e logo se encolheu um pouco, ficando sem graça. — Etto... então, vou aceitar a oferta. — disse colocando a mão atrás dos cabelos e rindo sem graça.
Dois meses já haviam se passado deste que Tokiya e Otoya começaram a viver juntos. A convivência deles melhorava a cada dia que passava, Otoya começou a se abrir um pouco mais para Tokiya contando aos poucos como vivia antes. O ruivo era órfão e pelo que dizia adorava o lugar onde tinha crescido, ele sempre contava alegremente sobre os momentos que passava lá, mas ficava só nisso, até hoje nunca contou o motivo de ter ficado naquele estado da noite em que se conheceram. Não que Tokiya se importasse tanto com isso, mas depois de conviver por tanto tempo com Otoya, não conseguia chegar a algum motivo que levaria o ruivo a ficar naquele estado. Afinal, ele era sempre animado, gentil e muitas vezes fofo. Sim, Tokiya começara a achar Otoya fofo depois de tanto tempo ao seu lado e percebendo o quanto se sentia a vontade ao lado dele. E por isso não entendia como alguém poderia ser capaz de fazer mal a ele.
Otoya também não pensava diferente, deste que tinha começado a viver com Tokiya, não conseguia acreditar na sorte que tivera em tê-lo encontrado e se sentia feliz, seguro e o mais importante, em paz, depois de tanto tempo. Ainda sofria com alguns pesadelos da época que vivia naquele lugar e toda vez que acordava assustado no meio da noite, Tokiya o acalmava e ficava ao seu lado até o amanhecer. E mesmo soando um pouco estranho, se sentia confortável perto dele. Sem dúvidas havia se apegado como nunca a Tokiya e tinha um carinho muito especial por ele.
Mais uma vez, Otoya acordava apavorado depois de um pesadelo que tivera e por mais que fosse comum isso acontecer, dessa vez o pesadelo que teve foi ainda mais intenso, foi mais real, sentia como se tudo estivesse acontecendo novamente. Não demorou muito para Tokiya adentrar no quarto do ruivo e ir direto em sua direção o abraçando forte para acalmá-lo.
— Hey, foi só mais um pesadelo, vai ficar tudo bem. — Tokiya disse carinhosamente enquanto apertava Otoya contra si.
— Eu sei... — Otoya dizia com a voz trêmula. — Mas foi tão real... foi como se tudo estivesse acontecendo novamente. — cada vez que ele falava algo, apertava ainda mais forte o braço do moreno.
— Mas não era real. — falou tranquilamente passando uma de suas mãos livre no cabelo de Otoya os acariciando e levantando seu rosto o obrigando a encará-lo. — Eu estou aqui ok! Eu não sei o que fizeram com você antes, mas eu juro, juro que nunca mais deixarei ninguém te machucar novamente.
— Obrigado Tokiya. — disse demonstrando tudo que estava sentindo no momento e antes que pensasse em dizer mais alguma coisa, sentiu os lábios de Tokiya gentilmente tocando os seus.
Ficaram assim por um tempo, até que Tokiya resolveu aprofundar um pouco mais o contato, ao ver que Otoya não demonstrava que iria repeli-lo. Passou sua língua suavemente pelos lábios do ruivo pedindo permissão que logo foi concedida. O beijo era calmo e apaixonado, quando o ar faltou e se separaram, mantiveram seus rostos próximos olhando um nos olhos do outro.
— Eu acho que estou completamente apaixonado por você. — Tokiya disse e sem esperar uma resposta do ruivo, avançou novamente em seus lábios, dando um beijo mais urgente que dessa vez transmitia todo o desejo que estava sentindo no momento.
Suas mãos logo deslisaram pelo corpo do menor e no momento que sua mão tocou o abdômen de Otoya por debaixo da roupa, o ruivo o empurrou assustado.
— O que? — perguntou estranhando a reação do companheiro.
— Desculpa... eu... — Otoya tentava dizer algo.
Sua voz estava tão trêmula como quando tinha acordado do pesadelo, e foi então que Tokiya entendeu o que havia acontecido. Fechou os olhos e cerrou os punhos, tentando se acalmar. Se aproximou de Otoya novamente o puxando para perto de si.
— Não se desculpe, eu estava tentando apressar as coisas. — Ele disse suavemente e depois de perceber que Otoya havia se acalmado novamente, resolveu perguntar. — Otoya... você era abusado antes de fugir? — perguntou um pouco receoso pela resposta que viria.
— Desculpe, não quero falar sobre isso. — Foi tudo que o ruivo respondeu e de algum jeito, era a confirmação para o que Tokiya imaginava.
