Notas iniciais
Espero que gostem e comentem!

O silêncio toma todo o ambiente, a não ser por minhas inúmeras tentativas de me soltar daquelas malditas algemas, olho ao meu redor em busca de algo, encontro um machado, estico meu braço o máximo em sua direção, e com as pontas dos dedos, puxo para mim o objeto. Fico pensando no que fazer, tento arrebentar a corrente,mas sem felicidade, nada acontece, minha unica alternativa, cortar minha própria mão, mas não tenho sangue e nem estômago para isso. Mas essa é minha unica saída.... comecei a pensar em tudo que aconteceu de bom em minha vida. Quando ganhei minha primeira bicicleta, quando beijei a primeira garota, quando aprendi a nadar, ah puxa minha primeira noite de sexo, meu primeiro carro, e, claro, quando conheci Penny. Penny e eu namoramos por alguns anos, aquela situação me fez lembra-la, pois o motivo de minha mudança para Long Island foi ela, os pais dela eram totalmente contra o nosso relacionamento e infernizaram tanto que decidi romper e sumir, recomeçar em outro lugar longe dela pra então só assim conseguir esquece-la. Então vim parar aqui, algemado e prestes a morrer nas mãos de dois assassinos.... Mas essa não é a primeira vez que fico algemado. Penny certa vez me aprisionou na cama em seu quarto, foi a nossa primeira vez, ela acordou para ir ao trabalho, eu capotado de sono fiquei dormindo, ao acordar reparei que estava algemado, e o seguinte bilhete estava pousado sobre o travesseiro dela:

Bom dia, o aprisionei em minha cama para que não desapareça após um boa noite de amor. Mas deixei a saída com você, agora quero que você escolha entre ficar ou fugir, consegue entender o que estou falando?! Boa sorte!

Bom, confesso que achei estranho, mas muito original, logo me apaixonei por ela. Depois de alguns minutos achei um Lockpick em meu bolso, que depois de muito tentar consegui abri-las e me libertar... Resumindo, fiquei esperando ela voltar, e me soltei para que ela veja que fiquei por ela, e não por estar preso.

Trago esse Lockpick comigo até hoje... Meu Deus é verdade! Ele está em meu bolso da calça que vim parar aqui. Olho para frente as minhas roupas estão penduradas alguns poucos metros de mim, deito no chão de bruços, e me estico o máximo para alcançar, mas sem sorte, então retorno e pego o machado, e volto a ficar próximo as minhas roupas novamente, levo o machado em direção ao roupeiro, com a lâmina puxo-o para mim fazendo assim com que caia no chão fazendo um grande barulho, acho o lockpick e em seguida escuto um grito.

–--Ei Adam, estou indo ai ver o que esta fazendo.

Ouço passos na direção do comodo onde estou, ainda não consegui abri-las, tento, tento, sem sucesso, ouço uma mão pesada encostar na maçaneta, ela gira, abro as algemas, coloco-me de pé com o machado nas mãos, e vejo Jack, estatelado, me encarando e dizendo:

–--Calma amiguinho você pode se machucar, entregue isto para mim, e tudo ficara bem eu prometo. Eu apenas o encaro, ele começa a se aproximar, então digo:

–--Fique onde está, nem mais um passo.

–--Adam, para com isso você não ira fazer nada, sabe disso, você é um medroso, esta na sua cara isso. Agora chega me devolva isso aqui antes...

Jack se aproxima, recuo e peço para que ele fique onde está. Ele me ignora, vem em minha direção, então seguro o cabo do machado com as duas mão bem firmes, levo-as acima de minha cabeça, e desço a lâmina em direção ao seu crânio, enterrando-a bem fundo, que jamais alguém iria tira-la dali, seu corpo não vai ao chão enquanto, não solto o machado, por fim largo aquela ferramenta de lenhador, e o corpo de Jack vai ao chão morto em meio as vísceras putrefatas. Visto minhas roupas, pego uma faca em cima de um lavatório, procuro agora por Lindsey, saio da sala, a minha esquerda ha uma escada, subo, termina em um corredor, a direita fica a cozinha, esquerda a sala, a minha frente outro lance de escadas, então decido subir, vou em direção ao quarto no fim do corredor, entro, vejo um poltrona com uma pessoa sentada assistindo tv, chego mais perto, ela esta de costas para mim, reconheço-a de imediato, encosto a lâmina em sua garganta, seus olhos vão em direção aos meus, eu sussurro em seu ouvido.

–--Você vai morrer vadia.

Então degolo sua garganta, o sangue esguicha na tela da tv, largo a faca, vou embora, para a rua e corro para bem longe dali. Depois de muito caminhar, percebo faróis de carro nas minhas costas, o carro se aproxima bem lentamente, até parar ao meu lado, então percebo, graças a Deus, é a polícia.