— Me desculpe por te fazer lembrar disso. — Disse abraçando-o mais forte.
Pela primeira vez, Tokiya odiara alguém que nunca conhecera na vida. Como ousaram fazer aquilo com Otoya? Se perguntava revoltado. Queria poder encontrá-los e matá-los, ou melhor, torturá-los o suficiente para sentirem o que Otoya havia sentido. E jurava para si mesmo, que não deixaria mais nada de ruim acontecer com ele novamente e que iria dar um jeito de apagar da memória do ruivo tudo o que ele havia passado, substituindo-as por memórias felizes.
O relacionamento dos dois, estava em um nível mais elevado e sem dúvidas, de um jeito bem melhor. Tokiya tentava ao máximo fazer Otoya se sentir confortável com a relação que tinham agora e se controlava para não assustá-lo novamente. Por mais que quisesse aprofundar ainda mais sua relação com o ruivo, sabia que o melhor para ele era ser paciente e aguardar até Otoya não se lembrar mais do trauma que causaram nele.
Trocavam carícias simples, beijos apaixonados e cheios de desejo, mas sempre paravam aí. Também saiam em encontros, para não caírem na monotonia e em um desses dias, acabaram encontrando uma pessoa, na qual Tokiya esperava não conhecer e Otoya não rever.
— Otoya! Por onde se meteu, eu te procurei em todos os lugares! — Disse uma mulher, que aparentava ter seus trinta e poucos anos.
Ela se aproximou um pouco do ruivo que se escondeu atrás de Tokiya que logo percebeu de quem se tratava.
— Não se aproxime dele! — Tokiya disse severamente a mulher.
— Não me aproximar dele? Ele é meu filho! Tenho todo direito de me aproximar dele, principalmente depois dele desaparecer por tanto tempo.
— Como se você realmente tivesse se importado com isso. — Otoya levantou a voz.
— Do que você está dizendo meu amor, é claro que eu me importei! — ela respondeu aproximando um pouco mais de Otoya e fazendo com que Tokiya a barrasse mais uma vez.
— Eu disse para não se aproximar dele! — Tokiya falou um pouco mais alto.
— Tsc. E quem você pensa que é? Não lembro de você ser algum cliente. — Ela disse já irritada pelo comportamento do moreno. E depois do que ela disse, Tokiya simplesmente perdeu o controle, avançando até ela, mas sendo impedido por Otoya.
— Pare Tokiya! — Otoya gritou segurando o maior. — Estamos no meio da rua, se você bater nela, será pior para você.
— Ao que parece você realmente gosta de caras violentos. — A mulher disse provocando. Agora Tokiya estava no limite de seu autocontrole. Tocou a mão de Otoya o fazendo se afastar um pouco.
— Desculpe Otoya. Eu prometo que não vou fazer nada. — ele disse carinhosamente ao ruivo e logo se voltou a mulher depois de respirar fundo. — E se você não quer ser presa no momento, sugiro que se afaste e nunca mais. Nunca mais, se aproxime do Otoya novamente, ou pode ter certeza que eu transformo sua vida num inferno pior do que você transformou a dele.
— Como se você pudesse fazer isso. — Ela retrucou.
— Não só posso, como vou se você não me escutar. Vamos Otoya. — Tokiya disse puxando Otoya consigo. Durante todo o caminho ficaram em silêncio. — O que... por favor, me conte o que aconteceu com você? — perguntou ao entrarem no apartamento.
Otoya apenas desviou o olhar e respirou fundo, por mais que fosse doloroso lembrar do que acontecia lá, sabia que estava na hora de contar para Tokiya o que havia acontecido.
— Quando eu completei catorze anos, fui adotado por aquela mulher. Nos primeiros dias eu me senti muito feliz, já que pela primeira vez eu teria uma família de verdade. Então, depois de três meses, ela começou a sair com mais frequência de casa me deixando sempre sozinho e antes que eu pudesse perceber o que estava acontecendo, alguns homens apareciam na casa e.... — Otoya começava a se desesperar nesse momento, lágrimas não paravam de cair por seu rosto. Tokiya apenas o puxou para perto de si o abraçando forte o incentivando a continuar. — Eles me batiam e me estupravam e no final, ela aparecia dizendo que eu fiz um bom trabalho e graças a isso ela poderia conseguir o dinheiro que precisava. Isso se repetia algumas vezes ao mês, e muitas vezes algumas mulheres apareciam juntos com eles, apenas para filmarem ou assistirem como se fosse alguma peça divertida de teatro. Eu tentei fugir várias vezes, mas ela sempre colocava alguém atrás de mim, e tudo ficava ainda pior do que antes e isso durou três anos. Três anos naquele inferno e... — Otoya chorava e tremia descontroladamente. Tokiya o abraçava ainda mais forte.
— Shsh... Tudo acabou, tudo acabou. Isso nunca mais vai acontecer com você. Eu nunca mais vou deixar isso acontecer com você, nunca. — Tokiya dizia tentando acalmar Otoya, até o que mesmo finalmente pegou no sono.
Agora estava decidido, aquela mulher iria pagar por tudo que ela fez. Tokiya passou a pesquisar tudo que podia sobre ela. Na maior parte do tempo, estava ocupado tentando encontrar alguma prova dos crimes que ela cometia.
Otoya estranhava o fato de Tokiya ter se afastado de repente, o moreno passava pouco tempo em casa e quando ficava, se isolava em algum lugar na frente do computador. Tentou perguntar uma vez o que estava acontecendo, mas não recebeu resposta. Já não aguentava mais aquela situação, tudo que se passava pela sua cabeça é que depois do que contou a Tokiya, o moreno começara a sentir nojo dele e só o aceitava ainda por estar com pena.
Sua felicidade mais uma vez havia sido arruinada por aquela mulher, não suportava mais. Resolveu que estava na hora de sair daquele lugar, amava Tokiya e por isso não poderia aguentar o fato dele o aceitar somente por pena.
— Otoya? O que você está fazendo? — Tokiya perguntou assustado, ao ver que o menor estava arrumando todas as suas coisas.
— É óbvio não? Você não precisa mais me aceitar aqui só por pena, eu vou encontrar um outro lugar para ficar. — Otoya respondeu sem olhar para o moreno.
— Te aceitar por pena? Do que você está falando? — Tokiya perguntou confuso.
— Você acha que eu não percebi que você se afastou de mim depois que eu te contei tudo? Eu sei que você sente nojo de mim no momento! — Otoya esbravejou e logo Tokiya foi em sua direção o abraçando forte.
— Você tá maluco? Eu nunca sentiria nojo de você! Nada daquilo que aconteceu foi sua culpa. — disse um pouco desesperado, Otoya não poderia desaparecer da sua vida.
— Então por que? — Otoya gritou. — Por que você se afastou?— Otoya começou a se debater contra Tokiya para se afastar, o que foi em vão já que Tokiya o segurava ainda mais forte. — Por que? — não conseguia mais segurar as lágrimas.
— Shsh... Desculpe, desculpe, desculpe! — Tokiya dizia rapidamente. — Eu acabei fazendo você sofrer novamente. — Tokiya puxou o rosto de Otoya o obrigando a encará-lo. — Eu me afastei por que estava concentrado em acabar com aquela mulher pelo que ela fez você passar. Eu comecei a pesquisar sobre o passado dela e juntei todas as provas possíveis para fazê-la apodrecer na cadeia. E a essa altura, ela deve estar a caminho dela. — ele disse sorrindo e tocando levemente seus lábios nos de Otoya. — Eu te amo, nunca mais pense que eu poderia sentir nojo de você.
— Eu senti tanto medo! — Otoya disse finalmente retribuindo o abraço de Tokiya. E logo inciaram um beijo apaixonado, que logo foi ficando mais e mais urgente. E antes que perdesse seu autocontrole, Tokiya se afastou de Otoya. — Você não precisa se segurar dessa vez. — Otoya disse, fazendo Tokiya ficar surpreso.
— Você tem certeza? — Tokiya perguntou não acreditando no que tinha escutado. — Você sabe que...
— Sim... mas é você, e já está na hora de eu finalmente esquecer esse trauma. — Otoya disse com o rosto um pouco corado. — Você me ajuda nisso Tokiya? — Otoya perguntou e sem responder nada Tokiya apenas o beijou com todo amor e ternura que podia transmitir.
— É claro. Vou fazer você esquecer do passado.
Dito isso, Tokiya desceu seus lábios para o pescoço do ruivo, arrancando leves gemidos do menor. Cuidadosamente, colocou sua mão por dentro da blusa que Otoya vestia, para não assustá—lo e começando a beliscar seus mamilos. Tudo que queria no momento, era dar o maior prazer possível para Otoya. Sem aguentar mais, retirou a blusa do ruivo e em seguida a sua, voltando a traçar uma trilha por todo o peitoral de Otoya, dedicando boa parte do tempo dos mamilos do ruivo, chupando um e acariciando o outro.
— Ahn... ahn... To-Ki-Ya... — Otoya gemia deixando Tokiya ainda mais cedendo pelo seu corpo.
— Tudo bem em eu tocá-lo aqui? — Tokiya perguntou com uma voz sedutora, levando sua mão até o membro do menor que logo se contorceu com o contato.
— S-Sim... ah... — Tokiya começou a massageá-lo ainda por cima da calça, não demorando muito para retirá-la e poder assim tocá-lo como desejava. — Ah... Mn... — Tokiya abafou os gemidos de Otoya com um beijo e logo começou a esfregar ambas as ereções. Tanto o ruivo quanto o moreno estavam muito excitados.
— Eu te amo. — Tokiya disse voltando a atenção de seus lábios para o pescoço do ruivo.
— Eu também... ah... eu te amo Tokiya, então por favor me faça seu... ah — Otoya disse puxando Tokiya para mais um beijo.
— Você já é meu. — Tokiya disse descendo mais uma vez seus lábios, dessa vez até a ereção do ruivo, onde lambeu toda a extensão de seu membro, fazendo com que Otoya soltasse um longo gemido, e logo começando a chupá-lo. Ao mesmo tempo, levou seus dedos a boca de Otoya que entendeu o recado e começou a chupá—los.
— Mn... Mn... To-kiya... é melhor você parar... mn... eu já... mn... eu vou... — Otoya disse e tudo que Tokiya fez foi ignorar o que o ruivo dizia o chupando cada vez mais forte e não demorou muito para o ruivo desmanchar em sua boca. — Ah... Gomen Tokiya....
— Gochisousama deshita. — o moreno disse engolindo todo o sêmen do menor e o beijando em seguida fazendo-o sentir o próprio gosto. — Você tem certeza que está tudo bem em continuar? — Tokiya perguntou mordendo o lóbulo da orelha de Otoya. — Eu não estou aguentando mais, mas não quero te forçar a nada.
— Você não está me forçando... está tudo bem, eu confio em você Tokiya. — Otoya respondeu e logo soltou um gemido de dor ao sentir Tokiya introduzindo o primeiro dedo na sua entrada.
Depois de um tempo, percebeu que Otoya já havia se acostumado com a intromissão e inseriu o segundo dedo, dessa vez fazendo movimentos estilo tesoura. O terceiro dedo foi inserido um pouco depois.
— Eu vou colocar... tudo bem? — o moreno perguntou retirando os dedos de dentro do menor, que apenas respondeu acenando com a cabeça.
Se posicionou na entrada do menor o penetrando com calma para não machucá-lo. Otoya soltava alguns gemidos de dor, por mais que Tokiya tenha tido todo o cuidado de prepará-lo, não podia dizer que ainda não doía, mas sem dúvidas valeria a pena aguentar essa dor por ele.
Tokiya percebia que Otoya estava desconfortável com essa situação, mas não poderia parar, não agora. Sabia que daqui a pouco ele iria se sentir bem melhor. Depois que entrou completamente dentro do ruivo, ficou parado por um tempo esperando ele se acostumar.
— P-Pode se mexer. — Otoya disse depois de um tempo. Tokiya começou os movimentos devagar, para não machucá-lo. E com o tempo, toda a dor que Otoya sentia foi transformada em prazer. — Ah... ahn... M-Mais r-rápido... ah... — Otoya pediu e logo foi atendido por Tokiya, que acelerou seus movimentos e ao mesmo tempo que o estocava, o masturbava com a mesma intensidade.
Ambos gemiam alto, depois de várias estocadas, Otoya chega ao seu limite mais uma vez e Tokiya logo depois, ao sentir Otoya o apertando ainda mais dentro de si.
— Você está bem? — Tokiya perguntou se retirando de dentro do ruivo e o aconchegando em seu peito.
— Sim... isso foi maravilhoso. — Otoya disse abraçando o moreno, que sorriu ao escutar isso.
— Ainda bem... vamos fazer isso mais vezes até você esquecer tudo que aconteceu. — Tokiya sussurrou em seu ouvido. Instantaneamente Otoya corou e respondeu depois de um tempo.
— Eu já esqueci.... mas não me importo de fazer outras vezes. — Otoya parecia um pimentão após dizer isso, fazendo Tokiya rir mais uma e o puxar para mais um beijo.
— Você realmente não tem jeito... Eu te amo. — disse e Otoya logo abriu um largo sorriso.
— Eu também te amo, muito, muito mais do que você pode imaginar Tokiya. — Ele disse olhando seriamente para Tokiya que estava com o rosto um pouco corado também. — Obrigado por me arrancar daquele pesadelo. Eu tive sorte em conhecê-lo.
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